Mobilização contra zika busca repercussão em todo o país neste sábado (13)

PalavraLivre-zika-dengue-doenca-saude-O governo quer fazer com que a mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, no próximo sábado (13), seja também uma “medida de impacto”  com repercussão em todo o País.

O objetivo é fazer com que a sociedade se sensibilize com o tema e ajude a eliminar os criadouros do inseto transmissor do zika vírus.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, disse que o governo vai precisar da ajuda das equipes dos ministérios para que a visita de conscientização dos cerca de 220 mil militares a mais de 300 municípios seja também uma “ação de comunicação”.

De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, o ato será “simbólico”. Além da distribuição de panfletos, há estimativa de  visitas a casas, ao lado dos governadores, prefeitos e agentes de combate às endemias.

Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, é importante que os próprios ministros batam de “porta em porta” e busquem conscientizar a população sobre os riscos da epidemia.

Marcelo Castro informou que, além dos militares, a ação vai contar com a presença de 46 mil agentes de combate às endemias, mais de 266 mil agentes comunitários de saúde, além de governadores, forças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Mais cedo, ao detalhar a ação, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, lembrou que milhares de militares estão sendo treinados para a aplicação de produtos químicos para matar o Aedes aegypti, preparando-se para atuarem em etapas posteriores à mobilização deste sábado.

O ministro do Esporte, George Hilton, descartou nesta quinta-feira (11) a hipótese de os casos de zika vírus prejudiquem os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

“Definitivamente, a Olimpíada está garantida e será um grande evento. É um trabalho de conscientização inclusive das lideranças das federações internacionais, está todo mundo mobilizado. Não é um problema do Brasil, isso é um medo do mundo, e todos estamos cientes da responsabilidade, mas nada que comprometa o grande espetáculo”, disse o ministro após participar de reunião no Palácio do Planalto sobre o combate ao vírus Zika.

Com informações do Portal Brasil

Dengue: Brasil tem 77 municípios em situação de risco e 375 em alerta

Levantamento divulgado hoje (27) pelo Ministério da Saúde indica que 77 municípios brasileiros estão em situação de risco para a dengue, incluindo uma capital, Porto Velho. Nessas áreas, onde vivem mais de 5,7 milhões de pessoas, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

Além disso, 375 cidades estão em situação de alerta para a dengue (índice de infestação entre 1% e 3,9%), enquanto 787 registraram índices considerados satisfatórios (menores que 1%).

A pesquisa foi realizada em 1.239 municípios brasileiros. No ano passado, 800 prefeituras haviam participado do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), feito pelo governo desde 2003.

Das 77 cidades em situação de risco para a dengue, 58 participaram da pesquisa pela primeira vez e dez mantêm a classificação desde o ano passado. Em 2011, 48 municípios foram identificados em situação de risco, 338 estavam em alerta e 414 apresentaram índice satisfatório.

No Nordeste, mais de 70% das larvas do mosquito se concentram em reservatórios de água. No Sudeste, mais da metade dos focos (59,2%) estão em depósitos domiciliares. No Sul e no Centro-Oeste, o problema maior é o lixo, enquanto no Norte há uma situação de equilíbrio entre o armazenamento de água e o lixo.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que, em dezembro, o verão começa oficialmente no país e que o período é considerado predominante para a circulação do vírus da dengue. “Contamos com a parceria importante de estados e municípios para que a gente tenha uma mobilização com antecedência para evitar epidemias no próximo verão”, disse.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou que o LIRAa funciona como uma espécie de fotografia de momento e que a circulação da dengue deve aumentar em alguns municípios. “Teremos mais chuvas, o que é um ambiente mais provável para infestação do mosquito. Certamente teremos municípios com situação de epidemia”, disse.

Da Ag. Brasil