Opinião – Um presidente sádico

Começo o texto com a palavra Presidente com “p” minúsculo, que é o máximo que o atual ocupante do cargo maior do Brasil pode ter. Sabidamente inepto, inconsequente, despreparado, ignorante, autoritário, desqualificado para gerir um país gigante como o nosso, eis que agora ele é também sádico, para dizer pouco. Nas suas lives para admiradores, o presidente brincou com a morte dos brasileiros acometidos pela Covid-19, no dia que chegou a mais de mil óbitos em 24 horas. “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma… tubaína”, falou aos risos… Rindo de quê presidente sádico?

Vamos aos números divulgados pelo Ministério da Saúde do “presidente” ontem: já são 17.971 óbitos, sendo que 1.179 foram registrados somente até ontem em intervalo de 24 horas. Contaminados, 271.268 e crescendo, assim como as mortes. Vamos às vidas humanas. Todos os mortos eram pais, mães, filhos, filhas, netos, netas, avós, avôs, trabalhadores, trabalhadoras que deixam seus entes queridos a chorar, e sem sequer poder se despedir. Estão, milhares deles, em valas comuns. E vem o “presidente” rir de tudo isso, fazer graça? Quem em sã consciência pode apoiar uma pessoa com tais níveis de desfaçatez?

Sugiro aos que o apoiam e que logicamente não acreditam na doença, na mortalidade e contágio dela, que visitem os hospitais, busquem saber das famílias dos mortos o que eles e elas acham da perda que tiveram. Digo mais, que sigam para a linha de frente do combate ao Covid-19 com todo o seu estoque de cloroquina, e claro, tomem altas doses para aguentar firme o bicho. Afinal, nem sei porque lutam pela cloroquinamania do seu “presidente”, já que a doença nem é assim tão letal… é apenas uma gripezinha…

Ainda é tempo de mudar de opinião e assumir o erro do voto em 2018, e de que o seu herói é na verdade um fanfarrão que só não mentiu em uma coisa: que iria destruir tudo o que existia no Brasil, para começar tudo de novo. Certamente veremos um bolsoministão com ministros milicianos e da família do chefe, seus cúmplices, todos de joelhos para a meca da ignorância que mata. Só espero que sobre alguém vivo neste mundo que sobrar. Eu é que não vou esperar para ver. Quem o elegeu e tiver um mísero neurônio deveria admitir que foi enganado, que o seu herói na verdade sempre esteve abraçado aos corruptos que atacava falsamente. Devem sair a público e dizer, errei. Assistam a entrevista do Youtuber Felipe Neto ao Roda Viva. Quem sabe entendam o que país precisa. Assumir o erro, e corrigi-lo.

É urgente. Seus filhos e netos agradecerão. Ah, e só para não esquecer: estamos sem Ministro da Saúde, após dois demitidos em dois meses. Tá bom né.

“Cada novo morto é na conta de Carlos Moisés”, aponta Pedro Uczai

O deputado pelo PT, Pedro Uczai, não gostou nada da nova decisão do governador do Estado, Carlos Moisés (PSL), de abrir mais um pouco as portas para o trabalho em Santa Catarina. Para ele, a conta dos mortos que podem vir à frente, vai para a conta do Governador. O desabafo foi feito em entrevista para o Portal Desacato assinada por Claudia Weinman.

“Essas atividades liberadas nessa portaria não são essenciais. A quarentena vai voltar na próxima semana com mais tragédias e cada novo morto em Santa Catarina estará na conta do governador Moisés. Enquanto isso a elite se preserva e põe a empregada doméstica dentro das casas. Recentemente no Rio de Janeiro a empregada doméstica foi contaminada pela ‘socialite’ que foi para Europa e quem morreu foi a empregada. Não vai ter proteção dentro da casa. É a vida, a vida importa. Isso é grave”.

E agora Governador!

MST denuncia conluio na morte de trabalhadores

PalavraLivre-parana-beto-richa-rossoni-mortes-sem-terraA direção do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra da região central do Paraná emitiu nota na noite de quinta-feira denunciando o conluio entre pistoleiros e policiais militares para atacar um grupo de trabalhadores acampados em uma estrada provocando a morte de pelo menos dois trabalhadores e vários feridos.

A nota do MST, além de denunciar o conluio entre os pistoleiros da empresa Araupel, que grilou a área ocupada pelos trabalhadores, e a Polícia Militar, afirma que o secretário da Casa Civil do governo do Paraná, deputado federal Valdir Rossoni, comprometeu-se com a empresa que reprimiria os sem terras até tirá-los da área grilada e que o mesmo teria insuflado os policiais que se sentiram livres até para matar os ocupantes. Segundo o MST, Rossoni teria agido em função do apoio financeiro que a empresa deu para sua eleição.

O MST cobra punição aos mandantes e aos assassinos, reivindica a realização da reforma agrária na região e que se efetive a decisão judicial que deu nulidade aos títulos de propriedade da empresa. Por fim a nota nega que os trabalhadores tenham emboscado a PM, tendo ocorrido justamente o contrário.

Leia a íntegra da nota:

Nota da direção regional – MST

Conflito em Quedas do Iguaçu-PR

1. Mais uma vez explode o conflito em torno da Reforma Agrária no município de Quedas do Iguaçu, no momento em que conluiados os pistoleiros da Araupel e a PM do Paraná, atacaram frontalmente um grupo de sem terras, sem ao menos conversar, numa estrada da área grilada pela Araupel, com decisão judicial de nulidade dos títulos de propriedade;

2. Uma semana antes o atual secretário da casa civil e deputado federal, Valdir Rossoni, passou por Quedas do Iguaçu e comprometeu-se com a Araupel que reprimiria os sem terras até tirá-los da área grilada. Já há algumas semanas a PM faz bloqueio ostensivos, faz ameaças de todo o tipo aos trabalhadores assentados e acampados, humilhando e provocando nas abordagens realizadas nas estradas da região;

3. Os “recados” de ameaças de prisão e de morte contra os dirigentes e militantes chegaram incisivamente. Rossoni insuflou a PM que sentiu-se livre, inclusive para matar;

4. Rossoni quer ser Senador nas próximas eleições e já teria feito acerto de apoio econômico com a Araupel, que já lhe apoio com doação de dinheiro na campanha para deputado, e em troca do novo apoio reprimiria e despejaria os sem terras;

5. A única forma possível de resolver o conflito é punir os mandantes dos assassinatos e os assassinos, e o governo federal fazer a reforma agrária nesse latifúndio assassino, grileiro, e que a justiça já deu nulidade dos falsos títulos;

6. A Secretaria de Segurança Pública emitiu nota totalmente mentirosa, afirmando que os sem terras armaram emboscada para a polícia. Tal afirmação se desmente pelo resultado do massacre, onde dois trabalhadores sem terras foram assassinados e vários feridos, o que comprova a versão inversa dos fatos, a de que os sem terras é foram vítimas de emboscada.

Maldito o soldado que vira o fuzil contra o seu povo! (Bolívar)

Justiça e reforma agrária já!

Direção Regional do MST – Região Centro do Paraná

Laranjeiras do Sul, 7 de abril de 2016

MST exige punição
Na tarde de quinta-feira, famílias do MST, organizadas no Acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vitimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.

No ataque covarde promovido pela PM e por seguranças da Araupel, foram assassinados os trabalhadores rurais, Vilmar Bordim, de 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que deixa a esposa grávida de nove meses. Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois detidos para depor e já foram liberados.

O acampamento, cuja ocupação teve início em maio de 2015, possui aproximadamente 1,5 mil famílias e está localizado no imóvel rural Rio das Cobras, que foi grilado pela empresa Araupel. A Justiça Federal declarou, em função da grilagem, que as terras são públicas e pertence à União, portanto, devem ser destinadas para a reforma agrária.

Segundo o relato das vítimas do ataque, não houve confronto algum. A emboscada ocorreu enquanto aproximadamente 25 trabalhadores Sem Terra circulavam de caminhonete e motocicleta, há 6 km do acampamento, dentro do perímetro da área decretada pública pela justiça, quando foram surpreendidos pelos policiais e seguranças entrincheirados.

Estes alvejaram o veiculo onde se encontravam os Sem Terra, que para se proteger, correram mato adentro em direção ao acampamento, na tentativa de fugir dos disparos que não cessaram. Em relato a PM admite que os dois corpos fossem recolhidos de dentro da mata. Todas as vítimas foram baleadas pelas costas, o que deixa claro que estavam fugindo e não em confronto com a PM e seguranças.

O local onde ocorreu a emboscada ficou isolado pela PM por mais de duas horas, impedindo o socorro dos feridos. Além de bloquear qualquer outra pessoa que se aproximasse para socorrer e documentar a cena do crime a polícia removeu as vítimas sem a presença do IML, bem como, os objetos da cena do crime.

A Polícia Militar criou um clima de terror na cidade de Quedas do Iguaçu, tomou as ruas, cercou a delegacia e os hospitais de Quedas do Iguaçu e Cascavel para onde foram levados os feridos, e impediu qualquer contato das vitimas com os familiares, advogados e imprensa.

O ataque da PM aos Sem Terra aconteceu após o Deputado Rossoni assumir a Chefia da Casa Civil do Governo do Paraná e, que, coincidentemente, esteve em visita ao Município de Quedas do Iguaçu, no dia 1 de abril deste ano, acompanhado do Secretário de Segurança Publica do Paraná, Wagner Mesquita, além de representantes das cúpulas da policia do Paraná, que determinaram o envio de um contingente de mais de 60 PMs para Quedas do Iguaçu.

O MST está na região há quase 20 anos, e sempre atuou de forma organizada e pacífica para que houvesse o avanço da reforma agrária, reivindicando que a terra cumpra a sua função social. Só no grande latifundiário da Araupel foram assentadas mais de 3 mil famílias.

Com informações do Correio do Brasil

PRF registra 71 mortes no feriado prolongado

Durante os quatro dias de feriado prolongado, iniciado na última sexta-feira (9) e finalizado ontem (12), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 1.037 acidentes e 71 óbitos em rodovias federais que cortam o país.

De acordo com balanço preliminar divulgado hoje (13), durante o mesmo período, homens da corporação fiscalizaram 92.038 pessoas e emitiram 19.958 multas, além de recolher 508 veículos por diversas irregularidades.

“Excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares, embriaguez ao volante e a falta de itens de segurança, tal como cadeirinhas e cintos de segurança, foram pontos focais das ações”, informou a PRF.

A Operação Aparecida registrou ainda 24.746 testes de etilômetros feitos em rodoviais federais. Ao todo, 497 motoristas foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool, sendo que 80 deles excederam os limites tolerados pela legislação e foram presos.

Com informações da Ag. Brasil

Ativista que denunciou abusos de PMs na Bahia sofre ameaça

O editor-chefe do blog Mídia Periférica, Enderson Araújo, denunciou abusos de policiais militares na Bahia, sofreu ameaças e deixou Salvador, alegando temer pela própria vida. Ele está em local desconhecido. A Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e a Secretaria Nacional de Juventude acompanham o caso.

Araújo diz ter sido abordado por um policial militar ao sair de uma padaria no último dia 9. “Ele disse que era melhor eu segurar o dedo e parar de escrever porque ficaria sem segurança”, recorda. Para o ativista, a ameaça foi motivada por uma matéria publicada na revista Carta Capital sobre recentes ações da Polícia Militar (PM) em Salvador, que deixaram 15 jovens negros mortos em três dias.

Na madrugada do último dia 6, a PM matou 12 jovens no bairro do Cabula, em Salvador, após uma troca de tiros. A polícia matou dois jovens no bairro de Cosme de Farias no dia seguinte (7) e mais um jovem no bairro Sussuarana, onde Araújo vive, no dia 8.

O blogueiro também publicou um vídeo em que policiais ordenavam a dois jovens que tirassem a roupa para facilitar a revista durante a operação em Sussuarana. “O vídeo e a matéria [publicados] num veículo de circulação nacional, questionando os métodos da PM, irritaram alguns policiais.”

Em todos os casos, a Polícia Militar da Bahia alega que as mortes ocorreram porque as pessoas demonstraram resistência à abordagem e que parte dos mortos tinha passagem por roubo, tráfico de drogas, posse de explosivos e de armas de alto calibre. Movimentos sociais questionam a versão e alegam que a maioria dos mortos é jovem, pobre e inocente.

Araújo acionou a Superintendência de Direitos Humanos da Bahia e o governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ele recebeu a oferta de entrar no programa de proteção a testemunhas, mas recusou a proposta. “Não posso abandonar meu trabalho de militância e de articulação. Se entrasse nesse tipo de programa, seria silenciado para sempre.”

O Ministério Público Federal está acompanhando as investigações. Araújo defende uma perícia externa dos corpos. “A Polícia Militar da Bahia já fez uma perícia, mas o ideal seria que o governo federal entrasse na investigação”, informa.

Até agora, o único caso de ameaça explícita ocorreu com Araújo, mas o blogueiro acredita que o número de ativistas coagidos seja maior. “A polícia monitora as redes sociais e os telefones dos ativistas. Certamente, mais pessoas foram acuadas nos últimos dias, mas não denunciaram por medo.”

A presidenta do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia, Vilma Reis, cobra que a PM baiana investigue a ameaça ao blogueiro de forma imparcial. “Coações como essas são inaceitáveis no Estado Democrático de Direito. O serviço de inteligência da polícia tem de funcionar para investigar a polícia”, diz.

Vilma relata que as mães dos jovens mortos no bairro do Cabula ouviram provocações de policiais durante manifestação na última quinta-feira (12). “Agentes se infiltraram no protesto e insultavam as mães. Tivemos de pedir ao comandante [da operação] que retirasse os agentes do meio da manifestação para evitar um confronto.”

O secretário nacional de Juventude, Gabriel Medina, diz que o governo federal, embora não esteja oficialmente envolvido na investigação, está monitorando o caso. “É importante ressaltar que, enquanto a investigação não acabar, não estão confirmadas as chacinas porque a Polícia Militar alega auto de resistência. Estamos em contato permanente com a rede de ativistas, aguardando o desenrolar da história, e o Conanda [Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente] soltou uma nota expressando a preocupação com as mortes em Salvador.”

A Agência Brasil entrou em contato com a Polícia Militar da Bahia, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. A superintendente de Direitos Humanos do estado, Anhamona de Brito, diz que recebeu Araújo na quinta-feira em seu gabinete. Ela diz que o governo da Bahia está analisando o caso e tomando as providências cabíveis.

Da EBC

Gripe: Santa Catarina registra 418 casos de gripe e 32 mortes por Influenza, segundo Governo

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde registrou, até o último sábado, 31 de agosto, 418 casos confirmados de gripe pelo vírus Influenza em Santa Catarina. Do total, 185 são casos de Influenza A (H1N1), 107 de Influenza A (H3N2), 112 de Influenza B e um pelo vírus Influenza A (não subtipado). Treze casos confirmados por Influenza A estão aguardando subtipagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen).

Segundo o diretor da Dive, Fábio Gaudenzi, há uma tendência de queda no número de casos confirmados de gripe por Influenza nas últimas quatro semanas. “O maior número de casos confirmados ocorreu no período de 20 a 27 de julho, com 49 casos, e desde então vem diminuindo gradativamente”, destaca Gaudenzi.

Os dados da Dive mostram que as regiões de Jaraguá do Sul, Grande Florianópolis, Itajaí e Joinville concentram o maior número de casos confirmados por Influenza no Estado até o momento. O município de Jaraguá do Sul apresenta o maior número, com 67 casos confirmados de gripe por Influenza, seguidos por Florianópolis com 36, Joinville com 35, Criciúma com 18, Guaramirim com 17 e São José com 16 casos.

Nas últimas duas semanas foram confirmados dois casos de gripe por Influenza em residentes de Jaraguá do Sul e Joinville, reforçando a tendência de diminuição de casos hospitalizados na região. Em Florianópolis, neste mesmo período foram confirmados 10 casos de Influenza, sendo cinco pelo vírus A (H1N1), três pelo A (H3N2) e dois pelo Influenza B.

De acordo com informações da Dive, a faixa etária com maior número de casos de gripe por Influenza confirmados é a de 40 a 49 anos.

O gerente de imunização da Dive, Eduardo Macário, explica que 225 casos tinham algum fator de risco associado. Destes, 92 eram doentes crônicos, 67 eram idosos, 32 eram crianças menores de dois anos de idade, 18 eram gestantes e 16 eram obesos. Os 225 casos com fatores de risco fizeram parte do grupo prioritário para vacinação contra influenza em 2013, mas somente 77 se vacinaram.

Trezentos e quarenta e dois casos de gripe por Influenza evoluíram para cura e foram medicados com tamiflu. “Sendo que 221 pessoas fizeram uso em até três dias após o início dos sintomas”, lembra Macário, acrescentando que o prazo para início do tratamento é essencial para o bom resultado do medicamento.

Óbitos por Influenza no Estado

Até sábado, 31 de agosto, foram notificados 159 óbitos por gripe em Santa Catarina. Do total, 126 foram casos de gripe não especificada, 32 foram confirmados por influenza e um caso por outros vírus respiratórios. Dos 32 óbitos por Influenza, 28 foram pelo vírus Influenza A (H1N1), três pelo Influenza A (H3N2) e um pelo Influenza B.

Os municípios da região de Jaraguá do Sul concentram o maior número de óbitos do Estado, totalizando 10, seguidos pelos municípios da Grande Florianópolis com seis óbitos. Vinte e dois municípios de SC registraram óbitos por Influenza, sendo que os municípios de Jaraguá do Sul, Joinville e Guaramirim tiveram três óbitos cada um, e São José, Florianópolis, Chapecó e Corupá tiveram dois cada.

Segundo dados da Dive, os óbitos por influenza se concentraram na faixa etária de 40 a 49 anos e maior de 60 anos, cada um com 10 óbitos.

Dentre os óbitos por Influenza, 23 tinham algum fator de risco associado e as pessoas pertenciam a grupos prioritários para vacinação. Destes, 11 eram portadores de doenças crônicas ou fatores associados a agravamento (pneumopatas, cardiopatas, imunodeprimidos, diabéticos, doentes renais crônicos), 10 eram idosos com idade superior a 60 anos e dois eram obesos. No entanto, apenas seis idosos e um portador de doença crônica tinham sido vacinados neste ano contra a influenza.

A Dive observou que 20 óbitos por Influenza iniciaram o tratamento somente após o quarto dia do início dos sintomas, com um tempo mediano de 5 dias após o início dos sintomas. Eduardo Macário orienta que o tratamento seja iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas, tendo em vista que o antiviral (Oseltamivir) é mais eficaz neste período.

Situação da Gripe em SC

De acordo com os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, foi identificada uma tendência de diminuição de casos de influenza nas últimas três semanas. Mas também há um pequeno aumento no número de casos de gripe pelo vírus Influenza A (H3N2) acometendo principalmente idosos. Dos três óbitos por Influenza A (H3N2), todos foram em idosos.

O número de casos de gripe por Influenza – 418 casos e 32 óbitos -, até o momento, está abaixo do registrado no mesmo período de 2012 – 974 casos e 80 óbitos.

Mesmo com a tendência de diminuição da circulação do vírus Influenza em todo o estado, a orientação da DIVE é manter o nível de alerta para todas as unidades de saúde, principalmente em relação aos idosos. “É importante que as pessoas mantenham os hábitos de higiene pessoal e a etiqueta da tosse”, lembra Gaudenzi.

O gerente de Imunização da DIVE, Eduardo Macário, destaca ser fundamental que a gripe tenha um diagnóstico rápido e tratamento adequado. “Aos primeiros sinais de gripe, principalmente nesta época do ano, as pessoas devem procurar as unidades de saúde. Os profissionais estão alertados sobre o perigo da gripe e todas as unidades de saúde estão abastecidas com o antiviral Fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que deve ser dispensado gratuitamente mediante receita médica”, complementa Macário.

Da Secretaria de Saúde de SC

Comissão da Verdade fará capítulo sobre repressão e morte de trabalhadores

Todas as violações aos trabalhadores brasileiros praticadas entre os anos de 1964 e 1985, período do golpe e da ditadura militar brasileira, constarão do relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) que será entregue à presidenta Dilma Rousseff em maio de 2014.

A reivindicação para que a CNV tivesse um capítulo sobre os trabalhadores perseguidos, torturados, desaparecidos e mortos pelo regime militar foi feita pelo secretário Nacional de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney, à presidenta Dilma Rousseff durante audiência realizada nesta terça-feira (5), em Brasília, com parte da Executiva Nacional da Central.

Segundo Solaney, a presidenta atendeu de pronto a reivindicação por entender que esse é um capítulo fundamental da história do Brasil e que deve constar do relatório final. “Ela fez, inclusive, uma breve consideração sobre o golpe, dizendo que a ditadura não distinguiu quem era trabalhador, se era preto, branco, estudante etc. Quem combateu o regime, disse a presidenta, sofreu as barbáries da ditadura, foi torturado, morto, perseguido”, contou o secretário.

Solaney explicou que um grupo de trabalho será criado para fazer o levantamento sobre as violações praticadas contra trabalhadores e líderes sindicais e que estes dados constarão do relatório final da CNV. “Isso”, disse o dirigente, “vai contribuir para o resgate, a memória da luta desses trabalhadores durante um dos períodos mais conturbados, violentos e tristes que o país viveu”.

Ainda durante a audiência com a CUT, a presidenta determinou ao ministro do Trabalho e Emprego (MTE), Brizola Neto, que estava presente, que marcasse uma reunião com Rosa Cardoso, integrante da CNV, para que seja instalado o grupo de trabalho.

Para Solaney este resgate é fundamental: “O golpe foi especialmente antioperário, anticamponês. E a CUT, que combateu a ditadura e lutou pela redemocratização do país quer que o relatório seja o mais completo possível”.

Também participaram da audiência com a presidenta Dilma o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República e seu assessor especial José Lopez Feijó.

Da CUT Nacional

 

Chacina de Unaí vai a julgamento em fevereiro após nove anos!

A juíza da 9ª Vara Federal de Belo Horizonte (MG), Raquel Vasconcelos Alves de Lima, responsável pela ação penal do caso conhecido como Chacina de Unaí, assumiu semana passada o compromisso de marcar em fevereiro a data do julgamento dos acusados pelo crime que completa nove anos no próximo dia 28 de janeiro. O compromisso foi firmado por telefone em contato feito pelo corregedor nacional de Justiça interino, Jefferson Kravchychyn.

A conversa entre os dois foi motivada por um pedido do Ministério Público Federal (MPF) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que ojulgamento ocorra o mais rapidamente possível. O CNJ já vinha acompanhando o caso por meio do programa Justiça Plena, que tem como objetivo garantir a efetividade e a celeridade da prestação jurisdicional. Para o MPF, não há entrave algum no processo que impeça a realização do júri.

Essa é a mesma opinião do deputado Nilmário Miranda (PT-MG), que à época do crime era secretário de Direitos Humanos da Presidência da República. “Não há motivo jurídico plausível para essa demora, já que todas as manobras protelatórias foram encerradas. Não vejo razão para adiar o julgamento de um caso tão emblemático, que significou um atentado contra o Estado e contra a própria lei”, avalia o deputado.

Em 28 de janeiro de 2004, quatro servidores do Ministério do Trabalho três fiscais e um motorista  foram assassinados em uma emboscada quando se dirigiam a uma fazenda pertencente ao ex-prefeito de Unaí Antério Mânica (PSDB) e seu irmão Norberto. O grupo foi assassinado durante ação fiscalizatória de trabalho escravo. Nove pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado, mas nenhuma foi julgada até o momento.

Nilmário Miranda recorda que o governo federal não poupou esforços para garantir apoio e agilidade à investigação do caso, a fim de promover à sociedade um desfecho célere e justo. Ele também destaca que a Polícia Federal (PF) teve papel fundamental e exemplar na conclusão do inquérito. Em seis meses, solucionou o crime e pediu o indiciamento dos nove acusados. Na Justiça, porém, o caso permanece sem solução até agora. “Menos mal que exista essa perspectiva de julgamento ainda este ano”, afirma Nilmário.

Do Correio do Brasil

 

Ditadura: Argentina realiza o maior julgamento da história, no banco dos réus, ditadores que mataram milhares de pessoas

Para se ver livre dos opositores, a ditadura argentina matava-os individualmente, fuzilava-os em massa, amarrava grupos deles e dinamitava-os, metia-os em aviões de pés e mãos atados e atirava-os no mar alto. Ao último destes métodos chamou-se voos da morte e o julgamento dos assassinos começou esta quarta-feira em Buenos Aires, mais de 30 anos depois dos crimes.

O julgamento deverá demorar dois anos, explica o jornal francês Le Monde. No total, entre réus e testemunhas, serão ouvidas mais de 900 pessoas. Acusados são 68 militares da Marinha, o ramo das Forças Armadas que usava os voos da mort” para fazer desaparecer os opositores que sequestrava e torturava nas sua sinistra Escola de Mecânica da Armada, a ESMA — 789 pessoas entre 1976 e 1978.

Diz o Estadão (a edição online do jornal Estado de São Paulo) que o réu que todos querem ouvir é Julio Alberto Poch. Piloto durante a ditadura, fugiu para a Holanda onde se empregou numa companhia aérea e contava aos colegas pormenores das operações em que participou. Foi preso, a pedido do Estado espanhol, e extraditado para a Argentina. Espera-se dele um dos relatos mais completos sobre o que se passava dentro da ESMA e fora dela, dentro dos aviões, no ar, antes de os opositores serem atirados vivos borda fora. Poch terá levado 49 pessoas raptadas e torturadas nos “seus” aviões e o seu relato é essencial porque há pouca documentação oficial ou em primeira mão.

Também há documentos que um antigo agente da ditadura levou consigo quando fugiu do país, e parte dela acabou nos Estados Unidos da América, estando agora de regresso a Buenos Aires para ser usada no julgamento. E há mais provas: os relatos reunidos por uma comissão americana criada pelo então Presidente Jimmy Carter, e que o ditador Jorge Videla (a ditadura durou até 1983, 78-79 foram os anos com maior número de voos da morte) foi forçado a aceitar.

Os comissários instalaram-se na Praça de Maio da capital argentina e, em 1979, reuniram 700 testemunhos sobre desaparecidos, torturas e assassínios; diz o Estadão que havia filas de gente que queria testemunhar e participar crimes à porta do edifício onde estavam os comissários.

As fotografias de 21 vítimas foram fornecidas pelo Uruguai, onde alguns corpos deram à costa, levados pelas correntes do Mar da Prata. O Estadão e oLe Monde mostram algumas nas suas edições online. Os pés e as mãos estão atados com fitas, as pernas estão inchadas porque permaneceram muitos dias na água, há marcas negras — num dos pés, parece ver-se vestígios de verniz nas unhas, mas também podem ser nódoas negras das torturas.

Os jornais não mostram o resto dos corpos, mas falam de rostos onde se vê “expressões de agonia” (Monde), de hematomas, de membros com marcas de choques eléctricos — há relatos noutra documentação referindo que, às vezes, a luz ia abaixo na ESMA porque as descargas eléctricas nos corpos dos presos eram tão violentas; a ESMA não era um prédio, era um complexo de 17 hectares com ruas baptizadas de acordo com o que se passava em cada sector, por exemplo Avenida da Felicidade, Capuz ou Pequeno Capuz (alguns detidos eram encapuzados e privados de luz durante dias).

Relatórios macabros
Cada uma das fotografias uruguaias tem um relatório — há material inédito, nunca revelado — explicando o estado em que o corpo foi encontrado. “Corpo feminino, pele branca, cabelo castanho, 1,60 metros de altura, cerca de 30 anos, morta há 20 ou 25 dias, estatura média. Sinais exteriores de violência: sinais de violação, provavelmente com um objecto pontiagudo, fracturas múltiplas, cotovelo esquerdo destruído, múltiplas fracturas nas pernas com indício de ter sido amarrada. Destruição total do crâneo e do esqueleto maxilofacial.”

Este é o primeiro julgamento dos responsáveis pelos voos da morte. Mas o que se passou na ESMA já fora matéria criminal para um primeiro julgamento e, em Outubro de 2011, o diretor da escola, Alfredo Astiz, foi condenado a prisão perpétua por detenções ilegais, raptos (ao todo desapareceram mais de 30 mil pessoas durante a ditadura argentina), tortura e assassínio. Astiz volta a ser réu no julgamento dos voos da morte.

Os crimes da ditadura argentina têm passado pelos tribunais ao longo dos anos. Em 1985, por exemplo, o ditador Jorge Videla foi condenado a prisão perpétua, mas foi anistiado pelo Presidente Carlos Menem. Voltou aos tribunais em 2001 para nova prisão perpétua.

Outro réu do julgamento dos voos da morte é Jorge Acosta, antigo capitão conhecido por Tigre (a intenção da alcunha é óbvia, tratava os presos com grande ferocidade) e que também vai acumular penas — torturou, assassinou, raptou bebés filhos das mulheres raptadas e desaparecidas, violou as mulheres durante as sessões de tortura.

Adolfo Scilingo é o réu arrependido. Antigo capitão da Marinha, confessou que 4400 pessoas foram assassinadas nos voos da morte. Já fora condenado a 640 anos de prisão por tribunais em Espanha (nos processos abertos pelo juiz Baltazar Garzón) por crimes contra a humanidade e admitiu o que já se sabia mas que, nos processos judiciais, é preciso ter alguém a dizer de forma direta: os voos da morte não eram circunstanciais, faziam parte de um plano para a eliminação, em grande escala, de opositores.

Do Público

Chile lembra 39 anos da morte de Allende e da ditadura Pinochet

Desde a noite de segunda-feira (10), o governo já registrou manifestações em bairros e escolas e prendeu 27 manifestantes que homenageavam as vítimas da ditadura de Augusto Pinochet (1973 – 1990).

As manifestações ocorrem em um momento em que aumentam as denúncias dos abusos doscarabineiros (polícia militar do país) contra manifestantes, enquanto algumas autoridades tentam aprovar uma lei para criminalizar protestos. No início do ano, o Conselho Nacional de Educação aprovou uma controversa medida substituindo o termo “ditadura militar” por “regime militar” nos livros escolares para se referir ao governo de Pinochet.

Segundo críticos da administração de Sebastián Piñera, a atual democracia chilena ainda possui muitos resquícios do regime ditatorial de Pinochet. “A repetição dos casos e o surgimento de denúncias contendo novas modalidades de abuso nos faz pensar que chegamos a um momento limite, onde já não basta que as autoridades falem em sanções e investigações, é preciso haver uma profunda mudança de postura de atuação policial”, disse a presidente do INDH (Instituto Nacional de Direitos Humanos), Lorena Fries.

Por conta da data, os carabineiros enviaram nesta terça (11/09) mais de mil oficiais às ruas chilenas e inauguraram veículos equipados com câmeras de segurança e outros aparatos tecnológicos, que custaram 180 milhões de pesos chilenos (765 mil reais).

O chefe da Zona Metropolitana dos carabineiros, Luis Valdés, em Santiago explicou que o efetivo policial deve assegurar a ordem e reprimir qualquer manifestação violenta. O militar lembrou que, nas comemorações do ano passado, 103 pessoas foram presas apenas na capital chilena e em todo o país, houve 161 detidos.

Os ativistas prepararam homenagens ao ex-presidente Salvador Allende, morto no golpe do dia 11 de setembro de 1973, e às milhares de vítimas da ditadura militar. Como fazem todos os anos, eles deixam flores em frente ao monumento do ex-presidente, em frente ao palácio presidencial.

Além disso, marchas pelas ruas das cidades chilenas também são esperadas. Na noite de segunda-feira (10), mais de 50 pessoas protestaram em frente a uma delegacia e bloquearam o trânsito em Santiago.

Um dos principais protestos em lembrança ao período ditatorial aconteceu, no entanto, no domingo (09) quando milhares de chilenos tomaram às ruas da capital em memória aos detidos e desaparecidos.

Carregando cartazes, bandeiras chilenas e do Partido Comunista e gritando palavras de ordem, os manifestantes caminharam até o cemitério geral, onde está localizado o Memorial do Detido Desaparecido e Executado Político, que lembra as vítimas do regime militar. “Marchamos para lembrar aqueles que perderam suas vidas durante a ditadura cruel de Pinochet”, disse Carolina, uma das manifestantes que carregava a foto de um familiar desaparecido durante os 17 anos de ditadura.

Segundo organizações não-governamentais, a ditadura de Pinochet deixou mais de 3 mil mortos e 37 mil vítimas que sofreram prisões e torturas.Os tribunais chilenos mantêm abertas 350 ações judiciais por desaparecimentos, torturas, prisões ilegais ou conspirações que datam do período ditatorial e envolvem cerca de 700 militares e agentes civis.

Opera Mundi