Audi admite fábrica no Brasil em 2014

A ideia de voltar a ter uma linha de montagem no Brasil ganhou força na Audi após o anúncio das novas regras do regime automotivo, admitiu o diretor geral da marca no país Leandro Radomile.

O executivo também reconheceu que o anúncio da fábrica brasileira da BMW em Santa Catarina foi outro motivo que fez a Audi pensar na reabertura de uma unidade no País – a marca alemã produziu durante vários anos a primeira geração do A3 em São José dos Pinhais, PR, numa operação conjunta com a Volkswagen.

Caso seja confirmada, “a fábrica só estará operacional a partir de 2014”, observou Radomile. A chance disso acontecer é grande afinal o Inovar Auto, regime que vigorará pelos próximos cinco anos, praticamente obriga as montadoras a produzir ao menos um modelo no Brasil para conseguir redução no IPI. Sem isso, os custos tornam-se exorbitantes e praticamente transformam seu preço num valor impraticável.

Novo A3
O novo A3 está sendo apresentado para a imprensa especializada na Europa e começará a ser vendido no Brasil no início de 2013. Junto dele também foi exposto o A3 Concept, o conceito que dará vida à inédita versão sedã do hatch premium, confirmada pela marca para estrear em 2014. Além disso, Radomile afirmou que o RS4, versão mais esportiva do sedã A4,  chega ao País em 2013.

Fonte: IG Carros

BMW em SC será financiada pelo BRDE, ou seja, dinheiro público

Posto aqui matéria que foi publicada no Notícias do Dia da capital Florianópolis, e postada no site do economista e supervisor técnico do Dieese/SC, José Alvaro Cardoso, o Sensor Econômico – sensoreconomicobrasil.blogspot.com.br – onde ele afirma ser um absurdo, o que também acredito, afinal, uma empresa deste porte precisa mesmo do nosso dinheiro e mais tantos incentivos para implantar fábrica aqui? Confiram a matéria:

Deputados aprovaram, na quarta-feira, um aumento de capital para o BRDE (Banco Regional de Desenvolvi­mento do Extremo-sul) em R$ 200 milhões. O banco dos três estados do Sul vai abrir linha de financia­mento de até R$ 1 bilhão para fe­char empréstimos a municípios e projetos de interesse do governo do Estado tocados pela iniciativa privada. A capitalização abre os cofres do banco para a montadora alemã BMW adquirir um imóvel para instalar sua fábrica em Ara­quari, no Norte do Estado. A BMW poderá contrair empréstimos de até R$ 240 milhões.

Segundo Murilo Flo­res, coordenador do Pac­to por Santa Catarina, os três estados do Sul estão integralizando capital no banco. O Paraná, por exemplo, vai fazer apor­te de R$ 600 milhões. Tanto os R$ 200 milhões de Santa Catarina como os R$ 600 milhões do Paraná são recursos de financia­mento do BNDES. E a finalidade é a mesa: atender programas de interesse dos governos municipais.

Santa Catarina obteve empréstimo de R$ 5 bilhões do BN­DES. O financiamento foi uma forma de o governo federal compensar as perdas de receita pro­vocadas pela unificação da alíquota do ICMS. A operação de crédito é ex­clusivamente para aten­der ao Programa Celera Santa Catarina, que tem projetos nas áreas de infraestrutu­ra logística, habitaçã ;o, assistência social e saneamento básico.

Murilo Flores disse que a trans­ferência de R$ 200 milhões não re­tira recursos dos projetos contidos na lei 15.855, que criou o programa Acelera Santa Catarina, e ainda abre outro flanco de financiamen­tos. “É uma jogada que resolve muitos problemas. O governo do Estado carece de recursos para convênios. Capitalizando o BRDE, a instituição poderá financiar essas prefeituras em muitos programas de interesse social”, comentou.

Apenas um voto contrário
O projeto de lei complementar 334 teve voto contrário do deputado Sargento Soares (PDT). O parlamentar disse que não tem nada contra a capitalização do BRDE, mas tem ressalvas ao Estado assumir empréstimos e passar à indústria automobilística. “A indústria alemã só vai entrar com sua logomarca. E o Estado entra com o dinheiro”, protestou o único deputado a votar contrário a transferência de dinheiro do Estado para a BMW”.

Fonte: Notícias do Dia