Simdec 2015 – Inscrições encerram na próxima sexta-feira (2/10)

Termina nesta sexta-feira (2/10) o período de inscrições para o Edital de Apoio à Cultura e Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura, do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura (Simdec) 2015 de Joinville (SC).

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas obrigatoriamente pelo site da Fundação Cultural de Joinville, até às 23h59min desta sexta.

O proponente deverá preencher o formulário do sistema online (Anexo I do decreto 12.839/2006), salvar, enviar, imprimir e entregar em uma única via, encadernada em espiral, até às 17 horas da próxima segunda-feira (05), na Fundação Cultural de Joinville (3° andar do Centreventos Cau Hansen).

Neste ano, serão destinados R$ 5.712.000,00 aos mecanismos do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) 2015, cerca de R$ 1,2 milhão (aproximadamente 25%) a mais que 2014.

Metade deste valor é destinada ao Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC), que é redistribuído ao Edital de Apoio à Cultura, projetos da Fundação Cultural e suas unidades, e custos administrativos do Simdec. A outra parte corresponde ao montante do Mecenato.

O coordenador do Simdec, Rodrigo Dippold, recomenda que os interessados realizem o cadastro o quanto antes, para evitar congestionamento do sistema.

“É importante ler bem o edital, os anexos e documentos obrigatórios. Vale lembrar também que os projetos devem ser entregues lacrados e não serão conferidos pela executiva do Simdec”, destacou Dippold.

Sobre os editais
O Edital de Apoio à Cultura irá disponibilizar R$ 1.713.600,00 para a execução de projetos culturais em 17 modalidades. A novidade deste edital em 2015 é a modalidade de design, que irá contemplar projetos nesta área.

Podem concorrer ao Edital de Apoio e Mecenato, pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e de utilidade pública municipal, e pessoas físicas, responsáveis por projetos de caráter estritamente cultural. Cada proponente poderá encaminhar no máximo dois projetos para o Edital de Apoio à Cultura e dois para o Mecenato.

O montante destinado ao Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura – MMIC, para 2015, é de R$ 2.856.000,00; distribuídos em 19 modalidades.

A novidade no Mecenato, neste ano, é a modalidade “Cultura Gastronômica Local”, que visa promover cursos, oficinas, mostras, exposições, livros, receitas, debates e palestras sobre gastronomia ao público especializado e aqueles que se interessarem pelo tema, sem formação específica na área.

O valor do projeto do Mecenato é pago com doação/patrocínio através da busca da captação dos recursos, feitas pela renúncia fiscal de até 30% do pagamento de Imposto sobre Serviços e Imposto Territorial Urbano de empresas.

Com informações da Ascom/Prefeitura de Joinville

Associação das Letras promove “Vivência Literária Poética” com Rubens da Cunha no próximo sábado (15) em Joinville (SC)

A Associação das Letras promove no próximo sábado – 15 de agosto – mais um evento de formação para escritores.

A Vivência Literária Poética será ministrada pelo professor doutor em literatura, Rubens da Cunha no Hotel Slaviero Slim que apoia culturalmente o evento, das 8:30 às 17:30 horas. As inscrições são limitadas.

Essa é a segunda edição da Vivência Literária. A primeira foi realizada em maio, também com Rubens da Cunha, mas teve como tema o conto e a crônica.

As inscrições estão abertas a todos que se interessem por literatura e tem investimento diferenciado para associados que estiverem em dia com suas mensalidade, que pagarão apenas R$ 15,00.

Demais interessados pagam R$ 30,00. Para se inscrever basta fazer o depósito na conta da Associação das Letras e preencher uma pequena ficha de inscrição, como segue:

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1897
Código: 003
Conta Corrente: 3812-7
Titular da Conta: Associação Confraria das Letras
CNPJ: 16.783.372/0001-71

NOME:
CIDADE:                                                                 ESTADO:
Profissão:
Associado:   (    )Sim             (      )Não
E-MAIL:
TELEFONES:

Observação: É preciso enviar o comprovante de pagamento, juntamente com a ficha de inscrição para o email: associacaodasletras@hotmail.com.br. Os telefones de contato para mais informações são (47) 9613-7451(TIM) e (47) 92717063 (Vivo).

Serviço:
O quê: Vivência Literária Poética com Rubens da Cunha
Quando: sábado, 15 de agosto, das 8:30 às 17:30 horas
Onde: Hotel Slaviero Slim – Rua Sete de Setembro, 40 – Centro de Joinville (SC)
Promoção: Associação das Letras – www.facebook.com/associacaodasletras
Inscrições: abertas até sexta-feira (14/8)
Valor: R$ 15 para associados em dia, e R$ 30 para demais interessados, depósito em conta e enviando dados pessoais e cópia depósito  pelo email associacaodasletras@hotmail.com.

Literatura: Meu primeiro conto – “O reencontro de Natal”

Um conto envolvente, simples e encantador
Um conto envolvente, simples e encantador

Pressionado a escrever um conto ou uma crônica, ou poesia para a sétima mini antologia da Associação Confraria das Letras, o “Letras da Confraria” especial de Natal, ao final de 2014, resolvi arriscar a produzir um conto. Mais complexo que a crônica, que é uma linguagem mais fácil, livre, e leve, o conto exige mais do escritor, algo que ainda persigo.

Por isso publico aqui no Palavra Livre o meu primeiro conto, já que poucos tiveram a oportunidade de lê-lo, apreciando e criticando o conteúdo. É isso que desejo dos amigos leitores. Não o divido em partes para não perder a sequência da história de Fred, Joana, Jujuba e crianças que esperam seus presentes… Aí vai o “Reencontro de Natal”:

“Estavam os três ali, sacolejando ao balanço do caminhão, dentro de um caixote que não parava de pular na carroceria. Pudera, em ruas tão esburacadas como queijo suíço… Fred, um carrinho de madeira, Joana, uma boneca descabelada, e Jujuba, um velho pião com as cordas surradas de tanto rodar por aí, já estavam há dias naquele vai, não vai. Já usados, velhos de tanto brincarem com seus donos, não tinham mais esperanças de voltar às mãos de crianças brincalhonas, arteiras e felizes. Estavam ali entre tantos outros brinquedos abandonados.

É a vida, pensavam os velhos companheiros de tantas crianças! Conheceram várias delas por algumas gerações, doações, mas agora competiam com poderosos concorrentes internacionais que falam, voam, pulam, choram, andam em velocidade sem serem jogados pelas mãozinhas. O Natal estava à porta, e em meio às campanhas solidárias, lá se foram Fred, Joana e Jujuba para uma caixa entre tantas dispostas naquele shopping luxuoso. Sequer tiveram tempo de se despedir de seus donos! E o pior, até ali, ninguém os pegara para cuidar e brincar…

Joana era a mais sentida. Com seus belos olhos azuis, cabelos loiros, já um pouco ralos, sim é verdade, vestida com uns paninhos coloridos e sem sapatinhos, não aceitava a solidão. – Sou muito bela para estar aqui! Mereço uma bela cama com lençóis de seda!, reclamava. Fred, do alto da dureza do seu ser, madeira bruta, apesar de bem arrebentado por muitas corridas e carregamentos de barros e batidas (já não tinha mais a caçamba…), retrucava. – Ora, eu sim, um forte, parceiro para todas as durezas, preciso de quem me valorize, que goste de aventura! E Jujuba… ah, este não tinha ambições.

– Eu quero é girar logo por aí. Sei que perdi um pouco a graça, afinal tem uns novos colegas aí bem mais modernos, mas ainda tenho muito a rodopiar e dar show!, dizia. A verdade é que em meio a tantos outros brinquedos, uns mais quebrados, outros não, a rota do caminhão solidário de Natal dirigido pelo velho voluntário Sebastião estava chegando ao final. Tião, como era conhecido em tantos anos de corridas pelos bairros da cidade, já tinha os ralos cabelos brancos. Se na próxima parada sobrasse algum daqueles brinquedos, o jeito era deixar por aí, ou jogar no lixo. – Tenho pena, quando eu era criança nem tinha um desses para brincar, pensava enquanto dirigia-se ao ultimo ponto de parada.

Nas paradas anteriores a maioria da criançada tinha pegado os brinquedos mais novos, modernos, com menos uso. O que estava ali na carroceria do velho Mercedes cara chata talvez não agradasse aos meninos e meninas que o esperavam nos fundões do Paranaguamirim, bairro da periferia. Afinal, o que sobrara ali eram brinquedos antigos, bem velhinhos e uns tão usados e quebrados que… bom, era melhor não pensar nisso e seguir a missão. Junto com Tião ia João, vestido de vermelho como manda o figurino. Não via a hora de terminar o serviço que durava o dia todo.

Mas lá no Panágua, como o povão chama seu próprio lugar mais ao gosto da simplicidade, a gurizada esperava. Mães e pais também, na esperança de que os filhos ficassem felizes com a chegada do bom velhinho e seus brinquedos. Famílias pobres, lutavam todos os dias para por comida na mesa, e não sobrava para dar brinquedos novos e modernos como os de hoje, que dirá tablets, celulares. Então, aguardavam amontoadas no pátio da igreja, local de encontro daquele ano. Era uma festa. No meio do povo, vendedores ambulantes ofertavam algodão doce, pipoca, doces, também na busca dos últimos trocados para garantir as festas de final de ano.

De repente, lá na esquina surge o cara chata com o bom velhinho acenando! Alvoroço na comunidade. Era só criança correndo para ver quem chegava primeiro para abraçar o Noel, e ver o que podia ganhar. Tião dirige com todo o cuidado, porque nessas horas a multidão não tem controle. Ao parar o caminhão, João Noel desce e distribui balas e doces. Uma alegria só, e um empurra-empurra generalizado! Imagine o desejo infantil do brinquedo adorado, e o sonho de pais em ver seus filhos felizes. De repente o vozeirão avisa: – Atenção! Vamos organizar a fila gente! Era o padre Felício tentando organizar a desorganização de sempre.

O povo o respeitava muito, afinal ele era o homem de Deus na região, e também sabia das coisas. Cobrava das autoridades uma vida melhor para aquele povo. Magro, com seus óculos quadrados, pretos, mas com fala firme e olhar decidido, padre Felício liderava movimentos em favor de mais saúde, infraestrutura, e agora, ajeitava tudo para que não faltassem brinquedos para a criançada. O motorista Tião já sabia que, se faltasse brinquedo ali a bronca seria enorme! No roteiro de visitas pela cidade, cuidava para que nada faltasse até o final no encontro com o padre.

Se o alvoroço era grande lá fora, imagine naquela caixa. Entre os colegas brinquedos, Fred, Joana e Jujuba tentavam se ajeitar para serem notados, afinal, queriam voltar para a alegria das crianças, viver em animação nas ruas, animar histórias nas mãos infantis. E começou a entrega dos brinquedos. Uma a uma as crianças saiam com seus troféus, já a brincar com os coleguinhas. Quase ao final da fila estava José. Com seus dez anos, pequeno para a idade, olhos miúdos e castanhos, cabelos da mesma cor, ondulados, tinha chegado atrasado.

A tristeza já tomava o seu coração. Será que ainda sobraria brinquedos para ele seus irmãos? A cada metro que a fila avançava, mais sua respiração acelerava, parecia que o coração saltaria boca afora. Seu pai e sua mãe garantiam o sustento da casa com a pesca artesanal. Seu atraso se justificava: estava até a pouco cuidando dos manos pequenos. Quando os pais chegaram, ele correu até a igreja. Será que daria certo? Conseguiria ao menos um presente? E a fila andava… e não chegava a sua vez!

E João Noel não aguentava mais de entregar presente para a meninada agitada. Tião preparava o caminhão para ir embora ver a sua família. E o padre avisava a todos que daqui a pouco tinha a missa, não poderiam faltar! Deus não perdoa, dizia ele. Fred se batia ao lado de Jujuba, e aquele barulho de madeira batendo o deixava furioso! Joana, já quase perdendo o vestidinho, lamentava a sua má sorte: nenhuma criança a tinha escolhido! E agora! Será que ficariam sem dono, sem eira nem beira em pleno Natal?

Chegou a vez de José. Ansioso, olha nos olhos do Papai Noel como quem espera o prato de comida. Tião empurra a caixa que ainda tinha algo dentro. – É o que sobrou filho, diz ele a José. Um brilho nos olhos surgiu, e por trás dele, lágrimas de alegria, pois sobraram apenas três brinquedos! Era muita sorte! – Obrigado!, disse José já pegando nas mãos aqueles três brinquedos, exatamente o que precisava para que todos em casa ficassem contentes. Ao espiar cada um deles nos pacotes de presente meio rasgados, parece que via alegria também vinda daqueles brinquedos! Seria possível?

Correu para casa sem parar! O trecho da igreja até a sua pequena casa de madeira que beirava o rio parecia ter milhares de metros, não acabava mais! Os cabelos esvoaçavam ante os ventos do inicio da noite. Fred, Joana e Jujuba percebiam o chacoalhar, diferente dos pulos na carroceria do Mercedes de Tião. O que acontecia, imaginavam. José chegou finalmente. Seu pai e sua mãe o receberam enquanto limpavam seus peixes. A pequena Sara, a caçula, e Mateus, irmão do meio, pularam em sua frente. – O que nós ganhamos, o que veio, gritavam!

José então entregou a cada um o seu presente. Sara não sabia o que dizer da boneca loira que tinha nas mãos… era a mais linda que tinha ganhado, na verdade, inteira, era a única. Mateus pegou o pião nas mãos e saiu a atirar ele ao chão e ver rodar. Já tinha visto os amigos com alguns, mas agora tinha o dele. E José, enfim teve seu caminhão. Faltava a caçamba, mas isso dava para enjambrar. Saiu também a fazer vruummm, vruummm, pelo terreiro da casa. Depois do susto, era a realização de sonhos, sonhos natalinos dele, dos pais, da família. O reencontro da alegria que só o Natal faz.

E Fred, Joana e Jujuba? Bom, eles também se reencontraram com a alegria da brincadeira, dos inventos, e sentiram-se úteis e felizes. No dia seguinte, Fred já tinha sua caçamba feita de casca de ostra. Joana ganhou novo vestido feito pela mãe de Sara, todo florido! E Jujuba, ah, Jujuba agora roda mais forte que nunca! Ganhou uma nova corda reforçada e sai por aí rodando o mundo a partir do Panágua!

* Escrito por Salvador Neto em 8 de dezembro de 2014, especial para a sétima mini antologia Letras da Confraria da Associação Confraria das Letras.

Literatura: Associação Confraria das Letras lança a sétima edição do “Letras da Confraria” especial de Natal

Capa Letras da Confraria_7_FINALPara fechar um ano de muitas realizações, a Associação Confraria das Letras decidiu presentear a sociedade com uma edição especial de Natal da sua mini antologia “Letras da Confraria”.

Será a sétima edição do título com 18 autores publicando seus contos, poesias e crônicas com motivos natalinos e de ano novo. O evento de lançamento será simples e acontecerá no restaurante Capitão Space às 20 horas da próxima terça-feira (16/12), quando os escritores associados também farão a sua confraternização do ano. O Letras da Confraria – Especial de Natal será vendido no local por apenas R$ 5,00.

Analisando o ano que está se encerrando, o presidente da Associação, David Gonçalves, avalia que foi marcante para a literatura local. “Nós começamos o ano lançando mini antologias, o livro Saganossa com 22 autores, lançamos a sexta edição do Letras da Confraria em agosto, e realizamos em novembro o II Encontro Catarinense de Escritores com a presença de mais de uma centena de escritores, professores, entre outros, trazendo grandes nomes para debater a literatura. Vamos fechar o ano com essa belíssima edição de Natal do Letras da Confraria, com a satisfação do dever cumprido em favor da cultura, da literatura”, destaca David.

Todas as atividades da Associação Confraria das Letras são produzidas com recursos próprios de mensalidades dos associados, da venda dos livros dos escritores, e venda das mini antologias e do livro Saganossa, que deverá ter a sua segunda edição lançada em março de 2015.

Serviço:

O quê: Lançamento da 7ª. Mini Antologia Letras da Confraria – Especial de Natal

Quando: dia 16/12/2014 (terça-feira)

Horário: 20h

Onde: Capitão Space Rua Marquês de Olinda, 3340 – Glória / Joinville / SC – contato@capitaospace.com.br – (47) 3422-5544

Como: Será vendido a R$ 5,00 no local

Realização: Associação Confraria das Letras

Literatura: 48 escritores brasileiros representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015

Em evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, anunciou nesta terça-feira (9/12) os nomes dos 48 escritores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015.

Na 35ª edição do evento, entre 20 e 23 de março, o Brasil será o país homenageado e contará com espaço de 500 metros quadrados destinados à venda, exposição de livros e palestras com autores. Haverá ainda programação cultural paralela.

“Ao receber seu merecido reconhecimento em eventos de porte como este, a literatura brasileira não só apresenta o Brasil para o mundo como também encontra maior valorização no mercado interno”, avaliou a ministra durante o anúncio.

Os autores escolhidos são Adauto Novaes, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Mussa, Ana Miranda, Ana Paula Maia, Angela Lago, Bernardo Carvalho, Betty Mindlin, Betty Milan, Bosco Brasil, Carola Saavedra, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa, Edney Silvestre, Edyr Augusto, Fabio Moon, Fernanda Torres, Fernando Morais, Férrez, João Carrascoza, Leonardo Boff, Lu Menezes, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcello Quitanilla, Maria Conceição Evaristo, Marina Colasanti, Michel Laub, Milton Hatoum, Nélida Piñon, Paloma Vidal, Patrícia Melo, Paulo Coelho, Paulo Lins, Ricardo Aleixo, Rodrigo Ciríaco, Roger Mello, Ronaldo Correia de Brito, S. Lobo, Sérgio Rodrigues, Sérgio Roveri e Tatiana Salem Levy.

Além deles, um acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL) permitiu levar mais três imortais para a capital francesa: Ana Maria Machado, Antônio Torres e Nélida Piñon.

A seleção dos autores é resultado da parceria entre o Centro Nacional do Livro francês e do Comitê brasileiro, formado por 24 integrantes, entre titulares e suplentes, com representantes de secretarias e órgãos do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE); do Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); e de entidades representativas do setor, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL); União Brasileira de Escritores (UBE); Liga Brasileira de Editoras (LIBRE); Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU); Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Serviço Social do Comércio (SESC-SP).

As escolhas obedeceram aos seguintes critérios: autores com obras traduzidas para o francês; equilíbrio na seleção (incluindo autores novos e consagrados); abrangência de diversos gêneros literários; diversidade editorial; oportunidade igual para homens e mulheres e produções com diversidade étnica e cultural de profissionais de várias regiões do país.

Os curadores do evento são a escritora e idealizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto, Guiomar de Grammont, que também participou da seleção, e o professor de Literatura na Université Paris-Sorbonne e nomeado Conselheiro Literário junto ao Centre National du Livre para o Salão do Livro de Paris em 2015, Leonardo Tonus.

Para a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, a homenagem no Salão do Livro de Paris não é um fato isolado. O Brasil tem investido cada vez mais na internacionalização da cultura e está sendo reconhecido por outros países.  Ela citou as recentes homenagens recebidas na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha; na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, Itália, entre outras.

Já o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, destacou que o convite para o Brasil ser o país homenageado foi firmado e divulgado na Declaração Conjunta dos presidentes da França e do Brasil, François Hollande e Dilma Rousseff, por ocasião da visita dela à França em 11 de dezembro de 2012.

Os patrocinadores brasileiros são a empresa Ticket e a seguradora Caixa Seguros. O evento tem apoio também do Centre National du Livre e do Institut Français.

II Encontro Catarinense de Escritores: Balanço do evento revela consolidação no calendário cultural

Comissao-Organizadora-II-Encontro-Catarinense-Escritores-15nov2014O II Encontro Catarinense de Escritores, promovido pela Associação Confraria das Letras nos dias 14 e 15 de novembro no salão da comunidade da faculdade Bom Jesus/Ielusc em Joinville (SC), reuniu cerca de 140 participantes entre escritores, professores, acadêmicos.

Com essa significativa presença de público, e a presença de palestrantes do quilate de Paulo Markun, Carlos Henrique Schroeder, José Fernandes e Celestino Sachet, o evento se consolida como um dos principais na literatura catarinense. Para 2015 já há data agendada para o III Encontro: 13 e 14 de novembro em local a ser definido no início do ano que vem.

Para o presidente da Associação Confraria das Letras, David Gonçalves, o sucesso se deve ao engajamento dos escritores em uma causa comum, e de forma coletiva.

David-Goncalves-presidente-Associaçao-Confraria-das-Letras-15nov2014“Nossa entidade tem apenas dois anos, mas com 50 associados, união, talentos e organização, já conseguimos publicar seis mini antologias (Letras da Confraria), um livro (Saganossa), e realizar dois eventos de porte, com poucos recursos e muita criatividade. Creio que cada vez mais vamos fazer do Encontro um evento grandioso para a literatura”, afirma David.

Durante o evento houve sorteios de livros dos palestrantes e escritores que doaram obras, apresentações culturais, musicais que animaram os participantes.

As associações e academias de literatura que se inscreveram puderam apresentar seus trabalhos. Um espaço para divulgação e venda das obras dos escritores da Associação e de outras entidades literárias foi oferecido, e as vendas chegaram foram significativas.

Para 2015 os planos são trazer novamente nomes de peso da literatura, talvez até do exterior, promover oficinas, e oferecer temas voltados aos jovens, professores e contadores de histórias, além de buscar patrocínios e patrocinadores que garantam recursos financeiros para o projeto. “Vamos surpreender novamente no III Encontro”, ressalta o presidente da Associação Confraria das Letras, David Gonçalves.

O evento, abertura com Paulo Markun
Associação-Confraria-das-Letras-Paulo-Markun-II-Encontro-Catarinense-Escritores-14nov2014-Alexandra-FláviaNa primeira noite do evento (sexta, 14) a palestra com o escritor e jornalista Paulo Markun foi o destaque. Markun tem 14 livros publicados, todos de não ficção. Paulo participou de forma intensa do período da ditadura militar e também da campanha das “Diretas Já”, juntamente com o também jornalista Vladimir Herzog.

Markun deu início à palestra “Mídia e Literatura” ilustrando sua fala com a história bíblica de Adão e Eva, como seria vista pela mídia. Ele destacou todos os passos de uma reunião de pauta, entre decidir se é interessante para o público e para o veículo, se irão ouvir o casal e também dar voz a serpente e questionar-se quem seria o assessor de imprensa de Deus. “Depende muito dessas assessorias de imprensa que fazem com que determinadas pessoas se tornem notícia ou não”, afirmou.

O jornalista também fez relação entre a mídia e o poder no Brasil, já que nos inventários seiscentistas não havia nenhum livro, e na época da inconfidência mineira, os livreiros eram presos.

“O primeiro jornal que começou a ter moldes do que conhecemos hoje foi o ‘Gazeta do Rio de Janeiro, criado após a vinda da família real ao Brasil, entretanto, três meses antes havia o ‘Correio Braziliense’, que parecia mais um livro mensal com 140 páginas”, comenta ainda que oficialmente, o primeiro jornal informativo foi o “Diário do Rio de Janeiro”, em 1821. Ao final Paulo Markun autografou suas obras para uma extensa fila de admiradores.

Sábado intenso
Jose-Fernandes-II-Encontro-Catarinense-Escritores-15nov2014O sábado começou com a palestra sobre “Literatura, Criação e Leitura”, com o escritor e doutor em literatura José Fernandes. Segundo ele, para se fazer literatura é preciso ter conhecimento do imaginário daqueles elementos que fazem parte da cultura.

“Quem escreve deve ser altamente hábil para introduzir no texto elementos para fixar o leitor e para que ele se sinta motivado para descobrir as coisas do texto”, relata Fernandes enfatizando a importância entre a relação entre escritor e leitor.

Ele embasou sua palestra em textos de Machado de Assis, como “Missa do Galo”. Fernandes declara que Machado consegue acrescentar no texto algumas coisas que muitos não conseguem identificar. O texto machadiano contém muitas peculiaridades conforme análise de José Fernandes.

“Tudo gira em torno do número três, seus ensaios sustentam a teoria simbolista”, relatou. Para o doutor em literatura, todo grande escritor é um grande estudioso, um grande leitor, além disso, não é possível escrever sem conhecimento.

Sachet sem papas na língua
Celestino-Sachet-15nov2014Em seguida à José Fernandes, um descendente de italianos que não tem medo de falar o que pensa, o escritor e doutor em literatura Celestino Sachet falou sobre “Literatura Catarinense e Contemporânea – Estruturas e Temática”.

Celestino disse que sempre gostou de pesquisar sobre a literatura catarinense por prazer. “A literatura catarinense teve seu destaque maior agora na primeira década deste século, não há um motivo específico. Entretanto em minha opinião, a internet foi peça chave para tudo isso”, ressalta.

Sachet coloca que a sociedade não vai permitir que se mate a cultura. Ele ainda afirmou que esse consumo vai continuar, mas talvez diminua, pois as pessoas precisam se informar, já que mesmo na “maquininha” (celular) você está se informando.

“Apesar de que eu discuta a validade dessa informação, é informação, temos que ser otimistas, o mundo vai ser melhor”, declara. Segundo Celestino, o livro não vende porque não está na livraria.

“É um ciclo, por isso é importante esses eventos, ao menos para mostrar o livro, conversar e trocar experiências”, afirma. Ele conta que foi a um lançamento em Florianópolis de livro de uma pessoa de Blumenau, o autor vendeu apenas cinco exemplares.

“Mesmo o Paulo Coelho que é nome consolidado de vendas, não consegue se manter entre os mais vendidos atualmente, o que vende hoje em dia é livro de autor americano”, declara lamentando a preferência de livrarias catarinenses sobre os autores americanos.

Schroeder polemiza, painel debate capacitação professores
Carlos-Henrique-Schroeder-15nov2014A tarde de sábado (15) foi aberta pela palestra do escritor e editor Carlos Henrique Schroeder. Ele analisou as dificuldades e acessibilidades do mercado editorial catarinense e brasileiro. Schroeder afirma que as livrarias precisam se reinventar para conquistar os novos públicos. “O livro foi praticamente expulso do mercado, as feiras do livro ocupam a função que são das bibliotecas”, destacou.

Schroeder diz que muitos escritores “ingeriram e regurgitaram” e se construíram em cima de Machado de Assis, e ressalta a importância dos escritores locais para a criação da biodiversidade literária.

“Não podemos repelir os escritores catarinenses, além disso, a dificuldade das livrarias se reinventarem é muito grande”, enfatiza. Ele destaca que a literatura é uma linha do tempo.

“Temos que respeitar nossos pais, nossos escritores, não podemos dizer que não lemos isso ou aquilo”, diz ele que cita a importância dos autores catarinenses, como Cruz e Souza. “Os teus concorrentes não são as pessoas que são do teu estado, da tua região, mas sim os escritores de outros países que são renomados”, enfatizou o escritor.

Schroeder comenta também sobre o “atraso” da valorização das obras de autores catarinenses. “Não podemos esquecer dos nossos conterrâneos, não podemos valorizar só o que é do ‘eixão’ (Rio – São Paulo)”, apelou o escritor.

Painel-Encontro-Catarinense-Escritores-15nov2014Finalizando as atividades do II Encontro, o painel “Como driblar as pedras na literatura contemporânea?” foi mediado pelo jornalista e escritor Salvador Neto tendo como painelistas o teatrólogo e escritor Jura Arruda, o doutor em literatura e escritor José Fernandes, o escritor e editor Carlos Henrique Schroeder e o escritor e presidente da Associação Confraria das Letras David Fernandes.

O teatrólogo Jura Arruda enfatiza baseado na fala do escritor Carlos Henrique Schroeder, que a “pedra no caminho” da literatura é o fator de distribuição.

“Ela é uma das maiores, por isso, é mais fácil de ver”, relatou. Schroeder mostrou a facilidade de livros chegarem às mãos das pessoas pelo celular. “Em menos de 10 minutos eu consigo no meu celular baixar e comprar um livro que nem foi lançado oficialmente nas livrarias, isso muitas vezes complica a venda dos livros para os autores”. Ele enfatizou que o preço do livro no Brasil ainda é muito alto, que dificulta o acesso de muitas pessoas.

O escritor David Gonçalves afirmou a importância de formarmos leitores desde quando as crianças aprendem a ler. “Se não fortalecemos isso lá, como queremos adultos leitores depois? O meio está mudando, o livro não”, comenta.

Todos os participantes concordaram sobre a necessidade de aperfeiçoar a capacitação dos professores, e Jura Arruda enfatizou o caso de uma professora que foi afastada da direção de uma escola em Joinville (SC) por estar incentivando à leitura e ensinando coisas positivas as crianças.

“Nunca recebi uma resposta se ela foi afastada para mostrar a rede municipal seu trabalho ou por algum outro motivo”, contou Arruda. Após o painel, para fechar o segundo dia de encontro dos escritores catarinenses, houve a apresentação de um sarau literário acompanhado pelo músico Ananias Almeida, onde os participantes puderam apresentar seus contos, poemas e outras produções literárias.

* Com informações da assessoria de imprensa do evento, este texto contou com a colaboração da acadêmica em jornalismo, Alexandra Flávia, que também registrou o evento com fotos. Ela é estudante de jornalismo do Bom Jesus/Ielusc.

Literatura: Começa hoje, sexta-feira (14) o II Encontro Catarinense de Escritores em Joinville (SC)

Inscrições podem ser feitas pela internet, ou mesmo até a hora de início do evento.
Inscrições podem ser feitas pela internet, ou mesmo até a hora de início do evento.

A cidade de Joinville (SC), maior cidade catarinense e referencia na economia com seu pólo industrial de alta tecnologia, se transforma hoje (14/11) em capital catarinense da literatura.

A Associação Confraria das Letras, entidade constituída para promover a cultura por meio da literatura, promoveu e organizou esta grande festa da literatura em terras operárias, o II Encontro Catarinense de Escritores nos dias 14 e 15 de novembro (sexta e sábado) no Bom Jesus/Ielusc.

Uma programação intensa foi montada visando atender a todos os públicos, desde escritores iniciantes, veteranos, passando por professores, acadêmicos e pessoas de todos os segmentos da sociedade.

As inscrições estarão abertas até o momento do início do evento na sexta-feira (14) com valor de R$ 40,00 a inscrição para os dois dias. Estudantes pagam meia entrada (R$ 20,00), e há condições especiais para grupos acima de 10 pessoas, sob consulta no email associaçãoconfrariadasletras@outlook.com.br.

Há uma página especialmente criada para as inscrições on line no endereço eletrônico –https://www.sympla.com.br/ii-encontro-catarinense-de-escritores-da-associacao-confraria-das-letras__24543.O coordenador da edição deste ano, o escritor Donald Malschitzky, destaca que o esforço foi todo feito durante um ano inteiro.

“Buscamos palestrantes para atender todos os públicos, oferecendo caminhos para os escritores, com muitas dicas, e eventos culturais durante a programação. Está imperdível, esperamos todos com muito carinho”, destaca Malschitzky.

Programação
O II Encontro Catarinense de Escritores começa na sexta-feira (14/11) com abertura da recepção e entrega dos crachás aos inscritos a partir das 18:30h. A partir das 19:30h o jornalista e escritor Paulo Markun que acaba de lançar seu mais novo livro, Brado Retumbante, que fala sobre o Golpe Militar de 1964 até o movimento Diretas Já vai falar sobre “Mídia e Literatura”.

Ele nasceu em São Paulo, em 1952. Finalista do prêmio Jabuti por duas vezes, trabalhou nos principais jornais e emissoras de TV do país. Apresentou durante mais de dez anos o programa Roda Viva, até 2007, quando assumiu a presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora das rádios e da TV Cultura.

No sábado (15), a abertura dos trabalhos está marcada para as 8 horas, com café aos participantes. A partir das 9 horas começa a palestra com o doutor em literatura, o escritor  goiano José Fernandes. Ele vai falar sobre o tema “Literatura, Criação e Leitura”. José Fernandes é professor de Literatura Brasileira, crítico literário, poeta, cronista, contista, membro da Academia Goiana de Letras e União Brasileira de Escritores – Goiás e tem inúmeras obras publicadas.

Logo após haverá um momento musical, e momento especial para a apresentação de todas as associações, academias de literatura que se inscreveram previamente.

As 10:45h outro escritor e doutor em literatura, o catarinense Celestino Sachet. Ele abordará o tema “A literatura catarinense contemporânea”. Professor, escritor e pesquisador já atuou em todas as áreas da cultura e da educação. Escreveu livros didáticos que foram usados, na escola, por milhares de adolescentes, escreveu para a televisão – “Santa Catarina, 100 anos de História”, estudou e fez conferências em países como Portugal, México, Argentina e Bélgica. Foi reitor da Universidade Estadual de Santa Catarina.

Dos mais de vinte livros publicados até hoje, alguns são preciosos para a literatura produzida por autores que vivem em nosso Estado, pois são registro e história das letras catarinenses, pesquisados autor a autor, livro a livro, com carinho e dedicação.

Após o intervalo para almoço, a programação segue a partir das 13:30h com a presença de outro catarinense ilustre, o escritor, crítico literário e editor Carlos Henrique Schroeder. Já publicou mais de oito livros, entre contos, romances e poesia, e recentemente assinou contrato com a editora Record para escrever dois livros. Ele falará sobre “Sensini: Agruras e dificuldades do mercado editorial brasileiro e catarinense”.

A partir das 15h os participantes do II Encontro terão um painel com o tema “Como driblar as pedras na literatura” com as presenças de Sueli Brandão, diretora do Instituto da Cultura e Educação e criadora da Feira do Livro de Joinville e outras cidades; David Gonçalves, escritor e presidente da Associação Confraria das Letras; José Fernandes, escritor, professor e doutor em literatura, e Jura Arruda, escritor e teatrólogo com várias peças de teatro escritas e produzidas, além de escritor de vários livros. O jornalista Salvador Neto mediará o painel.

Encerrando esta vasta e forte programação, às 16 horas acontece um Sarau Literário com acompanhamento do músico Ananias Almeida. O grande final terá uma mensagem especial da Associação a todos os participantes seguido de coquetel de encerramento com a participação do Conservatório de Belas Artes de Joinville.

Para o presidente da Associação, David Gonçalves, Joinville será em novembro a capital da cultura catarinense com a presença de grandes nomes nacionais.

“A cidade é reconhecida como referência na economia, na tecnologia, e também nas artes com o Festival de Dança, a própria Festa das Flores que acontecerá junto com o II Encontro. E nós queremos que ela seja também referencia na literatura, porque não? Temos um grande número de bons escritores, e queremos debater a literatura para faze-la crescer. E cada vez mais este evento se ampliará porque acreditamos na literatura como forma de transformação da sociedade. Esperamos todos em Joinville”, convida David.

Histórico
Há quase um ano um grupo de escritores, cronistas, poetas, contistas, contadores de histórias promoveu um marco importante para a literatura: o I Encontro Catarinense de Escritores.

O evento aconteceu no dia 9 de novembro de 2013, no auditório Alfredo Salfer – Centreventos Cau Hansen. Durante todo o dia, um sábado, a Associação Confraria das letras conseguiu reunir cerca de 110 escritores e amantes da literatura.

Agora a Associação prepara o II Encontro para os dias 14 e 15 de novembro no Bom Jesus/Ielusc, com metas ambiciosas de reunir aproximadamente 180 inscritos, ampliando o tempo disponível para a reflexão e o debate sobre a literatura com presenças renomadas de todo o país.

A Associação mantém página no Facebook – www.facebook.com/associacaoconfrariadasletras – e o email de contato para informações é associacaoconfrariadasletras@outlook.com.

II Encontro Catarinense de Escritores faz de Joinville a capital catarinense da literatura em novembro

A cidade de Joinville (SC), maior cidade catarinense e referencia na economia com seu pólo industrial de alta tecnologia, vai se transformar em capital catarinense da literatura em novembro.

A Associação Confraria das Letras, entidade constituída para promover a cultura por meio da literatura, continua a todo vapor na organização do II Encontro Catarinense de Escritores que será realizado em Joinville (SC) nos dias 14 e 15 de novembro (sexta e sábado) no Bom Jesus/Ielusc.

Uma programação intensa foi montada visando atender a todos os públicos, desde escritores iniciantes, veteranos, passando por professores, acadêmicos e pessoas de todos os segmentos da sociedade.

As inscrições estarão abertas até o momento do início do evento na sexta-feira (14) com valor de R$ 40,00 a inscrição para os dois dias. Estudantes pagam meia entrada (R$ 20,00), e há condições especiais para grupos acima de 10 pessoas, sob consulta no email associaçãoconfrariadasletras@outlook.com.br.

Há uma página especialmente criada para as inscrições on line no endereço eletrônicohttps://www.sympla.com.br/ii-encontro-catarinense-de-escritores-da-associacao-confraria-das-letras__24543. O coordenador da edição deste ano, o escritor Donald Malschitzky, destaca que o esforço foi todo feito durante um ano inteiro.

“Buscamos palestrantes para atender todos os públicos, oferecendo caminhos para os escritores, com muitas dicas, e eventos culturais durante a programação. Está imperdível, esperamos todos com muito carinho”, destaca Malschitzky.

Programação
O II Encontro Catarinense de Escritores começa na sexta-feira (14/11) com abertura da recepção e entrega dos crachás aos inscritos a partir das 18:30h. A partir das 19:30h o jornalista e escritor Paulo Markun que acaba de lançar seu mais novo livro, Brado Retumbante, que fala sobre o Golpe Militar de 1964 até o movimento Diretas Já vai falar sobre “Mídia e Literatura”.

Ele nasceu em São Paulo, em 1952. Finalista do prêmio Jabuti por duas vezes, trabalhou nos principais jornais e emissoras de TV do país. Apresentou durante mais de dez anos o programa Roda Viva, até 2007, quando assumiu a presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora das rádios e da TV Cultura.

No sábado (15), a abertura dos trabalhos está marcada para as 8 horas, com café aos participantes. A partir das 9 horas começa a palestra com o doutor em literatura, o escritor  goiano José Fernandes. Ele vai falar sobre o tema “Literatura, Criação e Leitura”. José Fernandes é professor de Literatura Brasileira, crítico literário, poeta, cronista, contista, membro da Academia Goiana de Letras e União Brasileira de Escritores – Goiás e tem inúmeras obras publicadas.

Logo após haverá um momento musical, e momento especial para a apresentação de todas as associações, academias de literatura que se inscreveram previamente.

As 10:45h outro escritor e doutor em literatura, o catarinense Celestino Sachet. Ele abordará o tema “A literatura catarinense contemporânea”. Professor, escritor e pesquisador já atuou em todas as áreas da cultura e da educação. Escreveu livros didáticos que foram usados, na escola, por milhares de adolescentes, escreveu para a televisão – “Santa Catarina, 100 anos de História”, estudou e fez conferências em países como Portugal, México, Argentina e Bélgica. Foi reitor da Universidade Estadual de Santa Catarina.

Dos mais de vinte livros publicados até hoje, alguns são preciosos para a literatura produzida por autores que vivem em nosso Estado, pois são registro e história das letras catarinenses, pesquisados autor a autor, livro a livro, com carinho e dedicação.

Após o intervalo para almoço, a programação segue a partir das 13:30h com a presença de outro catarinense ilustre, o escritor, crítico literário e editor Carlos Henrique Schroeder. Já publicou mais de oito livros, entre contos, romances e poesia, e recentemente assinou contrato com a editora Record para escrever dois livros. Ele falará sobre “Sensini: Agruras e dificuldades do mercado editorial brasileiro e catarinense”.

A partir das 15h os participantes do II Encontro terão um painel com o tema “Como driblar as pedras na literatura” com as presenças de Sueli Brandão, diretora do Instituto da Cultura e Educação e criadora da Feira do Livro de Joinville e outras cidades; David Gonçalves, escritor e presidente da Associação Confraria das Letras; José Fernandes, escritor, professor e doutor em literatura, e Jura Arruda, escritor e teatrólogo com várias peças de teatro escritas e produzidas, além de escritor de vários livros. O jornalista Salvador Neto mediará o painel.

Encerrando esta vasta e forte programação, às 16 horas acontece um Sarau Literário com acompanhamento do músico Ananias Almeida. O grande final terá uma mensagem especial da Associação a todos os participantes seguido de coquetel de encerramento com a participação do Conservatório de Belas Artes de Joinville.

Para o presidente da Associação, David Gonçalves, Joinville será em novembro a capital da cultura catarinense com a presença de grandes nomes nacionais.

“A cidade é reconhecida como referência na economia, na tecnologia, e também nas artes com o Festival de Dança, a própria Festa das Flores que acontecerá junto com o II Encontro. E nós queremos que ela seja também referencia na literatura, porque não? Temos um grande número de bons escritores, e queremos debater a literatura para faze-la crescer. E cada vez mais este evento se ampliará porque acreditamos na literatura como forma de transformação da sociedade. Esperamos todos em Joinville”, convida David.

Histórico
Há quase um ano um grupo de escritores, cronistas, poetas, contistas, contadores de histórias promoveu um marco importante para a literatura: o I Encontro Catarinense de Escritores.

O evento aconteceu no dia 9 de novembro de 2013, no auditório Alfredo Salfer – Centreventos Cau Hansen. Durante todo o dia, um sábado, a Associação Confraria das letras conseguiu reunir cerca de 110 escritores e amantes da literatura.

Agora a Associação prepara o II Encontro para os dias 14 e 15 de novembro no Bom Jesus/Ielusc, com metas ambiciosas de reunir aproximadamente 180 inscritos, ampliando o tempo disponível para a reflexão e o debate sobre a literatura com presenças renomadas de todo o país.

A Associação mantém página no Facebook – www.facebook.com/associacaoconfrariadasletras – e o email de contato para informações é associacaoconfrariadasletras@outlook.com.

Prêmio VivaLeitura 2014 tem inscrições abertas até 21 de novembro

Para estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências de promoção da leitura, os Ministérios da Cultura e da Educação e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) retomam neste ano o Prêmio VIVALEITURA.

A edição 2014 premiará com R$ 25 mil os trabalhos na área de leitura desenvolvidos dentro de quatro categorias: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; “Escolas Públicas e Privadas”; “Promotor de Leitura (pessoa física)” e “ONGs, Universidades/Faculdades e Instituições Sociais”.

As inscrições são gratuitas e terminam no dia 21 de novembro. Elas podem ser feitas pelo site http://www.premiovivaleitura.org.br/cadastro/cadastro.ASP ou enviadas pelos Correios ao endereço:

Prêmio VIVALEITURA 2014
SHS Quadra 06, conjunto A, Bloco C, sala 919, Complexo Brasil XXI. Brasília – DF
CEP 70316-109

O Prêmio integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e,  conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana.

A apresentação dos trabalhos deve respeitar as seguintes orientações: não ultrapassar seis páginas; ser digitado em letra corpo 12, em folhas de papel tamanho A4; ser divido em: Justificativa (com breve descrição da experiência desenvolvida); Objetivos (o que se pretendia atingir em termos dos resultados esperados); Metodologia (como o trabalho foi desenvolvido, passo a passo) e Avaliação (os resultados alcançados dentro do que se pretendia).

Os trabalhos serão analisados por uma comissão julgadora e, após a avaliação, os finalistas serão informados que passaram de fase. Em dezembro, serão anunciados os 20 finalistas, sendo cinco em cada categoria, além dos indicados para a Menção Honrosa.

Mais informações sobre o prêmio estão disponíveis via formulário no endereço http://www.premiovivaleitura.org.br/contato/default.asp ou por telefone (61) 3321-9955, das 9h às 18h.

Histórico
Instituído em 2005, no Ano Ibero-americano de Leitura, o prêmio foi idealizado com previsão inicial de duração de 10 anos (2006 a 2016). Já foram realizadas cinco edições do Prêmio- 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.

A grande novidade da edição 2014 é a inclusão da categoria específica para promotores de leitura, a qual “abrange as experiências continuadas desenvolvidas por cidadãos que se dediquem à promoção da leitura por iniciativa pessoal”, sem personalidade jurídica própria formalizada, ou seja, sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

A atual edição homenageia a editora Lúcia Jurema, que faleceu no início deste ano. Lúcia iniciou seus trabalhos no setor na editora Ática e passou pelas editoras Nova Fronteira e Record. Havia 12 anos trabalhava na Fundação Santillana, além de exercer as funções de diretora-editora da Câmara Brasileira do Livro (CBL), diretora do Instituto Pró-Livro e gerente de relações institucionais da editora Moderna.

Do Ministério da Cultura

País recebeu mais 26 bibliotecas a partir do final de semana

Unir comunidade e escola em bibliotecas. Esse é um dos principais objetivos do projeto Sala de Leitura, realizado pelo Instituto Oldemburgo de Desenvolvimento, em parceria com o ministério da Cultura. A iniciativa, que leva livros de todos os interesses para comunidades de todo o país, surgiu em 2003, a partir de doações para instituições públicas. Com apoio do governo, em 2008, o programa cresceu e passou a capacitar agentes de leituras, além de montar as salas de leitura. Desde 2008, o projeto já formou 3 mil agentes em 23 estados e, desde 2003, implantou 788 salas. Desde sábado (27/9), inaugurará outras 26.

Além de incentivar a leitura – com acervo para crianças, jovens e adultos que normalmente não têm acesso a livros –, o Sala de Leitura busca promover a integração do binômio escola-comunidade. Prioritariamente implantado em instituições educacionais, o projeto tem como objetivo principal fortalecer os laços de cooperação com a escola e fomentar polos culturais nas comunidades contempladas.

“Nós começamos em 2003, doávamos acervo para escolas, hospitais e dávamos um manual para montar a sala de leitura. Até 2008 era assim. A partir daí conseguimos aprovacão do ministério da Cultura para realizar também a capacitação de agentes de leitura, fizemos em todo Brasil”, explica Cristina Oldemburg, diretora executiva do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento e idealizadora do projeto. “É um projeto comunitário e cultural, queremos trazer as pessoas da comunidade para dentro da escola. A biblioteca é instrumento de relacionamento entre escola e comunidade”, completa.

Nos próximos meses, a iniciativa inaugura outras 26 bibliotecas comunitárias, em três estados. No Rio de Janeiro, elas estarão localizadas no Morro Dona Marta, na cidade do Rio, e em Petrópolis, na região serrana do estado; em Minas Gerais, em Ouro Preto e no município de Recreio (MG) e no Espírito Santo na cidade de Vitória (ES). Até o final do ano, serão 814 salas de leitura espalhadas pelo país.

O acervo de cada sala de leitura conta com mil livros, para diversas faixas etárias e áreas de interesse, como: literatura, ciências sociais, história, artes, filosofia e esporte. E, para aproximar o público da literatura brasileira, as salas de leitura homenageiam autores nacionais tais como Dias Gomes, Graciliano Ramos e Rubem Braga, cujas obras fazem parte do acervo.

Do MinC