Senador Luiz Henrique da Silveira é sepultado com homenagens e presença de Dilma Rousseff

O corpo do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) foi sepultado no Cemitério Municipal de Joinville, no Norte de Santa Catarina, por volta das 18h desta segunda-feira (11). O corpo foi colocado em uma área reservada às autoridades da cidade.

Caixão deixou o Centreventos Cau Hausen por volta das 17h (Foto: João Lucas Cardoso/G1)

Antes, um cortejo com o corpo do senador deixou o Centreventos Cau Hansen, onde aconteceu o velório desde a madrugada desta segunda-feira. Moradores e autoridades acompanharam a passagem da viatura dos bombeiros, que passou por ruas centrais do município, até o bairro Atiradores.

Familiares, políticos e moradores aguardaram no cemitério a chegada do corpo desde às 15h. A viatura dos bombeiros chegou ao local às 17h38 e foi retirado da viatura por volta das 17h45. O governador Raimundo Colombo, o prefeito de Joinville Udo Döhler e outras autoridades chegaram ao cemitério junto com o cortejo fúnebre.

O caixão foi retirado da viatura dos bombeiros por um grupo de soldados do corpo de Bombeiros, enquanto a Banda da Polícia Militar tocou a marcha Fúnebre. Antes do sepultamento, o grupo de atiradores da PM fez três salvas de tiros.

Corpo foi colocado em área de autoridades do cemitério municipal (Foto: Cinthia Raash/RBS TV)

Familiares e pessoas mais próximas do político ficaram em uma área isolada do cemitério, para poderem acompanhar o sepultamento. Antes de ser sepultado, o senador foi homenageado novamente e aplaudido pelas pessoas presentes. A filha de Luiz Hentrique da Silveira leu uma homenagem ao pai.

Após o enterro, muitas coroas de flores de amigos, familiares e autoridades foram colocadas no local.

Cortejo

O caixão deixou o Centreventos Cau Hansen por volta das 17h deste domingo. Ele foi levado por um filho, um deputado estadual, o vice-governador de Santa Catarina, o presidente da Federação catarinense de Futebol e outras pessoas até a viatura dos bombeiros. Moradores, que esperavam do lado de fora do Centreventos, aplaudiram bastante quando o corpo do senador era colocado no carro do Corpo de Bombeiros.

Luiz Henrique foi colocado em cima de uma viatura do Corpo de Bombeiros Militar, que seguiu escoltada pela Polícia Militar. Atrás da viatura, quatro veículos levam familiares e políticos. Outras pessoas seguiram logo atrás acompanhando o cortejo fúnebre que passou por ruas centrais do município.

Centenas de pessoas acompanharam o velório no Centreventos Cau Hansen (Foto: Reprodução RBS TV)

Até chegar ao cemitério municipal, o cortejo com o corpo do senador passou pelas ruas Max Colin, Blumenau e Via Gastronômica. Nessas vias, agentes de trânsito monitoraram o fluxo de veículos para a passagem do carro dos bombeiros.

O senador Luiz Henrique da Silveira morreu na tarde de domingo (10) em Joinville, no Norte catarinense, após sofrer um infarto.  O corpo do senador é velado desde o início da madrugada no Centreventos Cau Hansen, em Joinville. O velório foi aberto ao público.

Homenagens
A presidente da República, Dilma Rousseff, cancelou uma viagem a Minas Gerais para acompanhar o velório do senador. Ele chegou ao velório acompanhada do governador do estado, Raimundo Colombo. Ela desembarcou no aeroporto da cidade, acompanhada por uma comitiva de senadaores e ministros, por volta das 15h30.

Ao lado do governador, a presidente seguiu direto para o caixão de Luiz Henrique, onde cumprimentou os familiares do político catarinense. Em seguida, iniciou uma celebração com homenagens ao senador, onde a presidente e o governador permaneceram ao lado.

Uma integrante da equipe do senador iniciou a cerimônia e fez um breve resumo da trajetória política de Luiz henrique da Silveira. O prefeito de Joinville, Udo Döhler também falou sobre a importância de Luiz Henrique para o desenvolvimento da cidade. ele foi prefeito do município mais populoso de Santa Catarina, por três mandatos.

Alunos da Escola Bolshoi homenagearam o senador Luiz Henrique da Silveira (Foto: Reprodução RBS TV)

Alunos e professores da escola da Bolshoi do Brasil, filial da escola russa de dança que chegou ao Brasil com auxílio e intermediação de Luiz Henrique, homenagearam o político catarinense. Uma bailarina dançou a morte do Cisne, do balé o Lago dos Cisnes. Uma sapatilha de balé e a bandeira da escola foram entregues à família.

O vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira, elogiou a tragetória do político e ressaltou a contribuição de Luiz Henrique da Silveira para a política estadual e nacional. Outros políticos e correligionários participaram da cerimônia e fizeram homenagens na cerimônia de despedida do senador.

Raimundo Colombo destacou que Luiz Henrique era um amigo de “todas as horas”. Ele destacou a liderança do senador no desenvolvimento do estado. “Toda Santa Catarina está em lágrimas, com a grande despedida [de Luiz Henrique”.

A presidente Dilma Roussef participa do velório do senador Luiz Henrique da Silveira em Joinville, Santa Catarina (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff afirmou que “o país se faz de homens como Luiz Henrique da Silveira, “pela capacidade de luta, como senador, governador, ministro. De luta pelo desenvolvimento do seu país”. Ela continuou afirmando que “é muito importante para o Brasil ter exemplos de homens públicos que tenham interesse pelo povo”.

Em seguida, um culto ecumênico com quatro líderes religiosos começou a ser realizado por volta das 16h30. Cada representante religioso fez uma celebração em memória do senador e falou por cerca de 10 minutos.

O Arcebisco de Joinville, Dom Irineu Scherer, encerrou o culto ecumênico. Em seguida, as autoridades saíram do local para que somente a família ficasse no local durante o fechamento do caixão.

Família presta últimas homenagens ao senador Luiz Henrique (Foto: João Lucas Cardoso/G1)

Enterro
O sepultamento de Luiz Henrique da Silveira está marcado para o fim da tarde no Cemitério Municipal de joinville. Às 12h, a Orquestra de Joinville fez uma homenagem ao político.

A escola do Teatro Bolshoi do Brasil, filial da escola russa de dança que chegou ao Brasil com auxílio e intermediação de Luiz Henrique, também presta homenagem ao político catarinense. Em seguida, um culto ecumênico com quatro líderes religiosos será realizado.

Trajetória política
Luiz Henrique da Silveira foi senador, Ministro de Ciência e Tecnologia, deputado estadual e federal, governador de Santa Catarina por dois mandatos, e prefeito de Joinville, três vezes. Ele começou a vida política em 1971, quando assumiu a presidência do Diretório do MDB de Joinville. Atualmente, ele era senador por Santa Catarina desde 2011.

Natural de Blumenau, Luiz Henrique da Silveira nasceu em 25 de fevereiro de 1940. Formado em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, iniciou sua vida pública em 1971, quando foi eleito presidente do Diretório Municipal do MDB de Joinville.

De 1987 a 1988, ele assumiu o Ministério de Estado da Ciência e Tecnologia. Entre 1993 e 1996 foi presidente do Diretório Nacional do PMDB.

De acordo com seu site oficial, o político foi deputado estadual entre 1973 e 1975. Assumiu o cargo de deputado federal durante cinco mandatos: 1973 a 1975, 1983 a 1987, 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1997.

Também foi prefeito de Joinville por três mandatos. O primeiro foi entre 1977 e 1982. A segunda eleição como chefe do Executivo municipal ocorreu em 1997, quando foi reeleito ao segundo mandato entre 2001 e 2004.

Luiz Henrique da Silveira assumiu duas vezes como governador de Santa Catarina: entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010. Depois disso, em 2011, ele passou a exercer o cargo de senador, no qual ficaria até 2019.

Com informações ao G1

Morte de Luiz Henrique da Silveira encerra uma era na política catarinense

Lideranças políticas de Santa Catarina afirmaram lamentar a morte do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), aos 75 anos, na tarde deste domingo (10).

Segundo a assessoria de imprensa do político, ele estava em casa e sofreu um infarto. O Hospital da Unimed confirmou que a morte foi atestada às 15h15.

O governador do estado, Raimundo Colombo (PSD), afirmou ainda estar chocado com a notícia. Ele afirma se tratar de um “fato triste e lastimável para Santa Catarina”. Colombo recorda que conversou por telefone com o senador por volta das 23h de sábado (9) e ele “estava bem”.

“Estou profundamente comovido. A presidente Dilma Rousseff me ligou para manifestar seu pesar e sua solidariedade com os catarinenses. Luiz Henrique era um grande homem. Um dos maiores e melhores homens que eu conheci na vida. Luiz Henrique era mais do que um amigo, um irmao, um confidente”, declarou Colombo.

Para o vice-governador do estado e presidente licenciado do PMDB-SC, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), a morte de Luiz Henrique da Silveira é uma “uma perda irreparável”. Moreira disse ter se encontrado com Silveira na noite de sábado em Itapema, onde conversaram por duas horas sobre assuntos ligados ao partido.

“Em todo momento defendeu o trabalho intenso, no Estado e no Congresso. Na nossa última conversa, mostrou-se mais uma vez o companheiro de sempre, conciliador e respeitador. Um estadista, homem público de alto nível que transformou este Estado de forma extraordinária”, comentou o vice-governador do estado.

No final da tarde deste domingo, Moreira se dirigiu para Joinville, onde Luiz Henrique da Silveira morreu. O mesmo fez o presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSD), que cancelou uma missão aos Estados Unidos ao saber da morte. “Quando soube, eu consegui descer do avião”, recorda.

“Ainda sobre a comoção da notícia, lamento a perda que o país teve. Ele foi um dos poucos líderes consolidados. Perde Santa Catarina, perde o Brasil, perde a democracia, porque ele era um líder pronto”, ressalta Merisio.

Valdir Cobalchini (PMDB), atual presidente do partido em Santa Catarina, se manifestou por meio das redes sociais e também classifica como grande perda.

“Era meu conselheiro, um verdadeiro pai. Na terça-feira (12) estive com ele em Itapema, onde se recuperava de uma fratura no pé. Ele estava animado, dizendo que assim que melhorasse do pé estaria junto nos roteiros. Vai em paz meu governador, meu senador, meu amigo. Meus sentimentos a toda a sua família”.

O prefeito de Joinville, Udo Dohler (PMDB) lamentou “profundamente a perda do amigo, correligionário e líder político”, o qual ele classificou como “uma liderança fundamental à política catarinense”.

Morte
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75 anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Unimed.

A assessoria de imprensa do senador, em conjunto com a assessoria do Hospital da Unimed, informaram que na manhã deste domingo, ele estava em sua casa, em Itapema, no Litoral Norte. Depois, foi para Joinville, onde chegou por volta das 12h. Enquanto almoçava, o senador sofreu um infarto.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Os socorristas tentaram reanimá-lo até a chegada no hospital. Na unidade de saúde, a equipe médica fez tentativas de reanimação, com  massagem cardíaca e remédios por cerca de uma hora e meia, mas a morte foi confirmada às 15h15.

Segundo a assessoria de imprensa, o velório será realizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, a partir do final da noite deste domingo. O enterro será na mesma cidade, durante o final da tarde de segunda-feira (11).

Biografia
Natural de Blumenau, Luiz Henrique da Silveira nasceu em 25 de fevereiro de 1940. Se formou em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e iniciou sua vida pública em 1971, quando foi eleito presidente do Diretório Municipal do MDB de Joinville.

De 1987 e 1988, ele assumiu o Ministério de Estado da Ciência e Tecnologia. Entre 1993 e 1996 foi presidente do Diretório Nacional do PMDB. De acordo com seu site oficial, o político foi deputado estadual entre 1973 e 1975. Assumiu o cargo de deputado federal durante cinco mandatos: 1973 a 1975, 1983 a 1987, 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1997.

Também foi prefeito de Joinville por três mandatos. O primeiro foi entre 1977 e 1982. A segunda eleição como chefe do Executivo municipal ocorreu em 1997, quando foi reeleito ao segundo mandato entre 2001 e 2004.

Luiz Henrique da Silveira foi eleito duas vezes como governador de Santa Catarina: entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010. Depois disso, em 2011, ele assumiu o cargo de senador, no qual ficaria até 2019.

Com a morte de LHS, a política catarinense encerra uma era, graças ao grande poder de articulação do senador, que marcou época com suas alianças que uniram desafetos e adversários políticos em um mesmo projeto, isso desde as suas eleições à Prefeitura de Joinville no final da década de 1990.

Um novo ciclo inicia agora, com rearranjos imprevisíveis na atual aliança que governa SC, e também em Joinville, cidade que governou por três vezes. A luta interna no PMDB catarinense deve se intensificar.

Com informações do G1

Opinião: O chororô do prefeito Udo Döhler – Parte 2

Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler
Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler

Continuando a análise da entrevista do prefeito Udo Döhler ao jornalista Claudio Loetz em A Notícia do último final de semana (17 e 18 maio), (a primeira parte leia clicando aqui) vamos a mais alguns pontos destacados pelo Prefeito, e continuando de trás para frente:

Saúde: para o Prefeito, investir 35% da receita da Prefeitura na saúde é demais. Gostaria de ouvir uma novidade, do tipo, vamos fazer isso para resolver, aquilo para agilizar, etc. Cobrar a diferença do Estado? Isso é discurso velho, vem do seu eleitor maior o senador LHS, mas nem ele conseguiu. Joinville aguarda o choque de gestão na saúde que realmente reduza as filas nas cirurgias e especialidades, e não via Cooperfield, sumindo com listas já existentes.

Oposição e Travas: Para Udo Döhler, a oposição de dois, sim, dois vereadores trava o desenvolvimento da cidade. Seria infantilidade acreditar em tamanha baboseira. Um governo que não consegue por na rua licitações do estacionamento rotativo, dos radares, do aluguel de máquinas para atender o povão nos bairros, etc, etc, não pode colocar a culpa também em dois vereadores. E quando ele diz que só deve explicações à população, ele esquece que os vereadores são legítimos representantes do povão! Sim, eles merecem respeito, ser ouvidos, atendidos. Porque conversa para fotografias e mídia não resolve a vida nos bairros e na saúde, por exemplo.

Santos Dumont: uma miragem que o governador Colombo vende para Joinville via gastos exorbitantes com dinheiro publico em publicidade é ampliado pelo prefeito Udo. A obra não anda, e nem vai andar com falta de vontade política que sempre existe na Ilha em relação a Joinville. De compromissos assinados pelo Governo do Estado o inferno SC está cheio! As obras previstas para estarem prontas em 2010 são as mesmas que saem agora à conta gotas na cidade. Ou seja, parceria que atende a não sabemos quem, porque o povão nada vê de fato.

Máquinas da Prefeitura/Estômago: Udo reclama da complexidade das licitações das máquinas para as subprefeituras. Impugnação de concorrência é algo normal, do jogo no setor público. Aí ele deixa outra pista sem nomes, diz que tem de acabar com o clientelismo. Quem são os clientelistas Prefeito? A incompetência na realização das licitações já chegou a virar piada, pois nenhuma acontece! E o povão nos bairros, vai ficando até sem a patrolinha nossa de cada dia! Os loteamentos da zona sul que o digam, pois foram até para a TV nos programas de campanha e hoje já não são mais prioridades.

Licenciamentos: segundo o Prefeito, não faz sentido fiscalizar instalação elétrica, hidráulica, etc. Ou seja, a lógica é deixar tudo para o “privado”, resolver. Assim ele quer acabar com a Fundema, órgão que emite os licenciamentos na cidade, e com isso ganhar agilidade. Será? A legalidade é altamente necessária, e o que se precisa é dar condições de trabalho a fiscais e ao órgão fiscalizador, seja qual ele for. A lógica capitalista não pode se sobrepor à lógica do coletivo.

Desvios de conduta: essa declaração de Udo mexeu com os brios do funcionalismo público municipal, cerca de 12 mil servidores. Quer dizer que há tantos desvios de conduta, eufemismo para evitar a palavra corrupção ou algo parecido talvez, que é uma das tarefas que mais complicar a vida do Prefeito? A generalização é maléfica e põe sobre toda uma categoria uma suspeição que consideramos exagerada e injusta. Corrupção há na área pública e também privada. Aliás, só há corrupção na área pública por grandes interesses privados. E a pergunta que fica é se a centralização das licitações dá resultado, porque até agora nada saiu para valer e a cidade se afunda no marasmo?

Empresariado: como nunca foi total a adesão ao seu nome no meio empresarial, leia-se Acij, onde Udo já foi várias vezes presidente, agora a coisa piorou e o Prefeito admite na entrevista. Mas não diz como vai amenizar o mal estar com o governo lento e desarticulado. Enfim, a gestão e o gestor estão em Xeque também nos apoiadores.

Desenville: aqui um tiro no órgão colegiado criado por LHS no final da década de 1990 no qual inclusive Udo participava ativamente. Diz que não é prioritário, e que precisa ser refeito. O que pensará o senador que foi pedir votos nas ruas para ele? Suas obras vão sendo pouco a pouco desconstruídas? Precisa ser refeito, diz o Prefeito, mas mais uma vez não diz como. E já estamos caminhando para o final do segundo ano de mandato.

Estacionamento Rotativo: vai esperar diz Udo, porque só é fonte de receita para a Prefeitura. Depende de plano de mobilidade urbana, que depende da consultoria contratada, que depende da LOT, que depende do Conselho da Cidade, da Câmara de Vereadores, etc, etc. Enquanto isso vivemos um caos no centro da maior cidade catarinense, pois não há vagas nas ruas e sequer nos estacionamentos pagos! Os engarrafamentos em qualquer horário já estressam motoristas o dia inteiro, e nada se faz. A gestão de Udo Döhler não decola, não mostra a que veio, é om Boeing pesadão que ainda está tentando taxiar.

Finalizando a análise que faço da entrevista que era para ter sido estratégica, mas virou um tiro no pé, penso que ainda dá tempo do prefeito Udo acertar, mas não da forma como conduz a administração. Centralizador, autoritário, sem o traquejo político necessário para a conversa popular que fortalece o Prefeito, com um secretariado engessado e fraco em vários setores, cada vez mais se fechando e se isolando dos gritos da sociedade, o governo tende a piorar.

A tentativa de vender a imagem de que Udo não governa porque a Justiça não deixa, porque os vereadores oposicionistas não deixam, porque a corrupção dos servidores e a burocracia não deixam, porque o Badesc não deixa, porque os opositores ao seu projeto da LOT não deixam, porque o povo reclama muito das ruas esburacadas, os empresários reclamam, enfim, todos não deixam, fez água antes do barco partir.

A tarefa da gestão pública não é simples como um passe de mágica, ou uma canetada em uma mesa de empresa. Há que se ter habilidades, diálogo, articulação politica, e trabalhar muito. O que não quer dizer acordar de madrugada, mas sim ser eficiente no tempo em que estiver comando o time. Isso se chama gestão eficaz, e não infelizmente isso que vemos em Joinville hoje.

Oremos e cobremos, quem sabe algo muda urgentemente. Se não mudar, temos de mudar no voto, pois assim manda a democracia.

* Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Opinião – Impressões de Brasília 2

Educação de Bombinhas (SC) com novidades: Alexandre Santos, do INEP, assume secretaria da Educação dia 6 de março
Educação de Bombinhas (SC) com novidades: Alexandre Santos, do INEP, (camisa azul ao centro) assume secretaria da Educação

Minhas impressões políticas da viagem que fiz à Brasília continuam aqui, agora com novidades na área da educação catarinense. Confiram:

Venderam mas não conseguem entregar
As articulações brasilianas são tantas que dariam um livro a cada mês. No caso de Santa Catarina, onde a alas do PMDB disputam projetos distintos, uma pela candidatura própria, outra por continuar com Raimundo Colombo (PSD), a agitação é grande. De um lado, contam aliados de Mauro Mariani que lidera corrente pela candidatura própria, LHS e Ideli Salvatti, senador e ministra petista, venderam à Dilma que estava tudo certo para um frentão imbatível: PSD na cabeça de chapa, PMDB de vice, PT ao senado, e tudo certo. Mas não conseguiram entregar a encomenda à Presidenta.

Sem entrega do pedido
Acontece que Ideli perdeu o comando do partido em SC para seu desafeto político, o ex-deputado Claudio Vignatti, e LHS não conseguiu segurar o PMDB de Mariani, que fortaleceu e muito a tese de reconquista do governo em chapa peemedebista. E para piorar, a tese de uma chapa entre Mariani e Vignatti ganha corpo e seria uma montanha no sapato de Colombo (PSD), que teria o PSDB, PP e PSB para tentar renovar o seu mandato. Até março quanto o PMDB deverá realizar prévias ou uma pré-convenção, os nervos estarão à flor da pele em Brasília e Florianópolis.

Muda – muda
Nas movimentações feitas pela presidenta Dilma visando às eleições, muita gente já colocou as barbas de molho. Mais que uma mudança pontual de troca do titular pelo segundo nome na hierarquia, já se vê no horizonte que muita coisa vai mudar em eventual novo governo Dilma. É voz corrente que o ministério Dilma é infinitamente inferior em qualidade técnica e força política do que o time do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Os atrasos em obras do PAC, a falta de uma boa relação politica com o Congresso e partidos políticos tem irritado demasiadamente a comandante do Planalto. E quem paga a conta são os que tentam falar com miss Dilma. Dureza.

Catarinense deixa o INEP e assume a Educação em Bombinhas
Um catarinense que conquistou Brasília unicamente por seus méritos como pesquisador e intelectual, e que há quase três anos comandava a avaliação da educação básica do Brasil no INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o joinvilense Alexandre André dos Santos, está com mala e cuia prontas para retornar a Santa Catarina, e não é para férias não. Ele foi convidado, aceitou e assume no próximo dia 6 de março a Secretaria da Educação de Bombinhas, município do litoral comandado pela prefeita Ana Paula da Silva.

Currículo invejável
Alexandre é um jovem de 39 anos, servidor público federal concursado no INEP em Brasília. Em seu currículo acumula a responsabilidade da implementação e coordenação do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, Prova e Provinha Brasil, avaliação de alfabetização e coordenador do Programa Internacional de Avaliação de Alunos – Pisa, isso sem contar, a experiência em gestão pública que acumula no Ministério desde o ano de 2004. É graduado e mestre em geografia e doutorando em Planejamento e Integração Econômica e Territorial pela Universidade de Leon na Espanha. Sob sua coordenação, o ENEM sofreu muito menos criticas. Dilma perde um grande quadro, Santa Catarina ganha muito.

Santos quer pólo de inovação na educação
Entusiasta da educação, e ainda mais apaixonado pelo tema no trabalho que fez durante todos esse tempo país afora, conhecendo índices, gestões, e com ligações fortes com organismos de apoio à educação, Alexandre Santos diz o que pretende fazer em Bombinhas. “Meu objetivo é construir uma proposta participativa educacional que possibilite referencial nacional e inovador”, destaca o futuro secretário. Também explicou que os problemas estão nos municípios e são resolvíveis na base, salientou que construir esse projeto do Brasil inovador passa por cada servidor da educação. “Nós queremos garantir o direito da educação de qualidade para todos os estudantes do ensino municipal”, finalizou ele ao portal da Prefeitura de Bombinhas. Boa sorte a ele.

Por Salvador Neto

Terras Raras: Aprovado relatório propondo marco regulatório

Aprovado por unanimidade relatório do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) propondo a criação de um Marco Regulatório de Mineração dos Elementos Terras Raras (ETRs) – vitais para a nova era industrial sustentável.

Transformada em projeto de lei pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, a matéria deverá constar como um capítulo especial no novo Marco Regulatório da Mineração em tramitação no Congresso Nacional.

Ao destacar a relevância dos ETRs para o desenvolvimento industrial brasileiro, Luiz Henrique insistiu na necessidade de o governo priorizar o setor. Uma das propostas é criar incentivos para atrair a iniciativa privada a investir na criação de uma cadeia produtiva com valor agregado dos minerais estratégicos. E advertiu:

– O Brasil não pode repetir o erro dos anos 70 e renunciar novamente ao desenvolvimento de tecnologias para a produção de bens com ETRs. Precisamos voltar a liderar o mercado, hoje dominado pela China.

Para tanto, o relatório do senador recomenda que o Brasil invista pesado para dominar científica e tecnologicamente todas as fases de aproveitamento dos ETRs, popularize o tema e o torne prioridade nacional.

Nessa linha, a revista “Em Discussão” do Senado Federal dedicou a 17ª edição às 24 audiências públicas sobre terras raras realizadas pela subcomissão da CCT. Também em versão eletrônica, o conteúdo está disponível na internet e servirá de subsídio para a área acadêmica e os setores interessados na exploração do setor.

Senadores catarinenses decidem pagar IR

Os três senadores de Santa Catarina: Luiz Henrique (PMDB), Casildo Maldaner (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB), assumiram a responsabilidade de pagar com recursos pessoais o Imposto de Renda incidente sobre os valores recebidos como ajuda de custo do senado entre 2007 e 2011.

A Receita Federal passou a entender que tais recursos são despesas tributáveis, interpretação divergente do Senado Federal, que já ingressou na justiça para resolver a questão.

Além dos catarinenses, outros 43 senadores também assumiram a despesa. No total, foram recolhidos R$ 5.043.141,43 referentes ao Imposto de Renda de 119 parlamentares, incluindo titulares, suplentes e ex-senadores.

Udo Döhler não teve tréguas após a vitória no domingo (28/10)

Prefeito eleito, Udo já mostra qual o ritmo que deverá imprimir no dia a dia da futura administração - Foto Jacson Zanco

Mais de 161 mil joinvilenses elegeram para prefeito de Joinville o empresário Udo Döhler. Com apenas duas horas de sono, depois de uma grande festa que invadiu a madrugada, o agora prefeito eleito começou cedo esta segunda-feira (29). Entre muitas entrevistas para emissoras de rádio e TV, Udo também esteve em Florianópolis reunido com o governador Raimundo Colombo. “Já conversamos sobre Joinville, investimentos e parcerias. O governador é parceiro de Joinville”, diz.

Udo Döhler não para de trabalhar. Já no seu primeiro dia pós-campanha eleitoral, a agenda foi repleta de atividades. O dia começou cedo, logo às 6 horas, quando concedeu uma entrevista para a RBSTV. Depois, o peemedebista esteve na rádio Jovem Pan e na RIC/Record. Falou ainda para a rádio Clube AM, jornais, sites e rádios de outras regiões do Estado.

Ao meio-dia mais uma rodada de entrevistas para o Jornal do Almoço (RBSTV) e Jornal do Meio-dia (RIC/Record). Entre uma entrevista e outra, Udo Döhler ainda participou de uma homenagem na empresa Döhler, onde foi recepcionado com festa por funcionários. “Foi uma grande surpresa e uma grande alegria voltar para a empresa depois deste período de campanha de forma vitoriosa”, exaltou.

Conversa com o governador
O primeiro ato oficial como prefeito eleito de Joinville foi uma conversa com o governador Raimundo Colombo em Florianópolis. Udo fez o primeiro grande encontro onde recebeu os cumprimentos pela eleição no Centro Administrativo do Governo do Estado. Em seguida, Colombo e Udo conversaram sobre a saúde pública e investimentos para a cidade. “Voltei a conversar com o governador sobre a gestão unificada dos hospitais públicos. O governador deu sinal verde”, anunciou.

O governador também garantiu a continuação das obras da duplicação da avenida Santos Dumont, além de grandes investimentos para atrair empresas para a região.

Governo de transição
Udo Dölher já começou a pensar no governo de transição junto ao governo do petista de Carlito Merss. A primeira reunião irá acontecer na quarta-feira (31) na Prefeitura somente com equipe técnica da Fundação Ulysses Guimarães e secretários municipais. Conversa pessoal com o prefeito Carlito Merss deve acontecer na próxima semana.

Os vencedores

Muita gente já vai dizer: foi LHS. Não dá para negar que o senador, ex-deputado estadual e federal, ex-ministro, ex-governador, ex-prefeito por três vezes da maior cidade catarinense é um grande vencedor. Articulador exímio, faz política como poucos neste país no que tange a vencer eleições. Enxerga muito mais longe que todos os da cena política conseguem enxergar. Faz movimentos e toma decisões que deixa muitos atônitos, para ali na frente vencer. É o mestre da política catarinense, inegável, e não precisa de muitos comentários aqui. Quem não acredita na sua força política, está perdendo tempo. Além de LHS, o PMDB, o PDT, Mauro Mariani, são os vencedores deste pleito em Joinville e região.

Mas o grande vencedor foi Udo Döhler. O empresário vencedor é agora o político vencedor, e isso em sua primeira eleição. No dia em que completou 70 anos, comemorou a passagem da idade e a vitória retumbante sobre um político experiente, apesar de jovem, comunicador exposto na mídia há anos, e com base forte nas igrejas evangélicas, com mandatos de vereador e deputado, e mais, com duas disputas à Prefeitura!

Udo sempre esteve na política, mas nos bastidores. A passagem pela Fundamas foi há tanto tempo que não se pode contar como atividade em gestão pública. Forte mesmo ele agiu em grandes temas institucionais para a cidade, em vários momentos que nem é preciso citar aqui.  Suas aparições sempre foram moderadas, tipo eu falo, vocês escutam. Jamais participou de enfrentamentos diretos, debatendo frente à frente em rádios, tvs, sendo sabatinado em reuniões de bairros, nas ruas. Era perceptível seu desconforto em frente às câmeras no início da campanha. Mas com o trabalho competente do jornalista Marco Aurélio Braga, o amigo Marcão, e uma equipe competente de marketing, Udo Döhler foi rapidamente melhorando, se adaptando ao meio, e ao final, estava encarando Kennedy Nunes sem rodeios.

Além disto tudo, o peemedebista enfrentou novamente o que já tinha enfrentado há alguns anos: as denúncias de preconceito, assédio moral, maus tratos em sua empresa. Nos bairros foi utilizada à exaustão a sua origem alemã, que era nazista, grosseiro, e que não gosta de negros, e até vídeo feito pelo PT mostrando uma suposta mulher que teria sofrido os maus tratos foi utilizada na última semana da propaganda eleitoral. Ao que se vê, o efeito foi contrário,  e Udo chegou ao segundo turno. Apresentado como gestor desde o o início, e não como político profissional, ele conseguiu mostrar as diferenças entre ele e Kennedy, colando a sua fama de bom gestor, comandante de uma empresa e de um hospital de sucesso.

Com a estratégia de expor o seu adversário em suas contradições, Udo foi aos bairros com a militância peemedebista, e pela internet os discursos de Kennedy foram mostrados em profusão com as idas e vindas da opinião do deputado pessedista. Os vereadores eleitos agarraram sua candidatura e foram à luta, um deles, João Carlos Gonçalves, chegou a virar um dos âncoras dos programas. Vencendo a timidez, as dificuldades com o sotaque carregado, a tensão dos debates, Döhler foi construindo uma virada histórica, que se consolidou no domingo.  E a Udo Döhler, o Blog Palavra Livre dá os parabéns ao Prefeito eleito, desejando uma ótima gestão, para o bem da nossa cidade.

Outro vencedor destas eleições é o deputado federal Mauro Mariani. Derrotado em 2008 quando foi desconstruído como candidato por sua origem política de Rio Negrinho, Mariani calçou as sandálias da humildade e foi à luta, se elegendo o federal mais votado da história de Santa Catarina em 2010 superando o ex-governador Esperidião Amin. Ainda com essas sandálias, abriu mão de ser o candidato do PMDB em Joinville este ano, abrindo caminho para a estratégia que LHS e o partido desenharam.

Assim, o deputado percorreu novamente o estado e ajudou o partido a conquistar 107 prefeituras. O seu futuro agora poderá ser o Senado Federal ou até mesmo o Governo do Estado em 2014. Isso se o partido em nível estadual permitir, já que hoje o presidente é Eduardo Moreira, atual vice-governador com Colombo. Mauro mostra assim que às vezes é melhor dar dois passos atrás, para poder dar um salto mais à frente. Política é isso.

Quanto ao PMDB e o PDT, são os partidos que representam a aliança de forma mais clara, e que agora tomam rumos com um novo fôlego. O PDT, que fez parte do governo Carlito até abril deste ano, decidiu ser participante da chapa com Udo Döhler em uma disputa dura no diretório. Lançou o jovem advogado Rodrigo Coelho à Prefeitura, mas depois mudou a rota e apostou como vice do empresário. Deu certo, e certamente agora vai crescer com a presença nos escalões de governo.

O PMDB mostrou mais uma vez que é a maior força política da cidade. Fez história novamente partindo do zero, construindo um nome mês a mês, utilizando de inteligência e estratégia, mobilizações, reuniões, e na hora H, partindo para as ruas e bairros. Assim como foi com Pedro Ivo, Luiz Henrique, Wittich Freitag, LHS mais duas vezes, agora volta ao comando da Prefeitura de Joinville com a fama de desenvolvimentistas, das grandes obras. Udo é um novato no partido, e tem fama de não dobrar à pedidos e apelos que não sejam com base técnica e em razões de gestão produtiva. Vamos ver logo à frente como será esse casamento novo, e a amostra virá pela disputa na mesa diretora da Câmara de Vereadores.

Que esses vencedores façam bom uso da confiança dos eleitores joinvilenses, que apostaram no retorno de um gestor comprovado, um empresário bem sucedido, para comandar a Prefeitura. A cidade espera por mais saúde – maior promessa de Udo – mais infraestrutura em todos os aspectos (pontes, elevados, pavimentação, etc), mais presença da administração nos bairros. Este Blog vai estar atento. Aos vencedores, nossos parabéns.

Os derrotados

Findaram as eleições municipais em todo o país. Agora é hora da análise dos resultados, e este Blog jamais se furtaria a isso. Aviso de antemão que é uma análise isenta, com base nos fatos. Começamos com os derrotados. São eles Kennedy Nunes (óbvio), Carlito Merss, Marco Tebaldi, Darci de Matos, PT, PP.

Carlito Merss, Marco Tebaldi e seus respectivos partidos saem derrotados duas vezes. Já tinha publicado isso em meu perfil no Facebook no domingo, e repito aqui. O atual Prefeito por estar com a máquina administrativa em suas mãos, e além de ter faltado pulso, gestão e articulação política, com uma grande aliança partidária com mais de 100 candidatos a vereador, e ter perdido a grande chance do PT de continuar o seu projeto de mudança político-administrativa. E na equivocada, incoerente e mal-sucedida decisão de apoio ao seu algoz por quatro anos, Kennedy Nunes. Carlito conseguiu assim perder duas vezes em apenas um pleito, e mais uma vez não conseguiu seu intento, vencer LHS.

Marco Tebaldi porque já foi Prefeito e reeleito.  Conseguiu a eleição para a Câmara dos Deputados em 2010, mas logo assumiu a Secretaria da Educação no governo Raimundo Colombo. Ficou um ano, com greves, problemas políticos, e saiu meio que expulso pelo PSD do Governador. Resolveu, junto com o PSDB, encarar a disputa. Saiu forte, mas chegou combalido pelo ataque dos adversários petistas e pessedistas, e depois peemedebistas. Acabou em quarto lugar. E para completar, se aliou ao seu desafeto político Carlito, à Kennedy, ao PT (!!), buscando também atingir ao PMDB e LHS. Não deu certo, e sai arranhado deste pleito, e derrotado duas vezes, também.

Darci de Matos apostou tudo em por os pés em duas canoas. Um pé com Kennedy, pois são correligionários no PSD, e outro com seu amigo Tebaldi. As duas canoas afundaram, e Darci agora deve voltar a flertar com o PMDB, que não deve ceder aos galanteios do deputado estadual. Darci articulou também essa aliança esquisita entre PSD, PSDB, PT, DEM, colocando todo o peso para também tentar derrotar Udo Döhler, derrubando assim ao senador LHS e seu PMDB. Mais um derrotado por duas vezes, perdendo força política.

Kennedy Nunes perdeu a sua terceira eleição para a Prefeitura, quando teve a sua grande chance de conquistar um sonho acalentado desde a juventude. Comunicador nato, experiente na política – está nela desde os seus 18 anos – em segundo mandato de deputado estadual, sucumbiu ao já ganhou. Subestimou a força do PMDB e de LHS em fazer de Udo Döhler o Prefeito. Foi desconstruído ao longo do segundo turno, quando as comparações, diferenças e ataques se limitam a dois postulantes.

Suas declarações anteriores sobre água, alianças, tarifa de ônibus, onde dizia uma coisa, foram colocadas lado a lado com suas falas de hoje. Fatal. Sua estratégia de criar um mote, “dá prá fazer”, virou um viral na internet, em redes sociais que superexpôs sua já conhecida forma demagógica de propor as coisas, e os adversários não o pouparam. O que era para ser um impulsionador, virou quase uma piada nas redes, e nas rodas nos bairros. Por fim, o PMDB grudou nele a ideia de que o governo Carlito continuaria com o apoio que lhe deu, bem como Tebaldi mandaria no governo, até porque declararam apoio formal. As pesquisas também ludibriaram o staff do candidato, que não percebeu o avanço de Udo nos bairros.

Já PT e PP, aliados de primeira hora no governo que se findará em 31 de dezembro, perderam a grande chance de crescer e ampliar a aliança para voos maiores em 2014. O PT sofre um duro golpe com essas duas derrotas – já fiz análise sobre isso em post anterior, clique aqui – expondo problemas no comando da sigla, o que deverá ficar mais agudo a partir de agora. A mudança de forças partidárias no comando será imprescindível, com renovação do diretório para valer, incluindo-se aí os vereadores eleitos, e novas lideranças que emergiram com boa votação das urnas.

O PP, que teve em suas mãos uma das mais poderosas secretarias do governo Carlito, a Infraestrutura, também perde espaços preciosos com a dupla derrota. Jovens nomes que poderiam despontar para a vereança, assembleia e outros, perderam muito. O único vereador eleito, Sabel, também apostou tudo, mas este ainda tem o mandato para conversar.

Essas eleições foram um marco histórico para Joinville, assim como foram as de 2008, quando Carlito Merss chegou ao poder após muitas tentativas. Cabe às lideranças reavaliarem posturas, atitudes, e se alinharem a um novo eleitorado, mais politizado, atento e plugado na internet. De observadores apenas, os eleitores agora disputam, debatem e batalham pela rede mundial de computadores, um novo espaço que é livre, sem amarras com os meios tradicionais. Os eleitores agora são cada vez mais senhores do seu voto. E decidem ainda mais conscientes os seus votos.

PMDB faz história, de novo

Cada momento tem seu peso histórico diferente. Mas de vez em quando são possíveis comparações. Daqui a duas semanas, completam-se 40 anos da primeira vitória do MDB em Joinville, com Pedro Ivo derrotando os três candidatos da Arena (à época, os partidos podiam lançar mais de um nome, depois somava tudo).

Quatro décadas depois, Udo Döhler conquistou a Prefeitura de Joinville após ter largado em desvantagem na campanha e, depois, no segundo turno. Convém lembrar outra dificuldade: nas outras duas eleições decididas no segundo turno em Joinville, não houve virada. E enfrentou, além do adversário direto, Kennedy Nunes, os partidos de outros dois candidatos derrotados no segundo turno, PT e PSDB. Udo derrotou os três e leva o PMDB de volta à Prefeitura depois de dez anos.

Em 2002, Luiz Henrique deixou o cargo de prefeito para concorrer a governador. O PMDB participou dos governos seguintes, mas como coadjuvante. Não bastasse, a vitória de ontem ficou ainda mais emblemática porque derrotou as pesquisas. Até os levantamentos internos do partido apontavam, na melhor das hipóteses, empate técnico.

Uma outra comparação com a vitória de 1972: um dos líderes da campanha de Pedro Ivo, um dos mais sorridentes na carreata da vitória pelo Itaum e Boa Vista naquela longínqua década de 70, se chamava Luiz Henrique da Silveira. Depois de quase meio século, Joinville elege um prefeito que disputou sua primeira eleição. Quem veio depois de Harald Karmann, já havia enfrentado as urnas. E a vitória de Udo veio no dia em que fez 70 anos.

Da coluna AN Portal de Jefferson Saavedra em AN