Joinville (SC) sediará o IV Encontro Catarinense de Escritores nos dias 18 e 19 de novembro

palavralivre-encontro-catarinense-de-escritores-2016Nos dias 18 e 19 de novembro o IV Encontro Catarinense de Escritores, promovido pela Associação das Letras, vai movimentar a literatura catarinense.

O evento será realizado no Teatro Juarez Machado e terá, além de palestras e rodas de conversas com escritores, apresentações artísticas e culturais.

Para conhecer a programação e fazer sua inscrição (acesse aqui), ou acesse o site da Associação das Letras – www.associacaodasletras.com.br,  para saber mais novidades.

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13a. Feira do Livro de Joinville (SC) abre oficialmente dia 1 de abril (sexta-feira)

PalavraLivre-livros-leitura-literatura-feira-do-livro-de-joinvilleEm sua décima terceira edição, a Feira do Livro de Joinville abre oficialmente no dia 1º de abril, às 19 horas. Com o slogan “A literatura pede passagem”, um dos mais importantes eventos do gênero no Brasil se consagra por promover o encontro de autores de várias regiões com o público e estimular a formação de leitores.

A programação oficial da 13ª Feira do Livro de Joinville está definida e oferece atrações para crianças, adolescentes e adultos. O roteiro de atividades que serão cumpridas de 1º a 10 de abril no complexo do Centreventos Cau Hansen (Teatro Juarez Machado e Centro de Exposições Edmundo Doubrawa) e pode ser conferido em www.feiradolivrojoinville.com.br. Informações pelo telefone (47) 3422-1133 e pelo e-mail feiradolivro@institutofeiradolivro.com.br.

No dia 1º de abril, o público poderá começar a visitar a feira às 9h, mas a abertura oficial do evento ocorrerá às 19h, com a visitação prosseguindo nos dias seguintes das 9h às 21h e nos sábados e domingos até 20h.

Além da visitação à feira onde serão comercializados livros de todos os gêneros literários, haverá palestras, mostra de autores catarinenses, lançamentos de livros e sessões de autógrafos, mostra comentada de filmes, sessões de teatro e de música, exposições e apresentações culturais etc. Integrado ao evento principal ocorrem o painel em torno do tema “A importância da Leitura na formação do operador do direito?, com a participação de representantes do Poder Judiciário, e um seminário para professores que debaterá o tema “Desenvolvendo o gosto pela leitura”.

Como ocorre todos os anos, o acesso à programação da Feira do Livro de Joinville é gratuito. Escolas, empresas e instituições interessadas em realizar visitas em grupos podem agendar pelo telefone (47) 3422-1133 ou pelo e-mail agendamento@institutofeiradolivro.com.br.

Na edição 2016, o evento homenageia o artista joinvilense Juarez Machado, que será homenageado no dia 5 de abril, às 19h. Juarez Machado lançará um livro inédito – “A saída” – e o relançamento de seu primeiro livro de imagens – “Domingo de manhã” – já esgotado. Segundo a escritora Maria Antonieta Cunha, curadora da Feira do Livro, a presença do artista representa uma homenagem ao talento de um joinvilense que consagra a arte brasileira no cenário internacional.

Outro aspecto desta edição é a presença de autores da região ao lado de nomes com atuação marcante na literatura brasileira, promovendo um encontro de experientes escritores em diferentes gêneros e permitindo ao público conhecer o melhor da literatura nacional.

Ao lado de Juarez Machado, estarão na programação da 13ª Feira do Livro de Joinville os escritores Léo Silva (RJ), Márcia Széliga (PR), Juliane Rodrigues (RJ), Masina Krás Borges (RS), Lira Vargas (RJ), João Batista Melo (MG), Eberson Teodoro (SC), Elizabeth Fontes (SC), Ana Janete Pedri (SC), Marlete Cardoso (SC), Nilza Helena Vilhena (SC), Odenilde Martins (SC), Bernadete Costa (SC), Humberto Soares (SC), Taiza Mara Rauen Moraes (SC), Fábio Henrique Nunes Medeiros (SC), Maurício Biscaia Veiga (SC), Rita de Cássia Alves (SC), Valério Mattos (SC), Vanessa Martinelli (SC), Lúcia Fidalgo (RJ), Maria Alexandre de Oliveira (SP), Jura Arruda (SC), Vanessa Bencz (SC), Janda Montenegro (RJ), Alcides Buss (SC), Guilherme Diefenthaeler (SC), Marinaldo de Silva e Silva (SC), Luís Pimentel (RJ), Eleonora de Medeiros (RS), Luciana Costa (RJ), Graciela Mayrink (RJ), Isabella Ingra (RJ), Cacá Melo (RJ), Celso Gutfreind (RS), Maria Eduarda Razzera (SC), Flávia Cunha (SE), Stella Cáceres (SE), Manoela Ramoniga Furtado (SC), Miriam Ramoniga (SC), Ana Rapha (PR), Borges de Garuva (SC), Urda Klueger (SC), Helenah (DF), Quésia Cunha (SC) e Valmir Capim Neitsch (SC), entre outros nomes.

Sueli Brandão, presidente do Instituto da Cultura e Educação e idealizadora da Feira do Livro de Joinville, comenta que a edição 2016 ocorre em um momento importante do Brasil, em que a Educação e o incentivo à leitura oportunizam a reflexão quanto ao futuro do país.

“Temos o privilégio de ter em Joinville um evento que desde a sua primeira edição buscou este diferencial de promover o encontro de autores com o público e de se notabilizar como agente de formação de leitores e de cidadãos críticos do seu papel na sociedade, ao mesmo tempo em que proporciona ao público a condição de ter acesso a boas obras a preços acessíveis. Um processo de educação só é bem-sucedido com a sinergia destes fatores”, afirma Sueli Brandão, destacando que embora o momento difícil da economia a Feira do Livro se mantém sintonizada com os mesmos propósitos que acompanham a trajetória de 13 anos consecutivos em que é realizada.

A Feira do Livro de Joinville é uma iniciativa do Instituto da Cultura e Educação com apoio da Prefeitura de Joinville e Fundação Cultural de Joinville.

Com informações do Instituto Cultura e Educação

Feira do Livro de Joinville (SC) encerra com mais de 80 mil visitantes e 100 mil livros vendidos

Com 80 mil visitantes e mais de 100 mil livros vendidos, Feira do Livro de Joinville quer dar um passo à frente em 2016.

A 13ª Feira do Livro de Joinville já tem data para acontecer: em 2016, o evento será entre os dias 1º e 10 de abril, novamente no Expocentro Edmundo Doubrawa. E, para repetir o sucesso desta edição, que, segundo a organização, reuniu um público de cerca de 80 mil pessoas, a equipe do Instituto Cultura e Educação deu início aos planejamentos da próxima Feira.

Para a idealizadora Sueli Brandão, é hora de dar um passo em frente. “Queremos trazer grandes nomes da literatura nacional e também da internacional, buscar outros convidados tão encantadores e populares quanto os que vieram esse ano”, comemora.

A intenção é reunir autores consagrados tanto no meio acadêmico quanto comercial – entre alguns nomes desejados pela organização estão os de Paula Pimenta e Thalita Rebouças, que participaram em edições anteriores da Feira com grande aceitação de público. Novamente, Maria Antonieta Antunes Cunha será a responsável pela curadoria.

O caráter educacional é outra preocupação do evento. “Nossa ideia é atrair autores infantis que tenham os livros adotados nas escolas, promover essa interação”, completa Sueli. O planejamento prevê ainda a inserção de outras manifestações artísticas na programação. “Sonhamos com um grande espetáculo musical”, adianta a idealizadora.

O evento também superou as expectativas dos expositores. O público levou mais de cem mil livros para casa, além ter experimentado uma programação recheada de contação de histórias, palestras e lançamentos de autores locais.

Somente no estande da Livraria Cosmos, de São Paulo, o expositor Daniel Alonso estima a venda de 50% do acervo, aproximadamente 20 mil títulos. O balanço é superior ao do ano passado.

Na World Livros, de São Paulo, o expositor estima um aumento de 10% nas vendas, em relação ao ano passado. “Participar da Feira do Livro de Joinville é bacana, uma honra. É uma feira que tem crescido, mostrado um potencial muito grande. As pessoas realmente gostam de ler, percebemos que os visitantes vêm atrás da leitura”, afirma o coordenador do estande, Márcio Russi. Dos 38 expositores no evento, cerca de 80% pretende voltar na próxima edição, em 2016.

Da Assessoria de Imprensa – Ronaldo Corrêa

Literatura: 48 escritores brasileiros representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015

Em evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, anunciou nesta terça-feira (9/12) os nomes dos 48 escritores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015.

Na 35ª edição do evento, entre 20 e 23 de março, o Brasil será o país homenageado e contará com espaço de 500 metros quadrados destinados à venda, exposição de livros e palestras com autores. Haverá ainda programação cultural paralela.

“Ao receber seu merecido reconhecimento em eventos de porte como este, a literatura brasileira não só apresenta o Brasil para o mundo como também encontra maior valorização no mercado interno”, avaliou a ministra durante o anúncio.

Os autores escolhidos são Adauto Novaes, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Mussa, Ana Miranda, Ana Paula Maia, Angela Lago, Bernardo Carvalho, Betty Mindlin, Betty Milan, Bosco Brasil, Carola Saavedra, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa, Edney Silvestre, Edyr Augusto, Fabio Moon, Fernanda Torres, Fernando Morais, Férrez, João Carrascoza, Leonardo Boff, Lu Menezes, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcello Quitanilla, Maria Conceição Evaristo, Marina Colasanti, Michel Laub, Milton Hatoum, Nélida Piñon, Paloma Vidal, Patrícia Melo, Paulo Coelho, Paulo Lins, Ricardo Aleixo, Rodrigo Ciríaco, Roger Mello, Ronaldo Correia de Brito, S. Lobo, Sérgio Rodrigues, Sérgio Roveri e Tatiana Salem Levy.

Além deles, um acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL) permitiu levar mais três imortais para a capital francesa: Ana Maria Machado, Antônio Torres e Nélida Piñon.

A seleção dos autores é resultado da parceria entre o Centro Nacional do Livro francês e do Comitê brasileiro, formado por 24 integrantes, entre titulares e suplentes, com representantes de secretarias e órgãos do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE); do Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); e de entidades representativas do setor, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL); União Brasileira de Escritores (UBE); Liga Brasileira de Editoras (LIBRE); Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU); Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Serviço Social do Comércio (SESC-SP).

As escolhas obedeceram aos seguintes critérios: autores com obras traduzidas para o francês; equilíbrio na seleção (incluindo autores novos e consagrados); abrangência de diversos gêneros literários; diversidade editorial; oportunidade igual para homens e mulheres e produções com diversidade étnica e cultural de profissionais de várias regiões do país.

Os curadores do evento são a escritora e idealizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto, Guiomar de Grammont, que também participou da seleção, e o professor de Literatura na Université Paris-Sorbonne e nomeado Conselheiro Literário junto ao Centre National du Livre para o Salão do Livro de Paris em 2015, Leonardo Tonus.

Para a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, a homenagem no Salão do Livro de Paris não é um fato isolado. O Brasil tem investido cada vez mais na internacionalização da cultura e está sendo reconhecido por outros países.  Ela citou as recentes homenagens recebidas na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha; na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, Itália, entre outras.

Já o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, destacou que o convite para o Brasil ser o país homenageado foi firmado e divulgado na Declaração Conjunta dos presidentes da França e do Brasil, François Hollande e Dilma Rousseff, por ocasião da visita dela à França em 11 de dezembro de 2012.

Os patrocinadores brasileiros são a empresa Ticket e a seguradora Caixa Seguros. O evento tem apoio também do Centre National du Livre e do Institut Français.

Prêmio VivaLeitura 2014 tem inscrições abertas até 21 de novembro

Para estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências de promoção da leitura, os Ministérios da Cultura e da Educação e a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) retomam neste ano o Prêmio VIVALEITURA.

A edição 2014 premiará com R$ 25 mil os trabalhos na área de leitura desenvolvidos dentro de quatro categorias: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; “Escolas Públicas e Privadas”; “Promotor de Leitura (pessoa física)” e “ONGs, Universidades/Faculdades e Instituições Sociais”.

As inscrições são gratuitas e terminam no dia 21 de novembro. Elas podem ser feitas pelo site http://www.premiovivaleitura.org.br/cadastro/cadastro.ASP ou enviadas pelos Correios ao endereço:

Prêmio VIVALEITURA 2014
SHS Quadra 06, conjunto A, Bloco C, sala 919, Complexo Brasil XXI. Brasília – DF
CEP 70316-109

O Prêmio integra o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL) e,  conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e da Fundação Santillana.

A apresentação dos trabalhos deve respeitar as seguintes orientações: não ultrapassar seis páginas; ser digitado em letra corpo 12, em folhas de papel tamanho A4; ser divido em: Justificativa (com breve descrição da experiência desenvolvida); Objetivos (o que se pretendia atingir em termos dos resultados esperados); Metodologia (como o trabalho foi desenvolvido, passo a passo) e Avaliação (os resultados alcançados dentro do que se pretendia).

Os trabalhos serão analisados por uma comissão julgadora e, após a avaliação, os finalistas serão informados que passaram de fase. Em dezembro, serão anunciados os 20 finalistas, sendo cinco em cada categoria, além dos indicados para a Menção Honrosa.

Mais informações sobre o prêmio estão disponíveis via formulário no endereço http://www.premiovivaleitura.org.br/contato/default.asp ou por telefone (61) 3321-9955, das 9h às 18h.

Histórico
Instituído em 2005, no Ano Ibero-americano de Leitura, o prêmio foi idealizado com previsão inicial de duração de 10 anos (2006 a 2016). Já foram realizadas cinco edições do Prêmio- 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011.

A grande novidade da edição 2014 é a inclusão da categoria específica para promotores de leitura, a qual “abrange as experiências continuadas desenvolvidas por cidadãos que se dediquem à promoção da leitura por iniciativa pessoal”, sem personalidade jurídica própria formalizada, ou seja, sem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

A atual edição homenageia a editora Lúcia Jurema, que faleceu no início deste ano. Lúcia iniciou seus trabalhos no setor na editora Ática e passou pelas editoras Nova Fronteira e Record. Havia 12 anos trabalhava na Fundação Santillana, além de exercer as funções de diretora-editora da Câmara Brasileira do Livro (CBL), diretora do Instituto Pró-Livro e gerente de relações institucionais da editora Moderna.

Do Ministério da Cultura

País recebeu mais 26 bibliotecas a partir do final de semana

Unir comunidade e escola em bibliotecas. Esse é um dos principais objetivos do projeto Sala de Leitura, realizado pelo Instituto Oldemburgo de Desenvolvimento, em parceria com o ministério da Cultura. A iniciativa, que leva livros de todos os interesses para comunidades de todo o país, surgiu em 2003, a partir de doações para instituições públicas. Com apoio do governo, em 2008, o programa cresceu e passou a capacitar agentes de leituras, além de montar as salas de leitura. Desde 2008, o projeto já formou 3 mil agentes em 23 estados e, desde 2003, implantou 788 salas. Desde sábado (27/9), inaugurará outras 26.

Além de incentivar a leitura – com acervo para crianças, jovens e adultos que normalmente não têm acesso a livros –, o Sala de Leitura busca promover a integração do binômio escola-comunidade. Prioritariamente implantado em instituições educacionais, o projeto tem como objetivo principal fortalecer os laços de cooperação com a escola e fomentar polos culturais nas comunidades contempladas.

“Nós começamos em 2003, doávamos acervo para escolas, hospitais e dávamos um manual para montar a sala de leitura. Até 2008 era assim. A partir daí conseguimos aprovacão do ministério da Cultura para realizar também a capacitação de agentes de leitura, fizemos em todo Brasil”, explica Cristina Oldemburg, diretora executiva do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento e idealizadora do projeto. “É um projeto comunitário e cultural, queremos trazer as pessoas da comunidade para dentro da escola. A biblioteca é instrumento de relacionamento entre escola e comunidade”, completa.

Nos próximos meses, a iniciativa inaugura outras 26 bibliotecas comunitárias, em três estados. No Rio de Janeiro, elas estarão localizadas no Morro Dona Marta, na cidade do Rio, e em Petrópolis, na região serrana do estado; em Minas Gerais, em Ouro Preto e no município de Recreio (MG) e no Espírito Santo na cidade de Vitória (ES). Até o final do ano, serão 814 salas de leitura espalhadas pelo país.

O acervo de cada sala de leitura conta com mil livros, para diversas faixas etárias e áreas de interesse, como: literatura, ciências sociais, história, artes, filosofia e esporte. E, para aproximar o público da literatura brasileira, as salas de leitura homenageiam autores nacionais tais como Dias Gomes, Graciliano Ramos e Rubem Braga, cujas obras fazem parte do acervo.

Do MinC

Vale Cultura deve impulsionar mercado editorial no Brasil, acredita a Câmara Brasileira do Livro

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) espera aumento de 5% na venda de publicações no país com a introdução do vale-cultura, benefício que será dado a trabalhadores celetistas (regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT). No valor de R$ 50 mensais e preferencialmente destinado a trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o vale-cultura será usado no pagamento de atividades culturais.

O diretor executivo da CBL, Mansur Bassit, explicou que a expansão do consumo foi calculada com base no número de livros vendidos no Brasil no ano passado: 268,5 milhões, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP).

O Ministério da Cultura espara a adesão de 1 milhão de trabalhadores no primeiro ano do programa. Com isso, a CBL estima que cada pessoa que receba o cartão magnético do programa adquira pelo menos um livro por mês.

“Queremos ser otimistas. O importante é ele [trabalhador] consuma cultura: teatro, cinema, inclusive cursos de circo, dança, fotografia, música, artesanato. O livro é muito importante, e é claro que cada um vai querer brigar pelo seu mercado”, disse Bassit.

Quando o vale-cultura estiver totalmente implantado, a expectativa do Ministério da Cultura é de atendimento a 17 milhões de trabalhadores. Assim, a CBL estima registrar aumento de 76% nas vendas, em relação às do ano passado. “O livro tem grande apelo e grande chance – basta ver as bienais do livro, a loucura que foi agora no Rio de Janeiro, e sempre é em São Paulo também”, ressaltou Bassit.

Para ele, o vale-cultura será importante também para incentivar o volume de livros lidos por pessoa no país. “O brasileiro lê quatro livros por ano. Isso é muito pouco, se comparado a qualquer país da América do Sul, sem falar nos da Europa”, disse Bassit. “O programa vai abrir possibilidades, democratizar e fomentar a cultura, não só do livro, mas de tudo o que é produto cultural para essas pessoas que estão cada vez mais politizadas, capacitadas e querem ser incluídas no mercado cultural.”

Da EBC

Ziraldo é o grande homenageado da 16a. Bienal do Livro

Com mais de 150 publicações que venderam um total superior a 8 milhões de exemplares, o escritor, ilustrador e cartunista Ziraldo Alves Pinto é o grande homenageado da edição deste ano da 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Nascido em Caratinga (MG), no dia 24 de outubro de 1932, o filho da costureira Zizinha e do guarda-livros Geraldo, dos quais herdou o nome, teve seu primeiro desenho – um tatu, feito aos 6 anos de idade – publicado na seção infantil doJornal de Minas, para felicidade dos pais.

Mais conhecido por suas obras voltadas ao público infantil, Ziraldo não se cansa de mencionar o carinho que recebe dos fãs de várias gerações em cada sessão de autógrafos, nas várias bienais das quais tem participado. Só nas dez últimas edições das bienais do Rio e de São Paulo, suas sessões de autógrafos receberam cerca de 1.500 pessoas cada. “A resposta é muito gratificante. É uma festa. O público para quem eu destino o meu trabalho é muito carinhoso comigo. E para quem gosta de carinho e tem essa carência gigantesca que eu tenho, isso é muito bom”.

Mas, para quem pensa que o público infantil sempre foi seu alvo, Ziraldo revela que escrever para crianças não foi uma escolha. “Foi um acidente. Mas é bom, porque dura”. Segundo Ziraldo, “qualquer cara de 50 anos para baixo me abraça” e, quando o assunto é tempo decorrido, ele fala da saudade que tem da Turma do Pererê e do Menino Maluquinho, personagens criadas por ele há muitos anos.

Só o Menino Maluquinho já virou peça, filme e, inclusive, uma ópera, dirigida por Karen Acioly, com música de Ernani Aguiar. Das crianças atendidas pela organização não governamental União Cristâ Feminina (UCF), de Campinas (SP), que desenvolve o Projeto Ziraldo, ele ganhou  uma marionete que reproduz em miniatura o próprio Ziraldo e com o qual se diverte em seu estúdio, situado na Lagoa, bairro da zona sul do Rio. Ziraldo lamenta apenas que o seu “sósia” não seja “mais moreninho” como ele.

Sua primeira obra dedicada ao público infantil foi Flicts, publicada em 1969, que está completando este ano 44 anos de lançamento. O livro conta a história de uma cor rara, chamada Flicts, que sai pelo mundo procurando encontrar um amigo ou alguém que o aceite, pois se sente fraco e feio, sem a força do vermelho ou a paz que o azul transmite. O texto poético mostra às crianças que todas as cores transmitem sentimentos e emoções e que, mesmo diferente das demais, Flicts acabará encontrando o seu lugar no mundo.

Na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro,  Ziraldo estará lançando, pela Editora Melhoramentos, cinco livros, dos quais ou é autor integral, coautor ou homenageado.  O Menino que Veio de Vênus, por exemplo, é o sexto livro de uma coleção de dez obras em que ele conta a história dos meninos dos planetas. O compromisso assumido é “lançar um livro novo a cada ano”, disse, sorrindo.

Outra novidade é a publicação Os Haicais do Menino Maluquinho, em que ele usa haikais, que são poemas japoneses de três linhas que valorizam a concisão e a objetividade, para expressar observações do seu mais famoso personagem, que é o Menino Maluquinho, sobre temas diversos, como a natureza, a família, os amigos. “É uma forma perfeita para retratar a poética. É um suspiro”, comentou.

Com a escritora Anna Muylaert, Ziraldo ilustrou dois livros que serão apresentados na Bienal do Rio 2013.  EmAdivinha Que Dia é Hoje, com textos adaptados por Anna, da série exibida na TV Brasil, Ziraldo retrata o Menino Maluquinho com 5 anos e 10 anos de idade, além da fase adulta. Tudo gira em torno do dia do aniversário do garoto. Já em O Menino Que Tinha uma Panela na Cabeça, a dupla formada por Anna Muylaert e Ziraldo procura contar como o garoto se tornou o conhecido Menino Maluquinho. Para saber se atingiram seu propósito, só lendo o livro.

No álbum de capa dura Os Homens Tristes, dedicado aos adultos, os colaboradores mais chegados de Ziraldo, que são o pintor Paulo Vieira e o roteirista Gustavo Luiz Ferreira, reuniram anotações e desenhos do cartunista, feitos ao longo de 60 anos de trabalho. A publicação tem prefácio do poeta Ferreira Gullar.

No Pavilhão Verde do Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade, onde ocorrerá a Bienal do Rio, a filha do escritor, a cenógrafa Daniela Thomas, montou o Planeta Ziraldo, onde o público poderá interagir com o cartunista e ilustrador e tentar um autógrafo. Duas histórias em quadrinhos do autor serão lançadas também durante a Bienal pela Editora Globo, tendo como tema central as aventuras do Menino Maluquinho. São elasMaluquinho de Família e Maluquinho Pega na Mentira.

Os próximos projetos, adiantou Ziraldo, são terminar a série Meninos dos Planetas e “ocupar o espaço virtual com 64 anos de produção”. Ele já está começando a passar o conteúdo de suas publicações para as novas plataformas de linguagem que surgiram com as inovações tecnológicas. Em parceria com o também ilustrador e escritor infantil Maurício de Souza, ele ilustrou o livro O Reizinho do Castelo Perdido, que narra a história de um rei que, induzido por alguns súditos, acaba construindo um castelo no alto da colina e, com isso, se afasta do seu povo e das necessidades que ele apresenta.

Da EBC

Feira do Livro de Joinville alcança 150 mil visitantes e se consolida como mais importante projeto do segmento em SC

Salvador Neto Feira do Livro-17Em sua décima edição, a Feira do Livro está consolidada como o mais importante setor do segmento em Santa Catarina. A avaliação é de Sueli Brandão, criadora do evento e desde então sua organizadora, ao comentar os resultados alcançados e projetar a próxima edição.

Segundo a presidente do Instituto de Cultura, Educação, Esporte e Turismo, o objetivo alcançou todos os objetivos. O saldo final superou as metas que haviam sido definidas pela organização. Durante os dez dias de evento, a visitação alcançou num público de 150 mil visitantes e comercializou cerca de 160 mil unidades.

“Mais do que um espaço de comercialização de livros, estamos felizes porque a feira se consagra a cada ano no seu papel de aproximar leitores e escritores para a construção da cidadania. Este tem sido nosso propósito desde o início, associando ao ato da leitura em si a perspectiva de estimular o pensamento crítico, considerando que cidadãos melhor preparados culturalmente e politicamente maduros podem compreender o mundo e promover as transformações sociais necessárias ao seu desenvolvimento”, afirma orgulhosa, Sueli.

Os títulos mais procurados abordam temas das áreas técnicas (em 20012 os preferidos eram os de auto-ajuda) e entre os mais vendidos estão os livros voltados ao público infantil e infanto-juvenil. As vendas registraram crescimento médio de 50% em relação à nona edição. Além dos escritores do circuito nacional e internacional, convidados para palestras e lançamentos de livros, a feira oportunizou a escritores locais e regionais encontros com o público por meio do espaço “Fala do Escritor” organizado pela Confraria de Escritores, e o lançamento de mais de 20 títulos, com destaque para os autores de Joinville.

“Estamos em festa com esta edição, que foi um momento de celebração, mas já estamos pensando na edição 2014, que trará novidades como a maior tematização de títulos e destaque para a Copa do Mundo que será realizada no Brasil. O público irá se surpreender”, completa Sueli Brandão, prometendo dar mais detalhes nos próximos meses.

Preciosidades, um novo livro de um novo talento, será lançado sábado (24/11) na Biblioteca Pública em Joinville (SC)

A estreia na literatura de Eliana Aparecida de Quadra Corrêa acontece pela Editora Dialogar, de Joinville, com o título Preciosidades. O lançamento está marcado para o próximo sábado (24nov12) na Biblioteca Municipal Prefeito Rolf Colin.

A obra poética tem ilustrações de Elisa Rosa de Matos. “A Elisa fez as ilustrações ainda quando era minha aluna”, revela Eliana, que é professora na rede estadual de ensino.

Segundo a autora, o título Preciosidades não trata, em absoluto, de riqueza material, mas das riquezas que vem do coração e que fazem parte da vida de qualquer pessoa, os convívios, os pequenos prazeres, o que faz bem, como ler um livro.

Durante o lançamento, haverá apresentação de coral, declamação de poesias, contação de histórias, coquetel e sessão de autógrafos. Preciosidades será vendido por R$ 18,00.

Onde: Biblioteca Pública Prefeito Rolf Colin (Rua Anita Garibaldi, 79)
Quando: 24 de novembro de 2012
Horário: 10h.

Mais informações: 3422-7000 ou 9901-5634 (com a autora)