Opinião – Câmara de Vereadores fica devendo mais uma vez à população joinvilense

Câmara de Vereadores vira cartório de homologação da Prefeitura
Câmara de Vereadores vira cartório de homologação da Prefeitura

A Câmara de Vereadores de Joinville ficou devendo mais uma vez para a população joinvilense na composição das comissões técnicas da Casa de Leis. Eu estive lá, vi e ouvi tudo. Acompanhei os acontecimentos.

Ao impedir a presença de não governistas em comissões chave, nega a possibilidade de fiscalização, transparência e abertura ao contraditório em projetos essenciais para a cidade. Uma lástima, uma vergonha.

As exceções chamam a atenção e pedem um olhar bem apurado pelo inusitado: um petista presidindo a Comissão de Urbanismo, lugar antes ocupado pelo maior oposicionista ao governo Udo Döhler (PMDB), Maycon César (PSDB).

Para quem não sabe, nas comissões técnicas é que verdadeiramente se decide se o projeto será ou não aprovado. Simples assim. Em plenário, dificilmente a decisão da comissão é revertida.

Ou seja, temos a LOT que vai impactar profundamente a vida das pessoas na área urbana e fora dela, e rapidamente podem passar e valer, contra o debate intenso que merece.

Outra coisa que a população na vê: nas eleições de 2012 o PSDB foi posto na oposição, mas seus vereadores Mauricio Peixer, Roberto Bisoni e Fabio Dalonso logo se “aliaram” ao governo Udo.

A cooptação do governo Udo causa estragos no ninho tucano, já que a cúpula partidária tinha decidido oficialmente, e fechado questão, da indicação de Odir Nunes ou Maycon César para líder do PSDB. Os tucanos governistas ignoraram. Vem briga de bicudos aí.

Uma Câmara de Vereadores virar cartório de homologações da Prefeitura é derrota do cidadão que paga impostos. Sem independência, há submissão, que pode levar a graves erros contra a população que trabalha e exige atenção às suas demandas.

Mais do que nunca cabe ao eleitor ficar de olho, individualmente, e por suas representações sociais, no que vem por aí nas votações.

Por Salvador Neto, editor do Blog Palavra Livre

Chuvas provocam calamidade em vários bairros de Joinville (SC)

O boletim da Defesa Civil de Joinville divulgado na tarde desta quinta-feira (22) informa que as regiões mais afetadas pelas chuvas em Joinville foram Centro, Sul e parte da Oeste.

Os bairros mais atingidos foram o Centro, Profipo, Ulysses Guimarães, Parque Guarani, Boa Vista, Atiradores, Bucarein, Anita Garibaldi,  Vila Nova, Nova Brasília, Floresta, Itaum e Santa Catarina.

A forte precipitação causou inundação de vias e residências. A estação de monitoramento central registrou 145 mm de precipitação desde as 3h30 até o meio-dia.

Desde as primeiras horas desta quinta-feira, a equipe da Defesa Civil de Joinville acompanhou as ocorrências e realizou levantamento de danos em conjunto com os órgãos setoriais e avaliações preliminares de risco.

Foram registrados 13 deslizamentos, cinco quedas de muro, duas quedas de árvores e cinco resgates. A Prefeitura possui 20 abrigos para apoio imediato.

Dois deles estão de sobreaviso caso seja necessário o acolhimento de desabrigados, sendo um no bairro Vila Nova (Escola Municipal Valentim João da Rocha) e outro no bairro Jardim Paraíso (Escola Municipal Rosa Maria Berezoski). Bombeiros realizaram o resgate de pessoas isoladas principalmente na região central e bairro Vila Nova.

Dentro do Plano de Contingência, foram acionados o Corpo de Bombeiros  Voluntários, Clube de Radioamadores, Seinfra, Detrans, Exército, Secretaria de Governo, Secretaria de Comunicação, Secretaria de Assistência Social e Subprefeituras.

Previsão do tempo
A Defesa Civil de Santa Catarina informa que nesta sexta-feira (23/10) a chuva vai diminuir em todo Estado. Os volumes previstos são de 5 a 15 mm na madrugada e manhã na maioria das regiões, com pontuais de 30 a 40 mm no Planalto Norte e Litoral Norte, especialmente nas áreas mais próximas ao Paraná.

Com informações da Defesa Civil, Prefeitura de Joinville (SC).

Simdec 2015 – Inscrições encerram nesta terça-feira às 23h59min

Encerra às 23h59 desta terça-feira (13) o período de inscrições para o Edital de Apoio à Cultura e Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura, do Sistema Municipal de Incentivo à Cultura (Simdec) 2015. As inscrições online são gratuitas e devem ser feitas obrigatoriamente pelo site da Fundação Cultural de Joinville.

O proponente deverá preencher o formulário do sistema online (Anexo I do decreto 12.839/2006), salvar, enviar, imprimir e entregar em uma única via, encadernada em espiral, até às 17 horas desta quinta-feira (15), na Fundação Cultural de Joinville (3° andar do Centreventos Cau Hansen).

Sobre os editais
O Edital de Apoio à Cultura irá disponibilizar R$ 1.713.600,00 para a execução de projetos culturais em 17 modalidades. A novidade deste edital em 2015 é a modalidade de design, que irá contemplar projetos nesta área.

Podem concorrer ao Edital de Apoio e Mecenato, pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos e de utilidade pública municipal, e pessoas físicas, responsáveis por projetos de caráter estritamente cultural.

Cada proponente poderá encaminhar no máximo dois projetos para o Edital de Apoio à Cultura e dois para o Mecenato.

Já o montante destinado ao Mecenato Municipal de Incentivo à Cultura – MMIC, para 2015, é de R$ 2.856.000,00; distribuídos em 19 modalidades.

A novidade no Mecenato, neste ano, é a modalidade “Cultura Gastronômica Local”, que visa promover cursos, oficinas, mostras, exposições, livros, receitas, debates e palestras sobre gastronomia ao público especializado e aqueles que se interessarem pelo tema, sem formação específica na área.

O valor do projeto do Mecenato é pago com doação/patrocínio através da busca da captação dos recursos, feitas pela renúncia fiscal de até 30% do pagamento de Imposto sobre Serviços e Imposto Territorial Urbano de empresas.

Prefeitura apresenta o Plano de Mobilidade de Joinville (SC) – PlanMOB

A Prefeitura de Joinville, disponibiliza no site da Prefeitura de Joinville, o material prévio do Plano de Mobilidade – PlanMOB Joinville para a consulta da população.

O plano será debatido em audiência pública que será realizado no dia 12 de março. O local escolhido é o Centro de Eventos Expoville. O evento será realizado das 19 às 22 horas. Esta audiência é o ato final que precede a oficialização do Plano de Mobilidade de Joinville, por meio de decreto municipal.

Os trabalhos de elaboração do plano foram iniciados no mês de abril de 2014 em atendimento às diretrizes estabelecidas pelo Ministério das Cidades pela Lei 12.587/12, que trata da Política Nacional de Mobilidade.

Segundo a lei, todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem criar seus planos de mobilidade, inseridos em seus planos diretores, até a primeira quinzena do mês de abril de 2015.

Os municípios que não implantarem seus planos de mobilidade até o dia 13 de abril estarão impedidos de receber repasses de recursos federais para ações de mobilidade.

O chamado PlanMob de Joinville foi desenvolvido pela Fundação Ippuj (planejamento de Joinville), Universidade Federal de Santa Catarina e Embarq Brasil – empresa que presta cooperação técnica para implantação dos projetos do PAC da Mobilidade. Assim que for oficializado, o PlanMob passará a figurar como Plano Setorial do Plano Diretor de Joinville, em vigor desde 2008.

Os trabalhos, iniciados em abril do ano passado, envolveram a realização de pesquisas e diagnóstico de indicadores sobre os diversos modos de transporte de pessoas e bens como transporte a pé, coletivo, por bicicleta, de cargas, veículos automotores, ferroviário, aéreo, hidroviário e mobilidade na área rural.

O estudo colheu subsídios em consultas públicas realizadas nas oito Subprefeituras, por meio de formulários disponibilizados em espaços públicos, online via internet e pela pesquisa QualiÔnibus, aplicada diretamente a usuários do transporte coletivo.

Os estudos também passaram por apresentações a entidades como o Movimento Pedala Joinville, Câmara de Mobilidade do Conselho da Cidade e entidades setoriais do transporte de cargas. O PlanMob segue as orientações do Ministério das Cidades, divididas em três  eixos:

1)    Visão sustentável de mobilidade e conceitos a ela relacionados ao contexto físico, social e econômico da cidade.

2)    Apresentação dos objetivos, diretrizes, ações prioritárias, instrumentos, metas e prazos, indicadores, agentes envolvidos e observações relativas a cada eixo temático.

3)    A implementação do plano e procedimentos para sua institucionalização, formas de monitoramento e acompanhamento pela população; financiamento, custos e fontes de recursos.

Entre os desafios propostos pelo PlanMob, dentro do conceito de promover mobilidade e acessibilidade a seus habitantes, está o deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano de forma ágil, confortável e segura. O diagnóstico de mobilidade de Joinville hoje é de um cenário desfavorável ao deslocamento dos pedestres pela má qualidade dos passeios.

A malha cicloviária necessita ser ampliada e priorizada a continuidade de seu traçado integrando o existente com o proposto. Atualmente, a cidade tem 125 km de vias cicláveis, sendo possível ampliá-la para mais de 700 quilômetros.

Outro destaque são as vias preferencias do transporte coletivo, que hoje tem apenas 14 km e pode ser, no futuro, de 80 km, com qualificação dos abrigos e estações de integração.

O PlanMob também aponta a necessidade de intervenções no sistema de transporte individual, transposição da linha férrea, transporte hidroviário e outras ações na direção da construção de uma Joinville sustentável com fortalecimento da gestão pública, prioridade aos transportes coletivos e não motorizados, inclusão social, na gestão democrática e na sustentabilidade ambiental.

Com informações da Ascom/PMJ

Carnaval joinvilense começa nesta sexta-feira (13/2) com desfile de blocos

Um público de aproximadamente 50 mil pessoas é aguardado para acompanhar os desfiles do Carnaval 2015 de Joinville, que iniciam nesta sexta-feira (13) e continuam no sábado (14).

Nesta sexta-feira de Carnaval, dia 13, a avenida Beira Rio estará  fechada para o desfile dos blocos, a partir das 19h30. Tradicionalmente, tudo começa com a lavagem da avenida pelo Grupo Afoxé Omilodê (Mãe Jacila), momento seguido da entrada da realeza do Carnaval, formada pela rainha, Bruna Maria Cestrem, da princesa Andriely Evelyn Braz e do Rei Momo, Andrei Michel de Oliveira.

Em seguida, entram os blocos: Império Joinvilense, Borandá, Man-da Brasa, União do Samba e Carnaville.

Grito de Carnaval
A festa não vai acabar na avenida. Depois do desfile dos blocos de samba de Joinville na Beira Rio, na sexta-feira de Carnaval (13/2), a Yelo Stage vai abrir as portas para o ‘Grito de Carnaval’, com a banda Portal do Som.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente a R$ 10 com os blocos e escolas de samba, ou no dia do evento, a R$ 15. A casa noturna é apoiadora do Carnaval de Joinville e realiza o baile em parceria com as escolas e blocos.

Desfile das escolas de samba
O desfile das sete escolas de samba será no sábado, dia 14. O bloco Grefaloucos é o primeiro a entrar, seguido do desfile da corte. A partir daí, com muito brilho e alegria, entram as escolas Unidos do Caldeirão, Diversidade, União Tricolor, Dragões do Samba, Príncipes do Samba, Fusão do Samba e Acadêmicos da Serrinha.

As escolas serão avaliadas por 18 jurados. Eles irão analisar nove requisitos técnicos. As notas serão dadas para bateria, samba-enredo (música), enredo (tema), harmonia, conjunto e evolução, alegoria e adereços, fantasias, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira. Cada escola terá o mínimo de 40 e o máximo de 50 minutos para se apresentar na avenida.

Carnaval infantil
A criançada também terá espaço especial na programação com a Rua do Lazer e da Folia, no domingo, dia 15, na aveni-da Hermann Lepper, das 9 às 12 horas. A Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville (Felej) comanda a atração.

Apuração do Carnaval
A apuração do Carnaval 2015 para anúncio da escola campeã começa às 16 horas de domingo (15), em frente ao Centreventos Cau Hansen.  Os vencedores recebem troféus e premiação em dinheiro – R$ 3 mil (primeiro lugar), R$ 2 mil (segundo) e R$ 1 mil (terceiro). Veja aqui a programação.

Festa das Flores de Joinville (SC), a 76a., começa nesta terça-feira (11/11)

Nesta terça-feira (11), a partir das 14 horas, o Complexo Expoville abrirá seus portões para a 76ª Festa das Flores de Joinville que promete surpreender o público com muitas cores, formas, aromas e atrações para toda a família.

As flores – grandes protagonistas da festa – darão um show. Apenas na exposição, serão mais de cinco mil exemplares de orquídeas, bromélias, antúrios, girassóis, cactos, bonsais, pinheiros, rosas do deserto e plantas ornamentais para ambientes internos e externos, produzidas nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.

O colorido dará vida ao cenário bucólico que representará a “Agricultura Familiar”, tema da 76ª Festa das Flores. O projeto arquitetônico e cenográfico foi criado pelo IPPUJ (Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville) e contará com elementos especiais como museu rural, fachadas rústicas e espaços temáticos que destacarão sete produtos típicos da região de Joinville: banana, arroz, aipim, cana de açúcar, palmáceas, mel e flores.

Além da grande representatividade local, o tema também é pauta internacional, já que 2014 foi eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU), o ano da agricultura familiar.

Outro destaque é a realização da oitava edição internacional do evento, com a presença de orquidófilos, produtores e profissionais vindos dos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Equador e Bolívia.

De acordo com o presidente da Fundação Turística, Raulino Esbiteskoski, a 76ª Festa das Flores proporcionará ao público uma viagem à vida do homem do campo, mostrando a importância que o trabalho representa para o desenvolvimento de toda a região.

“Assim como os diversos produtos da região, as flores fazem parte desse contexto como um produto não apenas de subsistência mas também como importante agente responsável pelo desenvolvimento social e econômico de Joinville e região”, declarou Esbiteskoski. Entre outras atrações da 76ª Festa das Flores estão o Mercado de Plantas, Mostra de Paisagismo, Jardim Sensorial e Oficinas de Cultivo.

Realizada pela Fundação Turística de Joinville e pela AJAO (Agremiação Joinvilense dos Amadores de Orquídeas), a Festa das Flores é o maior evento de orquídeas da América Latina e a mais antiga festa de flores, do Brasil.

Entretenimento
Além da exposição, a 76ª Festa das Flores será imperdível por suas atrações artísticas, culturais e gastronômicas. Na quarta-feira (12), às 19 horas, o tradicional concurso da Rainha. Na quinta e sexta-feira serão realizados os concursos da Menina Flor e da Flor da Melhor Idade.

Para quem não dispensa boa música, os shows nacionais levarão ao Palco Principal da festa, renomados artistas. O primeiro deles será com o cantor e compositor sertanejo Sérgio Reis, na quinta-feira (13).

Na sexta-feira (14), a noite será para dançar com muito samba-rock do Baile do Ben, com Sandra de Sá, Fernanda Abreu e Sérgio Loroza interpretando sucessos de Jorge Ben Jor e Tim Maia.

A tarde de sábado (15) será especial para a criançada, com a apresentação do musical Príncipes & Princesas – Uma aventura congelante, inspirado no sucesso “Frozen”. À noite, a dupla sertaneja Thaeme & Thiago promete fazer todo mundo dançar e cantar ao som de hits como “Ai que dó”, “Coração apertado” e “Cafajeste”.

E para fechar a 76ª Festa das Flores no melhor estilo sertanejo, os “gargantas de ouro” Milionário e José Rico se apresentam no domingo (16), presenteando o público com sucessos que marcaram os mais de 40 anos de história da dupla.

Opinião: O chororô do prefeito Udo Döhler – Parte 2

Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler
Realidade vem derrubando avaliação do governo Udo Döhler

Continuando a análise da entrevista do prefeito Udo Döhler ao jornalista Claudio Loetz em A Notícia do último final de semana (17 e 18 maio), (a primeira parte leia clicando aqui) vamos a mais alguns pontos destacados pelo Prefeito, e continuando de trás para frente:

Saúde: para o Prefeito, investir 35% da receita da Prefeitura na saúde é demais. Gostaria de ouvir uma novidade, do tipo, vamos fazer isso para resolver, aquilo para agilizar, etc. Cobrar a diferença do Estado? Isso é discurso velho, vem do seu eleitor maior o senador LHS, mas nem ele conseguiu. Joinville aguarda o choque de gestão na saúde que realmente reduza as filas nas cirurgias e especialidades, e não via Cooperfield, sumindo com listas já existentes.

Oposição e Travas: Para Udo Döhler, a oposição de dois, sim, dois vereadores trava o desenvolvimento da cidade. Seria infantilidade acreditar em tamanha baboseira. Um governo que não consegue por na rua licitações do estacionamento rotativo, dos radares, do aluguel de máquinas para atender o povão nos bairros, etc, etc, não pode colocar a culpa também em dois vereadores. E quando ele diz que só deve explicações à população, ele esquece que os vereadores são legítimos representantes do povão! Sim, eles merecem respeito, ser ouvidos, atendidos. Porque conversa para fotografias e mídia não resolve a vida nos bairros e na saúde, por exemplo.

Santos Dumont: uma miragem que o governador Colombo vende para Joinville via gastos exorbitantes com dinheiro publico em publicidade é ampliado pelo prefeito Udo. A obra não anda, e nem vai andar com falta de vontade política que sempre existe na Ilha em relação a Joinville. De compromissos assinados pelo Governo do Estado o inferno SC está cheio! As obras previstas para estarem prontas em 2010 são as mesmas que saem agora à conta gotas na cidade. Ou seja, parceria que atende a não sabemos quem, porque o povão nada vê de fato.

Máquinas da Prefeitura/Estômago: Udo reclama da complexidade das licitações das máquinas para as subprefeituras. Impugnação de concorrência é algo normal, do jogo no setor público. Aí ele deixa outra pista sem nomes, diz que tem de acabar com o clientelismo. Quem são os clientelistas Prefeito? A incompetência na realização das licitações já chegou a virar piada, pois nenhuma acontece! E o povão nos bairros, vai ficando até sem a patrolinha nossa de cada dia! Os loteamentos da zona sul que o digam, pois foram até para a TV nos programas de campanha e hoje já não são mais prioridades.

Licenciamentos: segundo o Prefeito, não faz sentido fiscalizar instalação elétrica, hidráulica, etc. Ou seja, a lógica é deixar tudo para o “privado”, resolver. Assim ele quer acabar com a Fundema, órgão que emite os licenciamentos na cidade, e com isso ganhar agilidade. Será? A legalidade é altamente necessária, e o que se precisa é dar condições de trabalho a fiscais e ao órgão fiscalizador, seja qual ele for. A lógica capitalista não pode se sobrepor à lógica do coletivo.

Desvios de conduta: essa declaração de Udo mexeu com os brios do funcionalismo público municipal, cerca de 12 mil servidores. Quer dizer que há tantos desvios de conduta, eufemismo para evitar a palavra corrupção ou algo parecido talvez, que é uma das tarefas que mais complicar a vida do Prefeito? A generalização é maléfica e põe sobre toda uma categoria uma suspeição que consideramos exagerada e injusta. Corrupção há na área pública e também privada. Aliás, só há corrupção na área pública por grandes interesses privados. E a pergunta que fica é se a centralização das licitações dá resultado, porque até agora nada saiu para valer e a cidade se afunda no marasmo?

Empresariado: como nunca foi total a adesão ao seu nome no meio empresarial, leia-se Acij, onde Udo já foi várias vezes presidente, agora a coisa piorou e o Prefeito admite na entrevista. Mas não diz como vai amenizar o mal estar com o governo lento e desarticulado. Enfim, a gestão e o gestor estão em Xeque também nos apoiadores.

Desenville: aqui um tiro no órgão colegiado criado por LHS no final da década de 1990 no qual inclusive Udo participava ativamente. Diz que não é prioritário, e que precisa ser refeito. O que pensará o senador que foi pedir votos nas ruas para ele? Suas obras vão sendo pouco a pouco desconstruídas? Precisa ser refeito, diz o Prefeito, mas mais uma vez não diz como. E já estamos caminhando para o final do segundo ano de mandato.

Estacionamento Rotativo: vai esperar diz Udo, porque só é fonte de receita para a Prefeitura. Depende de plano de mobilidade urbana, que depende da consultoria contratada, que depende da LOT, que depende do Conselho da Cidade, da Câmara de Vereadores, etc, etc. Enquanto isso vivemos um caos no centro da maior cidade catarinense, pois não há vagas nas ruas e sequer nos estacionamentos pagos! Os engarrafamentos em qualquer horário já estressam motoristas o dia inteiro, e nada se faz. A gestão de Udo Döhler não decola, não mostra a que veio, é om Boeing pesadão que ainda está tentando taxiar.

Finalizando a análise que faço da entrevista que era para ter sido estratégica, mas virou um tiro no pé, penso que ainda dá tempo do prefeito Udo acertar, mas não da forma como conduz a administração. Centralizador, autoritário, sem o traquejo político necessário para a conversa popular que fortalece o Prefeito, com um secretariado engessado e fraco em vários setores, cada vez mais se fechando e se isolando dos gritos da sociedade, o governo tende a piorar.

A tentativa de vender a imagem de que Udo não governa porque a Justiça não deixa, porque os vereadores oposicionistas não deixam, porque a corrupção dos servidores e a burocracia não deixam, porque o Badesc não deixa, porque os opositores ao seu projeto da LOT não deixam, porque o povo reclama muito das ruas esburacadas, os empresários reclamam, enfim, todos não deixam, fez água antes do barco partir.

A tarefa da gestão pública não é simples como um passe de mágica, ou uma canetada em uma mesa de empresa. Há que se ter habilidades, diálogo, articulação politica, e trabalhar muito. O que não quer dizer acordar de madrugada, mas sim ser eficiente no tempo em que estiver comando o time. Isso se chama gestão eficaz, e não infelizmente isso que vemos em Joinville hoje.

Oremos e cobremos, quem sabe algo muda urgentemente. Se não mudar, temos de mudar no voto, pois assim manda a democracia.

* Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Opinião: O chororô do prefeito Udo Döhler – Parte 1

Criador e criatura... por Sandro Schimidt
Criador e criatura… por Sandro Schmidt

O comandante do time jamais pode jogar a toalha. Um grande líder não pode jamais fraquejar diante dos obstáculos que surgem à sua frente, sob pena de irradiar desmotivação a todo o time que espera dele exatamente o contrário: motivação, coragem, criatividade, ousadia, e claro, otimismo. A entrevista do prefeito de Joinville (SC), o empresário Udo Döhler, ao jornalista Claudio Loetz no jornal A Notícia foi um desastre sob qualquer ponto de vista. Acertou as canelas dos servidores, de aliados, de apoiadores, e do povo que o esperava ansioso dos bairros para o centro, cuidando da cidade. Sob o ponto de vista da gestão então, jogou toda a imagem construída como gestor no latão do lixo. E se mostra isolado, o que em política é péssimo.

Como observador atento e crítico, comentarei aqui todas as pequenas falas de Udo na reportagem que antecedeu a deflagração da greve dos servidores municipais nesta segunda-feira. Reunidos em assembleia geral no final da tarde desta segunda-feira (19), os servidores anunciaram a paralisação. E começo de trás para frente. Vamos lá?

Pavimentação: diz ele que a pavimentação não é essencial. Na campanha não era esse o discurso, está no seu caderninho que faria 300 km. Fez mais ou menos seis. E agora diz claramente que pavimentação não é essencial, deixando o povão dos bairros a ver a poeira invadir os olhos com sol, e a lama sujar suas roupas junto com buracos e tudo o mais quando chove. E a culpa é de quem? Do Badesc. Badesc não é Colombo, Governo do Estado, parceirão? Hummm… Povão, esqueça o Udo 15 da campanha… esqueça o asfalto e aguarde 2016.

Hospital São José não dá conta: o Prefeito diz que não dá conta de atender a saúde gastando 35% do orçamento em saúde. Mas ele dizia na campanha que havia dinheiro, faltava era gestão. Então agora faltam os dois, porque o problema existe há décadas. E olha que ele comanda o Hospital Dona Helena há mais de 40 anos! Sabe bem o que é gerir saúde, ou pelo menos, gerir a saúde com dinheiro privado. Mas a gestão pública é outra coisa. E bem diferente.

Lei de Ordenamento Territorial (LOT): neste quesito então ele diz que esqueçamos uma cidade ordenada, organizada democraticamente, porque está tudo judicializado. Porque está judicializado? Porque o diálogo inexiste, e se existisse, quando se exaurissem todas as tentativas, haveria que se ter coragem de encarar a decisão de frente. Não dá é para empurrar a culpa a quem defende seus direitos e busca o debate na democracia. Goela abaixo é que os atores sociais não aceitam mais. Esse tempo passou.

Licitação do Transporte Coletivo/Corredor de Ônibus: só no governo Udo já são dois adiamentos da licitação, e desculpe, por pura falta de vontade político que já vinha desde o governo Carlito. Ou seja, nesta área mudamos para nada mudar até agora. Na entrevista Udo volta a prometer. Mas isso só é mais retórica. De fato é o que vemos, nada de a primeira licitação do transporte coletivo da maior cidade catarinense acontecer. E a cidade continua parada no tempo.

Auditoria Voluntária: essa é novidade no mercado profissionalizado da auditoria, a parceria com empresas locais (quais seriam?) para fazer voluntariamente (?) auditoria no Hospital São José. Isso é possível? Que tipo de auditoria seria, jurídica, contábil, qual? Duvido muito. E tem mais auditoria voluntária tem qual segurança e credibilidade? E a questão ética, não conta? Vamos parar de sonhar e fazer de fato o que é preciso. Do alto da experiência do Prefeito na gestão da saúde, essa foi de amargar. Onde anda o profissionalismo da gestão?

Serviço Público/Resistências: “é grande a reação por quem quer manter a lentidão e a burocracia”. Quem quer manter a lentidão e a burocracia, os servidores públicos? Quem são eles, porque como mandante maior da cidade o Prefeito tem o dever de nominar, dar nome aos lentos e burocratas que impedem a mudança. Quanto à informatização, essa está para lá de velha, e está muito atrasada. Inclusive no governo Udo.

Clique aqui e leia a parte 2 da opinião “O chororô do prefeito Udo Döhler”.

* Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre.

Opinião: Um legislativo fraco, é a sociedade que perde!

Vereadores que agem ilegalmente, deveriam é fazer valer o poder que tem
Vereadores que agem ilegalmente, deveriam é fazer valer o poder que tem

Neste dia 31 de março completamos 50 anos do desgraçado golpe militar, com apoio civil, que nos jogou na escuridão da tortura, falta de liberdades, um atraso em nosso desenvolvimento enquanto sociedade. O Estado como o conhecemos, conjunto de instituições como os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com comando divisões político/administrativas – estados e cidades – que devem controlar e dirigir a nação, foi utilizado para impor o silencio, calar opiniões, evitar a participação popular nos destinos do Brasil. Graças à luta de milhares, inclusive com muitas mortes e desaparecimentos de irmãos brasileiros, voltamos à democracia plena.

Mas nossa democracia é ainda muito jovem. Em toda a nossa história, aliás, tivemos muito pouco de vivencia e cultura democrática. O Brasil historicamente foi marcado pelo domínio da cultura autoritária. Nosso povo reclama muito, mas participa muito pouco. Nossa cidadania está aí para fazermos valer o que queremos, cobrar, ouvir, acompanhar, ajudar, denunciar, mas isso predispõe que queiramos participar de fato, e não só de dois em dois anos na hora da urna. Não vou falar neste artigo sobre o Executivo e o Judiciário, porque todos sabem das mazelas, e merecem artigos à parte em cada esfera (federal, estadual e municipal). Vou me ater ao legislativo de Joinville, cidade em que nasci e vivo há mais de quatro décadas.

A justiça acaba de barrar a aprovação da tal reforma administrativa proposta pelo governo Udo Döhler (PMDB), mais uma reforma em menos de dois anos do seu mandato. Por quê? Porque os vereadores, nossos legisladores e fiscalizadores do executivo (deveriam ser!) decidiram negar o debate em todas as comissões necessárias. Pois bem. Quando o poder legislativo, a marca maior da democracia, onde o debate é livre e importantíssimo para iluminar determinadas atividades e ações da Prefeitura, atropela a legalidade, o que temos? Uma diminuição, um acocoramento de um poder em relação a outro, o que é potencial nocivo a toda a sociedade.

Nossa classe politica deveria olhar ao passado e ver que atitudes como essa, de subserviência, submissão, aceitação goela abaixo de tudo que um executivo manda ao legislativo, não só destrói a imagem do poder, mas diminui nossos direitos como cidadãos. Afinal, os que lá estão são apenas representantes do que nós queremos para nós mesmos! E nós aceitamos tudo goela abaixo? Não, claro que não! Questionar, analisar, se permitir observar os tramites legais, é nossa garantia de não sermos enganados, e até roubados em nossos direitos, sagrados. Quando um legislativo é fraco, não se impõe, o que temos é uma sociedade fraca, que perde a chance de evoluir e se desenvolver. E mais que isso, uma sociedade que abre espaço para o autoritarismo que tanto lutamos para afastar da nossa vida cotidiana.

Qual o remédio para isso? Participação popular permanentemente. Acompanhar seus eleitos, ir às reuniões das comissões técnicas no legislativo, cobrar a transparência total dos atos públicos, verificar o que prometeram os então candidatos, e o que fazem quando eleitos, a quem defendem de fato! Se não exercermos esse nosso direito fundamental, vamos ser governados por pessoas que não nos representam, mas que detém mandato outorgado por nós mesmo via voto. Daqui a pouco eles estarão novamente a pedir o seu voto, prometendo A, e fazendo Y no legislativo e executivo. Depois não adianta reclamar que a rua e a praça ficaram abandonadas, o IPTU aumentou demais, seu nome foi para o cartório. Um legislativo fraco, uma sociedade abandonada.

Ministra libera R$ 125 milhões para Joinville

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, esteve nessa quinta-feira (29), em Joinville, onde fez o repasse de R$ 125 milhões para obras de saneamento básico e mobilidade urbana. O ato aconteceu na sede da prefeitura. Além do prefeito Udo Dohler participam representantes da Caixa Econômica Federal, deputados federais e estaduais e autoridades locais.

Os recursos são do PAC 2 para obra de saneamento básico e PAC Mobilidade Urbana. O maior volume de recurso é para obras de saneamento básico. São R$ 48,6 milhões para a construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no bairro Jarivatuba . Além disso, a ministra anunciará a garantia do repasse de R$72, 9 milhões para a implantação da rede coletora de bacias, que ainda está em fase de conclusão. Todos os R$121,5 milhões serão provenientes do Orçamento Geral da União, sem contrapartida do município. São dois importantes contratos que serão assinados pela prefeitura de Joinville e a Caixa Econômica Federal.

SANEAMENTO
PAC 2: são duas obras de saneamento: construção da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no bairro Jarivatuba, orçada em R$ 48,6 milhões, Os recursos serão provenientes do Orçamento Geral da União, sem contrapartida do município.

ARENA JOINVILLE
São R$ 4,2 milhões do orçamento do Ministério dos Esportes para contratação de projeto de melhorias das instalações da Arena Joinville, visando qualificar a estrutura física do estádio e disponibilizá-lo para treinamento de seleções que virão para a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas de 2016. A contrapartida da Prefeitura será de R$ 341,9 mil.

Mais recursos para Joinville
Até o final do ano, a prefeitura de Joinville também receberá do Governo Federal R$ 99,9 milhões, para a implantação de corredores de ônibus – Eixo Norte/Sul – Lado Oeste. Mais R$ 22 milhões para a implantação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cubatão/Pirabeiraba. Além disso, está assegurado o pagamento da emenda parlamentar do senador Luiz Henrique da Silveira no valor de R$ 2,9 milhões no Ministério do Turismo. A verba é destinada a reforma e aquisição de equipamentos para a climatização do Centreventos Cau Hansen.

Ministra visita obras do campus da UFSC

A partir das 8h30,  a ministra Ideli acompanhada do prefeito Udo Dohler e do diretor do campus Joinville, Luiz Fernando Peres Calil, fez uma visita às instalações do campus da UFSC Joinville, na BR-101 (Curva do Arroz).

A implantação do campus da UFSC em Joinville foi garantida pelo Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), em 2008. O campus de Joinville foi inaugurado em 4 de agosto de 2009 e funcionou até 2001 nas dependências da Univille (Universidade da Região de Joinville). A partir de 2012, com a necessidade de uma estrutura maior, o campus passou a funcionar em prédios alugados localizados no bairro Santo Antônio.

Da Ass. da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República