TCE/SC aprofunda investigações sobre a obra do Rio Mathias em Joinville (SC)

A oposição denunciou e o Tribunal de Contas de SC decidiu realizar audiência com o prefeito Udo Döhler (MDB), o secretário de Administração e Planejamento, Miguel Bertolini, e a servidora municipal Carla Pereira.

Autodenominado de Bloco dos Independentes os vereadores Iracema do Retalho (PSB), Mauricio Peixer (PL), Ninfo König (PSB), Odir Nunes (PSDB) e Rodrigo Fachini (MDB) pediram a ação ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina no dia 27 de setembro de 2019, a fim de reforçar a solicitação de auditoria nas obras de macrodrenagem do Rio Mathias.

Em novembro foi realizada inspeção das obras pela equipe de auditores do TCE/SC na qual foi observado que os serviços estavam sendo executados sem o devido isolamento, oferecendo risco aos pedestres, além de ser verificado frentes de trabalho onde não haviam serviços sendo realizados e situações inadequadas como de materiais depositados em vias públicas sem qualquer isolamento.

Ao aprofundar a investigação sobre as obras que se arrastam há anos na maior cidade catarinense, o TCE sinaliza que encontrou indícios que necessitam de explicações por parte do Governo Udo Döhler (MDB). A oposição comemora.

PGR pede ao STF para investigar Dilma

PalavraLivre-dilma-stf-janot-pgr-investigarEm um procedimento que tramita de forma sigilosa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para iniciar uma investigação contra a  presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

O pedido é baseado na delação premiada feita pelo senador Delcídio do Amaral (MS). Em uma das oitivas, o senador acusou a presidenta e Lula de terem interesse em nomear, no ano passado, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marcelo Navarro para barrar as investigações da Operação Lava Jato e libertar empreiteiros presos.

Na época, Cardozo ocupava o cargo de ministro da Justiça, responsável por indicar informalmente à Presidência da República nomes de possíveis candidatos.

Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo, decidir sobre a abertura do pedido de investigação. Ainda não há data para a tomada da decisão.

Janot também pediu inclusão de Lula e outros 29 políticos acusados de envolvimento com fraudes na Petrobras no principal inquérito da Lava-Jato, que apura se houve o crime de organização criminosa. Com isso, o procedimento passa a ter 69 investigados.

Além do ex-presidente, também deverão ser investigados os ministros Jaques Wagner (chefe de gabinete da Presidência), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Edinho Silva (Comunicação Social) e o assessor especial da Presidência Giles Azevedo, assim como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ainda ontem, Janot denunciou Lula em um procedimento oculto em tramitação no Supremo. De acordo com a PGR, Lula atuou “na compra do silêncio” do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, a fim de evitar que ele assinasse acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Lava Jato.

A denúncia também  foi embasada na delação de Delcídio. Preso acusado de oferecer R$ 50 mil por mês para a família do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e mais um plano de fuga para que o ex-diretor deixasse o país, para que não colaborasse com a Justiça, o senador responsabilizou Lula pela oferta.

Eles negam
Em março, após a divulgação dos primeiros trechos da delação de Delcídio, Marcelo Navarro declarou que nunca favoreceu investigados na Lava Jato. “Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim”, disse o ministro, na ocasião.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, divulgou nota dizendo que as declarações do  senador Delcídio do Amaral são “levianas e mentirosas”.

Para Cardozo, “a abertura de inquérito irá demonstrar apenas que o senador, mais uma vez, faltou com a verdade, como aliás já anteriormente havia feito quando mencionou ministros do Supremo Tribunal Federal na gravação que ensejou a sua prisão preventiva”.

Cardozo também lamentou que, “mais uma vez, um inquérito sigiloso tenha sido objeto de vazamento antes mesmo que quaisquer investigações pudessem ser feitas em relação às inverdades contidas na delação premiada do Senador”.

O Instituto Lula disse, em nota, na época da divulgação da delação do senador Delcídio do Amaral, que o ex-presidente jamais participou direta ou indiretamente de qualquer ilegalidade e que tem havido “jogo de vazamentos ilegais, acusações sem provas e denúncias sem fundamentos”.

Com informações do Congresso em Foco e da Agência Brasil

Finalmente Aécio Neves (PSDB) poderá ser investigado pelo STF

PalavraLivre-aecio-neves-pgr-stf-corrupcao-investigacaoO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pacote de pedidos de abertura de inquérito com base na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (MS), informa a Folha de S.Paulo.

Entre eles, há duas investigações contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e outra que atinge a cúpula do PMDB no Senado.

Caso o ministro Teori Zavascki determine a abertura dos inquéritos, Aécio será investigado pela suspeita de recebimento de propina de Furnas e pela acusação de que maquiou dados do Banco Rural para esconder o mensalão do PSDB.

Nessa segunda apuração, também deve ser investigado o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), próximo a Aécio, e que, segundo Delcídio, sabia que os dados estavam sendo maquiados. O senador classificou as acusações de “falsas” e “mentirosas”.

De acordo com a reportagem de Mônica Bergamo, Aguirre Talento e Márcio Falcão, outro inquérito solicitado pelo procurador-geral é contra os senadores do PMDB Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO) e Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, sob a suspeita do recebimento de propina das obras da hidrelétrica de Belo Monte.

Os peemedebistas já são alvos de investigação da Operação Lava Jato. Por isso, explica a Folha, esses fatos serão apurados nos inquéritos já existentes.

Delcídio afirma, na delação premiada, que houve pagamento de ao menos R$ 30 milhões de propina pela construção de Belo Monte, “pagos ao PT e ao PMDB”.

Além desses senadores, também foram citados pelo ex-líder do governo no Senado o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo e o deputado Marco Maia (PT-RS).

Os dois são suspeitos de ter achado empresas investigadas pela CPI mista da Petrobras em 2014. Vital foi presidente da comissão, que foi relatada por Marco Maia.

Com informações da Folha de SP e Congresso em Foco

Odebrecht é novamente alvo da Lava Jato

PalavraLivre-marcelo-odebrecht-operacao-lava-jatoO grupo Odebrecht é o alvo de mais uma fase da operação “lava jato”, que ocorre nesta terça-feira (22/3). De acordo com o Ministério Público Federal, o objetivo é investigar estrutura secreta do grupo usada para pagamentos ilícitos até o pelo menos o segundo semestre de 2015.

A ação é um desdobramento da 23ª fase da operação que, com a apreensão de material, descobriu um esquema de contabilidade paralela no grupo Odebrecht, destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, “vários deles com vínculos diretos ou indiretos com o poder público em todas as esferas”.

Ao todo estão sendo cumpridos 110 mandados sendo 67 de busca e apreensão, 28 mandados de condução coercitiva, 11 mandados de prisão temporária e quatro mandados de prisão preventiva. A operação acontece em oito estados (São Paulo, Rio de janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco).

Em nota, a Odebrecht confirma que foram cumpridos mandados em escritórios e residências de integrantes da empresa. Além disso, informa que tem prestado todo auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários.

Segundo o Ministério Público, o material apreendido anteriormente durante a operação revelou indícios de que foi instalado dentro da estrutura da Odebrecht um setor organizado que era utilizado para pagamentos que incluíam vantagens indevidas a servidores públicos em razão de contratos firmados pela empreiteira, chamado “setor de operações estruturadas”. Esse pagamentos teriam sido feitos, pelo menos, até novembro de 2015, conforme troca de e-mails entre os investigados.

De acordo com os investigadores, foi instalado dentro do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht um sistema informatizado próprio, utilizado para armazenar os dados referentes ao processamento de pagamentos ilícitos e para permitir a comunicação reservada entre os executivos e funcionários envolvidos nas tarefas ilícitas.

Para viabilizar a comunicação secreta entre executivos, funcionários da Odebrecht e doleiros responsáveis por movimentar os recursos espúrios, utilizava-se outro programa, em que todos se comunicavam por meio de codinomes.

O Ministério Público Federal aponta que pelo menos 14 executivos de outros setores do grupo Odebrecht encaminhavam aos funcionários as diversas solicitações de pagamentos ilícitos, de forma que a contabilidade paralela e a entrega dos valores ficassem centralizados nesta estrutura específica.

“Essas evidências abrem toda uma nova linha de apuração de pagamento de propinas em função de variadas obras públicas”, diz o MPF.

Marcelo Odebrecht
Nesta fase da operação, os investigadores voltam a acusar o presidente afastado do grupo, Marcelo Odebrecht, que está preso e foi condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Varal Federal de Curitiba, a 19 anos de prisão por crimes praticados durante sua gestão.

Segundo o Ministério Público Federal há novas evidências de que Marcelo Odebrecht não apenas tinha conhecimento e anuía com os pagamentos ilícitos, mas também comandava diretamente o pagamento de algumas vantagens indevidas, como, por exemplo, as vantagens indevidas repassadas aos publicitários e também investigados Monica Moura e João Santana. Essa constatação, segundo os investigadores, foi possível graças planilhas obtidas e anotações contidas no celular de Marcelo.

Ao justificar os pedidos de prisão preventiva, o MPF aponta que além de evidências de pagamentos de propinas vultuosas, mesmo depois da 14ª fase da “lava jato”, que teve como foco a empreiteira, houve também indicativos de obstrução à investigação, com a destruição de arquivos e informações, bem como as provas de mudança para o exterior, por conta da empresa.

Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Lei de Acesso à Informação: Jornalistas continuam com dificuldades em obter informações do poder Executivo

A segunda edição da pesquisa sobre o uso da Lei de Acesso a Informações na imprensa realizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) mostra que o Executivo permanece como o poder que mais apresenta problemas para jornalistas na hora de fornecer dados solicitados via Lei de Acesso a Informações. A conclusão foi obtida a partir de respostas de 83 jornalistas de todo o país a um questionário online, recolhidas de 6 de março a 6 de maio de 2015.

Em 2013, quando a primeira edição do levantamento foi realizada e a LAI completava um ano em vigor, dois terços dos jornalistas tinham dificuldade para obter dados do Executivo nas três esferas.

Dois anos depois, mais da metade dos profissionais de imprensa ainda tem dificuldade em receber resposta a pedidos de informação enviados aos Executivos nas esferas federal e municipal. No nível estadual, a situação piorou: de cada dez jornalistas, oito têm problema para obter dados.

Veja a íntegra do 2º Relatório de Desempenho da Lei de Acesso a Informações Públicas

A maioria dos casos envolve pedidos de acesso a informações sobre remuneração de servidores, contratos, pagamentos e repasses dos órgãos públicos.

Nos Executivos das três esferas, pelo menos nove entre 10 jornalistas disseram ter tido dificuldades em obter informações desse tipo – que, em sua maioria, compõem o conjunto daqueles cuja divulgação é obrigatória sem necessidade de solicitação, de acordo com o artigo 8º da LAI.

Além dos problemas, a pesquisa da Abraji mostra evoluções importantes, como a difusão do uso dos pedidos de informação como ferramentas de apuração para além dos grandes veículos. Profissionais de jornais regionais e locais representaram 38% dos participantes – em 2013, eram 24% do total.

Aumentou, também, a quantidade de solicitações às esferas locais, especialmente nas cidades: em 2013, 54% dos jornalistas haviam pedido informações a órgãos do Executivo municipal.

Em 2015, foram 93%. O Legislativo, que havia sido acionado por apenas 31% dos jornalistas em 2013, foi alvo de 68% das solicitações de informação este ano. Experiências de outros países mostram que a demanda é o principal motor para a implementação de leis de acesso a informação, e que o peso da imprensa na geração dessas demandas é significativo.

O questionário da pesquisa incluiu um espaço para que os profissionais dessem sugestões para melhorar o atendimento a pedidos de informação via Lei de Acesso. Das mais citadas entre as 30 respostas, a impessoalidade no tratamento às solicitações merece destaque.

Jornalistas de locais diferentes disseram que, mesmo quando fazem pedidos por meio dos Serviços de Informação ao Cidadão, são encaminhados às assessorias de imprensa dos órgãos públicos, que não respondem ou atrasam ainda mais o fornecimento dos dados.

Quem não usou
Entre os participantes da pesquisa que disseram ainda não terem feito pedidos de acesso a informações para fazer reportagens, a maioria (45%) apontou como motivo o fato de não ter sido necessário até o momento. 14% disseram preferir pedir informações às assessorias de imprensa e 11% tiveram dificuldades em fazer pedidos com base na Lei de Acesso.

Mapa de Acesso a Informações Públicas
Em julho de 2015, a Abraji lançará outra pesquisa sobre o acesso a informações públicas no Brasil. O Mapa de Acesso a Informações Públicas é produzido desde 2007 e testa a conformidade dos órgãos públicos com a obrigação de fornecer dados públicos prevista na Constituição Federal (e, desde 2013, na LAI).

Neste ano, o primeiro levantamento será repetido: serão feitos pedidos de acesso a informações aos três poderes dos 26 Estados e do Distrito Federal, para mensurar velocidade e qualidade das respostas.

Assim, será possível comparar o desempenho dos órgãos antes e depois da Lei de Acesso a Informações. O resultado será divulgado durante o 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

Com informações do SJSC e Fenaj

Ministério Público pode fazer investigações, decide 2a. turma do STF

PalavraLivre-MinistérioPúblico-MP-investigação-STF-justiçaPor unanimidade, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal concluiu que o Ministério Público pode fazer investigações. O colegiado seguiu o entendimento do relator, ministro Gilmar Mendes (foto), de que o artigo 129 da Constituição Federal, que trata das atribuições do MP, apesar de não falar sobre a investigação pelo órgão, não a veda. E a interpretação o Código de Processo Penal e da Lei Complementar 75/1993, que trata da organização do MP da União, permite concluir que o Ministério Público pode investigar.

O julgamento teve início em outubro de 2013, mas foi interrompido por um pedido de vista apresentado pelo ministro Ricardo Lewandowski logo após o voto do relator. Nesta terça-feira (2/9), o ministro Lewandowski apresentou seu voto acompanhando o relator. Lewandowski explicou que pediu vista dos autos diante da dúvida relativa à nulidade das provas a partir de investigação presidida pelo MP, e decidiu rejeitar o recurso por ter verificado que a matéria não foi tratada pelas instâncias inferiores. Além disso, lembrou que a questão do poder de investigação do Ministério Público está para ser analisada pelo Plenário do STF.

O caso concreto trata de um cirurgião condenado a 1 ano e 2 meses de detenção, em Goiânia, pela prática de homicídio culposo (artigo 121, parágrafo 3º, do Código Penal). A sentença considerou que houve negligência do médico durante uma cirurgia de angioplastia e colocação de prótese vascular, que acabou causando a morte do paciente. A defesa sustentava a nulidade das provas colhidas no curso da investigação presidida pelo Ministério Público de Goiás, que não disporia de poder investigatório.

Investigação com limites
De acordo com o relator, ministro Gilmar Mendes, as regras constitucionais sobre a investigação não impedem que o Ministério Público presida o inquérito ou que faça a própria investigação, desde que essa atuação seja controlada e regulamentada. Da mesma forma, nada impede que o réu colha provas para compor sua defesa no processo criminal.

Em seu voto, Gilmar afirma que o artigo 129 da Constituição Federal, que trata das atribuições do MP, apesar de não falar sobre a investigação pelo órgão, não a veda. E a interpretação o Código de Processo Penal e da Lei Complementar 75/1993, que trata da organização do MP da União, permite concluir que o Ministério Público pode investigar.

“Considerando o poder-dever conferido ao Ministério Público na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (artigo 127 da Constituição), afigura-me indissociável às suas funções relativa autonomia para colheita de elementos de prova como, de fato, lhe confere a legislação infraconstitucional”, escreveu o ministro em seu voto.

Controle judicial
O ministro rebateu também o argumento de que a investigação pelo MP causaria um desequilíbrio entre acusação e defesa. Para Gilmar Mendes a investigação pelo MP não desequilibra o jogo, pois sempre estará sujeita ao controle judicial “simultâneo ou posterior”. Isso decorre, segundo o ministro, do fato de ser “ínsito ao sistema dialético do processo” a possibilidade da a parte colher provas para instruir a própria defesa. “Ipso facto, não poderia ser diferente com relação ao MP.”

O relator explica, ainda, que a investigação não é atividade exclusiva da polícia judiciária, e o raciocínio oposto impediria que outras instituições fiquem impossibilitadas de promover investigações. No entanto, afirma Gilmar Mendes, o poder de investigação do MP não pode ser exercido de forma ampla e irrestrita, sem controle, pois isso representa agressão a direitos fundamentais.

Atuação subsidiária
Gilmar Mendes disse que a atuação deve ser subsidiária, ocorrendo apenas nos casos em que não for possível ou recomendável que a investigação seja feita pela polícia judiciária. O órgão só deve ser acionado nos casos em que a polícia não puder investigar, ou quando não for “recomendável” sua atuação no caso. Exemplos citados por Gilmar Mendes são apurações de lesão ao patrimônio público, de excessos cometidos por policiais (como abuso de poder, tortura ou corrupção) ou de omissão da polícia.

O ministro ainda sugere que uma regulamentação da investigação pelo MP deve obrigar o órgão a formalizar o ato investigativo; comunicar formalmente, assim que iniciadas as apurações, o procurador-chefe ou procurador-geral; numerar os autos de procedimentos investigatórios, para que haja controle; publicidade de todos os atos; formalização de todos os atos; assegurar a ampla defesa, entre outros. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.  RHC 97.926.

Do Conjur

Investigado esquema de propina no governo Alckmin

O Ministério Público Estadual investiga a existência de um esquema de corrupção dentro da Secretaria de Fazenda de São Paulo, que teria movimentado R$ 400 milhões.

A base para a investigação é a Operação Lava Rápido, da Polícia Federal, que apontou o recebimento de dinheiro por servidoras para sumirem com processos de empresas multadas por sonegação e outras irregularidades.

Em depoimento, as acusadas citaram uma suposta omissão de alguns juízes do TIT (Tribunal de Impostos e Taxas), que não tomavam providências ao serem alertados sobre o sumiço de documentos fiscais.

Outra descoberta da Lava Rápido foi a fundação de uma igreja por parte do grupo que pagava as propinas. A entidade religiosa não tinha templo nem fieis, mas movimentou R$ 400 milhões.

Do Sindicato do ABC, com Estadão e SpressoSP

PSOL entra com representação no MP/SC contra Odir Nunes

Vereador ex-presidente da Câmara está na mira do PSOL, será que o MP acata a denúncia?

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) encaminhará, na tarde desta sexta-feira, uma representação contra o vereador Odir Nunes da Silva (PSD), sob a acusação de improbidade administrativa. O presidente do PSOL em Joinville, Leonel Camasão, fará o protocolo na 13ª Promotoria de Justiça, às 15 horas.

O PSOL vai solicitar ao Ministério Público que investigue a renovação, sem licitação,  do contrato de aluguel de copiadoras e multifuncionais da CVJ. A renovação foi celebrada por Odir Nunes enquanto ainda ocupava a presidência da Câmara, no dia 20 de dezembro, e publicada no Jornal do Município no último dia do ano. O valor do contrato é de pouco mais de R$ 116 mil.

Para o PSOL, o contrato de aluguel das copiadoras foi renovado em caráter de emergência sem a menor justificativa, pois a Câmara tinha total controle sobre o fim do contrato. “A legislação brasileira só permite a dispensa de licitação em casos de calamidade pública ou de risco para a segurança das pessoas. Não vejo como o encerramento do aluguel de copiadoras seja uma situação de calamidade”, ironiza Camasão.

Além da representação junto ao MPSC, o PSOL também entregará na Câmara um requerimento ao atual presidente da CVJ, João Carlos Gonçalves (PMDB), solicitando à CVJ a abertura de uma comissão processante e o afastamento de Odir Nunes das funções parlamentares até que as investigações sejam concluídas.

Fonte: Secretaria de Comunicação do PSOL Joinville

Depoimento de Cachoeira, esta nas mãos do STF pela segunda vez

O depoimento de Carlinhos Cachoeira na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as relações dele com empresários e políticos está mais uma vez nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello. O magistrado deve decidir hoje o segundo pedido de adiamento apresentado pela defesa do contraventor goiano, com audiência marcada pela CPI para 14h desta terça-feira (22).

Primeiro, os advogados pediram o acesso à totalidade das investigações sigilosas de posse da comissão. Agora, eles querem mais tempo para analisar o grande volume de documentos, conforme solicitação apresentada ao STF na noite de quinta-feira (17).

Mesmo sem ter a confirmação da presença de Cachoeira, a CPI mista confirmou o depoimento de seis pessoas para a manhã da próxima quinta-feira (24). São elas Idalberto Matias de Araújo, Lenine Araújo de Souza, Jairo Martins de Souza, José Olímpio de Queiroga Neto, Gleyb Ferreira da Cruz e Wladmir Henrique Garcez.

Gurgel

Na quarta-feira (23), termina o prazo para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responda as cinco perguntas enviadas por escrito pela comissão. O chefe do Ministério Público da União terá que esclarecer cinco dúvidas apresentadas pelos parlamentares: em que circunstância chegou à Procuradoria-Geral da República a investigação da operação Vegas; em que data o inquérito de tal operação chegou à Procuradoria; quais as providências adotadas na época pela PGR em relação ao inquérito; quando e em que circunstâncias a PGR teve conhecimento da operação Monte Carlo; e quais as providências adotadas.

Os integrantes da CPI alegam que o inquérito relativo à operação Vegas da Polícia Federal chegou à Procuradoria em 15 de setembro de 2009 e por lá ficou sem manifestação da instituição.

Agência Senado

 

 

CPMI do Cachoeira mira nos sigilos bancário e telefônico de Demóstenes

Os sigilos bancário e telefônico do senadorDemóstenes Torres (ex-DEM) poderão ser quebrados, como uma das primeiras providências da CPMI do Cachoeira, tão logo seja instalada no Congresso nesta quinta-feira, às 10h30. A sugestão é de um dos funcionários do Senado, com larga experiência na formação de comissões parlamentares de inquérito. A movimentação financeira e os contatos mantidos pelo parlamentar e seus familiares, juntamente com o dos demais suspeitos, entre eles o governador de Goiás, Marconi Perillo, de Brasília, Agnelo Queiroz, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho; além do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, empresa na qual Demóstenes atuava como “sócio oculto”, segundo denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Segundo escutas que integram o relatório do Ministério Público Federal sobre o senador que liderava o DEM, o parlamentar usava o cargo para negociar projetos milionários para a Delta. Um deles, no valor de R$ 8 milhões, consta de uma ligação telefônica entre o senador e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Demóstenes relatava o pedido ao prefeito de Anápolis (GO), Ernani de Paula, para que favorecesse a empresa de engenharia ligada ao bicheiro goiano..

– Falei pra ele… que ele desse preferência para vocês – diz.

Um dia depois da conversa com Demóstenes, Cachoeira repassa o negócio que fora encaminhado para um diretor da Delta. Segundo Gurgel, há evidências suficientes de que Demóstenes mantinha uma participação ativa na empresa que, desde 2007, é a que mais recebeu recursos do governo federal e dos Estados de Goiás e do Rio de Janeiro, principalmente em obras ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento.

Os advogados de Demóstenes negam pedido de favorecimento à empresa e dizem que não há qualquer relação entre eles.

Investigação

O Conselho de Ética do Senado deverá enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) novo pedido para ter acesso a informações sobre a investigação que apura o envolvimento do senador Demóstenes com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Os senadores pretendem mudar os termos do requerimento: desta vez, vão solicitar trechos das investigações, em vez da íntegra do procedimento. O assunto será discutido em reunião do Conselho de Ética convocada para esta quinta-feira.

Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, que relata o caso, negou o acesso dos documentos ao Conselho de Ética, alegando que essas informações são sigilosas e, por isso, só poderiam ser repassadas a uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).

A orientação para os termos do novo pedido foi feita pelo próprio Lewandowski, que recebeu na noite passada o presidente do Conselho, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), o relator da representação contra Demóstenes, Humberto Costa (PT-PE), e o corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB). Os senadores argumentaram que o STF já havia compartilhado informações sobre investigação contra o ex-senador Luiz Otávio (PMDB-PA), também alvo à época do Conselho de Ética.

Do Correio do Brasil