Bancários rejeitam reajuste de 7,5% sem abono e continuam em greve

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs 7,5% de reajuste e retirada do abono e o Comando Nacional dos Bancários rejeitou.

Esse foi o resultado da reunião desta terça-feira (20), em São Paulo, entre a categoria e os representantes das instituições financeiras em greve há 15 dias.

Uma nova rodada de negociações está marcada para esta quarta-feira (21), às 11h, também na capital paulista.Os bancários pedem, entre outras reivindicações, 16% de reajuste salarial.

Nos contatos anteriores durante o mês de setembro, a Fenaban oferecia abono no valor R$ 2,5 mil e reajuste de 5,5% – o que resultaria em uma perda real acima de 4% se for considerada a inflação.

Na segunda-feira (19), balanço feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região estimava que mais de 25 mil trabalhadores participavam das paralisações. Já nesta terça-feira (20), o número saltou para 60 mil trabalhadores, parando 734 agências na região.

Conheça as principais reivindicações dos bancários no Brasil:
– Reajuste Salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real, com inflação de 9,88% (INPC);

– Participação nos Lucros de três salários mais R$ 7.246,82;

– Piso da categoria de R$ 3.299,66;

– Vales alimentação e refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá e 14º salário

– Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários

– Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho

– Mais segurança nas agências bancárias.

Com informações do Brasil Econômico

Greve à vista? Conselheiros dos servidores municipais de Joinville (SC) indicam rejeição da proposta da Prefeitura

O Conselho de Representantes por Local de Trabalho dos servidores de Joinville reuniu-se na segunda-feira (18/5). Por unanimidade, a resposta da Prefeitura à Pauta de Reivindicações da categoria foi considerada absurda e inaceitável.

Após quatro reuniões de negociação, o prefeito Udo Döhler anunciou na tarde de ontem que pretende conceder o reajuste da inflação, de 8,34%, divididos em oito vezes, nas folhas de pagamento de maio a dezembro. Uma nova reunião entre sindicato e governo foi agendada para a manhã de 28 de maio.

Além deste item, ele apresentou apenas mais quatro propostas, que o Sinsej ainda não havia divulgado em seus meios de comunicação porque aguardava o envio de um documento oficial pela Prefeitura, o que até o momento não aconteceu:

1. Dispensa do registro do ponto biométrico na intrajornada dos Agentes Comunitários de Saúde – reivindicação específica do setor, que não constava na Pauta de Reivindicações da categoria.

2. Extensão da gratificação de alta complexidade ao setor de oncologia do Hospital Municipal São José – o item 9 das cláusulas econômicas da Pauta pedia a extensão a todos os servidores do hospital.

3. Fim da hora-termo no Magistério – reivindicação acordada em campanha salarial anterior que ainda não foi atendida pela Prefeitura.

4. Regulamentação do gozo da licença-prêmio em até seis meses após o requerimento – reivindicação acordada em campanha salarial anterior que ainda não foi atendida pela Prefeitura.

Orientação do Conselho
Os representantes da categoria sugerem aos servidores a rejeição da proposta da Prefeitura e a deflagração de Estado de Greve. Além disso, propõem a realização de uma nova assembleia no dia 29 de maio, às 9 horas, em frente à Prefeitura, para avaliação de uma possível nova proposta, que poderá ser apresentada pelo governo na reunião do dia 28.

A decisão final da categoria sobre a resposta da Prefeitura e os próximos passos da Campanha Salarial será definida na assembleia desta quarta-feira (20/5). Todos os servidores foram convidados a estarem presentes, na Câmara de Vereadores, às 19 horas.

Da Ass. Imprensa do Sinsej

Educação: professores da rede municipal de Joinville não aderem ao movimento nacional

No dia 6 de maio as propostas da Prefeitura de Joinville serão avaliadas por todos os trabalhadores. Foto: Francine Hellmann
No dia 6 de maio as propostas da Prefeitura de Joinville serão avaliadas por todos os trabalhadores. Foto: Francine Hellmann

A assembleia da educação municipal desta segunda-feira (22/4) decidiu suspender a paralisação que aconteceria entre os dias 23 e 25. Apesar de reconhecer a importância da greve convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o setor levou em consideração a Campanha Salarial em curso em Joinville. Foi decidido reforçar a mobilização para a assembleia do dia 6 de maio. Essa atividade vai reunir trabalhadores de todos os setores para debater a proposta da prefeitura diante da data-base da categoria.

Duas questões centrais influenciaram a decisão dos participantes da assembleia. Os trabalhadores levaram em consideração que nesta semana ainda estão agendados dois encontros com o Executivo, que podem apresentar respostas para as cobranças da Pauta de Reivindicações. O outro fator levado em conta foi o respeito ao conjunto da categoria, que deve participar das decisões sobre a campanha em curso.

No dia 6 de maio as propostas da Prefeitura de Joinville serão avaliadas por todos os trabalhadores. A atividade também decidirá as ações a serem tomadas. O evento será às 19 horas, na Câmara de Vereadores. O problema é que até o momento a administração não apresentou nenhuma resposta concreta nas rodadas de negociação. Foi inclusive por causa dessa situação que acontecerão duas reuniões nesta semana, ao invés de apenas uma como estava programado.

Do Sinsej

Trabalhadores em greve na Tupy em Joinville (SC)

Três mil trabalhadores da Fundição Tupy entraram em greve na madrugada desta segunda-feira, em Joinville, e pararam em frente à sede da empresa, no bairro Boa Vista. De acordo com o sindicato que representa a categoria, a manifestação briga por um reajuste salarial de 10,5%, enquanto a empresa oferece 6%. Os trabalhadores pedem também por melhores condições de trabalho e a revisão de valores do Prêmio de Participação nos Resultados.

Uma assembleia do sindicato está marcada para às 13h30. Segundo a assessoria de imprensa da Tupy, a diretoria está em reunião neste momento e deve emitir um comunicado oficial ainda na manhã desta segunda-feira. A última greve ocorrida na Tupy foi em 1996.  Blog do Loetz: paralisação veio da indignação dos trabalhadores

Fonte: A Notícia On Line

Operários paralisam construção da maior fábrica de celulose do mundo

A construção da Eldorado, maior fábrica de celulose do mundo, foi completamente parada na manhã desta segunda-feira em Três Lagoas, interior do Mato Grosso do Sul. Cerca de oito mil operários decidiram em assembleia cruzar os braços devido à política de arrocho e precarização, que permanece sendo praticada pela empresa e suas subcontratadas, passado pouco mais de um mês do fechamento do último acordo.

A equiparação salarial entre as várias terceirizadas e quarteirizadas é a principal bandeira, já que existe muita desigualdade em termos salariais, de tratamento e de direitos.

“Havíamos convocado uma assembleia para tirar um indicativo de greve, antes de uma nova rodada de negociação com a empresa. Mas a categoria decidiu paralisar as atividades desde já, pois o acordo assinado está sendo descumprido”, declarou Antonio Luiz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Cacilândia e Três Lagoas (Sintiespav). A assembleia também foi dirigida por Agmar Luiz de Sousa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Três Lagoas (Sintricom).

O Sindicato havia proposto reajuste salarial de 20%; horas extras de segunda a sexta-feira de 100%; horas extras aos sábados, domingos e feriados de 175%; pagamento de horas in itinere (período de deslocamento até o trabalho); vale alimentação de R$ 500,00; folga de campo a cada 60 dias, com cinco dias de permanência no domicílio sem contar o tempo de viagem e Plano Médico Nacional de saúde extensivo aos dependentes.

CONTRAPROPOSTA MAGRA

Os empresários ofereceram 7,5% para todos os trabalhadores; piso para ajudante de R$ 860,00; piso para oficial de R$ 1.161,00; folga de campo a cada 75 dias. Além de prometerem de pés juntos cumprir com o já acordado mas constantemente descumprido.

Conforme adverte Webergton Sudário (Corumbá), presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do MS (Fetricom) e da executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), são quase 200 CNPJs dentro de uma mesma obra, com as empresas se aproveitando disso para precarizar as relações de trabalho. “São salários diferentes para uma mesma função. São direitos, alojamentos, comida e até o tempo para passar com a família diferenciados. Temos empresas que pagam avião para o deslocamento e outras que sequer dão água aos trabalhadores, numa completa e inadmissível desumanidade. A Fetricom está ao lado dos operários em defesa de justiça e dignidade”, ressaltou.

DA BOCA PRA FORA

O descumprimento do que foi negociado, alertou Corumbá, foi o novo estopim da revolta, a quarta paralisação desde que a obra iniciou há pouco mais de um ano. “Queremos que o governo federal atue, fiscalize e autue, pois o BNDES aprovou R$ 2,7 bilhões para a Eldorado, 53% do investimento total da obra. São recursos públicos, do trabalhador, da sociedade brasileira, que precisam de contrapartidas sociais. Infelizmente, mesmo o Compromisso Nacional da Construção, acordado recentemente entre governo, empresas e trabalhadores, está sendo desrespeitado. Para nós, basta!”, frisou.

De acordo com Paulo Roberto de Paula, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Montagem Industrial (Sindmontagem), em vagaroso processo de legalização no Ministério do Trabalho, um dos expedientes mais repugnantes utilizados pela Eldorado é a repressão, que vai desde a demissão sumária de dirigentes sindicais até a contratação de policiais militares para fazer a “segurança privada” das empresas.

DEMISSÃO E REPRESSÃO POLICIALESCA

“Eu mesmo fui demitido assim que saiu o edital de fundação do Sindicato, no dia 15 de setembro de 2011. Um pouco menos de um mês depois, no dia 11 de outubro, quando fizemos uma assembleia de fundação com a presença de dois mil operários, todos os nossos dirigentes foram demitidos pelas empresas. A polícia militar também tentou impedir a realização da assembleia. É uma sequência de arbitrariedades”, denunciou Paulo Roberto.

Mesmo cipeiros, que têm estabilidade garantida por lei, ressaltou o presidente do Sindmontagem, foram demitidos por convocarem a greve e, de forma absurda, abordados pela polícia em suas casas, revistados e ameaçados na frente da família. Documentos da própria Justiça, assinados pelo juiz titular Tomás Bawden de Castro Silva, intimavam as lideranças a pagarem dois mil reais por dia, num limite de “cem dias”, caso se aproximassem dos canteiros de obra para mobilizar os trabalhadores.

Paulo Roberto denuncia que ele próprio chegou a ser ameaçado de morte na última greve, em novembro de 2011, por três homens que desceram de uma camioneta Hilux. Logo depois, o presidente do SIndmontagem foi agredido por policiais militares, na frente dos trabalhadores, e, novamente, convidado a deixar a cidade, “para o bem da sua família e de você mesmo”. O presidente da Fetricom, Corumbá, presenciou a brutalidade dos policiais, que estavam com as armas engatilhadas, impedindo o socorro. “A polícia existe para proteger os cidadãos, não para resguardar os mesquinhos interesses de empresas que desrespeitam a lei”, frisou o dirigente cutista. “Diante de tantas e tão flagrantes demonstrações de covardia e impunidade, estamos aqui para prestar solidariedade aos companheiros e fortalecer o seu movimento”, acrescentou Corumbá.

Nesta terça-feira os trabalhadores permanecerão nos seus alojamentos aguardando a negociação das entidades sindicais com a Eldorado.

Da CUT Nacional

Weg Química pode parar – trabalhadores pedem salários melhores

Os trabalhadores da Weg Química ameaçam entrar em greve caso a empresa não conceda aumento imediato de 10% aos salários. A reivindicação foi levada ao Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos, do Papel e da Borracha de Jaraguá do Sul e Região (Sintiquip), através dos diretores de base, Mário Pomincinski e Bruno Schroegler.

A intenção dos trabalhadores – são cerca de 500 na unidade de Guaramirim – é receber o aumento antes da data-base da categoria, em 1º de agosto, e que esse reajuste não seja caracterizado como antecipação salarial. “O salário é muito baixo e os trabalhadores querem aumento já, não aceitam esperar mais”, avisa o presidente do Sintiquip, Sérgio Luís Ferrari.

O Sindicato está orientando os trabalhadores para que primeiramente esgotem as chances de negociação e, para tanto, convocou uma reunião com a diretoria da empresa para hoje, às 13 horas, na sede do Sindicato (José Leier, 388). Devem estar presentes, além de uma comissão de trabalhadores, o diretor técnico do Dieese em Santa Catarina, José Álvaro Cardoso e os dirigentes sindicais dos Químicos, no estado, ligados a Fetiesc (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina).

“Vamos ouvir a proposta patronal e tentar negociar”, antecipa Ferrari. A primeira reunião com o patrão aconteceu dia 21 de fevereiro, quando o Sindicato apresentou as reivindicações dos trabalhadores. O presidente do Sintiquip informa ainda que os trabalhadores da Weg Química fazem muitas horas extras e inclusive retornaram das férias antes do previsto devido ao acúmulo de trabalho e a demanda de pedidos, o que caracteriza uma boa fase para a empresa, que no final do ano passado investiu na compra de nova unidade, em São Paulo, e planeja nova aquisição de empresa do Rio de Janeiro.

“Ao contrário do que está acontecendo na Europa, o Brasil vive um bom momento econômico e os trabalhadores devem ser reconhecidos”, afirma Ferrari, citando que o estopim do movimento foi o pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) repassado aos trabalhadores e considerado muito aquém das expectativas.

Do Jornal Absoluto On Line

Trabalhadores dos Correios rejeitam proposta e greve continua

Em assembleias nesta quarta-feira (5), trabalhadores dos Correios da maioria das bases de sindicatos rejeitaram o acordo formulado no Tribunal Superior do Trabalho (TST) na véspera entre o comando nacional dos grevistas e a estatal. A recomendação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect) era de aprovação da proposta, mas seria necessário que pelo menos 18 das 35 entidades filiadas aprovasse os termos do acordo para encerrar a greve da categoria, que já dura 22 dias. Com a decisão, a paralisação foi mantida.

Entre as bases que rejeitaram a proposta estão: Acre; Amazonas; Bahia; Distrito Federal Espírito Santo; Goiás; Mato Grosso do Sul; Mato Grosso; Minas Gerais; Paraíba; Paraná; Rio de Janeiro; São Paulo e Sergipe.

Antes da decisão, a federação havia alertado para a jurisprudência desfavorável aos funcionários em relação ao corte no ponto de grevistas, o que pode representar riscos caso o dissídio coletivo seja julgado pelo tribunal.

A proposta costurada entre representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o comando de greve previa 6,87% de reajuste retroativos à data-base da categoria (1º de agosto), mais R$ 80 lineares, que permitiriam ganhos reais (acima da inflação) a partir de outubro. Em relação aos seis dias descontados, haveria devolução dos valores pela empresa e abatimento em 12 parcelas a partir de janeiro de 2012. Os demais seriam compensados em mutirões e horas extras.

Confirmada a negativa nas assembleias,a Fentect irá notificar os Correios e o TST sobre a decisão. Um relator para o processo de dissídio coletivo será desginado pela Justiça do Trabalho, provavelmente na próxima segunda-feira (10).

A insatisfação dos funcionários relaciona-se à “inércia” na proposta sobre o aumento linear, de R$ 80, a ser pago somente em outubro, além do sistema de compensação dos dias parados. Entre as reivindicações da categoria, estão ainda reajuste salarial linear de R$ 200, reposição da inflação em 7,16% e piso salarial de R$ 1.635. Os Correios empregam cerca de 110 mil trabalhadores.

Da Rede Brasil Atual

Grevistas rejeitam, mais uma vez, a proposta da Prefeitura de Joinville (SC)

Os servidores públicos municipais de Joinville rejeitaram mais uma proposta da Prefeitura, apresentada nesta segunda-feira. A nova proposta manteve a intenção de reajuste de 8% parcelado (2% em outubro, 2% em novembro e 4% em janeiro) e sugeriu evitar o desconto dos dias de paralisação com banco de horas, para compensar. Os servidores, por quase unanimidade, não aceitaram.

Durante a assembleia, os servidores optaram por montar uma contraproposta, que deve ser apresentada e apreciada pela Prefeitura ainda nesta segunda. A reivindicação é de que seja respeitada a data base da categoria (maio) e que o aumento seja de 8%, sem parcelamento. Além disso, os grevistas pedem o abono dos dias parados.

Do AN On Line

Servidores: Greve é cada vez mais política em Joinville (SC)

Acompanho as notícias sobre a greve dos servidores municipais da maior cidade do estado de Santa Catarina desde o inicio. Já havia postado nota neste Blog sobre a briga interna do PT, que leva toda a cidade a sofrer com serviços públicos ainda piores. O fato é que a intransigência chega a limites insuportáveis para a população, que precisa dos CEIs, escolas, hospital, postinhos de saúde e demais serviços funcionando.

Errou a Prefeitura quando não apresentou qualquer índice para aumento salarial – coisa obrigatória aos trabalhadores – o que detonou a greve que seguramente já tinha todas as condições preparadas no Sindicato dos Servidores. Errou também o Sindicato, principalmente agora, quando não quer ver os dias parados descontados. Ora, se na iniciativa privada a greve é de direito, mas se parar os dias são descontados, porque no serviço público seria diferente? Afinal, todos são protegidos pela lei que impede suas demissões, tem estabilidade no emprego.

Acredito que nesse momento a gangorra começa a virar em favor da Prefeitura, que tenta encerrar a greve apresentando propostas, e o Sindicato se nega a discutir a possibilidade de descontos dos dias parados, inclusive parcelados! Cada vez fica mais clara a vontade mais política de desgaste do Prefeito Carlito Merss, do que propriamente vontade de garantir ganhos aos servidores. Penso que é possível e preciso que isso acabe. A cidade exige.

Greve: Joinville vira refém de briga partidária

Essa greve dos servidores públicos municipais de Joinville (SC) têm toda a razão de ser após um anúncio desastrado de não concessão de aumento salarial na data-base dos servidores. Vindo de quem construiu sua trajetória política na movimento sindical, causa espanto que o prefeito Carlito Merss se negue a pelo menos repor as perdas inflacionárias. Bateu esquecimento no professor, ex-deputado, ex-militante da CUT e Sinte.

Agora, passados alguns dias, o que se vê após a dissipação de um pouco da fumaça é a face real da luta política em questão, entre aliados do PT. As correntes de Carlito e Adilson Mariano, este vereador da Esquerda Marxista, se digladiam agora em público. Antes era apenas entre paredes do seu partido. Quem sofre neste quadro? A população, e servidores que podem estar servindo de massa para essa briga caseira.

Pede-se bom senso às partes, porque do outro lado do balcão estão trabalhadores e trabalhadoras, com suas famílias, precisando de resultados práticos na saúde, educação, assistência social, infraestrutura e tantos outros setores. Ao Prefeito, vontade política agora para conceder no mínimo a inflação do período – e nada de conversas orçamentárias, que são apenas peça de ficção – com vontade política. Ao Sindicato, vontade e entendimento de que a cidade também precisa respirar, ter algum din din sobrando para tocar obras essenciais.

A cidade, maior de Santa Catarina, espera grandeza de ambas as partes.