Acidente Ambiental em São Francisco (3): Reflexões, perguntas, sugestões, sair da inércia é urgente

O grave incidente em São Francisco do Sul (SC) com essa queima de produtos tóxicos vai gerar muitas controvérsias. Mas deve também gerar ações dos governos locais, estadual e federal. Hora de sair da inércia. Diminuir o IBCH – Índice Bunda Cadeira Hora, e aumentar o conhecimento efetivo e métodos de gestão.

Qual a situação exata legal da empresa?
Quem liberou as licenças ambientais, de funcionamento, registros nos órgãos competentes como CREA?
Qual a forma de armazenamento destes produtos?
Quem vai pagar pelos prejuízos materiais e físicos, já que a cidade parou, o porto parou, empresas pararam, e pessoas foram atingidas?
E quem vai recuperar os danos ambientais?

E será preciso repensar:

Como são liberadas os licenciamentos ambientais, de funcionamento, etc. Está na hora de órgãos independentes dos Executivos realizarem tais procedimentos.

Qual o preparo da defesa civil, integração e aparelhamento para casos desta natureza, de alto grau de intoxicação.

Quando efetivamente os líderes e Prefeitos vão efetivamente implantar concretamente as ações compartilhadas metropolitanas? Lixo, saneamento, água, transporte coletivo, etc, etc. Vamos esperar o caos para pensar e agir?

E os amigos podem contribuir com mais e mais coisas a pensar, e dos prejuízos gerais…

Acidente ambiental em São Francisco do Sul (1): Falta de ações compartilhadas, metropolitanas

Este incidente em São Francisco do Sul (SC) só mostra o quanto precisamos de políticas públicas preventivas regionalizadas. Ninguém, nenhuma região está livre de ser atingida por casos como esse, de graves proporções tóxicas para as pessoas e o meio ambiente.Há mais de dez anos discutíamos isso na Prefeitura de Joinville – SC quando participei da gestão na Secretaria do Desenvolvimento e Integração Regional, à época.

De lá para cá, pouca coisa andou. É preciso retomar o pensamento e ações regionais, metropolitanas. É mais coerente, barato e efetivo. Que tudo seja resolvido e minimizada o mais rapidamente na nossa Babitonga. A foto é do AN on line.

Incêndio em São Francisco do Sul: Saúde orienta moradores sobre como se proteger

O Centro de Informações Toxicológicas (CIT) da Secretaria de Estado da Saúde dá orientações gerais sobre a fumaça que permanece em São Francisco do Sul, na região próxima ao porto, em função do incêndio do contêiner contendo nitrato de amônia, diafosfato de amônia e cloreto de potássio, ocorrido na noite de terça-feira, 24.

A supervisora do CIT, Marlene Zannin, explica que a população deve permanecer calma e atenta aos sintomas. Segundo ela, a dispersão dessas substâncias (nitrato de amônia, diafosfato de amônia e cloreto de potássio) provoca alguns efeitos agudos, como tosse, pele avermelhada, olhos lacrimejantes e doloridos, além de congestionamento das vias orais.

A orientação é sair da exposição à fumaça, ir para local arejado e tomar banho com água e sabão, lavando todo o corpo, inclusive o couro cabeludo e as mucosas nasais, para eliminar resíduos das substâncias. Se os sintomas persistirem ou se agravarem, a pessoa deve então procurar atendimento médico.

Das cerca de 70 pessoas atendidas na rede de saúde de São Francisco do Sul, nenhuma foi configurada como caso grave, afirma Marlene. A CIT está acompanhando os fatos desde a madrugada desta quarta-feira.

Curiosos não devem se aproximar
O alerta vai para a população que se aproxima do local para ver a situação do incêndio. A supervisora do CIT explica que não adianta usar máscara de pano, pois esse material não protege contra a inalação de substâncias tóxicas. “Só máscara própria para pó e o uso de óculos de acrílico com proteção lateral ajudam”, explica a profissional.

Incêndio em São Francisco do Sul: famílias deixam cidade fugindo da fumaça tóxica

fumaça proveniente do incêndio que tomou um armazém de fertilizantes próximo a BR-280, em São Francisco do Sul, na região Norte de Santa Catarina, está deixando a população apreensiva. Segundo a Polícia Militar, alguns moradores estão deixando o município. “As pessoas estão saindo da cidade”, contou o morador Paulo Roberto Alves, de 49 anos, aoG1.

Durante a manhã desta quarta-feira, os bombeiros informaram que a fumaça do incêndio era tóxica, porém o governo de Santa Catarina emitiu uma nota informando que a carga de fertilizante à base de Nitrato de Amônio, na região do Porto de São Francisco do Sul, no Litoral Norte, não é tóxica.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militares da região (São Francisco do Sul, Araquari, Barra do Sul, Barra Velha e Joinville, além do Comando Geral de Florianópolis e do helicóptero da PM Arcanjo) foram chamadas para auxiliar no combate ao incêndio, que começou por volta das 23h de terça-feira (24).

Até as 11h desta quarta (25), as equipes trabalhavam no controle das chamas. O armazém fica dentro de um terminal de cargas no Bairro Paulas. O local e bairros circunvizinhos (Iperoba, Reta, Rocio Pequeno e Sandra Regina) precisaram ser evacuados por causa da fumaça tóxica. No local, havia cerca de 10 mil toneladas de fertilizantes.

Paulo Roberto é um dos mais de 42 mil habitantes que teve a rotina afetada pelo incidente. Sua casa fica cerca de 2 km do armazém. O morador e sua família foram no início da manhã desta quarta (25) para Joinville, a 22 km de distância, onde vai ficar na casa de parentes até que “as chamas sejam controladas”. Já o morador David Feliciano da Silva, de 21 anos, foi para Araquari, a 16 km de São Francisco do Sul.

As famílias das localidades atingidas pela fumaça foram levadas para dois abrigos: no Colégio Estadual Santa Catarina e na sede do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). Pessoas intoxicadas foram encaminhadas para hospitais de São Francisco do Sul e Joinville. Conforme os Bombeiros Voluntários, a fumaça estava passando baixa sobre as casas.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil de Santa Catarina, Antônio Edival Pereira, a orientação é que as pessoas procurem um local arejado, já que o produto contém substâncias tóxicas, como nitrato de amônia e cloreto de potássio. “Estamos trabalhando para amenizar a situação”, declarou.

Bloqueio em rodovia
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) montou uma barreira no trevo de Balneário Barra do Sul, em direção a São Francisco do Sul, para orientar as pessoas a não seguirem em direção ao município por volta das 8h. A polícia informou que o tráfego está bastante intenso no sentido São Francisco do Sul-Joinville porque alguns moradores estão deixando a cidade. Até as 11h, havia formação de fila de aproximadamente 4 km.

Ventos
Segundo o meteorologista Leandro Puchalski, pela localização do fogo, a fumaça deve ir no sentido do mar e acabará passando pelas praias da cidade. O vento na região de São Francisco do Sul é na direção Oeste/Sudeste.

Do G1