Centros da Udesc exibem filmes sobre sustentabilidade a partir desta segunda-feira

palavralivre-lixo-zeroEntre 24 e 27 de outubro, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) sediará a mostra Planeta.doc Lixo Zero em Florianópolis, Ibirama, Balneário Camboriú e Joinville. Em novembro, haverá exibições em Laguna.

A ação faz parte da terceira edição do Festival Internacional de Cinema Socioambiental – Planeta.doc em SC, que começou em 21 de outubro e segue até 13 de novembro.

Segundo o coordenador de Cultura da Udesc, Ivan Tonon, consumismo, desigualdade, gestão do lixo e soluções são alguns dos temas abordados e se relacionam a diversos tipos de conhecimento estudados na universidade.

Lista de produções
O documentário “O homem sem impacto” (2009), dos diretores Laura Gabbert e Justin Schein, retrata o dia a dia de uma família. Já o curta “The discarded”, de Annie Costner e Carla Dauden, mostra como o volume alarmante de lixo interfere na vida das pessoas.

O filme “Contenção”, dos diretores Robb Moss e Peter Galison, é uma ficção que aborda a mobilização dos governos em conter milhões de litros de lama radioativa que ameaçam futuras gerações, enquanto “Bag It” investiga os efeitos do plástico no ambiente e na vida humana.

“E-wastland”, dos diretores Lucy Walker e João Jardim, é uma análise sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz no Jardim Gramacho, que fica em Duque de Caxias (RJ) e é um dos maiores aterros sanitários do mundo.

Por sua vez, “Reuse! Porque não se pode reciclar o planeta”, do diretor Alex Eaves, aborda soluções para a reutilização de resíduos e defende que a reciclagem tradicional não é suficiente, mostrando que a ação direta é mais eficaz e fácil.

Mais informações podem ser obtidas na página do evento no Facebook e com a Coordenadoria de Cultura da Udesc pelo telefone (48) 3664-8141, das 13h às 19h, e pelo e-mail ccult.reitoria@udesc.br.

Serviço:
O QUÊ: Exibição de filmes do Planeta.doc Lixo Zero
QUANDO: De 24 a 27 de outubro
ONDE: Florianópolis, Ibirama, Balneário Camboriú e Joinville
QUANTO: Eventos gratuitos

Florianópolis (Udesc Cead, Estúdio Multimídia)
Dia 24, 19h: “Homem sem impacto”
Dia 25, 19h: “Contenção”

Balneário Camboriú (Anfiteatro da Udesc)
Dia 27, 17h30: “The discarded” e “Reuse! Porque não se pode reciclar o planeta”

Ibirama
Dia 25, 18h20 (Green House da Udesc Ibirama): “The discarded” e “Bag it”
Dia 26, 14h (IFC Ibirama): “E- wastland” e “Homem sem Impacto”

Joinville (Auditório da Engenharia Elétrica)
Dia 25, 17h30: “The discarded” e “Reuse! Porque não se pode reciclar o planeta”

Com informações da Ascom/Udesc

Mostra de Cinema e Direitos Humanos acontecerá em Florianópolis em novembro!

Entre os dias 7 e 12 de novembro, Florianópolis recebe a 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul. A iniciativa tem o objetivo de estimular o debate sobre temas relacionados aos direitos humanos por meio da linguagem do audiovisual.

O evento é realizado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em parceria com o Ministério da Cultura e a Universidade Federal Fluminense (UFF) e, em Santa Catarina, tem o apoio da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Casa Civil.

A programação reúne curtas, médias e longas-metragens que abordam assuntos como direitos da pessoa com deficiência, população LGBT, idosos, negros, mulheres, juventude, comunidades tradicionais, ditadura e democracia.

Além dessas apresentações, serão realizadas sessões gratuitas com audiodescrição para deficientes auditivos; sessões especiais para as escolas nos dias de semana e debates sobre cinema e ditadura com professores, cineastas e representantes do poder público.

Segundo a diretora de Direitos Humanos, Dirlei Maria Kafer Gonçalves, a atuação da diretoria na 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul está centrada na promoção do evento.

“Nosso papel esse ano é de promover a divulgação da Mostra junto aos meios de comunicação locais, redes sociais, entidades de defesa de direitos, escolas públicas, além de participar de debates sobre Direitos Humanos em sessões especiais e articular com as Secretarias de Estado na divulgação da Mostra”, conta a diretora Dirlei.

Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul
Realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da cultura, com a produção da Universidade Federal Fluminense, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul celebra há nove edições o aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Ela ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal e tem o patrocínio da Petrobras e do BNDES.

Serviço
O que: 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul
Quando: 7 a 12 de novembro
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC): Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC)
Entrada Gratuita

Mais informações: karinejoulie@gmail.com / (48) 9146-2142

Apoio local: Diretoria de Direitos Humanos (DIDH) da Secretaria de Estado da Casa Civil, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Museu da Imagem e do Som (MIS/SC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

7 de novembro, sexta-feira

19h30 – Filme de Abertura Lúcia Murat

QUE BOM TE VER VIVA (Brasil, 1989, 95’)

8 de novembro, sábado

14h – Mostra Competitiva

LA JAULO DE ORO – DIEGO QUEMADA-DÍEZ (México, 2013, 108’)

Classificação indicativa: 14 anos

16h – Mostra Competitiva

TEJO MAR – BERNARD LESSA (BRASIL, 2013, 20’)

Classificação indicativa: 10 anos

CESÓ LA HORRIBLE NOCHE – RICARDO RESTREPO (COLOMBIA, 2013, 25’)

Classificação indicativa: Livre

POLINTER – DAFNE CAPELLA (BRASIL, 2012, 56’)

Classificação indicativa: 14 anos

19h – Memória e Verdade

CABRA MARCADO PRA MORRER – EDUARDO COUTINHO (BRASIL, 1984, 119’)

Classificação indicativa: 12 anos

21h – Mostra Lúcia Murat

DOCES PODERES (Brasil, 1997, 93’)

Classificação indicativa: 16 anos

9 de novembro, domingo

14h – Mostra Competitiva

TOMOU CAFÉ E ESPEROU – EMILIANO CUNHA (BRASIL, 2013, 12’33”)

Classificação indicativa: 12 anos

A VIZINHANÇA DO TIGRE – AFFONSO UCHOA (BRASIL, 2014, 95’)

Classificação Indicativa: 12 anos

16h – Mostra Competitiva

JESSY – PAULA LICE, RODRINHO LUNA E RONEI JORGE (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação Indicativa: 12 anos

YVY MARAEY, TIERRA SIN MAL – JUAN CARLOS VALDÍVIA (BOLÍVIA, 2013, 105’)

Classificação: 14 anos

19h – Mostra Competitiva

AS CRIANÇAS DE CHOCÓ – ROLANDO VARGAS (COLOMBIA, 2014, 24’)

Classificação indicativa: Livre

RIO CIGANO – JULIA ZAKIA (BRASIL, 2013, 80’)

Classificação indicativa: 14 anos

21h – Mostra Competitiva

AMEAÇADOS – JULIA MARIANO (BRASIL, 2014, 22’)

Classificação indicativa: 12 anos

MOHAMED MAHMOUD…HERALD DOS REVOLUCIONÁRIOS – INES MARZOUK (EGITO, 2012, 11’)

Classificação: 12 anos

MATARAM MEU IRMÃO – CRISTIANO BURLAN (BRASIL, 2013, 77’)

Classificação indicativa: 12 anos

10 de novembro, segunda-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

GROWING – TARIQ RIMAWI (JORDÂNIA, 2013, 5’)

Classificação indicativa: Livre

RELÍQUIA – RENATA DINIZ (BRASIL, 2013, 15’53’’)

Classificação indicativa: Livre

GALUS GALUS – CLARRISA DUQUE (VENEZUELA, 2013, 12’)

Classificação indicativa: Livre

MEU AMIGO NIETZSCHE – FÁUSTON DA SILVA (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação indicativa: Livre

SANÃ – MARCOS PIMENTEL (BRASIL, 2013, 18′)

Classificação indicativa: Livre

QUILOMBO DA FAMILIA SILVA – SÉRGIO VALENTIM (BRASIL, 2012, 15′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Programa Inventar

PELAS JANELAS – CAROL PERDIGÃO, GUILHERME FARKAS, SOFIA MALDONADO, WILL DOMINGOS (BRASIL,

2014, 35`)

Classificação indicativa: Livre

FILMES CARTA (BRASIL, 2014, 62`)

Classificação indicativa: LIVRE

19h30 – Mostra Competitiva – Sessão com debate

BRAVA GENTE BRASILEIRA (Brasil, 2000, 103’)

Classificação indicativa: 16 anos

11 de novembro, terça-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

O MERCADO DE NOTÍCIAS – JORGE FURTADO (BRASIL, 2014, 94’)

Classificação indicativa: 10 anos

6 CUPS OF CHAI – LAILA KHAN (ÍNDIA, 2014, 7′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Mostra Competitiva

A MORTE DE JAIME ROLDÓS ou rolders? – LISANDRA I. RIVERA, MANOLO SARMIENTO (EQUADOR/ARGENTINA, 2013, 125’)

Classificação indicativa: 10 anos

19h30 – Mostra Memória e Verdade – Sessão com debate

SETENTA – EMILIA SILVEIRA (BRASIL, 2013, 96’)

Classificação indicativa: 12 anos

12 de novembro, quarta-feira

9h – Mostra Lúcia Murat – Sessão com audiodescrição

UMA LONGA VIAGEM (Brasil, 2011, 95’)

Classificação indicativa – 12 anos

14h – Mostra Competitiva – Sessão com audiodescrição e escola

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO – DANIEL RIBEIRO (BRASIL, 2014, 95′)

Classificação indicativa: 14 anos

19h30 – Mostra Memória Verdade

O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA – JORGE FURTADO E JOSÉ PEDRO GOULART (BRASIL, 1986,14′)

Classificação indicativa: 14 anos

AÇÃO ENTRE AMIGOS – BETO BRANT (BRASIL, 1998, 76′)

Classificação indicativa: 14 anos

Cinema: Cineclubes superam dificuldades e mantém tradição

A tecnologia permite que uma pessoa tenha em seu smarthphone, computador ou tabletaplicativos e acesso a sites que possibilitem assistir a filmes online a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas seria a tecnologia uma ameaça a um movimento que tenta manter a tradição do debate e do encontro entre pessoas como os cineclubes? O tema divide opiniões.

A pesquisadora de cinema Berê Bahia conta que o cineclubismo é uma atividade antiga no Brasil. “O primeiro cineclube foi criado em 1928, no Rio de Janeiro. O pessoal da minha geração, acho que 90% , tem formação cineclubista”. Segundo ela, ao longo da história, esses espaços enfrentaram momentos difícieis, como na ditadura, por exemplo, e foram locais de formação para nomes importantes do cinema nacional como Glauber Rocha.

Mas o que são esses lugares? O presidente do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Jorge Conceição, explica: “É um espaço aberto para programar filmes que tenham relação com a realidade da comunidade e, após a exibição, abre-se um debate. Os movimentos cineclubistas são ações de psicopedagogia crítica”. Outra característica é a entrada gratuita. Um fator importante para atrair aqueles que muitas vezes não têm acesso a uma sala de cinema.

Pedro Lacerda, diretor da Associação das Produtoras Brasileiras de Audiovisual, acredita que a tecnologia tenha tirado público dos cineclubes. “A magia da película, do celuloide, foi acabando, e hoje foi substituída por uma projeção tecnológica. As pessoas não se interessam por ir ao cineclube. Hoje elas podem baixar [um filme], assistir no aplicativo, parar o filme quando quiser, analisar uma cena.”

Mas há quem veja na tecnologia uma oportunidade para aprimorar o trabalho na área. Vitor Sarno é um dos organizadores do Jiló na Guela, cineclube que funciona na capital federal há pouco mais de dois anos. Para Vitor, a internet provocou mudanças no cinema: salas menores e em menor quantidade, concentradas geralmente em shoppings. Mas ainda assim, para ele, a maneira tradicional de assistir aos filmes não morreu e é possível ver vantagens na tecnologia.

“A internet facilita que o cineclube tenha acesso a materiais que antes não tinha. Já passamos documentários que não foram lançados aqui”. E mesmo com as mudanças, o organizador acredita que o cineclube ainda consiga se diferenciar. “Na internet tem muita opção e muitas vezes você não consegue filtrar. No cineclube, o que a gente tenta é garantir uma curadoria: selecionamos filmes bons para passar.”

Euler Soares é técnico educacional e integra a equipe do CineCAL, cineclube da Casa da Cultura da América Latina, instituição da Universidade de Brasília (UnB). As exibições ocorrem no Setor Comercial Sul, na área central da cidade, todas as terças e quintas às 12h30. Ele conta que com as facilidades da internet e dos aplicativos é preciso investir em material inédito para chamar a atenção do público, mas defende que o interesse pelos cineclubes ainda existe. “Acredito que as pessoas tenham necessidade desse encontro físico, dessa troca, de conversar com os outros, de comentar o filme.”

Eduardo Ricci é fundador e coordenador do Lanterna Mágica, que existe há 15 anos. O cineclube funciona na Universidade Santa Cecília (Unisanta), na cidade de Santos, em São Paulo, e atende tanto aos estudantes quanto à comunidade. Ele percebeu que com o avanço da internet uma parte do público passou a não ser tão frequente nas exibições. “Depois que a internet ficou mais popular diminuiu um pouco de público. O pessoal mais antenado em tecnologia fica mais em casa. Sinto essa diferença, mas no geral as pessoas continuam indo. Hoje, uma parte desse pessoal trabalha com a gente. Trabalha com aplicativos, dispositivos móveis.”

A pesquisadora Berê Bahia acredita que os cineclubes continuam servindo como “fator de agregação em torno do cinema”. Para os cineclubistas, o ponto forte são os debates ao final das exibições. Esse momento é importante para a formação de público, pois muitos dos espaços exibem filmes que não estão no circuito comercial. Seja com um especialista ou até mesmo com a equipe realizadora dos filmes, para o presidente do CNC, as conversas devem provocar os espectadores. “No debate tem que ter sempre alguém de visão mais crítica para gerar uma educação reflexiva”. Outro papel destacado pelos cineclubistas é a divulgação do audiovisual.

Mas os espaços também enfrentam desafios. Eduardo Ricci, do Lanterna Mágica, destaca a falta de reconhecimento do trabalho. Para ele, falta engajamento de instituições, principalmente no que se refere à inclusão. O presidente do CNC levanta dois pontos: a falta de incentivo e a dificuldade de ter uma metodologia adequada para atuar dentro de certas comunidades. “Tem todo um cuidado para não piorar os conflitos que já existem ali. Além dos desafios materiais, tem esse desafio metodológico.”

Pedro Lacerda destaca a importância de se criar cineclubes dentro das escolas e de ações para preservar a atividade no âmbito das instituições de ensino. “Dentro da escola, no seio do processo educativo, justifica-se muito a criação de cineclubes, mas os projetores estão parados. Na escola, já tem o público e tem a formação de público, que são os alunos, e eles vão aprendendo a gostar de cinema.”

Para que a atividade cresça, algumas medidas governamentais visam ao fomento da atividade. Durante o 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, este ano, um projeto foi lançado pelas secretarias de Educação e Cultura do Distrito Federal. O objetivo é incentivar a montagem de cineclubes dentro das escolas públicas do Distrito Federal. Atualmente, segundo a Secretaria de Educação, 77 escolas têm equipamentos e quase 50 delas já passam projeções para a comunidade. Agora, o projeto pretende investir em outras instituições e na formação de alunos e professores.

Da Ag. Brasil

Mazzaropi 100 anos – Ele também contou a história dos transportes

O centenário de um gênio da simplicidade. Amácio Mazzaropi completaria 100 anos nesta segunda-feira. Com personagens simples e uma linguagem bem próxima do povo, registrou o cotidiano do País, inclusive nos transportes, mesmo sem ter esse objetivo. Reportagem de Adamo Bazani, CBN e Blog Ponto de Ônibus.

Tudo o que é genial, é simples. Por mais que o mundo se torne complexo, com um turbilhão de tecnologias, filosofias, pensamentos e sentimentos, é na simplicidade que aparecem as grandes respostas. O cineasta, ator de rádio, de TV, de circo, cantor, diretor, Amácio Mazzaropi é um exemplo disso. Mazzaropi que marcou a história do cinema nacional chegava até demonstrar uma espécie de despretensão pela sua simplicidade.

Seus textos, seus personagens, suas filmagens, com destaque as realizadas pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, mostravam o cotidiano. Os homens simples, as cenas do dia a dia, tudo o que fazia rir, mas de uma maneira não pesada, pensar também. Ao registrar o cotidiano, Mazzoropi expunha as contradições da sociedade. Quer mais crítica social que o um dos mais famosos filmes dele, “Tristeza do Jeca”?

Mas a simplicidade de Mazzaropi era tão superior ,que os ditos intelectuais do cinema da época não conseguiam entendê-la. Dificilmente ele era alvo de críticas positivas. Seu trabalho em sua época se dependesse das pretensas mentes pensantes estaria fadado ao fracasso. Mas isso não atingiu Mazzaropi, pois o povo o entendia e o prestigiava. Tanto é que ele jamais precisou de um tostão do INC – Instituto Nacional de Cinema, que era um órgão importante para a cultura, mas que acabou tendo o papel de provocar uma sangria de recursos públicos para obras que nada acrescentariam à cultura nacional.

Nesta segunda-feira, dia 09 de abril de 2012, Amácio Mazzaroppi, se estive vivo, completaria 100 anos. O cineasta do povo, diferentemente do que muitos pensam, não é natural do interior Paulista. Ele nasceu no bairro de Santa Cecília, em 09 de abril de 1912, bem no centro da cidade de São Paulo, que já nesta época dava ares de se tornar a metrópole conhecida dos dias atuais.Mas com dois anos de idade foi para Taubaté, no Interior de São Paulo, com o pai, o imigrante italiano, Bernardo Mazzaroppi, e a mãe a portuguesa, Clara Ferreira.

O dom artístico de Amácio Mazzaropi teve reflexo no seu avô, João José Ferreira, tocador de viola e animador de festas. O pequeno Mazzaropi ficava boa parte do tempo, quando não estava no colégio, nas festas e na casa do avô, em Tremembé, cidade também do interior Paulista. Na vida escolar, Mazzaropi se destacava em pequenas apresentações de teatro e fascinava professoras e colegas ao decorar poesias com facilidade. No ano de 1919 volta com a família para a Capital, mas em 1922 teve de regressar ao interior. Seu avô, o que despertou a veia pelas artes e o amor pela cultura caipira, havia falecido neste ano e todos precisavam ajudar os parentes.

A família abriu um pequeno bar, mas Mazzaropi começava a seguir os circos da região. Na época, quem trabalhava em circo não era bem visto pela sociedade. Era como se fosse um não trabalhador, um cigano, alguém envolvido até mesmo em promiscuidades. Essa era a imagem, mas não era a realidade completa. Os familiares de Mazzaropi se preocuparam com o envolvimento dele na vida circense. Então, ainda criança, ele foi mandado para morar com o tio, Domenico Mazzaropi, em Curitiba, no Paraná. Lá ele trabalhou na loja de tecidos da família. Mas a arte chamou Mazzaropi.

Com 14 anos, em 1926, voltou para São Paulo com o objetivo de seguir a carreira no circo. Logo em seguida, foi contratado pelo Circo La Paz. Mazzaropi foi um dos primeiros no País a fazer o que hoje virou moda: o stand up comedy. Nos intervalos das apresentações do faquir, subia ao picadeiro, e contava sozinho, causos e piadas. Fazia a platéia rir. Mas a vida no circo não era fácil e também não muito rentável. Sem poder se manter, voltou para a família em Taubaté, no ano de 1929.

No ano de 1932, a Revolução Constitucionalista, por parte do Governo Paulista, contra o Estado de Getúlio Vargas, proporcionou uma efervescência cultural muito forte. E neste cenário, Mazzaropi estréia sua primeira peça teatral: A herança do Padre João. A troupe de Mazzaropi percorria cidades do interior de São Paulo, mas com a morte de seu pai, já muito debilitado de saúde, em 08 de novembro de 1944, a situação financeira da família se complica de novo. Mazzaropi, no entanto, não desiste da vida artística e no mesmo ano vai trabalhar no Teatro Oberdan, com a peça “Filho de sapateiro, sapateiro é”. No elenco estava também Nino Nello.

Do teatro para o rádio
O rádio na época de Mazzaropi, de ouro na cultura brasileira, não era como hoje, que se limita a tocar músicas gravadas sempre compactuado com os interesses das gravadoras. O rádio desvendava talentos, tinha platéia, música ao vivo. E em 1946, a convite de Dermival da Costa Lima, da Rádio Tupi, começou a participar do programa Rancho Alegre, que ia ao ar aos domingos. No ano de 1950, o programa estreou na TV Tupi, e Mazzaropi estava lá.

Mas o marco maior de Mazzaropi ainda estava por vir: era o cinema. E o ano de 1952 foi o início desta trajetória. Convidado por Abílio Pereira de Almeida e Franco Zampari estréia no cinema com o filme Sai da Frente, rodado nos estúdios da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Na Vera Cruz gravou outros dois filmes, mas com a situação financeira precária da Companhia, teve de procurar outras produtoras, até que em 1958 vende sua casa e monta a PAM – Produções Amácio Mazzaropi. O primeiro filme de sua produtora foi Chofer de Praça.

No ano de 1961 compra uma fazenda para rodar seus filmes e lá grava seu primeiro trabalho em cores, Tristeza do Jeca. Foram 32 filmes em sua carreira. O trigésimo terceiro, Maria Tomba Homem, não foi finalizado. Aos 69 anos, em 13 de junho de 1981, Mazzaropi morre no Hospital Albert Einstein, vítima de câncer na medula óssea. Mazzaropi deixava saudades, mas eternizava com suas filmagens simples o cotidiano do País.

E qual o motivo de um espaço que fala sobre ônibus estar lembrando de Mazzaropi? Ao relatar e registrar o cotidiano, mesmo sem esta intenção, Mazzaropi também contribuiria para a memória dos transportes, pois os transportes fazem parte do cotidiano do público e dos personagens de Mazzaropi, tanto no campo como na cidade.Ver filmes de Mazzaropi é também uma aula da história do setor.

Trens, bondes e vários modelos de ônibus que marcaram a evolução das carrocerias e chassis. Um desfile de jardineiras (ônibus rústicos sobre chassi de caminhões), veículos de madeira, os de carroceria de metal, iam aparecendo a cada obra de Amácio Mazzaropi. Modelos da Carbrasa, da Grassi, da Caio, ônibus sobre chassi FNM, Mercedes, Volvo foram gravados por Mazzaropi.

Talvez ele nunca soube disso e nem teve essa pretensão, pois o que é simples, parece despretensioso, mas a história dos transportes também têm muito a agradecer ao gênio da simplicidade, Amácio Mazzaropi.

Texto, pesquisa e reportagem: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes (fã de Mazzaropi e de tudo que é simples).

 

Ciclos de Cinema – Filmes da cinemateca Cinefrance, gratuitos, em cartaz!

A homenagem aos espetáculos prossegue nos Ciclos de Cinema desta semana. O tema Do Palco à Tela, apresenta documentários da coleção de mesmo nome da Cinemateca Cinefrance, que participa do projeto pela segunda vez. Nesta sexta-feira (16/03) estará em cartaz o documentário A tragédia de Hamlet. O filme apresenta a versão da peça Hamlet no ponto de vista do diretor de teatro e cinema britânico Peter Brook. No sábado (17/03) a sessão apresenta o documentário O Complexo de Thénardier. A história trata da relação entre duas mulheres, mãe e filha adotiva, salva de um genocídio, em meio a vida num país destruído pela guerra.

As sessões dos Ciclos de Cinema ocorrem as sextas-feiras e sábados, sempre às 19h15, na sala 05 do Centro de Convenções Alfredo Salfer, no Centreventos Cau Hansen. O cinema gratuito é uma realização da Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e Prefeitura.

Sinopse dos filmes:

Dia 16/03, sexta-feira

A tragédia de Hamlet The Tragedy of Hamlet (França, 2011). De Peter Brook. Com Adrian Lester. Documentário em Cores. Duração 132’. Teatro

A versão de Hamlet vista por Brook prolonga a experiência trazida nas suas peças precedentes e sua estética teatral, de uma pureza e de uma simplicidade e de uma evidência luminosas. A peça é centrada no personagem de Hamlet, protagonizado por Adrian Lester, que já estava presente em “As you like it”. O elenco cosmopolita de rostos e sotaques indianos, japoneses, europeus e africanos, reforça a universalidade da proposição e a mestiçagem que o diretor preza tanto. A língua é a de Shakespeare, mas as vozes dos atores vindas de 3 continentes fazem deste espetáculo uma ´peça-mundo”, cujo enigma e tragédia íntima atravessa pelo príncipe da Dinamarca – “to be or not to be” fala e ecoa em cada um.

Dia 17/03, sábado

O Complexo de Thénardier/Le Complexe de Thénardier (França, 2002). (Documentário). De Jean-Michel Ribes. Com Laure Calamy, Marilú Marini. Cores. Duração 73’.

Duas mulheres, duas gerações. Uma mãe e sua filha, poderíamos supor inicialmente. Mas trata-se de sua empregada, filha adotiva, salva de um genocídio. Como pano de fundo, um país destruído pela guerra onde o perigo espreita a cada momento. Uma relação passional e ambígua de dependência comum onde uma e outra se revezam no papel de vítima e carrasco.

Serviço

O quê: Ciclos de Cinema – Do Palco à Tela
Quando: sexta-feira (16) e sábado (17/03), às 19h15
Onde: Sala 05 do Centro de Convenções Alfredo Salfer – Centreventos Cau Hansen
Av. José Vieira, 315 – América
Gratuito
Informações: (47) 3433.2190 na FCJ

Da Assessoria da FCJ

Ciclos de Cinema apresenta documentários franceses nesta semana

Nesta semana têm mais Ciclos de Cinema! A programação deste mês apresenta uma seleção de filmes da coleção Do Palco à Tela da Cinemateca Cinefrance, com produções que tratam dos fazeres e poéticas do palco. Na sexta-feira (09/03) estará em cartaz o documentário Uma Outra Solidão, que retrata o processo de concepção e elaboração da peça “Dans la solitude des champs de cotton” de Bernard Marie Koltès.

No sábado (10/03), a sessão apresenta o documentário Brook por Brook. Na produção, o diretor de teatro e cinema britânico Peter Brook, faz um diálogo com seu filho sobre sua vida, seus amores, amigos e suas viagens.

As sessões de cinema ocorrem na sala 05 do Centro de Convenções Alfredo Salfer, no Centreventos Cau Hansen, às 19h15. A programação é aberta a comunidade. O projeto Ciclos de Cinema é uma realização da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), desde o ano de 2001.

Sinopse dos fimes:

Dia 09/03 sexta-feira – Uma Outra Solidão / Une autre solitude (França, 1996).

De Stéphane Metge. Com Pascal Greggory, Patrice Chéreau. Documentário em Cores. Duração 78’. Teatro.

Este documentário retraça essencialmente o processo de concepção e elaboração da terceira encenação de Patrice Chéreau para “Dans la solitude des champs de cotton” de Bernard Marie Koltès.

 

Dia 10 sábado – Brook por Brook / Brook by Brook (França, 2001).

De Peter Brook. Documentário em Cores. Duração 72’.

Através um diálogo livre, íntimo e sensível com um interlocutor privilegiado, seu filho, Brook evoca sua vida, seu percurso, seus amigos, seu amor pelas viagens e sua curiosidade insaciável por todos os povos, países e culturas.

Saiba mais sobre o tema “Do Palco à Tela”:

Comemora-se a 27 de março, desde 1961, o Dia Mundial do Teatro, criado pelo Instituto Internacional do Teatro, da Unesco, para celebrar o teatro como uma ferramenta para o diálogo e a convivência. A Fundação Cultural de Joinville, através dos seus Ciclos de Cinema, presta uma homenagem a essa arte ancestral no seu programa de março. Os filmes selecionados trazem para a tela fazeres e poéticas do palco, na voz e na ação de importantes criadores da cena contemporânea francesa (Patrice Chéreau, Philippe Minyana, Brigitte Jaques-Wajeman, Robert Cantarella, Arianne Mnouchkine, Jean-Michel Ribes, Georges Lavaudant, Jérôme Deschamps e Macha Makéïeff) e de Peter Brook. A série de documentários e espetáculos filmados nos apresenta um interessante diálogo entre a cena e a tela. Abre o Ciclo, no dia 2, o documentário de Fábio Porto, “Teatro Invade”, com trechos das apresentações, entrevistas com atores e público e um panorama geral do evento realizado pela Associação Joinvilense de Teatro em 2010.

Serviço

O quê: Ciclos de Cinema – Do Palco à Tela

Quando: sexta-feira (09) e sábado (10/03), às 19h15

Onde: Sala 05 do Centro de Convenções Alfredo Salfer – Centreventos Cau Hansen

Av. José Vieira, 315 – América

Gratuito

Informações: (47) 3433.2190 na FCJ

 

Oscar 2012 para Meryl Streep, O Artista e Hugo Cabret

O filme mudo O Artista foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2012, levando estatuetas em cinco das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator, para Jean Dujardin. O diretor Michel Hazanavicius, que havia sido indicado para o prêmio pela primeira vez, agradeceu ao cachorro que aparece no filme, Uggie, mas completou: “Eu acho que ele não liga.”

Dujardin disse que se seu personagem George Valentin pudesse falar, diria: “Wow! Victorie! Genial! Merci!” A produção franco-belga também levou estatuetas por melhor trilha sonora original e melhor figurino. A última vez que um filme mudo venceu um Oscar foi em 1929.

A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorcese, também ganhou cinco prêmios em categorias técnicas: fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem e efeitos especiais. Meryl Streep recebeu a estatueta de melhor atriz pela atuação como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher no filme A Dama de Ferro, sua 17ª indicação e terceira vitória no Oscar. Ela agradeceu à Academia “por esta carreira inexplicavelmente maravilhosa”.

“Quando eles chamaram meu nome, eu tive essa impressão de que podia ouvir metade dos Estados Unidos dizendo: ‘Ah, não! Ela de novo!’ Mas, deixa pra lá. Eu olho à minha volta e vejo minha vida passar diante de meus olhos. Meus velhos amigos, meus novos amigos. É uma honra tão grande, mas o que conta mais para mim são as amizades…Obrigada a todos vocês, aos que partiram e aos que estão aqui”, disse Streep.

O ator canadense Christopher Plummer tornou-se a pessoa mais velha a vencer um Oscar, aos 82 anos, recebendo a estatueta na categoria de melhor ator coadjuvante. Ele era o favorito por sua interpretação de um pai que assume ser gay após a morte da esposa, no filme Toda Forma de Amor. Outro veterano a levar uma estatueta foi Woody Allen, pela autoria do melhor roteiro original de Meia-Noite em Paris.

O prêmio de melhor atriz coadjuvante foi para Octavia Spencer, de Histórias Cruzadas, que fez um discurso emocionado e foi aplaudida de pé pela plateia. “Obrigada, Steven Spielberg, por mudar minha vida…Meu Deus, muito obrigada…Não posso acreditar.” O prêmio de melhor filme estrangeiro foi para o iraniamo A Separação, e o de melhor animação ficou com Rango. A canção Man or Muppet, do longa Os Muppets, venceu na categoria melhor canção original, deixando Carlinhos Brown e Sergio Mendes de mãos vazias. Eles concorriam com a canção Real in Rio, tema da animação Rio. “Não foi dessa vez”, disse Brown.

Da BBC Brasil

Divulgada lista dos 15 filmes brasileiros candidatos a uma vaga no Oscar

O Ministério da Cultura divulgou hoje (12) a lista dos 15 filmes brasileiros inscritos para concorrerem à vaga de melhor filme estrangeiro na premiação do Oscar.

A lista é composta pelos filmes: Assalto ao Banco Central, Bruna Surfistinha, As Mães de Chico Xavier, Tropa de Elite 2, A Antropóloga, Estamos Juntos, Família Vende Tudo, Federal, Vips, Histórias Reais de um Mentiroso, Malu de Bicicleta, Mulatas! Um Tufão nos Quadris, Quebrando o Tabu, Trabalhar Cansa e Lope.

A Comissão Especial de Seleção responsável pele escolha do filme será composta pela secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana, o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco, o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza, e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

O filme escolhido representará o Brasil na disputa pelo melhor filme estrangeiro.

Agência Brasil

Projeto prevê cinema mais barato para alunos da rede pública

Com a finalidade de oferecer maior acesso à cultura aos alunos que não têm condições de frequentar as salas de cinemas, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL 541/2011). Apresentado pelo deputado,  Weliton Prado (PT-MG), a proposta quer criar uma política nacional de incentivo para que alunos da rede pública tenham acesso a cinema com preços reduzidos.   “Essa proposta não trará despesas ao erário público nem prejuízo aos cinemas, pois, apesar de os ingressos serem de preços reduzidos, haverá maior número de frequentadores”, explicou o parlamentar.

De acordo com a proposta, o poder público poderá firmar convênios com empresas de cinema para a realização de sessões especiais de filmes para esses alunos, com agenda de acordo com o calendário escolar. Os filmes serão escolhidos a partir de critérios pedagógicos e levarão em conta as necessidades curriculares do aluno.
O projeto será apreciado pela Comissão de Educação e pela Comissão de Constituição e Justiça.

FEM-CUTSP

Cultura: governo já investiu em 1043 cineclubes em todo país

O Cinemais Cultura é um programa do Ministério da Cultura destinado a criar núcleos de cineclubes em todos os estados brasileiros, até agora o projeto inaugurou 1043 cineclubes. O programa fornece todo equipamento, treinamento e uma coleção de filmes brasileiros para a criação de uma pequena sala de projeção de filmes. Ana Arruda, da diretoria de cineclubes do Centro-Oeste, fala sobre o projeto. “O grande diferencial do programa Cinemais Cultura é que não cede apenas os equipamentos. Tem o projeto de formação para que cada Cinemais seja um ponto de multiplicação para a comunidade”.

Em sintonia com as políticas culturais iniciadas pelo governo Lula e continuadas pela presidenta Dilma, o Cinemais Cultura tem como fator central o protagonismo da sociedade. As pessoas envolvidas no projeto tem controle, responsabilidade e autonomia sobre as escolhas e diretrizes de cada cineclube.

Andrea Gozzo é uma produtora cultural contemplada pelo edital do Cinemais Cultura. Ela fundou o cineclube Saracura em Brasília e exibe filmes aos sábados. Andrea conta sobre o processo de preparação para pôr em prática o cineclube: “Fomos contemplados e ganhamos o kit de cineclube. Quando participei das oficinas de capacitação, o que achei mais bacana é a possibilidade de pulverizar a cultura pelos lugares mais longínquos do Brasil”, diz Andrea.

Jesus Pingo, ator e diretor de cinema, é dono do Mercado Cultural Piloto, um espaço aberto a expressões culturais como teatro, capoeira, música e agora ao cinema, com o cineclube Saracura. Para Pingo, o governo do PT transformou a forma de pensar a cultura no Brasil, mas ainda é preciso modificar a mentalidade cultural do empresário brasileiro: “O país precisa ter um governo cultural. Os empresários também precisam compreender que investir na cultura é investir na saúde intelectual da população”.

Ana Arruda enfatiza, “O Cinemais Cultura só existe quando as pessoas se envolvem e tem noção de que aquilo faz parte da comunidade. Se nos conscientizarmos de que qualquer política pública só é construída na base do diálogo, tudo vai avançar muito bem”. 

Portal PT