Mãe vai a Justiça contra pai, mas é condenada por alienação parental

PalavraLivre-alienacao-parental-mae-condenadaA mãe que impede o pai de ver a filha injustificadamente pratica alienação parental e, por isso, deve indenizar o pai da criança. Com esse entendimento, o juiz da 2ª Vara Cível de Taguatinga (DF) condenou a mãe de menor e autora de processo a indenizar o suposto réu (pai da criança) pelos danos morais causados a este.

A autora ingressou com ação judicial alegando que o pai da menor, com quem manteve convivência sob o mesmo teto por dois meses, não comparece nos dias designados para visitação da filha, procurando-a em datas distintas ou tentando buscá-la em locais não combinados previamente.

Afirmou ainda que ele vem reiteradamente acionando órgãos administrativos (delegacias de polícia e Conselho Tutelar) e judiciários com o intuito de criar transtornos à sua vida pessoal, informando falsamente o descumprimento, por parte dela, de ordem judicial. Sustenta, com isso, que teria sofrido danos morais indenizáveis.

Contudo, segundo o juiz, não é isso o que se extrai dos autos, visto que as provas colacionadas mostram, entre outros, que a autora não entregou a filha ao genitor em datas marcadas, por diversas vezes, alterou o endereço de casa sem nada informar ao pai da criança e ainda deixou de comparecer em juízo às audiências nas quais se discutia a visitação da criança.

Para o juiz, diante desse cenário de recusa da autora em entregar a filha ao pai, a despeito da existência de decisão judicial, não lhe restou “outra alternativa que não a de buscar os instrumentos legais na tentativa de exercer direito que lhe era garantido. Por isso, procurou a delegacia de polícia, o Poder Judiciário e o Conselho Tutelar”. Assim, concluiu: “A improcedência do pedido é medida que se impõe”.

Diante da acusação que afirmava ser infundada, o genitor manejou pedido contraposto, ou seja, pediu para que a autora é que fosse condenada a pagar-lhe a indenização originalmente pleiteada.

Na análise dos autos, o magistrado anota que, segundo o artigo 22 do ECA, é dever dos pais, entre outros, cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais, sendo o seu descumprimento injustificado, inclusive, causa de suspensão ou perda do poder familiar.

Cita também a Lei 12.318/2010, que dispõe sobre alienação parental e cujo artigo 3º traz o seguinte teor: “[A] prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda”.

Tomando como base as provas que constam nos autos, o juiz registra que “o que se vê é um pai em busca quase que desesperada de se aproximar da filha, enquanto a mãe, por razões injustificáveis, em nada contribuiu com a plena realização do direito da filha de conviver com seu genitor.

Muito pelo contrário, o que sugerem os autos é que a fragilização dos laços afetivos entre pai e filha pode ter sido potencializada pela conduta da mãe”.

Logo, constatada a conduta ilícita da autora, o dano moral causado ao genitor é evidente, “tendo em vista que se trata de incursão em seara sentimental de elevada grandeza, que é aquela na qual se hospeda a afetividade existente entre pai e filha”, conclui o magistrado ao julgar improcedente o pedido formulado pela autora e procedente o pedido contraposto do acusado, para condenar a genitora ao pagamento de indenização no valor de R$ 1,5 mil, a título de danos morais.

Na fixação do valor da condenação, além de se observarem os critérios comuns referentes à sua força dissuasiva e impossibilidade de enriquecimento sem causa, o julgador também considerou que eventual desfalque no patrimônio da genitora iria refletir, em última análise, na própria filha, motivo pelo qual foi arbitrado em patamares módicos, tendo em vista, ainda, que a situação financeira de ambas as partes não evidencia grande manifestação de riqueza.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

A música no Blog, com muito sentimento, Fabio Jr. com “Pai”

Com imensas saudades, muito sentimento de pai, e ao mesmo tempo, com uma imensidão de saudade de meu pai, posto aqui uma das músicas mais lindas que fala da relação pai e filho como talvez nenhuma outra o faça. Curtam, vale a pena…

http://youtu.be/jnriqp_6VWg

O diálogo das drogas: Você presta atenção em seus filhos?

Há algumas décadas, começamos a notar o avanço no desenvolvimento infantil. O acesso à informação e o contato com pessoas do mundo todo, facilitado especialmente pela internet, leva uma grande quantidade de informação, que diminui a vivência da infância, período fundamental da vida. Muito cedo as crianças comecem a aprender e praticar coisas inapropriadas à sua idade, sem ter a real noção do que estão fazendo e das consequências desses atos.

O maior perigo dessa socialização é o contato com criminosos que agem à sombra do anonimato. Muitos tem como alvo principal as crianças e os adolescentes. Nesse caso, falamos especificamente de traficantes de drogas, que se tornaram o grande câncer da sociedade, não só brasileira, mas mundial. Esses sujeitos veem os jovens como futuros clientes, e para seduzi-los oferecem a promessa ilusória de fuga da ansiedade ou pressão sofrida por um grupo, através das drogas.

No Brasil, ainda não há o combate eficaz a essa máfia, então o que os pais podem fazer para proteger seus filhos? A melhor arma é a conversa! O bate-papo em família deve começar desde a primeira infância para que a criança aprenda a ouvir “não”, lidar com futuras frustrações e afastar situações e pessoas negativas do seu convívio. A partir do momento em que a família adota a política do diálogo para orientar e ensinar os filhos, uma enorme barreira é derrubada, pois gera a confiança mútua através do afeto e companheirismo no núcleo familiar. Dessa forma, quando os filhos tiverem qualquer tipo de problema, irão buscar ajuda dentro de casa. Caso a criança não tenha uma base sólida e de confiança, ao menor sinal de carência, baixa-estima, ansiedade ou depressão, ela estará muito mais suscetível a encontrar nas drogas sua válvula de escape, principalmente na fase mais conturbada da vida: a adolescência.

O uso de drogas pode começar com as lícitas, como álcool, sempre presente em festas e adquirido facilmente em diversos estabelecimentos. O consumo dessas bebidas é, muitas vezes, incentivado ou permitido pelos próprios pais. A partir daí, o passo seguinte é partir para drogas mais fortes e com maior nível de dependência química. Aparentemente as meninas podem ser mais propensas ao uso pela falsa promessa de “fantasia da felicidade”, muito mais idealizada pelo sexo feminino, embutida no uso de entorpecentes. São elas também que carregam o maior estigma da sociedade, quando estão num estágio comprometido pelas drogas.

Na mente dos dependentes se cria uma barreira psicológica, que veda o autodiagnóstico crítico – por achar o uso de entorpecentes normal -, piora a baixa-estima – por entender que a droga vai preencher a lacuna existencial em sua vida -, e ludibria o inconsciente, o que dificulta a chegada de ajuda profissional e especializada.

Abandonar o vício exige grande força de vontade do dependente. Na maioria dos casos, depois de certo tempo de uso, o usuário perde saúde física, mental, integridade, paz e família, que acaba se afastando por medo de agressões, ameaças, roubos, não só do parente usuário, mas de traficantes que frequentemente intimidam a família para forçar pagamento de dívidas.

Um bom começo para ajudar um parente ou amigo com esse problema é não recriminá-lo com nomes ou rótulos. Observar mudanças bruscas de comportamento, violência, falta de apetite, isolamento, transtornos de humor entre outros aspectos, também é muito importante para detectar o problema ainda no início.

Por esses e outros motivos o diálogo em casa é tão importante: uma pessoa bem estruturada e com apoio maciço da família tem plena condição de dizer “não” e afastar os maus elementos de sua vida. Se os pais perceberem qualquer tipo de mudança de comportamento, devem rapidamente procurar ajuda e orientação, mesmo que suspeitem apenas de uma crise de adolescência. Vale reforçar que o melhor jeito de não ter problemas com drogas, é não se envolver com elas, nem que seja para experimentar e se afastar completamente daqueles “amigos” que a oferecem.

Artigo de Alexandre Bez do Jornal Agora

Saudade de pai

Sem palavras, apenas com sentimentos aflorados, saudades imensas de filho, e de pai. Compartilho uma poesia de autor desconhecido com os leitores nesta linda segunda-feira, última de janeiro.

“Pai, perdoa-me

Pai, perdoa-me
pelas vezes que sentei ao seu lado, mas não ouvi o que dizias…
Pai, perdoa-me
pela visita rápida de fim de tarde, antes do jantar de domingo…
Pai, perdoa-me
pela pouca paciência, quando querias aconselhar-me nos negócios…
Pai, perdoa-me
por achar que tuas idéias já estavam ultrapassadas…
Pai, perdoa-me
por ignorar tua experiência de vida…
Pai, perdoa-me
pela minha falta de tempo para passar contigo…
Pai, perdoa-me
pelo teu convite que recusei porque ia sair com meus amigos…
Pai, perdoa-me
pela minha insensibilidade na hora da tua dor…
Pai, perdoa-me
pelas vezes em que meus filhos não te trataram com o respeito que merecias…
Pai, perdoa-me
pelo abraço que não te dei, pelo carinho que não te fiz…
Pai, perdoa-me
por não ter reconhecido em ti o próprio Cristo…
Pai, abençoa-me…”

A convivência pede palavrinhas mágicas

Conheça todos os benefícios que a convivência tranquila com o outro proporciona à vida.

Preciso de um abraço!”

Quem tem filhos adolescentes sabe o quanto é difícil receber deles alguma manifestação de carinho. Às vezes, o maridão também pode relutar em demonstrar sua fragilidade e admitir que está precisando de ajuda. Quebre essa barreira invertendo os papéis. Peça você um abraço. É muito mais fácil para eles corresponder a esse carinho do que tomar a iniciativa. Mas o importante é que, usando essa frase, todos vocês vão ficar mais próximos!
Nas relações de amizade a frase também vale. Afinal, nada melhor do que um abraço amigo, nas horas boas e ruins.

“Em que será que você está pensando?”

Perguntas diretas como “Em que você está pensando?” ou “O que você está me escondendo?” costumam colocar as pessoas na defensiva e até fazer com que se sintam invadidos. Se você quer mesmo saber o que está angustiando alguém, suavize a pergunta com a fórmula “Em que será…”. Isso deixa a pergunta menos direta e dá ao outro a sensação de que pode escolher entre abrir ou não seu coração. Mais à vontade, a pessoa provavelmente se abrirá!

“Nós podemos!”

Em vez de dizer “você precisa reclamar do aumento do aluguel na imobiliária” para o marido ou “eu vou te colocar na aula particular” para o filho, prefira usar o pronome “nós” (“nós vamos resolver isso!”). Essa mudança reduz as brigas e promove o espírito de equipe na família.

“Eu te amo!”

Não é preciso esperar nenhuma ocasião especial para dizer “eu te amo”. Ao contrário, ouvir isso inesperadamente nos faz sentir que a frase é espontânea e sincera. Sempre que puder, diga isso aos seus familiares queridos. Eles vão ficar tocados. Afinal, nunca é demais ouvir que somos especiais para alguém. Então, a partir de hoje, inclua ou utilize mais essa frase no repertório da sua família!

“Você escolhe!”

Na convivência com crianças é bom que elas exercitem a habilidade de tomar decisões. Portanto, deixe-as começar por decisões pequenas, como opinar sobre o que querem vestir ou sobre o que pensam fazer a respeito de uma desobediência. Assim, você envia a mensagem de que confia nela. Estudos mostram que isso estimula a autoconfiança delas e as incentiva a fazer escolhas responsáveis.

“Puxa, muito obrigada!”

Pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram que elogiar e agradecer até os mínimos favores estimula as crianças a repeti-los para agradar os pais. Mas é importante saber que ela não se reduz somente a essa relação. Agradeça sempre! “E usar uma expressão de exclamação como ‘puxa!’ ou ‘nossa’ reforça ainda mais o seu agradecimento”, garante a escritora B. J. Gallagher, autora do livro O Sim Vive na Terra do Não. Por isso, não economize no incentivo. 

Mdemulher

Dona Isolde completa 73 anos com a vida renovada – Parabéns!

Neste dia 6 de junho dona Isolde da Costa, nascida Bäher, completa 73 anos de uma vida bem vivida. Dura, é verdade, cheia de percalços, surpresas, abdicação, voluntariado, superação e tantas outras coisitas mais. Recentemente uma parte da sua vida foi retratada na seção Perfil do jornal Notícias do Dia de Joinville, pelo jornalista e mago das letras, Roberto Szabunia.

Mãe de criação de quatro filhos – Ernani, Elézio (in memoriam), Eliete e Evelyn – do escriturário Zeny Pereira da Costa, e mãe natural deste jornalista que lhes escreve e também de Zeny Pereira da Costa Júnior, já falecido infelizmente, fruto do casamento com Zeny que durou 23 anos, Isolde largou tudo para se dedicar ao seu amor, aos filhos do seu amor, e depois aos seus filhos.

Ajudou a todos os filhos que adotou para serem algo na vida. Seus anos mais viçosos foram inteiramente entregues ao marido e no encaminhamento dos filhos. Nunca reclamou, nem mesmo quando o marido resolveu vender a casa de alvenaria que tanto tinha sonhado, para pagar dívidas e depois retomar a vida de trabalho com um bar na rua Santa Catarina. Trabalho duro fazendo sorvete, fritando bolinhos, limpando o bar na madrugada.

Zeny então adoeceu e veio a morrer de câncer em 1989, a deixando com uma pequena casa de madeira na rua Ibirapuera, 608 com seus dois filhos, Salvador e Zeny Jr. Pensionista, passou a empreender serviço voluntário no CERJ, apoiando a juventude em busca de trabalho e formação, e com isso lutar para colocar seu filho Zeny, que tinha deficiência intelectual, na vida! Em 2005 perdeu Zeny Jr, e sua vida começou a murchar.

Pouco a pouco foi se entregando, sem notar, ao mal da pressão alta, da falência gradual dos rins, sofrendo um AVC hemorrágico em 2007, do qual se salvou porque é forte e queria finalizar aqui a sua tarefa. Hoje, passados quatro anos do derrame do qual ninguém esperava que sobrevivesse, aí está Isolde, forte, bonita, chegando aos 73 anos contando histórias e recebendo o carinho de sua família, familiares, amigos de verdade, da nora Gi Rabello, da neta Rayssa e do filho que escreve essas linhas.

Seus netos Gabriel, Lucas e João Pedro hoje andam distantes, mas certamente não esquecem o carinho e amor que receberam, mesmo quando o foi de forma tímida devido a tantas incompreensões. Parabéns dona Isolde da Costa, que sua saúde se multiplique para continuar a viver agora sim, os bons tempos da vida. Sem pressões, sem trabalho duro, sem abrir mão das suas convicções.

Que Deus a ilumine sempre, com muita saúde e paz, para nos dar a cada dia o exemplo de dedicação, solidariedade e amor ao próximo que marca o livro da sua vida. Beijos enormes meus, da Gi, Rayssa e de tantos os que a conhecem. Parabéns!

Adotar é um ato de amor – Dia Nacional da Adoção

No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996 no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção.

A adoção é uma realidade social que se concretiza através de ato jurídico, que “cria entre duas pessoas vínculo de parentesco semelhante à paternidade e filiação”.

Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram filhos que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.

O processo de adoção não é fácil. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.

Porém, existem vários mitos sobre a adoção, que muitas vezes prejudicam que pessoas se interessem em criar e educar uma criança ou jovem que não tenha laços consanguíneos.

– Dizer que toda criança adotada é problema é um erro. A criança aprende aquilo que vivencia e quanto mais nova for adotada, mais terá chances de se adaptar ao modelo familiar em que vive.

– Tentar esconder da criança que a mesma é adotada também é um erro, pois é melhor manter uma relação aberta e livre de qualquer tipo de preconceito.

– Crianças com cor de pele diferente da família não são discriminadas ou recebem tratamento diferente de outras pessoas da família. Isso pode ocorrer nos meios sociais em que a família frequenta.

– Filhos adotivos não têm dificuldade em amar seus pais (adotivos), pelo contrário, revelam-se atenciosos e carinhosos com os mesmos, mas isso depende da forma como são tratados.

– Os filhos adotivos não ficam lembrando-se de sua família de origem. Pelo contrário do que se imagina, se as relações familiares não eram boas, se houve abandono, o vínculo afetivo não foi construído de forma positiva, portanto não provoca boas lembranças.

Hoje em dia temos visto uma série de artistas famosos mantendo a atitude de adotar crianças, tentando cumprir seu papel social, numa demonstração de afeto e de entrega às crianças carentes. A grande revelação é o casal Brad Pitt e Angelina Jolie que já está no terceiro filho adotivo, mesmo podendo ter seus filhos consanguíneos, que também somam três. A cantora Madonna também é um exemplo disso, nos últimos anos também manteve a atitude de adotar, mesmo tendo tido dois filhos próprios.

Com a constituição de 1988, ficou determinado que “os filhos adotivos terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designação de discriminação relativa à filiação”, ou seja, filhos adotivos e consanguíneos terão os mesmos direitos.

Para inserir a criança ou adolescente em família substituta é necessário passar por algumas etapas: a guarda, onde coloca-se o sujeito a ser adotado na família, onde os pais devem ter a responsabilidade de prestar assistência material, moral e educacional; a tutela, feita através das entidades públicas, a fim de proteger a criança ou jovem, cuidando de seus interesses, acompanhando todos os atos da família com o mesmo e vice-versa; a adoção, formalizada em ato jurídico, onde forma-se um vínculo fictício de filiação, que mais tarde deverá tornar-se verdadeiro.

Num pequeno trecho do livro “Você não está só”, de George Dolan, o amor que nasce entre a família e o adotado fica bem caracterizado, na fala de crianças que conversam sobre adoção, após terem visto numa fotografia, um menino com os cabelos de cor diferente. Uma delas diz que a criança diferente pode ter sido adotada e, quando questionada por outra sobre o que é isso, responde: “- quer dizer que você cresce no coração da mãe, em vez de crescer na barriga.”

Assim, podemos dizer que a adoção é um ato de entrega e de amor!

Equipe Brasil Escola

João Pedro, Lucas e Gabriel: Maldade que atinge crianças inocentes

Passo por um momento dos mais tristes e sérios da minha vida. Lenta, mas cruelmente, estão afastando meus filhos de minha convivência. Para isso a mãe deles se utiliza de ardis que desconheço, mas que afetam duramente o lado psicológico dos meus amados João Pedro, Lucas e Gabriel. Hoje, por conta de maldade e mais mentiras, fui impedido de ver o menor, João Pedro, na escola Paul Harris no bairro São Marcos em Joinville (SC).

Eu e meus filhos tivemos uma convivência amorosa intensa. Participei de tudo na vida deles, desde a escola, futebol, teatro, escolinha de artes, campeonatos, festas juninas, apresentações, e tantas coisas que faltaria espaço para tudo. Rimos e choramos um sem número de vezes. Sofremos juntos a maldade, a violência e o abuso dilacerarem nossa família. Impotentes, nos separamos, mas não sem eu deixar claro que jamais os deixaria sofrer, mesmo que tudo fizessem para me afastar deles.

Não bastante, a mãe, que se diz professora (!) resolveu mentir também no Judiciário, me atacando com processo litigioso. Defendo-me com todas as forças que a verdade me dá, mas meus filhos não tem defesa diante da permanente e diária pressão psicológica na casa que vivem. Tanto é que no primeiro estudo social, o laudo me foi favorável. Agora, no encaminhamento do segundo que até agora, um ano depois, ainda não saiu, eles deixaram até de querer me visitar. Não entendo, e não sei o que foi colocado nas cabecinhas inocentes.

O fato é que um mal poderoso agiu, e faz deles vítimas. Eles hoje se afastam de mim, mas nem sabem exatamente o por quê. E quem me conhece, sabe perfeitamente quem sou, meus princípios, minha personalidade. Hoje, a mentira está prevalecendo.

Mas não descansei, e não vou desistir jamais. Nem que eles não queiram me ver por longo tempo, jamais deixarei de amá-los com todas as forças. Minha casa vai sempre estar aberta para suas visitas, para nossas conversas, nossas cantorias ao violão do Gabriel, para os desenhos do João Pedro, e o batuque do Lucas. Tudo isso com a presença de minha maravilhosa companheira e mulher Gi, da sua filha e minha enteada Rayssa, e da minha mãe e avó dos meninos, Isolde da Costa, todos sofrendo com as ausências dos meninos.

Nessa Páscoa, proibido que fui de vê-los e deixar minha lembrança, meu amor e abraços, beijos e mensagem de paz, ficarei triste, sentido, amargurado, mas não vencido. Tomo disso tudo mais um impulso para continuar acreditando na Justiça – divina e dos homens – que têm de prevalecer diante do mal, da falta de escrúpulos, da mentira que quer jogar crianças inocentes no vazio da sociedade, à mercê de traficantes, gente ruim. Meu amor é indestrutível, inabalável, infinito, e minhas forças e energia se renovam a cada ataque.

Feliz Páscoa meus filhos, Deus e seus anjos estão cuidando de vocês a cada segundo. Oramos todos os dias para que a luz ilumine suas cabeças e mentes para que se mantenham no lado bom, do bem. Um beijo enorme do pai, que ama vocês eternamente.

Cuidado com os filhos e a casa força segunda jornada de trabalho e diminui renda das mulheres

A má distribuição de tarefas entre homens e mulheres em casa e no cuidado com os filhos é apontada como fator limitante para inserção das mulheres no mercado de trabalho, em carreiras com melhor remuneração.

“As mulheres não entram em condições de igualdade com os homens no mercado de trabalho por causa da dupla jornada que exercem e não são remuneradas por conta de cuidados com os filhos, com a casa e, com as pessoas doentes e, às vezes, até com com o trabalho comunitário”, aponta Eliana Graça, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e voluntária do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea).

“A responsabilidade dupla das mulheres acaba fazendo com que ela se insira de forma mais precária no mercado de trabalho; contribuindo decisivamente para que as famílias chefiadas por elas estejam mais presentes na pobreza do que as famílias chefiadas por homens”, complementa a economista Luana Simões Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Luana pondera, no entanto, que a inserção precária no mercado de trabalho não se deve apenas ao domínio masculino e a ações descriminatórias do mercado. “Essa questão se reproduz pelos homens e pelas mulheres. É uma questão de dois lados. Não tem só vítimas, mocinhos e bandidos nessa história. Todo mundo reproduz no cotidiano”, enfatiza ao lembrar que “as meninas nascem ganhando um kit cozinha, com panelinhas, e os meninos ganhando um carrão de brinquedo, que incentiva a velocidade a não ter medo, a ter coragem”.

O sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi destaca que todo fenômeno de dominação e opressão só ocorre porque aqueles que têm um papel subalterno assumem valores do grupo dominante. “Muitas mulheres contribuem para a reprodução dessa cultura machista, ainda que sofram fortemente suas consequências”, avalia.

Venturi coordenou a pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, feita para a Fundação Perseu Abramo (ligada ao PT) para o Serviço Social do Comércio (Sesc), na qual 30% dos homens se declararam machistas (4% “muito machistas”).

A pesquisa recentemente divulgada pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (aplicada em agosto de 2010) foi comparada a outro estudo semelhante de 2001. Para Venturi, no intervalo de nove anos, foram poucas as mudanças no “consenso” de que são as mulheres que devem cuidar dos filhos desde a primeira infância. De lá para cá, cresceu de 27,3% para 35,2% o número de famílias chefiadas por mulheres segundo dados do Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade (Iets).

Eliana Graça, do Cfemea e do Inesc, aponta que as políticas públicas que foram criadas pelo governo federal nesse período, como o Programa Bolsa Família, mantém o preconceito de que o cuidado com os filhos é responsabilidade exclusiva das mães. Noventa e três por cento dos cartões do programa são em nome das mulheres. “Assim, o programa cristaliza o papel da mulher que nós estamos acostumados: o papel da mãe cuidadora”.

Agência Brasil

Poesia do dia: Soneto a quatro mãos de Vinicius de Moraes e Paulo Mendes Campos

Meus filhos, meus amores
Meus filhos, meus amores
Publico essa poesia de dois grandes nomes da literatura, poetas brasileiros que em cada linha desmancham um mundo de emoções. Ao ler esse Soneto a quatro mãos, lembrei de meus filhos e da aventura dura por que estamos passando, que me deixa de coração apertado, mas que com a presença de Deus, vamos superar. Com vocês o melhor da poesia brasileira:

“Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.

Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano”.

Vinicius de Moraes / Paulo Mendes Campos