Terceirização: Cunha diz que debate ideológico contamina votação do projeto

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (16) que “um debate de cunho ideológico” está contaminando a discussão do projeto de lei que regulamenta a terceirização dos serviços. A expectativa dele é que a votação da matéria será concluída na próxima quarta-feira (22).

Ontem, a votação das emendas e destaques ao projeto foi suspensa e adiada para a semana que vem. O adiamento ocorreu para evitar obstruções durante a votação de propostas que não têm acordo entre os partidos.

“Na quarta-feira que vem, vai ser votado sem dúvida nenhuma. É um projeto que está sendo debatido há 11 anos. Tem um debate de cunho ideológico que, de certa forma, contamina o processo. Isso é natural”, disse Cunha após receber a Comenda da Ordem do Mérito Militar, em cerimônia no Quartel-General do Exército, em Brasília.

Segundo o parlamentar, os impasses com o governo sobre as questões ligadas à arrecadação “estão mais ou menos acertados” e há ambiente para finalizar a votação do projeto na próxima semana. Perguntado se há consenso sobre a proposta para garantir a aprovação, Eduardo Cunha disse que não é necessária a concordância absoluta na votação.

“Se a gente puder ter consenso, ótimo. Mas o voto resolve o dissenso. Não dá para achar que todas as matérias que vão ser votadas na Casa tenham que ser votadas por consenso. Se fosse assim não precisava ter o Parlamento. A gente tem que buscar combinar na medida do possível, e o voto resolve”, destacou o presidente da Câmara.

Cunha também comentou a indicação do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para assumir o comando do Ministério do Turismo, a partir de hoje. “É um orgulho para qualquer governo ter o Henrique como ministro”. Alves será empossado pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira, às 15h, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Com informações da Ag. Brasil

Geração de empregos tem o melhor resultado desde abril deste ano

A geração de empregos em setembro teve o melhor resultado desde abril deste ano, com a criação de mais de 211 mil postos de trabalho formal.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (16) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo do mês passado foi também o melhor para o período dos últimos três anos. A mão de obra adicional no mês passado foi o resultado de aproximadamente 1,8 milhão de admissões e 1,6 milhão de demissões.

Setembro foi o segundo mês consecutivo de crescimento. Em julho havia sido registrado o pior resultado para o mês desde 2003, com 61,6 mil novas vagas. Desde maio, o Caged vinha constatando ritmo mais lento da geração de postos no mercado de trabalho.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o resultado do mês passado deve-se à expansão do setor de serviços, que, individualmente, criou mais de 70,5 mil postos – 33,4% de todas as vagas formais no mês. Para o ministério, o bom desempenho foi impulsionado pela expansão generalizada dos ramos que integram o setor, com destaque para os serviços em alojamento e alimentação (mais de 22 mil vagas), de comércio e administração de imóveis (20 mil) e ensino (9,8 mil).

Outros setores que tiveram desempenho positivo em setembro foram a indústria de transformação, com a criação de mais de 63,2 mil postos, e o comércio, com 53,8 mil.

Os estados com os melhores resultados foram São Paulo (45,2 mil), Pernambuco (29,9 mil) e Alagoas (16,2 mil). O único estado em que houve fechamento de vagas foi Rondônia, com menos 72 postos de trabalho. O Acre foi o segundo com o pior desempenho (268 postos), seguido pelo Piauí (379).

Conforme os dados do Caged, de janeiro a setembro deste ano, houve aumento real de 2,2% nos salários de admissão – de R$ 1.076 para R$ 1.100, aproximadamente.

Da Ag. Brasil

Vagas de emprego via CEPAT de Joinville, acesse e consiga seu emprego!

MO Centro Público de Atendimento aos Trabalhadores (Cepat) divulga novas vagas de emprego, além das oportunidades ainda disponíveis em diversas áreas. Os interessados devem levar a Carteira de Trabalho, CPF e RG e o CEP de sua rua até a sede do Cepat, que fica na rua Abdon Batista, 342, Centro, perto do Mercado Público. O horário de atendimento é das 8 às 14 horas, mas as senhas são  entregues até as 13h30. Os telefones são (47) 3467-0978 / 3437-1471.

VAGAS NOVAS

AUXILIAR DE PADEIRO – Masculino ou Feminino

Ensino Fundamental Completo. Não exige experiência. Para atuar no FLORESTA.

Salário: R$ 835,00 + VT + Plano de Saúde.

Horário: das 13:00 às 21:20 – segunda-feira à sábado.

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS – Feminino

Ensino Fundamental Incompleto (necessita que seja acima da 5ª série). Para atuar no  FLORESTA.

Salário: R$ 1.000,00 + VT + Plano de Saúde.

Horário: das 08:00 às 16:20 – segunda-feira à sábado.

OPERADOR DE INJETORA – Masculino

Ensino Fundamental Completo. Exige experiência. Para atuar no COSTA E SILVA.

Salário: R$ 4,25/hora + VT + Plano de saúde Agemed(após 3 meses de experiência) + Refeitório da empresa R$ 0,89 a refeição + Ideal Emergências Médicas + Convênio Farmácia.

Horário:  05:00 as 14:30 – segunda-feira à sexta-feira ( quando necessário fazer hora extra).

ZELADORA – Feminina

Ensino Fundamental Incompleto, necessita que tenha acima da 5ª série . Não exige experiencia.

Para atuar no FLORESTA.

Salário: R$ 1.000,00 + VT + Plano de saúde .

Horário: 08:00 às 16:20 – segunda-feira à sábado.

VAGAS AINDA DISPONÍVEIS 10-06-2013

ABASTECEDOR DE MÁQUINAS DE LINHA DE PRODUÇÃO – Masculino

Ensino Fundamental Completo ou cursando. Exige experiência. Para atuar no CENTRO.

Observação: Para atuar na expedição e almoxarifado do centro de distribuição da empresa.

Salário: R$ 4,25/h + Plano de Saúde Unimed + Cartão Good Card + Restaurante na Empresa + Participação de Lu -cros + Cesta Básica + Auxílio Creche.

Horário: Horário de Trabalho: 3 turnos – 04h45 ás 14h01 – 14h01 ás 23h09 e 22h00 ás 05h00 de segunda a sexta.

AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA DE MERCADORIA – Masculino

Ensino Fundamental Completo. Não exige experiência. Para atuar no FLORESTA.

Salário: R$ 964,46 + VT + VALE REFEIÇÃO + vale alimentação . após efetivação terá convênio odontológico. Horário: 08:00 às 18:00 – segunda-feira a sexta-feira.

AJUDANTE GERAL – Masculino

Ensino Fundamental Incompleto. Não exige experiência. Para atuar no NOVA BRASÍLIA.

Observações da vaga: Separação de mercadorias, enlonamento de carretas, atuar no transbordo de cargas, entre

outras atividades. É necessário ter compreensão e capacidade de escrita pois ele precisará fazer anotações e ler informativos. Disponibilidade para horas extras.

Salário: R$ 856,00 + VT + VA(R$ 286,00) + Plano de Saúde após a experiência + café na empresa(gratuito)+ Convênio Farmácia( com desconto em folha). Após experiência o salário será de R$ 934,00.

Horário: 07:45 às 17:33 – segunda-feira a sexta-feira – com possibilidade de hora extra.

ANALISTA DE GESTÃO DE PESSOAS SÊNIOR– Masculino ou Feminino

Ensino Superior Completo em Psicologia ou Administração. Deve ter CNH categoria B. Para atuar no  CENTRO.

Observação: Sólida experiência em recrutamento e seleção e programas de treinamento e desenvolvimento. Exemplo: Acompanhamentos de estagiários e trainees, Head Hunting, acompanhamento de lideranças, atividades de plano de carreira entre outros.

Salário: R$ 3.090,00 + Plano de Saúde Unimed + Cartão Good Card + Restaurante na Empresa + Participação de Lucros + Cesta B&a

Cepat Joinville divulga vagas de emprego

emprego-a-vista-01O Centro Público de Atendimento aos Trabalhadores (Cepat) de Joinville anuncia vagas de emprego para diversas áreas. Os interessados nestas vagas e também nas oportunidades ainda disponíveis devem levar a Carteira de Trabalho, CPF e RG até a sede do Cepat, que fica na rua Abdon Batista, 342, Centro, perto do Mercado Público. O horário de atendimento é das 8 às 14 horas, mas os cadastros são feitos até as 13h30.

VAGA NOVA

ENCARREGADO DE LOSS PREVENTION – Masculino ou Feminino

Ensino Médio Completo . Não exige experiência. Para atuar no BOHEMERWALD.

Observação da vaga: Disponibilidade de horário, conhecimento básico em informática ,dinâmico e persistência para atuar diariamente no que se refere a prevenção e perdas

Salário: R$ 1.242,00 + Assistência Medica + Assistência Odontológica + VT + VA + Convênio da Empresa .

Horário : a combinar, necessita que tenha muita disponibilidade de horários.

VAGAS AINDA DISPONÍVEIS

ATENDENTE DE BALCÃO – Feminina

AUXILIAR DE DEPÓSITO – Masculino

AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO – Masculino

AUXILIAR DE JARDINAGEM – Masculino

AUXILIAR DE LINHA DE PRODUÇÃO – Masculino

AUXILIAR DE PADEIRO – Masculino

AUXILIAR DE PERECÍVEIS – Masculino ou Feminino

AUXILIAR DE PRODUÇÃO – Masculino

AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS – Feminina

AUXILIAR DE TOPÓGRAFO – Masculino

BALCONISTA–Masculino ou Feminino

CALDEIREIRO

CONFEITEIRO – Masculino ou Feminino

COZINHEIRA – Feminina

ELETRICISTA AUTOMOTIVO – Masculino

FISCAL DE LOSS (Penvenção e Perdas) – Masculino ou Feminino

FISCAL DE LOSS PREVENTION – Masculino e Feminino

-MECÂNICO DE AUTOMÓVEIS – Masculino

MOTORISTA – COLETA / ENTREGA – Masculino ou Feminino

MOTORISTA – Masculino ou Feminino

MOTORISTA – Masculino

MOTORISTA DE CAMINHÃO – Masculino

OPERADOR DE TELEMARKETING – Masculino e Feminino

OPERADOR DE TELEMARKETING – Masculino e Feminino

PADEIRO – Masculino

PEDREIRO

RECEPCIONISTA – Masculino

SALADEIRA

SERVENTE DE LIMPEZA – Feminina

SERVENTE DE LIMPEZA – Feminina

SERVENTE DE LIMPEZA – Masculino ou Feminino

SERVENTE DE LIMPEZA – Masculino ou Feminino

SERVENTE DE LIMPEZA – Feminino

SERVENTE DE LIMPEZA

SERVENTE DE VARRIÇÃO – Masculino ou Feminino

ZELADOR(A)– Masculino ou Feminino

Artigo de José Álvaro Cardoso: “Comportamento recente do emprego no Brasil”

Seguindo a política do Blog de receber contribuições dos amigos, profissionais e interessados em publicar seus textos e afins, segue abaixo mais um artigo do amigo, economista e competente Supervisor Técnico do Dieese/SC, José Álvaro Cardoso, que nos brinda com mais uma análise econômica de primeira. Confiram e compartilhem o artigo – “Comportamento recente do emprego no Brasil” :

O emprego industrial tem puxado a desaceleração da expansão do emprego na economia brasileira, fechando o ano de 2012 (possivelmente, já que os dados disponíveis vão até novembro) com resultados negativos na maior parte dos estados e dos setores produtivos. Com exceção de 2009, ano de reflexos da crise mundial deflagrada em 2007, o resultado de 2012 será o pior da série histórica do emprego industrial calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2002.

No acumulado dos onze primeiros meses do ano, com relação a igual período de 2011, o número de ocupados na indústria caiu 1,4%, envolvendo doze dos catorze locais pesquisados pelo IBGE.  A maior queda ocorreu em São Paulo (–2,8%). Outros impactos negativos fortes foram verificados na região Nordeste (–2,6%), no Rio Grande do Sul (–1,7%), em Santa Catarina (–1,2%), no Ceará (–2,6%) e na Bahia (–2,6%). Apenas quatro setores tiveram aumento do número de ocupados: alimentos e bebidas (3,9%), indústrias extrativas (3,9%), máquinas e equipamentos (1,2%) e produtos químicos (1,0%).

Segundo o DIEESE, a taxa de desemprego total manteve-se relativamente estável em 2012. Em 2011, a taxa havia sido de 10,4% da PEA e, em 2012, passou a ser de 10,5%. Em 2012, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 2,6% – em termos monetários passou a valer R$ 1.543. A massa de rendimentos real dos ocupados cresceu 4,6% em 2012, resultado do aumento do nível de ocupação e do rendimento médio real.

Para efeito de comparação com os vizinhos latino-americanos, se tomarmos a taxa de desemprego calculada pelo IBGE (que tem metodologia mais próxima aos demais países da região), a média do desemprego do ano passado (5,5%) coloca o Brasil entre os melhores desempenhos da região, apesar do pífio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 1%. Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), a média do desemprego no continente foi de 6,4% em 2012. Países que sabidamente cresceram mais que o Brasil no ano passado, apresentaram taxas de desemprego superiores às verificadas no Brasil, como México (5,8%), Peru (7%) e Chile (6,4%).

Se compararmos a taxa brasileira com países europeus e EUA, a situação do Brasil é ainda mais favorável. Nos Estados Unidos, o desemprego atingiu 7,8% em dezembro, na Espanha 26,6% (novembro), França (10,5%) e Alemanha (5,4%). Obviamente existem diferenças metodológicas importantes entre os países no cálculo do desemprego. Mas como, mesmo com tais diferenças, o Brasil já apresentou taxas superiores à praticamente todos os países mencionados, vale a comparação.

Em boa parte a desaceleração da expansão do emprego está relacionada com o crescimento muito baixo do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos (inferior a 2%). Mas, especialmente em 2012, a armadilha de altas taxas de juros e baixa taxa de câmbio (razão pela qual a economia não deslancha) vem sendo desmontada, pelo menos em parte. A tendência neste ano é aumentar a taxa de investimentos, crescendo o PIB e o emprego. Apesar das dificuldades da economia mundial (o que não garante vida fácil para nenhum país) as perspectivas para o Brasil são muito boas, especialmente se apostar na expansão do seu maior ativo, o mercado consumidor interno”.

* José Álvaro Cardoso é economista e supervisor técnico do DIEESE em Santa Catarina.

Criação de cooperativa de ex-trabalhadores da Busscar avança mais um pouco

A Comissão de ex-trabalhadores da Busscar, que apresentou a ideia de cooperativa para os demais interessados em duas assembleias realizadas nos dias 17/01 e 19/01, estão dando continuidade ao projeto. Segundo a Comissão, que está trabalhando para viabilizar o projeto, a continuidade dos trabalhos se faz necessária e agora está muito fortalecida com a inscrição de mais de 500 ex-funcionários interessados em serem sócios da Cooperativa.

O grupo também avançou nos contados com o BNDES, que pediu alguns ajustes no plano de negócios – Cooperativa – para que a equipe técnica do banco estatal possa analisar a ideia e sua viabilidade. Nestes contatos a Comissão contou com apoio da Unisol Brasil, CNM/CUT, CUT, SENAES e Sindicato dos Mecânicos.

Conforme os componentes da Comissão haviam afirmado nas duas reuniões realizadas em Janeiro, uma nova Assembléia será realizada para esclarecimentos aos inscritos(as) quanto as negociações com o BNDES e também tratar da formalização da Cooperativa. A reunião será realizada na Sede Central do Sindicato dos Mecânicos dia 21 de fevereiro (quinta-feira) as 19 horas.

A Comissão dos Trabalhadores convida a todos que preencheram a ficha de inscrição para que compareçam na Assembléia. Segundo Pedro de Medeiros, porta-voz da Comissão de Trabalhadores, os interessados em fazer parte da Cooperativa podem fazer contato com a Comissão pelo e-mail coopbuss@gmail.com.

Do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região

CUT e CNM acenam com proposta de proteção aos empregos

Dirigentes sindicais apresentam proposta ao governo e empresários

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres, o Paulão, e o secretário geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre, propuseram ao governo e aos empresários, nesta quarta-feira (12), a criação de um sistema de proteção ao emprego em períodos de crise econômica. A proposta foi feita durante a continuação do workshop sobre Mercado de Trabalho promovido pela Coordenação Sistêmica de Condições e Relações de Trabalho do Plano Brasil Maior. Paulão é um dos representantes da CUT nesta Coordenação.

De acordo com Sérgio Nobre, a proposta que a CUT está levando é a de que o Brasil adote um modelo de proteção ao emprego semelhante ao existente na Alemanha. “Em períodos de crise, os trabalhadores alemães têm assegurado o seu trabalho, às vezes com redução de jornada, e os salários são subsidiados pelo governo por um período de até 48 meses”, explicou o secretário geral da CUT, dizendo que as crises econômicas são cíclicas no mundo e duram no máximo dois anos. E, quando elas acontecem, o trabalhador acaba sendo o maior prejudicado, com o desemprego.

Ele avalia que a criação de um sistema no Brasil interessa também aos empresários e ao governo. No primeiro caso, porque, em momentos de crise, as empresas optam por conceder férias coletivas, licença remunerada e utilização do banco de horas para os seus fiuncionários. “Mas, depois disso, se a crise persistir, a demissão sempre acaba acontecendo”, prosseguiu Nobre, lembrando que a dispensa significa custos para as empresas, com as verbas indenizatórias.

Ainda segundo ele, para o governo as demissões também custam, com o pagamento do FGTS e do seguro desemprego e com os reflexos na economia, porque o consumo diminui e a crise pode se aprofundar. “Demissão não é bom para ninguém. Para as empresas, além dos custos ao demitir, elas também terão custos ao contratar novamente, porque terão de investir na qualificação dos trabalhadores.  Para elas, é interessante segurar a mão de obra qualificada. Já para o governo, desemprego gera pessimismo na economia e tem um custo político alto, porque a popularidade dos governos caem”, destacou o dirigente da CUT.

O presidente da CNM/CUT disse que esta proposta será detalhada a partir de conversas com as duas outras centrais sindicais presentes no workshop, a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores) e a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil). “Entendemos que há maturidade suficiente nas relações entre trabalhadores, governo e empresários para viabilizar este sistema de proteção. E ele não será impostivo ao trabalhador ou ao seu sindicato representativo. O sistema poderá ser aceito ou não por eles nos períodos de crise”, afirmou Paulo Cayres.

O trabalho na Coordenação Sistêmica
A primeira etapa do workshop aconteceu no dia 21 de novembro e três temas estão sendo debatidos nesse processo: geração de empregos, formalização e rotatividade. Em cada um dos temas, são avaliadas polícas e programas do governo, estudos de organismos como o Dieese e propostas das bancadas dos trabalhadores e dos empresários. “A intenção é a de se criar consensos sobre os temas para que eles sejam incorporados no Plano Brasil Maior”, explicou Paulão.

A Coordenação Sistêmica de Condições e Relações de Trabalho é a única tripartite no âmbito do Plano Brasil Maior. Além dela, há mais oito coordenações sistêmicas, todas com representação governamental e de instituições estatais, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O que é o Plano
O Plano Brasil Maior é a política industrial, tecnológica e de comércio exterior do governo Dilma Rousseff. Ele foi lançado em agosto de 2011 num momento conturbado da economia mundial, com o objetivo de sustentar o crescimento econômico inclusivo num contexto econômico adverso e sair da crise internacional em melhor posição do que entrou. O principal foco é buscar a inovação e o adensamento produtivo do parque industrial brasileiro, objetivando ganhos sustentados da produtividade do trabalho.

“A estabilidade monetária, a retomada do investimento e crescimento, a recuperação do emprego, os ganhos reais dos salários e a drástica redução da pobreza criaram condições favoráveis para o país dar passos mais ousados em sua trajetória rumo a um estágio superior de desenvolvimento”, avalia o documento de criação do Plano.

Desde o seu anúncio, o Plano tem adotado medidas de desoneração dos investimentos e das exportações para iniciar o enfrentamento da apreciação cambial, de avanço do crédito e aperfeiçoamento do marco regulatório da inovação, de fortalecimento da defesa comercial e ampliação de incentivos fiscais e facilitação de financiamentos para agregação de valor nacional e competitividade das cadeias produtivas.

A princípio, o Plano foi criado para durar três anos. Mas, para a Confederação, o país já está preparado para traçar políticas duradouras. “Se conseguirmos estruturar o Plano e construirmos denominadores comuns, é possível transformá-lo numa política de Estado e não apenas de governo, que acabe ao fim de cada mandato”, destacou Paulo Cayres.

Fonte: Solange do Espírito Santo – CNM/CUT

 

Audi admite fábrica no Brasil em 2014

A ideia de voltar a ter uma linha de montagem no Brasil ganhou força na Audi após o anúncio das novas regras do regime automotivo, admitiu o diretor geral da marca no país Leandro Radomile.

O executivo também reconheceu que o anúncio da fábrica brasileira da BMW em Santa Catarina foi outro motivo que fez a Audi pensar na reabertura de uma unidade no País – a marca alemã produziu durante vários anos a primeira geração do A3 em São José dos Pinhais, PR, numa operação conjunta com a Volkswagen.

Caso seja confirmada, “a fábrica só estará operacional a partir de 2014”, observou Radomile. A chance disso acontecer é grande afinal o Inovar Auto, regime que vigorará pelos próximos cinco anos, praticamente obriga as montadoras a produzir ao menos um modelo no Brasil para conseguir redução no IPI. Sem isso, os custos tornam-se exorbitantes e praticamente transformam seu preço num valor impraticável.

Novo A3
O novo A3 está sendo apresentado para a imprensa especializada na Europa e começará a ser vendido no Brasil no início de 2013. Junto dele também foi exposto o A3 Concept, o conceito que dará vida à inédita versão sedã do hatch premium, confirmada pela marca para estrear em 2014. Além disso, Radomile afirmou que o RS4, versão mais esportiva do sedã A4,  chega ao País em 2013.

Fonte: IG Carros

BMW preparava projeto no Brasil há dois anos

“Agora seremos a BMW que produz aos brasileiros”, disse Henning Dornbusch, presidente da montadora no país logo na abertura da apresentação da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, no fim desta tarde. A declaração foi dada logo depois que a empresa explicou quais são os planos da companhia com a construção de sua primeira fábrica no país.

Segundo o executivo, o projeto da fábrica já estava em análise na montadora há dois anos. Com as regras do Inovar Auto, anunciadas pelo governo em outubro, a BMW teve de fazer alguns ajustes no plano para levar para aprovação do governo. “Não podemos dar detalhes sobre a fábrica, mas estamos desde já otimistas com a oportunidade de aumentar nossa participação de mercado no Brasil”, afirmou Dornbusch.

A BMW irá desembolsar 200 milhões de euros na unidade que irá produzir inicialmente 30.000 carros da marca por ano. Serão três modelos, Sedan Série 3, Hatch Série 1 e X1 Crossover, que deverão serproduzidos a partir do final de 2014. A unidade fabril será construída em Araquari, nas proximidades de Joinville, Santa Catarina, e deve gerar 1.000 empregos diretos e outros 2.500 indiretos.

De acordo com o presidente da empresa, a aposta no mercado brasileiro se dá por conta do potencial de vendas dos carros de luxo, hoje estimados em apenas 1%. “Na Alemanha esse percentual é de 25%. Ainda temos muito espaço para conquistar por aqui”, disse.

Da Revista Exame On Line

Pessoas sem Facebook são alvo de suspeitas de RH e psicólogos

Ter um perfil no Facebook se tornou algo tão comum que se você não for um dos 955 milhões de usuários da maior rede social do mundo, pode ser considerado “suspeito” por empregadores, psicólogos e, claro, aqueles amigos que não se conformam com sua exclusão digital. Para a nova geração, parece que estar no Facebook – e em tantas outras redes sociais – se tornou normal, enquanto optar por não participar é esquisito.

Os motivos para esse estranhamento são variados. Para os responsáveis por contratar novos funcionários em uma empresa, a ausência de perfil em algum site de relacionamento pode indicar que o candidato teve sua conta deletada por desrespeitar as regras internas, ou que a pessoa tem informações relevantes a esconder, informa uma reportagem do Daily Mail.

Esse é um fato levado em consideração por equipes de Recursos Humanos, que investigam a presença online dos candidatos e podem até rejeitá-los – dependendo do conteúdo encontrado em sites como o Facebook, aponta uma pesquisa da empresa de monitoramento Reppler. É também possível que a pessoa ganhe pontos para uma eventual contratação – através do feedback positivo de amigos e antigos chefes, por exemplo, revela a Forbes.

De uma maneira parecida, psicólogos veem a existência de perfis na web como indicativo de uma vida social ativa e saudável. Por outro lado, interações predominantemente virtuais podem reforçar sentimentos de ansiedade no mundo real, offline. Essa exclusão digital, para alguns especialistas, poderia também significar a falta de amigos no mundo real, de acordo com o Mashable.

A revista alemã Der Taggspiegel chegou ao extremo de fazer analogia ao fato de que dois autores de massacres recentes – Anders Behring Breivik, responsável pelas mortes de 77 pessoas ano passado na Noruega, e James Holmes, que matou 12 pessoas em um cinema nos Estados Unidos – tinham este aspecto em comum: a ausência de participação em redes sociais. Eles mantinham perfis em sites obscuros, porém nenhuma página levava seu nome nas maiores redes sociais.

Tantas alegações deixam ao menos uma pergunta: a suspeita que recai sobre “fantasmas virtuais” é suficiente para negar uma vaga de emprego, ou acreditar que esse é um passo para a formação de um psicopata? Dificilmente. Porém, conforme as redes sociais se tornam mais difundidas – e se mostram duradouras, em vez de passageiras – é inevitável que alguém sem perfil no Facebook, por exemplo, tenha de arcar, frequentemente, com a pergunta, de empregadores, psicólogos, amigos: “por quê?”.

Terra