Eleições 2020 – Emenda que adia eleições pode ser votada hoje no Senado

O relator da proposta de emenda à Constituição de adiamento das eleições (PEC 18/2020) apresentou na noite dessa segunda (22) seu substitutivo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) propõe que o primeiro turno seja realizado em 15 de novembro e o segundo, em 29 de novembro. Um dispositivo do texto permite a realização de um turno suplementar em estados e municípios muito afetados pela pandemia até 27 de dezembro de 2020. A PEC deverá ser votada nesta terça (23) em sessão remota do Plenário do Senado.

O adiamento das eleições se fez necessário por causa do avanço da covid-19 e pelas medidas preventivas de isolamento social adotadas no país. O substitutivo do relator estipula, ainda, os seguintes prazos:

  • A partir de 11/08: vedação à transmissão de programa apresentado ou comentado por pré-candidato.
  • De 31/08 a 16/09: escolha dos candidatos e definição das coligações
  • Até 26/09: registro das candidaturas no TSE
  • Após 26/09: início da propaganda eleitoral em rádio, TV e internet
  • Até 15/12: envio das prestações de contas
  • A diplomação dos eleitos deverá ocorrer no dia 18 de dezembro e o julgamento das contas eleitorais terá prazo estendido, até 12 de fevereiro de 2021.
  • O texto autoriza os partidos políticos a realizarem convenções, escolha de candidatos e formalização de coligações por meio virtual. A definição dos critérios de distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha também não precisará ser presencial.

Opinião – Porque a educação deve estar no centro do debate eleitoral

O mestre em Geografia e Doutorando em Planejamento e Integração Econômica e Territorial, professor Alexandre Santos, ex-diretor do INEP em Brasília (DF) e profundo conhecedor da educação no Brasil aponta o que realmente interessa aos brasileiros, a educação, em artigo publicado em seu blog sobre gestão e política públicas sociais (aqui). Para o servidor público federal que já comandou o ENEM, as próximas eleições devem ter o tema em primeiro lugar nos debates. Com a autorização dele, publico aqui uma opinião importante para quem deseja gerir o país. Confira:

“A educação básica do mundo está em crise. Mesmo antes da pandemia de coronavírus, em muitas partes do mundo o direito à educação não é garantido, seja porque crianças que deveriam estar na escola não estão; seja porque a  escola não vem ofertando educação de qualidade para que essa geração possa enfrentar os desafios do futuro.

Historicamente, a educação foi a ponte mais curta para diminuir a desigualdade, trazendo progresso e prosperidade a indivíduos e países. Pensada em um momento em que as indústrias precisavam de trabalhadores com um conjunto relativamente fixo de habilidades e conhecimentos, é preciso repensar a escola, reinventá-la, para que ela não perca relevância em uma era de inovação, volatilidade e mudança constante, onde a adaptabilidade e a agilidade na aprendizagem são essenciais.  

Em paralelo, observa-se o avanço da tecnologia promovendo ampla e profunda transformação no espaço cívico e no mundo do trabalho, e um aprofundamento da desconexão entre os sistemas educacionais e as realidades das economias e sociedades globais. A Pandemia do Novo Coronavirus somente amplificou a demanda pela necessidade de conectar nossas escolas ao futuro. Os sistemas educacionais precisam aprender com a experiência da pandemia para qualificar sua capacidade de entender os melhores caminhos para adaptar e equipar as crianças com as habilidades necessárias para criar um mundo mais inclusivo, coeso e produtivo. 

Trata-se de transformação que exige mudanças no conteúdo e na forma de aprendizagem, em busca da inclusão de habilidades técnicas e emocionais, centradas no ser humano e numa nova visão do mundo, mais justo e solidário, com economias crescentes e inclusivas, em ambientes de aprendizagem que ajudem a moldar esse novo mundo. 

Promover mudanças nesse nível exigirá grande esforço, com a ação coordenada e colaborativa de governos, educadores e líderes do setor privado. Exigirá ainda amplo sentido de propósito e alinhamento entre os atores na viabilização de projeto que concretize o desenvolvimento das habilidades do futuro, preparando a nova geração de cidadãos, bem como a equipe docente para liderar essa transição e aprimorar a conectividade entre escolas, famílias e sistemas escolares. 

Haveria dezenas de números, pesquisas e indicadores que poderiam ilustrar esse cenário, mas vou focar em apenas dois, que ilustram o tamanho do desafio e a relevância da mudança:

  • 34% dos estudantes acreditam que suas escolas não os estão preparando para o sucesso no mercado de trabalho . Precisamos consertar a ponte da educação para a empregabilidade (Fonte: Relatório de Futuros Empregos do WEF).  
  • 60% dos futuros empregos ainda não foram desenvolvidos e 40% das crianças em idade de creche (educadoras de infância) nas escolas de hoje precisam ser autônomos para ter alguma forma de renda (Fonte: Relatório de Futuros Empregos do WEF). 

Precisamos preparar nossas crianças e jovens para empregos que ainda não foram criados e empreender sua própria jornada formativa. Qualificar o espaço social para que seja mais permeável ao aprendizado contínuo, multiplicando os espaços de aprendizagem e  redefinindo o papel do professor nesse cenário. 

Num País como o Brasil, essas transformações se materializam no espaço  concreto dos seus mais de 5.500  municípios.O complexo arranjo federativo brasileiro dá protagonismo ao município, e é no município que a educação básica se concretiza. Acreditamos que será essencial investir em iniciativas e políticas inovadoras para garantir o direito à educação de maneira mais equânime, bem como diminuir as disparidades e as desigualdades no acesso a uma educação, que garantia uma  sociedade mais livre, justa, solidária e produtiva. 

Por isso afirmamos: a próxima eleição municipal será determinante para o futuro do Brasil.

Não podemos perder mais quatro anos sem ter claro como a educação pode garantir o futuro de nossas crianças e jovens. 

Fruto dessa percepção, sistematizei alguns poucos tópicos, que de maneira alguma cobrem toda a pauta educacional, mas que iluminam alguns pontos que normalmente ficam de fora do debate, para qualificar as propostas que podem ser debatidas no processo eleitoral municipal de 2022. 

São muitos os desafios, e acredito que as proposições abaixo podem qualificar o debate político sobre a agenda educacional dos nossos municípios. São tópicos que não esgotam o assunto, mas indicam alguns caminhos, baseados em pesquisas e evidências dos grandes centros de pesquisa nacional e internacional sobre o assunto.  Todos estão referenciados em  evidência em pesquisas e dados, e em minha experiência na gestão educacional, pois acredito muito na importância da decisão baseada em evidências, e que só ganharão legitimidade para aplicação na medida em que forem validados por meio do debate  eleitoral”.

Um editorial mais que infeliz

Li com aguçado senso crítico o editorial do Grupo ND, na verdade um manifesto em favor da não realização de eleições este ano, contrariando o que diz a nossa Lei Maior, a Constituição Federal. A defesa intransigente da quebra da regra democrática exposta neste editorial se mostra infeliz, primeiro porque nega a democracia, nega o direito do cidadão a escolher os seus representantes no período legal.

Em segundo lugar, faz uma comparação ainda mais infeliz com a presença do Covid-19, o coronavírus, e que com a realização de eleições poderia se proliferar por conta da presença do povo votando. Nada mais ridículo defender isso, enquanto defende que a economia, comércio, lojas, fábricas, transporte coletivo, etc, voltem com força total. Será que o voto transmite o vírus ou o ardente desejo capitalista extremo de ganhar mais e mais sem a sensibilidade humana supera o valor da vida humana? O que o direito de votar pode fazer, a mais ou a menos, com o aumento da presença do vírus entre nós?

Não se nega, e o editor aqui também pensa igualmente, que as eleições deveriam ser realizadas de forma geral, ou seja, o eleitor votaria do cargo de vereador ao de Presidente da República em uma só eleição. Também pensamos que os mandatos deveriam ser entre cinco ou seis anos, sem reeleição, que aliás não deveria mais existir a partir desta mudança. Acabaria com a negociata, saltos em meio a um mandato para alcançar a outro, bem como reduziria os gastos com eleições a cada dois anos, exigindo também dos eleitos planos de médio a longo prazos para realmente levar os municípios, estados e o país para o desenvolvimento pleno.

O que o editorial do Grupo ND promove é a manutenção dos atuais eleitos sem o voto, a anuência do eleitor. Retira um direito do cidadão previsto na lei maior, e no meio do jogo. Isso é ilegal, e desnecessário. As mudanças, algumas como disse acima, bem vindas, mas em outro momento político que não este, onde enfrentamos as pandemias do Covid-19, das fake news, de um governo federal de linha fascista e autoritária que deseja governar sem a democracia, sem os pesos e contrapesos previstos na CF.

Infeliz editorial. O custo da eleição é não ter eleição. O custo da eleição é café pequeno diante do custo das vidas em jogo diante da abertura indiscriminada da economia em todos os setores só porque empresários desejam. Há sim que se cobrar do Governo Federal que implemente medidas de renda para os brasileiros e brasileiras, inclusive de financiamento para as empresas em geral, para que se mantenham sem a volta das atividades devido ao Covid-19. Cobre-se isso deste Governo Federal que só faz tentar derrubar a democracia, defender filhos e amigos do presidente, e que não governa simplesmente porque não sabe o que fazer.

Democracia plena, com direito ao voto previsto na CF, defesa da vida das pessoas e cobrança dos governantes para que cuidem da sua gente, como países desenvolvidos fazem até sair da pandemia. Assim voltaremos a nos desenvolver. Mas dentro da democracia e dos direitos previstos na Constituição Federal. Retirar o direito ao voto neste ano é uma porta aberta para que se instale de vez o autoritarismo novamente no Brasil.

** O Editor

PSDB/SC ouve lideranças e prepara documento para a Direção Nacional

O PSDB SC realizou, nesta quinta-feira (28), encontros virtuais com as principais lideranças do estado. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e presidentes dos diretórios municipais foram ouvidos pela deputada federal e presidente estadual da sigla, Geovania de Sá, e pelo líder da bancada tucana na Câmara Federal, deputado Carlos Sampaio.

A partir da opinião dos quase 250 tucanos, que participaram das reuniões on-line, será construído um documento que chegará ao Congresso Nacional. A análise será feita pela Comissão Mista que discutirá a data das eleições municipais

A deputada Geovania conta que as opiniões das lideranças catarinenses estão divididas. “Alguns desejam que as eleições sejam realizadas ainda em 2020, porque foram eleitos para quatro anos. Outros querem prorrogar o mandato. Mas, um sentimento é comum a todos: isso preciso ser resolvido logo”, relata a deputada.

A parlamentar ainda acrescenta que o partido tem muitos pré-candidatos novos na política e que precisam de tempo para se apresentarem devidamente as suas cidades. E os prefeitos que estão em exercício estão apreensivos quanto a fecharem as contas de seus exercícios, caso a eleição aconteça apenas em dezembro.

Debate sobre a Teoria dos Jogos aplicada ao direito eleitoral nesta quarta-feira (20) no Instagram

Os interessados em acompanhar discussões referentes ao processo eleitoral têm uma ótima oportunidade nesta semana. Nesta quarta-feira (20/05), às 20 horas, será realizada a sexta edição do projeto “Diálogos Eleitorais” com transmissão ao vivo no Instagram do Instituto Cearense de Direito Eleitoral – ICEDE (@icede.ce). O tema “A Teoria dos Jogos aplicada ao Direito Eleitoral” será debatido pelo advogado André Costa e pelo juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Alexandre Morais da Rosa.

O advogado André Costa (@andrecostaadvocacia) é Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente do ICEDE. Advoga há mais de 24 anos na área do Direito Público, com ênfase em Direito Eleitoral, Direito Partidário e Direito Administrativo, havendo coordenado e atuado em campanhas eleitorais municipais, estaduais e nacionais. Agraciado com a “Medalha do Mérito Eleitoral Des. Faustino de Albuquerque e Sousa” pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (2015) e também com a “Medalha Deputado Aroldo Mota” pela Assembleia Legislativa do Ceará (2020).

O juiz de Direito do TJSC, Alexandre Morais da Rosa (@alexandremoraisdarosa) é doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestre em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde é professor associado de Processo Penal. Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Foi Juiz da 13ª Zona Eleitoral de Santa Catarina (Florianópolis/SC), entre 2018/2020. É autor de diversos livros de direito, dentre eles, “Guia do processo penal conforme a teoria dos jogos” (6ª ed., 2020) e colunista do site Consultor Jurídico – ConJur da coluna “Limites Penais”.

O ICEDE informa que os “Diálogos Eleitorais” são transmitidos ao vivo pelo Instagram do Instituto (@icede.ce), todas as quartas-feiras, às 20 horas, com o apoio institucional da OAB-CE (@oabce), da União dos Vereadores do Ceará – UVC (@uvc) e da Associação dos Municípios do Estado do Ceará – Aprece (@aprece.ce).

PSDB define Rodrigo Fachini como pré-candidato em Joinville (SC)

Recém chegado ao PSDB, o vereador em segundo mandato, em ambos eleito pelo MDB do prefeito Udo Döhler, Rodrigo Fachini é o nome indicado e divulgado hoje em nota a imprensa como o pré-candidato a Prefeito do partido. Fachini já foi inclusive presidente da Câmara de Vereadores, buscou a eleição para a Assembleia Legislativa sem sucesso, e depois entrou em rota de colisão com Udo Döhler, e por consequência no MDB dominado pelo grupo do Prefeito que tem no deputado Fernando Krelling o seu nome para a eleição deste ano.

Interessante que a nota veio tanto do PSDB estadual, presidido pela deputada federal Geovania de Sá, e também do presidente municipal da sigla, Carlos Roberto Caetano. Até ontem os principais nomes do partido em Joinville eram o ex-senador Paulo Bauer, o vereador Odir Nunes, e até o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia, Gelson Merisio agora nos tucanos, era cotado. Parece que o atual cenário afastou os nomes da corrida, ainda nebuloso cenário politico do Brasil.

Será interessante também ver os embates para a Prefeitura da maior cidade do estado este ano. Vários ex-emedebistas que ajudaram a eleger Udo, defenderam o Prefeito com unhas e dentes, estarão no lado oposto, em oposição ferrenha. Segue a nota do partido:

O PSDB é um dos maiores partidos de Santa Catarina e a cidade de Joinville simboliza esta grandeza, somente nela há mais de 8,5 mil tucanos. E com apoio de grandes lideranças, como o da deputada federal e presidente do PSDB estadual, Geovania de Sá, o partido indica o nome de Rodrigo Fachini a pré-candidato a prefeito de Joinville.

O PSDB tem, hoje, uma bancada de três vereadores na Câmara de Joinville e, nos últimos meses, filiou várias lideranças, ficando ainda mais forte para as próximas eleições. O partido defende o nome de Fachini para o Executivo Municipal por sua trajetória de serviços prestados à comunidade joinvilense, por que ele vem de uma família que se destaca pelos trabalhos sociais.

O vereador ainda está em seu segundo mandato, sendo o mais votado do Legislativo. Também foi presidente da maior Câmara Municipal do Estado, chegou a ser prefeito por alguns dias, além de ser atuante enquanto vereador, questionando ações da atual administração”.

O Palavra Livre ouviu lideranças do PSDB a respeito, e a resposta foi que este é o nome, mas ainda não definitivo. Ele será o único pré-candidato, foi a pergunta. A resposta foi, “por enquanto sim”.

Rei morto, Rei posto – PSL/SC já tem novo secretário geral; Julgamento de deputados dissidentes do PSL na segunda-feira (18)

Em meio à crise de saúde pública e política que o Governo Carlos Moisés (PSL) enfrenta em Santa Catarina, acuado pelo avanço da pandemia do Covid-19 por um lado, CPI e investigações da operação dos respiradores que já tem CPI em andamento na Assembleia Legislativa visando o seu impeachment, o seu partido, PSL, se movimenta para não ser arrastado nesta tempestade que parece não ter fim. Com a queda do rei, ou ex-primeiro ministro do Governo, Douglas Borba, a Secretaria Geral do partido também ficou vaga. Mas não por muito tempo. Em política não existe espaço vazio.

Recém chegado ao partido, como noticiamos em primeira mão aqui (link), o ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde, o joinvilense Dalmo Claro de Oliveira, acaba de assumir o cargo de Secretário Geral do PSL de SC a convite do presidente, deputado federal Fábio Schiochet e o Governador Carlos Moisés. Nada como um médico para tratar o paciente que requer cuidados especiais. A informação vem de fontes do PSL de SC.

O jogo de xadrez político no estado, portanto, não para. Dalmo assim se torna figura forte no PSL e no jogo sucessório à Prefeitura de Joinville, já que é o nome do partido e do Governador para a disputa na maior cidade catarinense. Para os pesselistas, um pouco de oxigênio em meio a um cenário conturbado e pandêmico, para que não cheguem a UTI e necessitem de respiradores. O ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, está afastado das atividades partidárias, e não há até o momento nenhuma informação de processo interno. Todos aguardam o andamento das investigações sobre o caso dos respiradores.

Julgamento deputados dissidentes
Na próxima segunda-feira (18/5) a Executiva do PSL/SC vai julgar os deputados estaduais Ana Caroline Campagnolo, Sargento Lima, Jessé Lopes e Felipe Estevão processo que vem desde o ano passado. Eles são acusados de infidelidade partidária, entre outras acusações. A votação deve levar à suspensão dos deputados do PSL. Expulsão ainda não está na pauta do partido, segundo informa a fonte.

Atualmente o Sargento Lima é o líder do partido na Assembleia e preside a CPI dos Respiradores. Com a decisão, não poderá exercer as funções em nome do PSL na Casa. Aliás, caso sejam suspensos, não poderão exercer cargos e funções em nome do partido. Como se vê, não está nada fácil para o Governador a vida real na política. O bombeiro militar terá que usar mais que habilidades de combate à incêndios nesta batalha.

Eleições 2020 – TSE reafirma que prazos estão mantidos

Na sessão administrativa desta terça-feira (12), o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu negativamente a uma consulta formulada pela deputada federal Clarissa Garotinho (Pros-RJ) sobre a possibilidade de adiamento do prazo para a transferência de domicílio eleitoral para concorrer nas Eleições 2020. Por unanimidade, o Colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Og Fernandes. No entendimento do ministro, não cabe ao TSE alterar os prazos determinados pela legislação eleitoral, como é o caso da antecedência de seis meses para a transferência do domicílio eleitoral de candidatos, prevista no artigo 9º da Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições).

Segundo os termos da consulta, a medida se justificaria pela suspensão do atendimento presencial ao público nos cartórios eleitorais, medida adotada pela Justiça Eleitoral (JE) em razão da pandemia provocada pelo novo coronavírus (responsável pela covid-19).

Em seu voto, o relator argumentou que o regime de plantão extraordinário da Justiça Eleitoral, vigente desde 19 de março, manteve todos os prazos previstos no Calendário Eleitoral 2020, assegurando a normalidade do pleito deste ano. Também apontou que a JE disponibilizou meios para que o processo de transferência de domicílio eleitoral, entre outros serviços, pudesse ser realizado pela internet, extraordinariamente, sem a necessidade do comparecimento ao cartório eleitoral.

Atenção Eleitor: TRE/SC facilita atendimento via internet até dia 6 de maio

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) aprovou a Resolução 8.015/2020, que simplifica ainda mais o atendimento remoto emergencial ao eleitor no âmbito da Justiça Eleitoral catarinense. A mudança reforça as ações que já tinham sido tomadas para reduzir os riscos decorrentes da Covid-19, especialmente a suspensão do atendimento presencial nos cartórios. O eleitor tem até o próximo dia 6 de maio para fazer o alistamento, transferir seu domicílio eleitoral ou revisar seus dados cadastrais sem precisar sair de casa.

O presidente do TRE-SC, desembargador Jaime Ramos, afirmou que “o alinhamento ao procedimento nacional estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral traz ainda mais benefícios ao eleitor, pois concentra a solicitação em um único documento”. Com a proximidade do fechamento do cadastro em 6 de maio, o magistrado fez um apelo aos eleitores catarinenses: “Faça logo seu título ou alteração, o mais cedo possível, para evitar transtornos no final do processo. O procedimento é todo pela internet e pode ser realizado de casa, sem necessidade de qualquer deslocamento”.

O eleitor deverá acessar a página principal do TRE-SC na internet e clicar em Atendimento Remoto Emergencial ao Eleitor. Após concordar com um termo de responsabilidade para garantir que nenhum terceiro possa realizar o procedimento pelo requerente, o eleitor encaminhará seus dados e documentos através do serviço Título Net, desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral. O procedimento pode ser realizado em qualquer dia e horário, mas o Tribunal sugere períodos de menor pico de acesso, como à noite, a fim de evitar congestionamento do sistema.

Destaca-se que será obrigatório o envio de imagens da documentação: frente e verso de documento oficial de identificação; comprovante de residência; fotografia do rosto, estilo selfie, segurando o documento oficial de identificação; e imagem do comprovante de quitação militar (apenas para homens de 18 a 45 anos fazendo o primeiro título).

Ao final do procedimento, será gerado um número de protocolo que deve ser armazenado pelo cidadão, como prova de sua solicitação. A respectiva zona eleitoral do eleitor fará a análise das informações prestadas e dos documentos apresentados, e poderá solicitar informações adicionais caso necessário. Em seguida, a solicitação do cidadão será apreciada pelo juiz eleitoral. Em caso de aprovação, o eleitor será cientificado por meio do contato eletrônico indicado por ele. A qualquer tempo, o requerimento pode ser consultado diretamente no sistema de acompanhamento do Título Net.

O eleitor que ainda não tiver coletado a biometria poderá votar normalmente em 2020, e será convocado, posteriormente, a fim de se apresentar ao cartório eleitoral para a coleta dos dados biométricos e validação do documento. Em caso de dúvidas, o eleitor pode consultar o FAQ ou entrar em contato direto com o seu Cartório Eleitoral (por Assessoria de Comunicação Social do TRE-SC).

Dalmo Claro é a nova aposta do PSL para a Prefeitura de Joinville (SC)

Reviravolta entre os pré-candidatos a Prefeitura de Joinville, maior cidade de SC. Dalmo Claro, ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado da Saúde se filiou ao PSL, partido do governador Carlos Moisés, no limite definido pelo TSE e será a aposta do PSL e Governo do Estado nas eleições deste ano. O Palavra Livre apurou que o médico assinou ficha no PSL no dia 3 de abril, desgostoso com o quadro de inchaço de candidatos no PSDB, partido ao qual estaria filiado para ser candidato tucano.

A fila no PSDB de Joinville estava meio vazia. O ex-senador Paulo Bauer estava motivando o partido para a disputa, colocando o nome a disposição. Dalmo foi convidado e teria aceitado e até assinado ficha. Na mesma época, o também médico Valdir Steglich deveria ter se filiado, mas declinou. Em seguida o veterano vereador Odir Nunes anunciou que disputaria a indicação no ninho tucano. E mais recentemente o vereador Rodrigo Fachini aterrissou no partido vindo do MDB, e já se posicionando como pré-candidato a Prefeito. Meio quieto, o candidato derrotado ao Governo em 2018, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia, Gelson Merisio, também estava mirando a vaga. Tudo isso parece ter motivado Dalmo Claro a sequer ingressar no PSDB.

Hoje mesmo outra novidade, a saída de Rodrigo Bornholdt, ex-vice Prefeito de Joinville, advogado, que há poucas semanas agitou os bastidores da política local ao anunciar a desfiliação do PDT, onde era militante histórico, para entrar no mesmo PSL aonde Dalmo Claro chega agora. Com uma posição no mínimo estranha, Bornholdt enviou nota a imprensa informando da sua saída do partido ao qual mal tinha chegado. Coisas da política que o povo não entende. Difícil entender mesmo.

As fontes ligadas ao PSL da Ilha dizem que Dalmo Claro chega como grande aposta do partido para a disputa, e até que ele assume o comando partidário, com carta branca para organizar a nominata e articular as alianças. O presidente do PSL estadual, deputado federal Fabio Schiochet, deu o aval para os próximos passos. Parece que há um vírus que chegou a política e também vem bagunçando os cenários. O MDB, que já contava com o apoio do PSL ao seu candidato em Joinville e outras cidades, já sentiu o golpe e tem se colocado cada vez mais opositor ao governo de Carlos Moisés. Fernando Krelling, deputado pelo MDB, já fez até movimentos e vídeos que pressionam o governador para a abertura de academias em meio a pandemia do coronavírus.

Dalmo Claro no PSL pode promover um rearranjo nas alianças e articulações que já estavam quase fechadas em Joinville. A crise na saúde com a pandemia do Covid-19 (coronavírus) que será duradoura pode ajudar o médico na corrida eleitoral. A aposta do PSL na experiência de Dalmo na área da saúde pode ser a estratégia sonhada. Vamos acompanhar os próximos passos. Como já dizia o falecido político joinvilense do mítico bairro Itaum da zona sul, João Pessoa Machado: “em política só não vi boi voar”.