Começa a dança das cadeiras em Joinville (SC)

Ninguém aposta que as eleições serão adiadas. Pelo menos no mundo político e na administração pública. Dia 4 de abril é a data limite para a troca de partido e filiação. De Joinville chega a notícia da saída de secretários, não se sabe se para a disputa, ou apenas por abandono do barco ao final da gestão do prefeito Udo Döhler (MDB).

A Prefeitura de Joinville informa que, a partir desta quarta-feira (1/04) Danilo Conti deixa a Secretaria de Planejamento Urbano e Desenvolvimento Sustentável (Sepud). Conti será substituído pelo atual diretor executivo da Sepud, Rafael Bendo. Funcionário de carreira da prefeitura desde 2008 (ingressou como geógrafo), Bendo entrou na Sepud em 2017, onde exerceu as funções de gerente e diretor executivo.

Outra mudança anunciada nesta quarta é a saída de Francieli Cristini Schultz da diretoria executiva da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública (Seprot). Francieli retorna à função de procuradora na Prefeitura de Joinville. Suas atribuições na Seprot serão assumidas pela diretora executiva do Departamento de Trânsito de Joinville (Detrans), Irineia da Silva, que acumulará a diretoria do Detrans e Seprot.

Fontes afirmam que não serão candidatos.

No fio da Palavra – #1

No fio da Palavra vem para dar o frescor da informação com notas curtas, diretas, informando de forma por vezes dura, mas sem perder la ternura jamás! Esta é a primeira edição de muitas neste 2020 que promete! Vamos lá?

Araquari será C x C
De um lado o atual prefeito, Clenilton Pereira, de outro, Cristiano Bertelli (MDB). Estes devem ser os dois candidatos à Prefeitura de Araquari.

Cresceu e encolheu
A velha Araquari tem um quadro inusitado. Há 22 mil eleitores, mas destes, apenas 15 mil estarão aptos a votar. Como? Mais de sete mil não fizeram a biometria. Comemoram os vereadores, quociente eleitoral diminui.

Pobre São Chico
De beleza ímpar, a querida São Francisco do Sul no norte catarinense está com Prefeito interino. Renato Gama Lobo e seu vice Walmor Beretta foram cassados no ano que terminariam o primeiro mandato. Assumiu interinamente o presidente da Câmara. Em briga política, perde São Chico.

Recorde de candidatos?
Vejamos os candidatos, ainda não oficializados, em Joinville (SC): Fernando Krelling (MDB), Darci de Matos (PSD), Kennedy Nunes (PSD), Paulo Bauer (PSDB), Derian Campos (PSL), James Schroeder ou Rodrigo Bornholdt (PDT), Tânia Eberhardt (Cidadania), Ivandro Souza (Podemos), Francisco de Assis (PT), Nelson Coelho ou Tufi Michereff (Patriotas), Adriano Bornschein (Novo), Rodrigo Coelho (PSB), Adilson Mariano (PSOL), Francesc Boehm (PP). Contando, até aqui 14 pré-candidatos.

E…
Ainda temos como incógnitas o DEM, o PRTB, o PL do senador Jorginho Mello que pode trazer surpresas na eleição de Joinville. Se confirmarem as candidaturas, nunca a maior cidade catarinense teve tantas nomes para o cidadão escolher. Democracia é isso, mas após esta eleição, nada será como antes, pois quem eleger vereadores terá força e continuará.

Na Ilha
Florianópolis tem um quadro mais equilibrado. O DEM vai com o atual prefeito Gean Loureiro na reeleição, o PSOL vai de Elson Pereira, o PL vai com o vereador Pedrão, que na eleição de 2016 foi o mais votado do Estado, o PP pode ir com Angela Amin ou João Amin como quase sempre. O PDT pode ir com o vereador Léla, mas está mais para compor com outro nome, o PSL ensaia o coronel Araújo Gomes e o Novo com o deputado Bruno Souza. Apesar de ter uma gestão bem avaliada, Gean enfrenta bons opositores e também a denúncia do MPF na Operação Spoofing.

Adeus Hassler e Célia
Em 48 horas o governador Carlos Moisés (PSL) cortou duas cabeças até então coroadas de seu governo: o secretário de Infraestrutura Carlos Hassler e a Procuradora Geral Célia Iraci da Cunha. Enquanto Hassler foi mal educado e antidemocrático com o deputado Valdir Cobalchini, o que ampliou o fosso entre Governo e Assembleia ao impedir sua participação em reunião na Secretaria, não se sabe ainda porque Célia perdeu o posto. Moisés resolver se mexer diante do quadro de imobilidade e fraqueza de seu governo.