Udo Döhler é reeleito prefeito em Joinville (SC)

Udo Döhler (PMDB) foi reeleito prefeito de Joinville em votação de segundo turno neste domingo (30). A vitória dele foi confirmada por volta das 18h20.

Com a apuração completa às 18h45, Udo teve 171.217 dos votos válidos, o que corresponde a 55,60%. Darci de Matos (PSD) teve 136.702 votos, o que corresponde a 44,40%.

Após o resultado, Udo Döhler afirmou: “Nós, nesse segundo turno, tivemos a oportunidade de mostrar mais de perto para a população e para o eleitor todas as obras que nós realizamos ao longo dos nossos quatro anos de gestão e, sobretudo, detalhar as nossas propostas. Isso vai permitir com que, lá adiante, a cidade de Joinville possa usufruir de dias melhores, mais seguros, mais tranquilos. O nosso compromisso é transformar a cidade de Joinville na melhor cidade para se viver desse país”.

Udo Döhler concorreu pela coligação “Juntos no rumo certo” (PMDB / PV / PC do B / PT do B / PSC / PTC / PROS / PTB) e tem como vice-prefeito Comandante Coelho (PMDB).
Raio-X Joinville (Foto: Arte/G1)


Propostas

Durante a campanha, Udo Döhler afirmou que vai aumentar o atendimento à saúde e educação, com a ampliação de cursos técnicos profissionalizantes, ampliar o saneamento básico e a infraestrutura de ruas.

Histórico
Udo Döhler é o atual prefeito de Joinville. Começou a carreira política em 2011, quando se filiou ao partido. Aos 74 anos, é advogado de formação e empresário do ramo têxtil. É natural de Joinville e foi presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij) por cinco vezes.

Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Udo Döhler declarou como bens um terreno, ações, fundos, títulos de clube, poupança e aplicações, no valor de R$ 11.375.509,62. O plano de governo do candidato pode ser acessado no site do Tribunal.

Resultado completo das eleições para prefeito em Joinville
Udo Döhler – 171.217 (55,60%)
Darci de Matos – 136.702 (44,40%)
Nulos – 18.113 (5,43%)
Brancos – 7.340 (2,20%)

Darci de Matos agradece os votos
Após o fim da apuração, Darci de Matos afirmou: “Eu aceito o resultado das urnas e eu só tenho a agradecer as pessoas, as mais de 134 mil pessoas que acreditaram no nosso projeto, que votaram em mim. Eu volto para a Assembleia [Legislativa] e vou continuar, como deputado estadual, trabalhando muito por Joinville. E, principalmente, pelas pessoas que acreditaram no meu projeto e principalmente aqueles que têm menos, as pessoas mais simples, as pessoas dos bairros”.

Com informações do G1

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #5 – Na hora da verdade para Darci e Udo

palavralivre-udo-dohler-darci-de-matos-eleicao-joinville-prefeituraDomingo é dia de exercermos nosso direito como cidadãos e votar no segundo turno. Em Joinville, maior cidade catarinense, o segundo turno está entre Darci de Matos (PSD) e Udo Döhler (PMDB), atual prefeito.

Diferentemente do primeiro turno, onde oito candidatos disputaram o pleito, agora o embate tem sido acirrado, duro, com nível muito baixo por parte dos correligionários de ambos, principalmente nas redes sociais.

De fato, o deputado estadual Darci de Matos cresceu muito no segundo turno, enquanto Udo Döhler estagnou, algo natural diante de um segundo turno onde todos ficam igualados em tempo de televisão e nas inserções de tv e rádio. As propostas ficam mais claras, e as mentiras e falhas do adversário são mais e melhor exploradas.

As últimas pesquisas de instituto local dão vantagem acentuada ao deputado do PSD, uma virada que, se confirmada nas urnas no domingo, dará ao partido do governador uma vitória grandiosa que dará uma força política enorme rumo a 2018.

Já pesquisas de um instituto de fora mostram o atual prefeito ainda em vantagem. A diferença entre as duas é a base da pesquisa: uma, local, entrevistou mil e 1,2 mil pessoas. A outra o fez com 600 entrevistas. Os leitores decidem qual a que transmite maior credibilidade.

Após domingo, nada será como antes no consórcio firmado entre PSD e PMDB que governa Santa Catarina. As rusgas e faíscas em Joinville e Florianópolis refletirão nos próximos passos políticos dos principais partidos do estado. Meio de longe, o PSDB só espera para ver o rumo a seguir.

No domingo, vote consciente por sua cidade. Escolha um dos candidatos, vote, e depois fiscalize, cobre, exerça o seu direito e também dever de cidadão. Só assim melhoraremos a política.

Darci de Matos – 55 ou Udo Döhler – 15. Você decide o melhor para Joinville. Bom voto!

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #4 – Notas Políticas

palavralivre-eleicoes-udo-darci-colombo-pmdb-psd-apae-votos-com-a-palavraHá pouco mais de uma semana do segundo turno nas três maiores cidades catarinenses, Joinville, Blumenau e Florianópolis, os cenários mostram grandes incertezas. Pelo andar das carruagens, as melancias do PP, PSD, PSB estão mais próximas, enquanto as do PMDB, PSDB mais alinhadas. Em jogo o comando de Santa Catarina em 2018.

Baixarias
Na campanha de Joinville, onde Darci de Matos (PSD) disputa o segundo turno com o atual prefeito Udo Döhler (PMDB), as baixarias andam a mil nas redes sociais. Fakes, páginas falsas, e até cargos comissionados da prefeitura de Joinville andam a disparar coisas inimagináveis, contra quem é contrário, gente comum, e até contra o governador. Pilantra é a palavra mais leve. Processos à vista.

Confronto aberto
Com a entrada do governador Raimundo Colombo (PSD) na campanha de Darci de Matos, o confronto entre PSD e PMDB se tornou inevitável. Udo Döhler (PMDB) começou a atacar o governo do estado, que segundo a propaganda peemedebista, não manda os remédios de alta complexidade, e também havia ignorado o apelo por verbas para a tão prometida ponte do bairro Adhemar Garcia. O troco veio, e abriu o rombo no casco da “coalizão” que reúne ambos no comando do Governo na Ilha.

Desmentido
Colombo apareceu em propaganda na tv com aquele seu jeito leve, como quem não quer dizer nada, mas disse. Que a Prefeitura de Joinville apresentou apenas uma empresa chinesa com um pré-projeto, e que não havia licitação, nem licença ambiental, tampouco obra em andamento. Por isso não podia ajudar. O PMDB está uma fera com o lageano, e identifica ação total do PSD e governador para vencer na maior cidade catarinense. Vejamos os próximos rounds.

PMDB e sua “Cunha”
A prisão de Eduardo Cunha, deputado do PMDB cassado em setembro, caiu como uma bomba nas campanhas peemedebistas no país, e claro, em Joinville (SC) também. Afinal, Cunha ajudou muita gente boa do PMDB catarinense, era muito bem visto pelos caciques do partido por estas bandas… até que caiu. Ambos começando com “C”, corrupção e cunha são sinônimos em matéria de política, e isso atinge em cheio o discurso anti corrupção, etc. Cunha virou uma bela pedra no sapato do partido na campanha.

Apae de Joinville com eleições
Uma das mais importantes entidades de assistência social, educação e saúde em SC, a Apae de Joinville também terá eleições em novembro próximo. Duas chapas devem se enfrentar, uma sob o comando da Criadora, outra com a Criatura. Heloisa Walter de Oliveira, ex-presidente da instituição deve enfrentar Jailson de Souza, atual presidente pelas mãos de Heloísa, de quem foi vice na gestão anterior.

Dura disputa
A eleição na Apae deve ser duríssima, pelo que já se vê nos bastidores com acusações de ambos os lados. O que se espera é que o processo corra sem maiores riscos para a imagem e atividades da instituição, responsável por atender 420 alunos e suas famílias diariamente com serviços essenciais para as pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Que a política tradicional não contamine um trabalho tão bonito e exemplar.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #3 – PMDB e PSD travam batalha por 2018

palavralivre-com-a-palavra-edicao-3-gean-angela-pmdb-psdHá tempos o casamento entre PSD e PMDB vem fraquejando diante das dúvidas de ambos sobre a lealdade e fidelidade dos enamorados. A desconfiança existiu desde que o então mestre de cerimônias do enlace, o ex-governador LHS, fechou acordo para que Raimundo Colombo fosse o governador da união, e depois quando da renovação das núpcias. Como o mestre se foi para o descanso, o casal que governa SC está em vias do divórcio.

Florianópolis
Na Ilha, onde de fato se decidem as articulações políticas para as maiores cidades catarinenses, a disputa está entre PMDB e PP, Gean Loureiro e Angela Amin. Ao lado de Gean, o PSDB. Ao lado de Angela, o PSD. No segundo turno Gean disparou depois que um magistrado decidiu decidir após 16 anos que Angela estaria inelegível por conta de ação no ano 2000. Daquelas coisas das bruxas que habitam Floripa. Mas, hoje, no STJ, o PP/PSD conseguiu derrubar a inelegibilidade de Angela. É possível que ela reaja, afinal, não se pode subestimar a força dos Amin na grande Florianópolis. Mas a virada é coisa muito difícil de acontecer, não impossível. Já em Joinville…

palavralivre-com-a-palavra-edicao-3-pmdb-psd-darci-udoJoinville
Darci de Matos (PSD) parecia que ficaria fora do segundo turno em dado momento da disputa. Udo Dohler (PMDB) crescia com a força da máquina da Prefeitura, e Tebaldi (PSDB) estava melhor colocado. Ao abrirem as urnas, eis que o deputado estadual do PSD conseguiu ir ao segundo turno contra o empresário poderoso do PMDB. Na primeira pesquisa Ibope, Udo sobre dois pontos apenas, enquanto Darci avança 17 pontos. Soado o alarme nos lados do manda brasa, o segundo turno começou mais duro, e o confronto será inevitável.

2018
Nos dois maiores colégios eleitorais de SC travam-se na verdade as prévias da disputa ao governo do estado em 2018. Se der PSD nos dois, o partido do governador Colombo conquista um poderio imenso para manter o comando administrativo e político do estado encabeçando a chapa com Gelson Merísio, ou indo de vice em composição com o PP, no qual o ex-governador Esperidião Amin, o deputado federal mais votado em 2014, desponta como nome forte novamente. Se der PMDB em ambos, o partido de Mauro Mariani, Pinho Moreira e Dario Berger ganha força, mesmo tendo perdido musculatura no planalto norte, região eleitoral do atual presidente do PMDB.

Temperatura
Pelo tom dos primeiros dias de campanha eleitoral na televisão, rádio e redes sociais no segundo turno em Florianópolis e Joinville, os embates serão da cintura para baixo. Nas redes sociais os posts e vídeos de uns contra outros proliferam com denúncias, números, ataques com presença de assessores, e claro, de fakes contratados para azucrinar a vida e campanha dos candidatos. Neste andar da carruagem, não haverá volta na convivência já turbulenta do casamento PSD-PMDB. O divórcio está decidido, falta apenas sacramentar no cartório das urnas no próximo dia 30 de outubro.

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre

Drogas: deputado apresenta dois projetos de lei visando a prevenção

naodrogasO deputado Darci de Matos (PSD) protocolou dois projetos de lei que ajudará no combate ao uso de duas das mais perigosas drogas da atualidade: o crack e o oxi.  O primeiro deles propõe que as secretarias de Estado da Assistência Social, da Saúde e da Educação realizem campanhas de conscientização e prevenção sobre os malefícios do consumo de crack e do oxi (uma mistura  de cocaína, cal, permanganato de potássio e algum combustível como querosene, gasolina ou solução de bateria).

O outro institui período de capacitação anual para assistentes sociais, psicólogos e profissionais de saúde incumbidos de lidar com a recuperação, desintoxicação e ressocialização dos usuários de crack. Darci de Matos explica que “o uso de drogas ilícitas pode ser considerado o pior mal deste século. Precisamos fazer uma cruzada com todas as forças vivas da comunidade para salvar esta geração. Com a aprovação destes projetos de lei o Estado poderá dar mais uma contribuição nesta luta”.

Vamos ver se a Assembleia os aprova, e mais que isso, que o Estado realmente se comprometa em fazer valer a lei para prevenir esse mal que está destruindo nossos jovens.

Os derrotados

Findaram as eleições municipais em todo o país. Agora é hora da análise dos resultados, e este Blog jamais se furtaria a isso. Aviso de antemão que é uma análise isenta, com base nos fatos. Começamos com os derrotados. São eles Kennedy Nunes (óbvio), Carlito Merss, Marco Tebaldi, Darci de Matos, PT, PP.

Carlito Merss, Marco Tebaldi e seus respectivos partidos saem derrotados duas vezes. Já tinha publicado isso em meu perfil no Facebook no domingo, e repito aqui. O atual Prefeito por estar com a máquina administrativa em suas mãos, e além de ter faltado pulso, gestão e articulação política, com uma grande aliança partidária com mais de 100 candidatos a vereador, e ter perdido a grande chance do PT de continuar o seu projeto de mudança político-administrativa. E na equivocada, incoerente e mal-sucedida decisão de apoio ao seu algoz por quatro anos, Kennedy Nunes. Carlito conseguiu assim perder duas vezes em apenas um pleito, e mais uma vez não conseguiu seu intento, vencer LHS.

Marco Tebaldi porque já foi Prefeito e reeleito.  Conseguiu a eleição para a Câmara dos Deputados em 2010, mas logo assumiu a Secretaria da Educação no governo Raimundo Colombo. Ficou um ano, com greves, problemas políticos, e saiu meio que expulso pelo PSD do Governador. Resolveu, junto com o PSDB, encarar a disputa. Saiu forte, mas chegou combalido pelo ataque dos adversários petistas e pessedistas, e depois peemedebistas. Acabou em quarto lugar. E para completar, se aliou ao seu desafeto político Carlito, à Kennedy, ao PT (!!), buscando também atingir ao PMDB e LHS. Não deu certo, e sai arranhado deste pleito, e derrotado duas vezes, também.

Darci de Matos apostou tudo em por os pés em duas canoas. Um pé com Kennedy, pois são correligionários no PSD, e outro com seu amigo Tebaldi. As duas canoas afundaram, e Darci agora deve voltar a flertar com o PMDB, que não deve ceder aos galanteios do deputado estadual. Darci articulou também essa aliança esquisita entre PSD, PSDB, PT, DEM, colocando todo o peso para também tentar derrotar Udo Döhler, derrubando assim ao senador LHS e seu PMDB. Mais um derrotado por duas vezes, perdendo força política.

Kennedy Nunes perdeu a sua terceira eleição para a Prefeitura, quando teve a sua grande chance de conquistar um sonho acalentado desde a juventude. Comunicador nato, experiente na política – está nela desde os seus 18 anos – em segundo mandato de deputado estadual, sucumbiu ao já ganhou. Subestimou a força do PMDB e de LHS em fazer de Udo Döhler o Prefeito. Foi desconstruído ao longo do segundo turno, quando as comparações, diferenças e ataques se limitam a dois postulantes.

Suas declarações anteriores sobre água, alianças, tarifa de ônibus, onde dizia uma coisa, foram colocadas lado a lado com suas falas de hoje. Fatal. Sua estratégia de criar um mote, “dá prá fazer”, virou um viral na internet, em redes sociais que superexpôs sua já conhecida forma demagógica de propor as coisas, e os adversários não o pouparam. O que era para ser um impulsionador, virou quase uma piada nas redes, e nas rodas nos bairros. Por fim, o PMDB grudou nele a ideia de que o governo Carlito continuaria com o apoio que lhe deu, bem como Tebaldi mandaria no governo, até porque declararam apoio formal. As pesquisas também ludibriaram o staff do candidato, que não percebeu o avanço de Udo nos bairros.

Já PT e PP, aliados de primeira hora no governo que se findará em 31 de dezembro, perderam a grande chance de crescer e ampliar a aliança para voos maiores em 2014. O PT sofre um duro golpe com essas duas derrotas – já fiz análise sobre isso em post anterior, clique aqui – expondo problemas no comando da sigla, o que deverá ficar mais agudo a partir de agora. A mudança de forças partidárias no comando será imprescindível, com renovação do diretório para valer, incluindo-se aí os vereadores eleitos, e novas lideranças que emergiram com boa votação das urnas.

O PP, que teve em suas mãos uma das mais poderosas secretarias do governo Carlito, a Infraestrutura, também perde espaços preciosos com a dupla derrota. Jovens nomes que poderiam despontar para a vereança, assembleia e outros, perderam muito. O único vereador eleito, Sabel, também apostou tudo, mas este ainda tem o mandato para conversar.

Essas eleições foram um marco histórico para Joinville, assim como foram as de 2008, quando Carlito Merss chegou ao poder após muitas tentativas. Cabe às lideranças reavaliarem posturas, atitudes, e se alinharem a um novo eleitorado, mais politizado, atento e plugado na internet. De observadores apenas, os eleitores agora disputam, debatem e batalham pela rede mundial de computadores, um novo espaço que é livre, sem amarras com os meios tradicionais. Os eleitores agora são cada vez mais senhores do seu voto. E decidem ainda mais conscientes os seus votos.

E a saúde ó…. Por onde andam nossos deputados estaduais? E o Colombo?

A greve dos profissionais de saúde do Estado, deflagrada nesta terça-feira (23/10), em todo o Estado, já começou a comprometer o atendimento de urgência e emergência em Joinville. Com a paralisação do atendimento, principalmente no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt (a Maternidade Darci Vargas também aderiu ao movimento de greve), o Hospital São José e os Pronto Atendimentos 24 horas do município estão com o atendimento comprometido.

Nesta quarta-feira (24/10), 96 pacientes ocupavam o pronto-socorro do Hospital São José, onde a capacidade de atendimento é de 43 pessoas. Nos PAs Sul, Norte e Leste, pacientes que deveriam ser encaminhados para internação, ocupam leitos de observação enquanto aguardam por uma vaga em hospitais. O Hospital Bethesda, prestador de serviço ao SUS de Joinville, também está com quase 100% de lotação dos leitos destinados ao SUS. Diante desta situação, a Secretaria Municipal da Saúde resolve que, durante o período de greve, os Pontos de Atenção à Saúde do município funcionarão conforme a seguinte determinação:

O SAMU (Central de Regulação) se responsabilizará pela regulação de leitos necessários para a internação dos pacientes provenientes dos Pronto Atendimentos 24h;

  1. Os pacientes classificados nos fluxogramas de Dor Abdominal e Dor Lombar serão atendidos por médicos cirurgiões, nos Pronto Atendimentos 24h;
  2. Os pacientes que procurarem os PA’s 24 h apresentando transtornos mentais, receberão o primeiro atendimentos nos Pronto Atendimentos e serão encminhados aos Serviços de Saúde Mental do município conforme fluxo estabelecido;
  3. Quando o setor de observação dos PA’s Norte e Sul estiverem lotados de pacientes aguardando internação, os mesmos serão encaminhados para o setor de observação do Pronto Atendimento Aventureiro

    Outrossim, o diretor-presidente do Hospital São José, Armando Lorga, também decretou o cancelamento das cirurgias eletivas com o objetivo de concentrar esforços no atendimento de pacientes do pronto-socorro.

Outra ação do Hospital São José e da direção da Secretaria Municipal de Saúde será denunciar o comando de greve do Estado “caso seja comprovado omissão de socorro por parte dos grevistas”, alertou a secretária da saúde, Antonia Grigol.

Unidos pelos bombeiros, e por que não pela saúde?

Cadê a união de Joinville pela saúde, como fizeram com o caso dos Bombeiros Voluntários?

Joinville é uma cidade com muitos contrastes. Alguns a cantam como a maior de Santa Catarina, maior PIB, maior em eleitores, em população, etc. Por outro lado, longe da pujança que alguns tentam vender, talvez para ganho de auto-estima, ou mesmo para amainar corações angustiados que sofrem, há falta de mobilidade urbana, de saúde melhor, de escolas de pé e funcionando. Joinville consegue mobilizar lideranças políticas, comunitárias, empresariais, religiosas, de todos os matizes, para defender o trabalho meritório dos Bombeiros Voluntários com direito à várias páginas e capas de jornais. Mas não se mobiliza para por fim ao abandono da saúde – vide caso do Hospital Regional de Joinville – que o Governo do Estado impõe à cidade. Para não falar da educação pública, esse tema fica para outra reflexão.

Dá pena ver um homem público como o médico Renato Castro dar um depoimento emocionado, e de forte teor político, de denúncia, ao relatar a falta de médicos, enfermeiros, funcionários enfim, para dar atendimento decente às pessoas, e principalmente para defender a vida de pacientes na UTI. Enquanto isso o secretário Dalmo Claro só pensa “naquilo”, ou seja, a implantação da gestão por uma organização social, a famosa OS para gerir o Regional. Porque tanta insistência nesse modelo? Temos uma OS administrando o Hospital Infantil na cidade, que já tratou de se desfazer da ala de queimados, por pasmem “falta de demanda”! Que é isso gente, tratar saúde como demanda, como se fosse algo comercial? Não cabe discutir demanda em saúde pública! Cabe sim é dar todas as condições para que a saúde seja oferecida em bom nível para a população. Dizem que agora ensaiam o fim da maternidade ali também. Então, pergunto, para quê OS? Para deixar a carne de pescoço para os hospitais públicos e ficar com o filé mignon?

Pergunta que não quer calar: quantas OS administram hospitais em Florianópolis? Ou em Lages, terra do governador Raimundo Colombo? Porque lá tudo pode ser público, há atendimento, verbas e contratações andam com mais celeridade? Por que Joinville sempre se ajoelha diante de interesses da Ilha? Temos deputados estaduais, Nilson Gonçalves, Kennedy Nunes e Darci de Matos, todos governistas. Temos dois senadores, Luiz Henrique e Paulo Bauer (esse dizem que não, mas…). Temos dois deputados federais, Marco Tebaldi e Mauro Mariani. Todos se unem para defender, repito com toda a razão, os Bombeiros Voluntários. E porque o movimento não acontece para exigir atenção à Joinville, à sua saúde! Para que trabalham nossos representantes eleitos gente?

A cidade jamais será grande se continuar subserviente aos interesses políticos da capital. Já tivemos governador eleito com base na quinta roda da carroça, com apelo ao fortalecimento de Joinville, mas continuamos sendo a quinta roda! Joinville tem de aprender a se unir sempre, políticos, empresários, comunidade, trabalhadores, em um só bloco para exigir ações efetivas, aí sim, de acordo com a pujança que representa para a economia, o desenvolvimento geral de todo o estado catarinense. Nossos políticos eleitos não podem se acovardar de defender a cidade que os elegeu porque há “entendimentos” individuais com o Governo do Estado! Só seremos respeitados quando o mesmo movimento que fez a Assembleia Legislativa votar a favor dos Bombeiros aconteça também para a saúde, educação, infraestrutura!

Até quando a população será ludibriada? Até quando veremos pessoas sofrerem, e até morrerem, por falta de atitude para resolver os problemas da saúde da maior cidade catarinense? Queremos ver urgentemente a mesma união na defesa aos Bombeiros para conquistar melhorias na saúde e em outras áreas! ACIJ, CDL, Acomac, Ajorpeme e lideranças todas unidas, fazendo coro pela cidade, até que os olhares se voltem verdadeiramente para a atenção aos mais de 600 mil cidadãos que aqui residem! E não só nas eleições, discursando temas vazios, levando nossos votos para nos deixar à mercê de todos os problemas. Compromisso com a saúde, quando vamos nos unir! Cadê o movimento de união agora senhores? Ou jamais seremos respeitados, ficando eternamento ligados aos aparelhos da UTI!

Darci de Matos desiste da disputa pela Prefeitura de Joinville

Recebo nota da assessoria de imprensa do deputado estadual Darci de Matos (PSD), que acaba de desistir do sonho da disputa pela Prefeitura de Joinville, maior cidade de Santa Catarina. Os últimos movimentos políticos mostravam que ele desistiria, e agora diz que vai apoiar seu correligionário, o também deputado Kennedy Nunes. Se os argumentos utilizados por Darci para, como diz na nota, abdicar da candidatura em favor de Kennedy, este também pode em breve desistir também. Falta de apoio do Governo Colombo, falta de tempo na TV, etc, é o mesmo problema para seu colega. Enfim, menos um na já fraca lista que os joinvilenses tem para votar em outubro. Veja a nota:

“Nota Oficial:

É do conhecimento de todos meu compromisso com Joinville. Na minha trajetória política, toda percorrida em Joinville, duas vezes como vereador e duas vezes como Presidente da Câmara, e agora no segundo mandato de deputado estadual, sempre procurei defender e cuidar de nosso município, seja em ações sociais ou na captação de recursos para o desenvolvimento e bem estar da nossa comunidade.

Nunca escondi meu desejo de estar à frente da Prefeitura de Joinville e poder contribuir ainda mais. Em 2008 fui candidato a prefeito, chegando ao segundo turno com mais de 100 mil votos de confiança e apoio. Preparei-me para as eleições de 2012 com o objetivo de novamente concorrer à prefeitura e ajudar minha cidade, mas devido ao cenário político que se apresenta me faz, neste momento, adiar ao projeto de participar das eleições deste ano.

O tímido apoio do governo do Estado ao nosso projeto político, a saída da Secretaria de Educação do meu fraterno amigo deputado federal Marco Tebaldi, e seu consequente lançamento como pré-candidato à prefeitura, bem como o pouco tempo destinado à propaganda eleitoral, no rádio e na televisão, a nosso partido (PSD), durante o período das eleições, são os principais motivos que me fazem abdicar da candidatura a prefeito. Nosso partido terá candidato à prefeitura, que será o deputado estadual Kennedy Nunes, ao qual destinarei meu apoio.

Continuarei à disposição da cidade de Joinville, como cidadão e deputado estadual, trabalhando para construir uma Joinville Melhor.

DARCI DE MATOS – Deputado estadual
Joinville, 17 de maio de 2012″

Eleições 2012: política joinvilense não se renova e não empolga eleitores

Há menos de cinco meses das eleições municipais em todo o país, o atual cenário político novamente tomado por denúncias de corrupção, Cachoeiras, propinas, prisões preventivas, CPIs, cansam a sociedade brasileira. Some-se a esses fatos os aumentos auto-concedidos aos políticos, com supersalários e superestruturas de assessoria e manutenção pagas com dinheiro público, o que se vê é um marasmo total, um desencanto cada vez maior com a classe que deveria ser o esteio do progresso, do desenvolvimento e da moralidade. E isso, esse quadro atual, não é bom para a democracia. Tem gente até que chega a ter saudosismo dos tempos militares…

Em Joinville (SC), cidade natal e de moradia deste jornalista, de onde disparamos nossas ideias e críticas, o quadro não é diferente. Observando as últimas pesquisas  – diga-se de passagem, sem muito crédito e com base de amostra muito pequena – já dá para perceber que os candidatos a Prefeito terão muito trabalho para convencer os eleitores de que são merecedores do voto. Até porque não há renovação real no quadro político da maior cidade catarinense! Não há nada que empolgue o eleitor, nenhum projeto e líder capaz de catalisar as esperanças do povo.

Carlito Merss, atual Prefeito; Marco Tebaldi, ex-prefeito; Udo Döhler, eterno candidato; Kennedy Nunes ou Darci de Matos, também velhos na área; Doutor Xuxo, outro antigo no meio; Sandro Silva, ex-vereador que renunciou mandato; Rodrigo Coelho e Leonel Camasão, jovens mas com a mesma batida de bumbo de outras eleições, e outros menos votados. As opções do eleitorado joinvilense se esgotam rapidamente, porque tudo é mais do mesmo. Carlito Merss foi eleito com toda a esperança quatro anos atrás, mas deixou ela se esvair por entre os erros administrativos, a lentidão nas decisões e ações, e a falta de uma articulação política eficiente. Seu possível maior adversário, o ex-prefeito Marco Tebaldi, tenta voltar com roupa nova, mas ninguém esquece tão rápido do seu governo com tintas quase autoritárias, muitos erros e escândalos também.

Do PMDB surge o “novo” Udo Döhler. O empresário tem um histórico de ameaças de disputas, nunca concretizadas. Mas de novidade ele não tem nada também, até porque sempre esteve agindo na Acij e nos bastidores políticos, ao lado de LHS. Kennedy Nunes e Darci de Matos também são figuras carimbadas, o primeiro com a marca da demagogia, e o segundo por estar na cena há décadas, sempre no poder, e com uma tentativa frustrada a Prefeito em 2008. Ambos deputados, não se tem notícia de algo concreto na luta pela cidade, que ainda espera do atual governo estadual as obras que merece por ser o motor de SC. Já o doutor Xuxo é da família Vieira, famosa na política que já teve seu irmão como deputado federal, José Carlos Vieira, que sempre estão no meio tentando manter espaços importantes para negociação. Rodrigo Coelho, advogado, Leonel Camasão, jornalista, e Sandro Silva, esse ex-vereador após renunciar – isso mesmo, renunciar! – ao mandato de vereador para ser diretor do Deter em Florianópolis, carecem de juventude também nas suas propostas. Não adianta ser jovem, em idade apenas, têm de ser novidade, jovem também nas ideias.

O fato é que uma cidade com características industriais como Joinville não consegue revelar um novo jeito de fazer política, porque os partidos políticos mantém comandos antigos, atrelados a líderes também antigos, que se perpetuam no comando e tem dificuldades em aceitar e promover as renovações necessárias para a política. A forma de cooptar lideranças comunitárias, religiosas, trazê-las para os partidos, e depois as deixarem reféns de cargos, das listas de candidatos, e sem atividades partidárias de verdade – partidos atuam quase sempre e somente em vésperas de eleições – mata o novo, o possível, o mágico que poderia vir de cada cidadão que se propõe a viver a militância política.

Essa espécie de “controle” político da cidade empobrece o debate, e empobrece também a massa crítica que deveria estar mais presente na política, causando assim um sub-desenvolvimento da cidade, que ao não renovar de fato os seus quadros, não cresce, não tem força para reivindicar como acontece hoje, em que parece que todos são governo e não conseguem, nem podem criticar e cobrar. A quem interessa manter Joinville assim tão fraca politicamente? A quem interessa o discurso que fazem de “a maior”, “a melhor”, “maior PIB”, maior isso e aquilo, quando na verdade isso não faz concretizar obras de grande porte para a mobilidade, a infraestrutura, saúde, educação?

Infelizmente, o quadro político atual não empolga o eleitorado. Veremos o que acontecerá nos próximos meses. Enquanto isso, muitos dos atuais postulantes vão fazer os seus discursos do tipo “sou o novo”, “é a minha vez”, etc. O eleitor tem de estar mais atento e pensante, porque senão teremos mais quatro anos, e mais décadas de atraso político.