Coronavírus em SC – Criciúma intensifica fiscalização sanitária

As fiscalizações realizadas no fim de semana em Criciúma apontaram uma adesão de 90% dos locais vistoriados ao decreto municipal apresentado na última quinta-feira (25), no combate à Covid-19. Dos 30 estabelecimentos visitados, apenas três não cumpriam as normas sanitárias exigidas e foram interditados.

Os números das ações agradaram o coordenador da Vigilância Sanitária de Criciúma, Samuel Bucco. “O resultado foi bastante positivo, com a maioria dos estabelecimentos conseguindo se adaptar às regras estabelecidas pelo decreto municipal. Queríamos que não fosse necessário o fechamento de nenhum deles, mas a adesão de boa parte já nos agradou muito”, destacou.

Bucco reforçou ainda que a fiscalização seguirá acontecendo na cidade e que o decreto será cumprido. “As ações continuam sendo desenvolvidas, tanto individualmente pelas instituições que integram o Grupo de Trabalho, como em conjunto com operações específicas para fiscalizar determinados segmentos econômicos”.

As ações do fim de semana contaram com o trabalho em conjunto da Vigilância Sanitária, Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma, Defesa Civil, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Denúncias sobre descumprimento de decreto podem ser feitas no telefone da Defesa Civil, no 199.

Nesta semana um número de WhatsApp será disponibilizado para denúncias por 24h. A ferramenta auxiliará no trabalho de fiscalização, no combate e prevenção à Covid-19.

Covid-19 – PM de SC supera as 100 mil fiscalizações no trabalho de combate ao vírus

A Polícia Militar de Santa Catarina ultrapassou na última terça-feira, 22, o número de 100 mil fiscalizações das restrições das atividades econômicas e de isolamento social, atendendo aos decretos governamentais nesse sentido. Uma semana depois de completar três meses, a contar desde o dia 17 de março, data do primeiro decreto, a PMSC completa exatamente 100.630 fiscalizações, dessas, 1701 estabelecimentos foram notificados e 76 foram interditados.

Além do trabalho de fiscalização, a PMSC também atendeu à 5.978 ocorrências em relação ao coronavírus que foram realizadas através do 190 ou do aplicativo PMSC Cidadão. Destas ocorrências atendidas, foram realizadas 3.067 notificações, com 256 estabelecimentos interditados, além de terem sido lavrados 897 termos circunstanciados e 42 pessoas foram presas em razão do descumprimento das medidas restritivas.

Aperfeiçoamento – Com a pandemia da Covid-19, a PMSC teve que se adaptar de acordo com a evolução da pandemia, se aperfeiçoando operacionalmente, desenvolvendo sistemas informatizados, para poder dar ao policial em operação as condições para continuar com o seu trabalho operacional no combate ao crime e, no atendimento das ocorrências diárias em relação às regras de Saúde da nova pandemia.

Segundo o comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Dionei Tonet, as ações serão contínuas, sem esquecer as operações de Segurança. “A PMSC tem sido um dos principais agentes públicos na batalha contra a Covid-19. Estamos preparados para atender à população nesse período tão difícil. Nosso trabalho está intensificado ainda mais”, afirmou.

A PMSC realizou, desde o início da segunda quinzena de março, ações diferenciadas, como a distribuição de cartazes, que davam orientação sobre a utilização de espaços públicos e para que o cidadão catarinense se mantivesse em casa, ajudando no isolamento social. Ajustou o aplicativo PMSC Cidadão (o PMSC Cidadão pode ser baixado nas lojas de aplicativos IOS e Android) para uso por parte do cidadão com apoio às ocorrências sobre o Covid-19 e de consulta a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. E também continua atenta a todas as denúncias realizadas pelos cidadãos através do telefone 190.

A PMSC intensificou a fiscalização das medidas protetivas, com o apoio do Conselho Estadual de Saúde, que deu poder às forças de Segurança no Estado para atuarem nesse sentido, passando também a agir na condição de autoridade de saúde em todo o território catarinense, cabendo-lhe a fiscalização de todos os serviços e atividades liberadas a funcionar sob regramento especial durante a vigência da pandemia do Covid-19.

Sindilojas da Capital emite nota contra retorno das restrições em Floripa

O Sindicato dos Lojistas de Florianópolis e Região não gostou das medidas tomadas pelo prefeito Gean Loureiro (DEM), que voltou a restringir atividades em todos os setores. A Prefeitura quer segurar o aumento do contágio para impedir um colapso no sistema de saúde da capital catarinense. O Sindilojas defende que os empregos devem ser preservados, e que o poder público falha na sua fiscalização.

Leia a nota do Sindilojas:

“É com enorme apreensão que o Sindilojas de Florianópolis e Região recebe a notícia do fechamento de shoppings, galerias comerciais, academias e arenas de esporte no município de Florianópolis a partir de 24/06/2020.

Não se pode querer apenar determinadas atividades econômicas, destruindo seus meios de subsistência, como se fossem elas as únicas responsáveis pelos lamentáveis resultados obtidos em relação ao avanço da pandemia da Covid-19.

Se algumas pessoas não estão adotando comportamento social sensato, que se encontre meios de coibir tais violações. Mas não se pode querer aprisionar a população ou restringir atividades econômicas, simplesmente porque uma pequena minoria não está sendo sensata com sua própria segurança.

A solução simplista de coerção do exercício de atividades econômicas e da liberdade de ir e vir, sem pensar nas suas implicações de forma mais ampla, tem provocado a pior recessão econômica da atualidade, destruindo milhares de empregos e empresas e alimentando o caos social.

O novo “lockdown” imposto a determinadas atividades, sob a justificativa de que se trata de medida temporária para evitar a proliferação de novas infecções pelo coronavírus, para assim dar tempo à capacidade de atendimento pelos serviços de saúde, mostra, na realidade, um grande despreparo por parte do poder público, seja em relação a fiscalização das medidas já existentes ou quanto a estrutura de saúde disponível para atendimento da população.

Lamentavelmente a única certeza que temos hoje é a de que quando esse novo “lockdown” terminar o vírus ainda estará em algum lugar esperando por nós e quando atingir novamente níveis considerados perigosos, novo “lockdown” será imposto.

Essa situação não se sustentará! Precisamos de medidas mais efetivas e sensatas por parte do poder público, bem como que cada pessoa individualmente assuma a responsabilidade de proteger a si e as pessoas próximas.”

Paulino de Melo Wagner
Presidente do Sindilojas

Coronavírus em SC – Florianópolis volta a restringir atividades

A Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que novas medidas restritivas serão aplicadas na cidade após o aumento de casos de COVID-19. As medidas foram publicadas no Diário Oficial do município no dia de ontem (22) e começarão a valer a partir de quarta-feira, 24.

“Estamos apertando agora enquanto temos controle. Se esperarmos mais algumas semanas, vamos ter que fechar por ter perdido o controle e a batalha contra a doença na nossa cidade”, disse o prefeito Gean Loureiro.

Nos últimos dias, a cidade está monitorando um aumento de casos confirmados por COVID-19, o que tem refletido um aumento de ocupação em UTI e de mortes pela doença. Técnicos da secretaria de saúde acreditam em uma segunda onda de contágio e que precisa ser duramente combatida já no início.

Novas medidas do dia 24 de junho de 2020

Restaurantes: somente das 11h às 15h e durante dias de semana. Período noturno e finais de semana, somente por delivery e busca no balcão.

Bares e lanchonetes: somente até às 18h. Período noturno e finais de semana, autorizado apenas delivery e busca no balcão.

Padarias: somente serviço de balcão, sem consumo no local

Supermercados: capacidade máxima reduzida para 30% de ocupação. Proibição de promotores de produtos.

Academias comerciais e não comerciais: fechadas

Shopping Center: fechado

Galerias: fechadas

Áreas de lazer/Beira-Mar Norte/Beira-Mar Continental/Ponte Hercílio Luz: somente dias de semana.

Serviço público não essencial: apenas teletrabalho no âmbito municipal, estadual e federal.

Arenas de esportes e quadras esportivas comerciais e não comerciais: fechadas.

Praias: somente para esporte aquático e pesca. Proibida a permanência na areia.

O uso de máscaras se torna obrigatório em toda cidade, passível de multa mínima de R$ 1.250, 10x mais que o valor anterior de multa, para pessoa física, e a reincidência para o não uso de máscaras poderá chegar ao valor de multa de R$ 2.500.

Para pessoa jurídica a multa mínima é de R$ 2.500 por descumprimento do regramento sanitário. A população poderá fazer denúncias de pessoas que não estão respeitando o isolamento social e o não uso de máscaras. As denuncias podem ser feitas no site https://covidometrofloripa.com.br/, na aba “denúncias Vigilância Sanitária”.

Em 14 dias, a administração municipal irá avaliar o comportamento epidemiológico do município, podendo restringir mais ou fazer novas flexibilizações.

Coronavírus em SC – Governo compartilha ferramenta tecnológica com municípios

Santa Catarina tem um dos melhores resultados do país no enfrentamento ao novo coronavírus. Um dos números que melhor traduzem esse desempenho são as mais de seis mil pessoas recuperadas da doença no estado. Elas dão rosto e voz ao sucesso das estratégias adotadas desde o início da pandemia. A partir desta segunda-feira, 8, mais um instrumento estará disponível para aprimorar o combate à doença. Uma ferramenta online com informações detalhadas será disponibilizada aos municípios para que, com apoio do Governo do Estado, tomem as decisões mais adequadas para cada realidade. Por meio desse sistema, será possível adotar estratégias regionalizadas contra a Covid-19.

A aproximação do Estado aos municípios se dá com tecnologia, responsabilidade e conhecimento. Prefeitos e gestores de saúde poderão utilizar a ferramenta tecnológica com dados sobre o coronavírus em cada cidade e região para acompanhar como o vírus se propaga, avaliar os riscos e quais as recomendações deverão ser colocadas em prática.

“Temos realidades diferentes da doença em cada região. Com a gestão compartilhada e a parceria dos municípios vamos atuar pontualmente em cada situação. Acreditamos que essa é uma estratégia eficiente com foco na preservação da vida e, ao mesmo tempo, fortalece o Estado para um processo de retomada econômica”, afirmou o governador Carlos Moisés.

Sobre a ferramenta
A ferramenta criada no Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) é capaz de mapear e avaliar risco potencial do esgotamento dos serviços de saúde de regiões específicas durante a pandemia da Covid-19. A avaliação servirá como base para identificar prioridades de investimento hospitalar em Santa Catarina, orientar ações municipais e diagnosticar, por meio de indicadores, quais regiões podem ter maior flexibilização de medidas emergenciais durante o novo coronavírus.

“Essa ferramenta é fundamental para compreender uma parte do trabalho desempenhado pelo COES até agora e justifica determinações que tomamos no início. Ela orienta quais regiões representam maior risco potencial e, por consequência, necessitam de maior apoio”, descreveu o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

Ainda segundo o secretário, com o mapa, cada região terá a oportunidade de saber sua própria situação de risco epidemiológico. Além de apontar fatores, a ferramenta sugere aos prefeitos e secretários o que precisará ser feito para tirar a sua região da área de risco.

Avaliação de Risco Potencial
As dimensões de análise medem itens como atividade e quantidade dos casos, o potencial de o vírus se espalhar e a sobrecarga do sistema de saúde ocasionada pela doença. Os critérios adotados estão relacionados à prioridade de atuação e são: Isolamento Social, Investigação, Testagem e Isolamento de Casos, Reorganização de Fluxos Assistenciais e Ampliação de Leitos.

De acordo com o risco apontado em cada região, há uma série de recomendações às pessoas, aos estabelecimentos, à gestão pública e à saúde pública, cabendo aos municípios, organizados regionalmente, definirem suas prioridades e ações.

A avaliação será atualizada semanalmente e permitirá que os gestores percebam se as ações tomadas surtiram efeito no combate ao coronavírus ou se devem ser ampliadas ou revistas.

Outro dado interessante é que a avaliação também orienta quais são as dimensões que estão mais frágeis. “Mudar a Classificação de Risco Potencial na região só será possível com uma atuação coordenada entre os municípios e que avalie constantemente sua capacidade de vigilância epidemiológica na identificação e rastreio de casos, organização dos serviços de saúde na triagem e no isolamento social”, reforçou Maria Cristina Willemann, epidemiologista que atua no COES e é uma das responsáveis pela ferramenta.

O sistema computacional de inteligência da ferramenta foi desenvolvido pelo Núcleo de Inovação e Inteligência Analítica (NIETTA) da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC).

“A metodologia e indicadores foram definidos pela área técnica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a DCSC colaborou com o desenvolvimento da ferramenta computacional para que os gestores municipais tenham acesso e visualização das informações que serão utilizadas para apoiar os munícipios catarinenses na tomada de decisão”, explicou o coordenador do NIETTA, Flávio Rene Brea Victoria.

Segundo ele, o NIETTA utilizou instrumentos de inteligência analítica para o desenvolvimento da ferramenta, que conta com o apoio de análises multiescalares nas regiões de saúde e municípios.

Durante a última semana a ferramenta foi testada com os gestores municipais por meio de webconferências.


Governo de SC decreta nova estratégia regionalizada de combate ao coronavírus

O governador Carlos Moisés assinou digitalmente nesta segunda-feira, 1º, um decreto que permitirá a regionalização das decisões para o enfrentamento à pandemia de Covid-19 a partir de 8 de junho. Com a ação, prefeituras e o Governo do Estado passam a tomar decisões compartilhadas para adotar medidas específicas de acordo com a realidade de cada região. Todas as deliberações serão norteadas por critérios técnicos e científicos, balizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Hoje se inicia uma nova fase desta nossa batalha contra o novo coronavírus, com a regionalização de medidas. Como a doença evoluiu de maneira distinta por Santa Catarina, precisamos de ações diferenciadas. Isso não significa que o Estado deixará de dar suporte aos municípios. As decisões devem ser baseadas em parâmetros como número de casos e óbitos, além de taxas de ocupação de UTI e de transmissibilidade. É importante destacar que esse não é um movimento de flexibilização, uma vez que entendemos que algumas regiões deverão tomar medidas mais restritivas”, destacou Carlos Moisés.

O novo decreto para o enfrentamento ao coronavírus em Santa Catarina foi anunciado em uma coletiva de imprensa durante a manhã desta segunda-feira. Com a determinação, os prefeitos das 16 regiões de Santa Catarina terão indicadores precisos para a tomada de decisão sobre o funcionamento de serviços.

Na coletiva, o governador lembrou que Santa Catarina foi o primeiro estado a adotar medidas de distanciamento social, com o decreto do dia 17 de março. Segundo ele, Santa Catarina colheu bons resultados até o momento, na comparação com outros locais, e isso permitiu a regionalização das decisões a partir da próxima semana.

O presidente da Fecam e prefeito de Caçador, Saulo Sperotto, participou virtualmente da entrevista coletiva e agradeceu ao Governo do Estado pelo compartilhamento de informações que permitirão a tomada de decisões pelos prefeitos.

“Temos agora um modelo diferenciado, regionalizado e compartilhado. Isso nos ajudará muito, essa interação entre Estado e prefeituras. Entendemos que a intenção do Governo é criar uma regra lógica para achar o equilíbrio entre as atividades empresariais e saúde, respeitando a vida das pessoas”.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que o conjunto de indicadores da pasta fornecerá subsídios para que os prefeitos tomem decisões baseadas na ciência. Segundo ele, o distanciamento social continua fundamental neste mês de junho e as autoridades sanitárias contam com a colaboração da população.

“Ainda não temos vacina nem remédio para essa enfermidade. Dessa maneira, os cidadãos devem respeitar as regras de higienização e distanciamento. O Estado trabalha com planejamento para superar todas as dificuldades advindas da pandemia. Quanto mais as pessoas colaborarem, mais rápido sairemos dessa situação”, salientou Ribeiro.

O procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, destacou que os municípios continuam com a possibilidade de tomar medidas mais restritivas, com o apoio do Estado. Ele frisou a importância do diálogo entre os entes estaduais e municipais, de modo a garantir segurança jurídica.

“Esse cenário que se desenha evidencia a cooperação entre o Estado e os Municípios. Isso é fundamental e é o que determina, inclusive, o Supremo Tribunal Federal em decisões recentes dizendo que cabe aos Estados e Municípios, além da União, o dever de proteger as vidas e tomar todas as medidas necessárias para a proteção da saúde das pessoas”.

Transporte

O governador salientou que a partir do dia 8 de junho, os prefeitos poderão decidir pela volta ou não do transporte coletivo municipal e intermunicipal, de acordo com os critérios técnicos estabelecidos. A entrada de ônibus de outros estados e países segue proibida até o dia 2 de agosto.

Educação

A volta das aulas no ensino superior será debatida a partir do dia 6 de julho, a depender do cenário. As atividades presenciais em estágios obrigatórios e as aulas práticas em laboratórios de cursos superiores poderão voltar a partir de 8 de junho. As aulas presenciais nas redes privada e pública, nas esferas municipal, estadual e federal, no que se refere à educação infantil, fundamental e ensino médio, seguem suspensas até o dia 2 de agosto.

Eventos e cultura

Em relação à realização de eventos, tais como shows e espetáculos, a proibição em todo o território catarinense segue vigorando até o dia 5 de julho. O mesmo vale para cinemas, teatros, casas noturnas, museus e parques temáticos.

Esportes

O calendário esportivo da Fesporte também está suspenso até 5 de julho e, posteriormente, a realização de eventos, caso liberada, deve ocorrer sem a presença de público.

Leia o Decreto aqui.

Veja a apresentação do novo plano aqui.

Coronavírus em SC – Já superamos os 9 mil casos e 143 mortes

Santa Catarina já registrou 9.037 pacientes com teste positivo para Covid-19, dos quais 5.207 já estão recuperados e 3.687 permanecem em acompanhamento. O número foi divulgado neste domingo, 31. O coronavírus já causou 143 mortes no estado desde o início da pandemia. Com isso, a taxa de letalidade é de 1,58%.

Entre as mortes estão: dois homens de 85 anos, sem comorbidades, e uma mulher de 70 anos, de Itajaí, um homem (88) de Joinville, um homem (52) de Xaxim, uma mulher (43) de Concórdia, e um homem (80) de Chapecó, todos estes cinco casos com comorbidades.

O número de municípios com casos confirmados é 216, dois a mais que no dia anterior. As cidades de Cunhataí e Dona Emma foram incluídas na lista. No topo está Chapecó, que contabiliza 906 casos. Na sequência, aparecem Concórdia (892), Florianópolis (679), Blumenau (616), Itajaí (433), Joinville (416), Balneário Camboriú (390), Criciúma (384), Navegantes (247) e Tubarão (164).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina é de 59,1%. Isso significa que, dos 1.316 leitos existentes no estado, 538 estão disponíveis e 778 estão ocupados, sendo 140 por pacientes com confirmação ou suspeita de infecção por coronavírus.

Municípios com casos confirmados:

Abdon Batista – 1
Abelardo Luz – 4
Agrolândia – 6
Agronômica – 10
Água Doce – 6
Águas de Chapecó – 19
Águas Frias – 1
Águas Mornas – 2
Alto Bela Vista – 4
Anchieta – 7
Anita Garibaldi – 2
Antônio Carlos – 22
Arabutã – 27
Araquari – 28
Araranguá – 66
Armazém – 26
Arvoredo – 12
Ascurra – 1
Atalanta – 3
Aurora – 4
Balneário Arroio do Silva – 25
Balneário Barra do Sul – 11
Balneário Camboriú – 390
Balneário Gaivota – 8
Balneário Piçarras – 35
Balneário Rincão – 5
Barra Velha – 20
Benedito Novo – 9
Biguaçu – 23
Blumenau – 616
Bombinhas – 11
Botuverá – 5
Braço do Norte – 111
Brusque – 142
Caçador – 20
Caibi – 6
Camboriú – 137
Campo Erê – 2
Campos Novos – 3
Canelinha – 3
Canoinhas – 32
Capinzal – 2
Capivari de Baixo – 24
Catanduvas – 14
Caxambu do Sul – 28
Chapecó – 906
Cocal do Sul – 18
Concórdia – 892
Cordilheira Alta – 3
Coronel Freitas – 4
Corupá – 5
Criciúma – 384
Cunha Porã – 16
Cunhataí – 1
Curitibanos – 2
Descanso – 2
Dionísio Cerqueira – 1
Dona Emma – 1
Entre Rios – 82
Faxinal dos Guedes – 20
Florianópolis – 679
Forquilhinha – 26
Fraiburgo – 15
Garopaba – 6
Garuva – 8
Gaspar – 46
Governador Celso Ramos – 28
Grão-Pará – 3
Gravatal – 26
Guabiruba – 4
Guaraciaba – 1
Guaramirim – 38
Guatambu – 30
Herval d’Oeste – 7
Ibicaré – 2
Ibirama – 5
Içara – 20
Ilhota – 14
Imbituba – 42
Imbuia – 1
Indaial – 51
Ipira – 6
Ipuaçu – 34
Ipumirim – 54
Irani – 55
Irati – 2
Itá – 30
Itaiópolis – 3
Itajaí – 433
Itapema – 60
Itapiranga – 5
Itapoá – 2
Ituporanga – 10
Jaborá – 13
Jacinto Machado – 5
Jaguaruna – 9
Jaraguá do Sul – 105
Joaçaba – 21
Joinville – 416
José Boiteux – 1
Jupiá – 3
Lages – 70
Laguna – 16
Lajeado Grande – 6
Laurentino – 1
Lauro Müller – 1
Lindóia do Sul – 56
Lontras – 2
Luiz Alves – 2
Luzerna – 2
Mafra – 7
Maracajá – 12
Maravilha – 21
Marema – 2
Massaranduba – 1
Meleiro – 16
Mondaí – 1
Monte Carlo – 2
Monte Castelo – 1
Morro da Fumaça – 11
Morro Grande – 2
Navegantes – 247
Nova Erechim – 15
Nova Itaberaba – 1
Nova Trento – 5
Nova Veneza – 41
Orleans – 21
Otacílio Costa – 3
Ouro – 2
Paial – 12
Palhoça – 133
Palma Sola – 3
Palmeira – 1
Palmitos – 51
Papanduva – 14
Passo de Torres – 12
Passos Maia – 1
Paulo Lopes – 2
Pedras Grandes – 2
Penha – 64
Peritiba – 14
Pescaria Brava – 1
Petrolândia – 1
Pinhalzinho – 14
Pinheiro Preto – 1
Piratuba – 10
Planalto Alegre – 12
Pomerode – 21
Ponte Serrada – 25
Porto Belo – 23
Porto União – 6
Pouso Redondo – 4
Praia Grande – 2
Presidente Castello Branco – 8
Presidente Getúlio – 1
Quilombo – 9
Rancho Queimado – 2
Rio do Oeste – 3
Rio do Sul – 57
Rio Fortuna – 1
Rio Negrinho – 11
Rio Rufino – 1
Riqueza – 2
Rodeio – 3
Salete – 7
Salto Veloso – 1
Sangão – 16
Santa Cecília – 2
Santa Helena – 1
Santa Rosa do Sul – 27
Santa Terezinha – 1
Santiago do Sul – 1
Santo Amaro da Imperatriz – 8
São Bento do Sul – 31
São Bernardino – 1
São Carlos – 17
São Domingos – 5
São Francisco do Sul – 30
São João Batista – 7
São João do Itaperiú – 6
São João do Oeste – 1
São João do Sul – 3
São Joaquim – 3
São José – 123
São José do Cedro – 2
São Lourenço do Oeste – 7
São Ludgero – 30
São Martinho – 3
São Miguel do Oeste – 54
Schroeder – 9
Seara – 134
Siderópolis – 20
Sombrio – 61
Taió – 1
Tangará – 3
Tigrinhos – 4
Tijucas – 15
Timbé do Sul – 5
Timbó – 31
Três Barras – 121
Treze de Maio – 3
Treze Tílias – 3
Trombudo Central – 2
Tubarão – 164
Tunápolis – 3
Turvo – 4
União do Oeste – 2
Urussanga – 40
Vargeão – 3
Vargem Bonita – 23
Vidal Ramos – 2
Videira – 15
Xanxerê – 121
Xavantina – 2
Xaxim – 122
Zortéa – 8
Outros estados – 44
Outros países – 2

Municípios com óbitos por Covid-19:

Agronômica – 1
Antônio Carlos – 4
Araranguá – 2
Arvoredo – 1
Balneário Arroio do Silva – 1
Balneário Camboriú – 2
Balneário Gaivota – 1
Blumenau – 4
Braço do Norte – 2
Caçador – 1
Camboriú – 5
Caxambu do Sul – 1
Chapecó – 5
Cocal do Sul – 1
Concórdia – 9
Criciúma – 9
Dionísio Cerqueira – 1
Entre Rios – 1
Florianópolis – 7
Garuva – 1
Gaspar – 1
Gravatal – 1
Guabiruba – 1
Indaial – 2
Irati – 1
Itaiópolis – 1
Itajaí – 10
Itapema – 1
Ituporanga – 1
Jaraguá do Sul – 2
Joinville – 23
Laguna – 1
Massaranduba – 1
Navegantes – 6
Palhoça – 1
Palmitos – 1
Papanduva – 3
Pedras Grandes – 1
Penha – 2
Ponte Serrada – 1
Porto Belo – 1
Pouso Redondo – 1
Rodeio – 1
Salete – 1
São Francisco do Sul – 1
São José – 2
São Ludgero – 1
Siderópolis – 1
Sombrio – 3
Tangará – 1
Tubarão – 3
Urussanga – 2
Xanxerê – 1
Xaxim – 4

O libera geral perigoso

Duas lideranças haviam se destacado em SC até aqui no combate à pandemia do Covid-19, famoso coronavírus: o governador Carlos Moisés (PSL) e o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM). O Prefeito saiu na frente ao determinar fechamento de escolas, cuidados com a alimentação dos alunos, e posteriores decretos de isolamento social e cuidados da população. Moisés reagiu e também iniciou a tomar medidas duras para evitar que o contágio assumisse proporções catastróficas no estado.

Mas aí começaram as pressões do setor econômico, legítimas, por conta do fechamento geral de comércios, indústrias, atividades diversas. Sem a economia funcionando, empregos e renda em risco, inclusive para que o próprio governo, estados e municípios, seguissem na batalha. Sem dinheiro, nada se concretiza. Da coragem inicial de ambos, começaram a rasgar os discursos de proteção à vida, lentamente, mas com direção definida: reabertura geral que ambos negavam veementemente. O que a população aplaudia, hoje já apupa. Com o “libera geral” feito por ambos em tempos minimamente diferentes, a população se obriga a ir ao trabalho e se expor claramente ao vírus mortal.

A escalada maior da contaminação ainda nem chegou com força ao país inteiro, e tampouco em SC. Cantar vitória antecipadamente não é boa política. Vidas, e milhares delas, estão em jogo. Todos sabemos que a massa se movimenta de acordo com o caminho apontado. Também não temos a cultura da prevenção como outros países que já sofreram pandemias e guerras, têm. Em breve todos acabam relaxando, humanamente natural, e passam a sequer lembrar de higienizar mãos, usar máscaras, etc. O risco de termos a doença vencendo por aqui, ficou grande.

Que tenhamos muita sorte, porque prudência e mais coragem tem faltado à maioria dos Prefeitos, mas não se esperava a mesma atitude das duas lideranças destacadas. Nós aqui já haviamos elogiado a ambos. Agora tememos por suas atitudes temerárias. O perigo está a solta com o libera gera. Cuidem-se, e fiquem em casa ao máximo que puderem.

Coronavírus – Prefeito da Capital libera hotéis e comércio a partir de segunda-feira (20)

O prefeito de Florianópolis (SC), Gean Loureiro acaba de anunciar em live no facebook que o comércio de rua está liberado para abrir a partir de segunda-feira (20). A medida vai ao encontro ao decreto do Governo do Estado que já liberou o comércio no Estado inteiro a partir da última segunda (13). O prefeito também liberou os hotéis e pousadas (também já liberadas pelo Estado) a partir de quarta-feira (22). As atividades terão que obedecer a regramento sanitário que será estabelecido em uma portaria nas próximas horas, visando atender medidas de combate ao Covid-19.

Exigências
Entre as regras que o comércio de rua terá que atender, além do uso de equipamentos como máscaras de proteção para atendentes e clientes, disponibilizar álcool em gel, também terá que seguir exigências de distanciamento como permitir a entrada em lojas do número de clientes igual ao número de atendentes ou de um cliente a cada quatro metros quadrado. Quanto ao serviço público, o prefeito ainda liberou além dos serviços essenciais, também serviços não essenciais que possam atender individualmente com agendamento. Isso vale para a prefeitura, Governo do Estado e órgãos Federais.

Outra definição divulgada pelo prefeito é que para os hotéis só será permitida a estadia de uma única pessoa por quarto. E a hospedagem somente quando “for necessário”, isto é, viagens a trabalho são permitidas e de turismo, não. Esses locais também não poderão permitir a entrada de pessoas que apresentarem algum sintoma da Covid-19, orientar e controlar o distanciamento nesses locais, adotar medidas de higienização conforme determinação da Vigilância Sanitária, além da utilização de máscaras. Espaços dos hotéis como academias, piscinas, salas de reuniões e de convivência dos hotéis, e outros locais de convivência não poderão ser abertos aos hóspedes.

Controle de temperatura
A partir do dia 27 de abril, todos os estabelecimentos de supermercados terão que ter controle de temperatura em todos os clientes que entram no estabelecimento. “Se aumentar o número de casos, as medidas poderão ser endurecidas. Hoje temos dados confiáveis para poder agir de forma técnica e flexibilizar, como estamos fazendo neste momento. Independente das pressões externas, continuaremos a gerir essa crise sempre resguardados pelos dados científicos e avaliação criteriosa de todo o panorama. A responsabilidade é de todos nós e é o nosso comprometimento com as determinações de saúde que vai garantir o sucesso de cada etapa”, afirmou o Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.

O Prefeito da Capital ressaltou que liberou apenas as atividades econômicas já permitidas pelo Governo do Estado. Quanto a outras atividades ainda não liberadas pelo Estado, continuam proibidas, como transporte público, academias, shoppings, galerias e centros comerciais. Já atividades que resultem em aglomeração como eventos religiosas, esportivos ou culturais, bem como aglomeração em praças públicas ou praia, também seguem proibidas por decreto estadual até dia 30 de maio. Bares e restaurantes, ainda conforme o decreto estadual, apenas podem vender alimentos com balcão na entrada do estabelecimento ou delivery.

Segurança dos números
O prefeito afirmou que só tomou a medida de afrouxar as restrições a essas atividades econômicas porque os números de acompanhamento do avanço da doença apontaram segurança para isso. Ele lembra que Florianópolis é a cidade que mais testa para detectar casos suspeitos. De acordo com o prefeito, a Capital tem 2.100 casos suspeitos, sendo que destes 1.457 foram testados e 273 restaram positivos. Outros 646 aguardam resultados por serem testes de laboratórios. Os testes estão acontecendo no terminal da Trindade, em postos de saúde e no aeroporto.

Quanto a taxa de letalidade é uma das mais baixas. Enquanto no Brasil é de 6%, em média, no Estado é de 3% em Florianópolis é de 1.1% com apenas três mortes confirmadas por Covid-19. O prefeito também buscou saber sobre a quantidade de leitos de UTI separados exclusivamente para pacientes com Covid-19 na Capital: são 73, sendo que até esta quinta-feira (16) apenas 13 estavam sendo ocupados, ou cerca de 20%. Gean Loureiro ainda informou que todas as três UPAs estão equipadas com respiradores e equipes de servidores treinados. Ele detalhou que esses números positivos são resultado da quarentena com isolamento social realizada até agora, que achatou a curva de crescimento do contágio.

O prefeito ainda reforçou a obrigatoriedade do uso de máscaras na cidade a partir desta sexta-feira (17) e reforçou a necessidade de todos continuarem se cuidando e só saírem de casa em necessidade extrema. Também grifou que caso os cuidados definidos pela prefeitura não sejam atendidos, o comércio e atividades poderão ser fechadas novamente.

MPSC se posiciona sobre a polêmica do Hospital de Campanha em Itajaí (SC)

As denúncias sobre a licitação do projeto milionário de construção do Hospital de Campanha em Itajaí (SC) vão ganhando novos contornos, e as chamas vão se ampliando. Neste momento quem que publico esta notícia, os secretários da Saúde, Helton Zeferino, e da Defesa Civil, João Batista, tentam explicar aos deputados estaduais os porquês de valores investidos, lugar de implantação, envolvimentos estranhos ao processo e muito mais.

Agora acaba de chegar na redação do Palavra Livre uma nota do Ministério Público de SC negando a sua participação no processo de licitação do hospital. A confusão só aumenta. Leia a posição do MPSC:

“O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) esclarece que não participou de qualquer tomada de decisão em relação à contratação do hospital de campanha em Itajaí, a qual compete exclusivamente ao Poder Executivo.

É importante esclarecer que, desde o início da pandemia em nosso estado, considerando o espírito de solidariedade exigido de todos em momentos como este, o MPSC tem buscado colaborar com os gestores públicos para, nos limites de sua atribuição constitucional, contribuir com as discussões e medidas necessárias para assegurar o atendimento da população catarinense.

Nesse contexto, inclusive, o MPSC elaborou e compartilhou com os Promotores de Justiça, Prefeitos Municipais e com o Governo do Estado diversas orientações sobre os mais variados temas, como estudos afetos às cautelas necessárias quanto à contratação emergencial de bens e serviços para enfrentamento à covid-19. 

Sempre que convidado, o Ministério Público tem participado de reuniões das mais diferentes áreas – saúde, defesa civil, educação, assistência social, entre outras -, com o objetivo de aumentar a capacidade do estado de buscar respostas aos problemas que se apresentam, sem, porém, participar de qualquer decisão de governo.

A 26ª Promotoria de Justiça da Capital, com atribuição para a investigação pertinente, recebeu representação sobre esse assunto e está procedendo à análise da documentação apresentada. Posteriormente, com melhor análise do material, a Promotoria de Justiça realizará os encaminhamentos necessários”.