Palavra Livre lança campanha de financiamento coletivo do Blog! Seja um assinante!

Há 12 anos o jornalista Salvador Neto mergulhou em um sonho: fazer jornalismo independente baseado em um blog com o seu nome. Logo em seguida pensou em um nome emblemático baseado no que ele acredita, a liberdade como base para uma sociedade saudável, feliz e desenvolvida. Assim o blog passou a se chamar Palavra Livre, como é até hoje.

Durante todo este tempo Salvador Neto editou o blog de forma totalmente voluntária. Bancou os custos, enfrentou obstáculos, mas sempre acreditou que o seu meio de comunicação seria de alguma forma relevante para a liberdade de imprensa, o jornalismo independente e liberto das amarras do poder econômico e político. Isso teve um custo. Algumas vezes ele teve que parar o conteúdo do Palavra Livre por entender que a ética é base do seu trabalho. Fez parte da sua história profissional que garantiu a ele a credibilidade como jornalista atuante e também quando trabalhava como assessor de imprensa, consultor ou cargos públicos.

Mudança cultural
Agora chegou o momento de, ao chegar à adolescência, o Blog Palavra Livre encarar a vida real e buscar se autofinanciar. Mas como fazer isso sem perder a sua essência? Salvador Neto pensou várias vezes como, até pequenos anúncios, mas nunca colocou energia nesta direção. Mas, como dizemos, chegou a hora de bancar os custos de apuração, produção, edição, distribuição, administrativos e jurídicos do fazer jornalismo profissional. Custa caro fazer jornalismo de qualidade e com interesse público, voltado a abrir espaços para as comunidades que não tem voz em veículos maiores de mídia, seja em qual plataforma for.

Então decidimos que o Palavra Livre investiria agora na mudança cultural de financiamento do jornalismo independente pela via do financiamento coletivo, olha só que legal! Veículos famosos como o The Intercept fazem a sua arrecadação para funcionar com aquela qualidade via financiamento coletivo recorrente, ou seja, com assinantes mensais. Salvador Neto ponderou, pensou, e decidiu que o Palavra Livre vai nessa, acreditando que a sociedade pode, e deve sim, bancar os veículos de mídia e comunicação em que acredita. Assim, fará parte da nova construção de comunicação social que não dependa mais somente dos grandes veículos que são bancados pelo sistema financeiro e grupos políticos. É uma utopia? É, mas como caminharíamos sem a utopia que nos faz mover os pés em direção ao sonho?

Por isso lançamos hoje a campanha de financiamento coletivo “Apoie o Palavra Livre”, o seu jornalismo independente. Utilizaremos para isso a plataforma Benfeitoria, uma das inúmeras plataformas que os projetos de todos os níveis utilizam para bancar seus projetos e ideias. Quem deseja ser assinante do Palavra Livre vai acessar a plataforma no endereço
https://benfeitoria.com/apoieopalavralivre e poderá ler a proposta, ver o vídeo que o jornalista Salvador Neto publicou explicando o porque da necessidade de assinantes para manter o projeto no ar, e escolher o valor que desejar contribuir para o Palavra Livre continuar a produzir matérias de interesse público.

Temos metas a atingir, e a cada meta há uma recompensa coletiva, singelas até mas importantes para manter acesa a chama do jornalismo independente e colaborativo entre sociedade e jornalistas. Topa fazer parte deste novo momento do Palavra Livre? Aceite o nosso convite, juntos podemos proteger o nosso direito a informação, denunciar desmandos e atos nocivos à sociedade, divulgar projetos e ações das comunidades que nunca tem espaço na mídia tradicional, espalhar cultura, arte, projetos sociais, e ver entrevistas especiais com gente que tem que prestar contas à sociedade, e também quem realmente tem algo a nos contar sobre a vida e as coisas que acontecem nas cidades.

Além de contribuir com o valor que você entender que cabe no seu bolso, você pode nos apoiar, e deve, compartilhando a campanha entre seus amigos nas redes sociais, listas de distribuição no WhatsApp, Telegram e outros, enfim, espalhar a ideia em que você, ao assinar, também acredita. Vamos lá? Seja um Palavra Livre, faça história conosco! Abaixo segue novamente o link de acesso ao financiamento coletivo, acesse agora e apoie o Palavra Livre, o seu canal de informação independente:

Apoie o Palavra Livre, para assinar clique aqui.

Paulo Bernardo sai desgastado após acusações de que o PT quer “censurar a mídia”

PauloBernardo_marco_midias_sociais__caricaturaMinistro das Comunicações, Paulo Bernardo saiu ainda mais desgastado das recentes entrevistas à mídia conservadora, nas quais mudou o discurso e passou a defender os marcos regulatórios da mídia, ao contrário do que havia dito na semana passada. Agora, segundo Bernardo, o projeto sobre o tema poderá ser apresentado até o final do governo da presidenta Dilma Rousseff, no próximo ano, possivelmente, após as eleições.

Ele também admite, doravante, usar alguns itens da proposta formulada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins. Ao voltar atrás, Bernardo afirma que sempre defendeu a regulação, mas acusa “alguns petistas” de quererem censurar os meios de comunicação.

– O que às vezes me faz contrapor com meus companheiros, alguns militantes que discutem esse tema, é que algumas pessoas veem a capa da revista e não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para mídia escrita – disse, em entrevista ao diário conservador carioca O Globo.
Na edição da revista semanal de esquerda Carta Capital que está nas bancas, Paulo Bernardo foi apresentado como o ministro do “plim-plim” e do “trim-trim”, em uma clara referência ao possível favorecimento à Globo e às operadoras de telefonia, especialmente a Oi, controlada pelos empresários Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, ambos ligados às forças reacionárias.
Bernardo já estava na alça de mira do PT desde a entrevista ao diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, na semana passada, na qual descartou a discussão, pelo governo, de uma Ley de Medios, nos moldes daquela em vigor na Argentina, para coibir a excessiva concentração nos meios de comunicação. Defensor da regulação da mídia, o presidente do PT, deputado Rui Falcão, criticou abertamente o ministro..
– É um direito do governo não enviar o projeto por conta da correlação de forças. Mas o partido, como é diferente do governo, vai se associar às entidades que estão querendo convencer a sociedade de que esse marco é necessário. Tenho a expectativa de que vai acabar saindo – disse Falcão.
Em Carta Capital, o editor Mino Carta fez uma dura crítica à repartição de verbas publicitárias governamentais e aponta suposto favorecimento às Organizações Globo, que estaria a receber uma “enchente” de recursos. “Situação contraditória. Ou não? A mídia ataca noite e dia, se for o caso inventa, omite e mente, e nem por isso tem êxito junto à maioria dos brasileiros. Haja vista os tais índices de popularidade. Se eleições fossem convocadas hoje, Dilma levaria no primeiro turno. É de estranhar, portanto, que o malogrado aparato comunicador fascine graúdos alvejados e goze de mesuras, afagos e contribuições em matéria. Polpudas. Aconselho aos interessados a leitura da reportagem de capa desta edição, sem se esquecer de passar os olhos sobre os números da publicidade governista garantida aos maiorais da mídia nativa. À Globo, uma enxurrada de grana. Uma enchente”, diz ele
Do Correio do Brasil

Semana acadêmica para pensar, APRENDER E INOVAR

Programação cultural com direito a teatro, exibição de curtas e apresentação de DJ. Programação acadêmica com a participação dos alunos da Rede AMLAT, grupo de pesquisa composto por oito universidades. Programação técnica composta por minicursos e palestras nas áreas de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. É com esse cardápio que os estudantes do Ielusc poderão contar a partir da próxima segunda-feira (17), quando será dada a largada à Semana Acadêmica de Comunicação Social, com três dias de programação cultural. As palestras começam na quinta (20).

O tema da Semana Acadêmica, voltado para a tecnologia, foi escolhido pelos alunos em votação aberta. Os palestrantes abordarão temas que variam da pesquisa em comunicação às ferramentas digitais e redes sociais. As palestras são abertas ao público. Os minicursos têm um custo simbólico e são restrito aos estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. As inscrições podem ser feitas a partir de hoje, na coordenação.

Evento paralelo à Semana Acadêmica
Programação cultural começa na segunda-feira
Palestrantes de renome nacional
Oficinas são elo com a técnica

PROGRAMAÇÃO SEMANA ACADÊMICA

Quinta-feira – 20/10
horário: 19h
local: Salão da Comunidade

Conferência de abertura do 3º Encontro Discende da Rede Amlat “A pesquisa crítica em comunicação na América Latina”
Conferencista: prof. dr. Alberto Afendy Maldonado (Professor do PPGCOM da Unisinos, coordenador do Processocom e da Rede Amlat)

Sexta-feira – 21/10
Horário: 19h

Palestra 1: “Tempos de transição: nocas narrativas do Jornalismo” 
Palestrante – prof. Ms. André Deak (Mestre em Comunicação, professor, produtor multimídia, co-fundador da Casa da Cultura Digital)
Local: Anfiteatro

Palestra 2: “Mídias Sociais”
Palestrante: Erick Santos (Profissional da agência A2C)
Local: Salão da Comunidade

Oficinas

Sábado – 22/10

Ferramentas livres para produção jornalistica multimídia
(Prof. André Deak – USP)
Das 9h às 13h.

Videomap
(Prof. Vigas – VJ Independente)
Das 14h às 17h

Fotografia de Produto
(Prof. Fernanda Pozza – Univille)
Das 14h30 às 18h

Infografia
(Prof. Lúcio Baggio – Ielusc/Estácio)
Das 9h às 13h

Participe e ajude a divulgar!

Você é nosso convidado especial!

Artigo: Assessores e assessorados

Relacionamento franco é a chave para bons resultados em comunicação

Jorge (nome fictício) dirige uma grande empresa que cresce em seu mercado. Profundo conhecedor do seu ramo de negócios, ele decide contratar uma assessoria de comunicação para cuidar da imagem de seus negócios e a sua própria. Determinado, faz consultas a amigos e pesquisa o mercado. Após alguns contatos, apresentações e propostas, ele contrata um dos melhores, o Zeca, especialista em marketing, jornalista e muitos outros agregados após seu nome. Conhecimento não lhe falta. Ao Jorge também não. Começa a parceria, mas meses depois Jorge encerra o contrato. Alegação? Os resultados não foram os esperados.

Aos amigos da área, o dispensado Zeca conta seu calvário. Desde o início, Jorge conversou com ele pouquíssimas vezes sobre as estratégias da empresa. Nas reuniões de diretoria, vez ou outra foi convidado, e aí, não sabia do que se pensava para o futuro, tampouco do presente real em andamento. Quando via, opiniões de Jorge já estavam em colunas econômicas, por vezes, causando problemas ao empreendimento tanto interna quanto externamente. E Jorge? Bom, empresário bem sucedido, entendedor do seu negócio, entendeu que o investimento em um profissional não valia à pena. Afinal, ele é que tinha de pensar e realizar tudo!

Essa pequeníssima estória acontece muitas e muitas vezes na relação entre assessores e assessorados, e em vários ramos de negócios, e também de assessorias e consultorias. E sabem por quê? Porque quem contrata precisa ter como decisão fiel, verdadeira e sincera de investir em comunicação, na transparência do relacionamento não só com a sociedade e os mercados, mas também com fornecedores, trabalhadores, consumidores. É preciso valorizar a comunicação como bem prioritário na organização. E não medir o profissional contratado apenas pelo que o assessorado entende empiricamente como sendo comunicação.

Nada é mais importante em uma empresa, entidade social, órgãos públicos, governos em geral, ou mesmo para personalidades políticas, empresariais, eclesiásticas, esportivas e tantos outros do que a informação. Sem a informação obtida e disponibilizada de forma ética e planejada, as crises acontecem com uma freqüência preocupante. Por vezes, tais crises podem até mesmo fazer desmoronar impérios fortíssimos, ou imagens escrupulosamente limpas. Exemplos estão aos montes espalhados por aí em livros, reportagens e relatos de assessores e assessorados. Não há profissional de comunicação que resolva o problema se falta vontade verdadeira por parte do contratante, ou seja, o assessorado.

Como Jorge pode querer um resultado primoroso de Zeca se sequer conversa com ele rotineiramente, não deseja abrir suas estratégias e discuti-las em conjunto, ou mesmo aceitar um planejamento de comunicação adequado ao seu momento, e às suas aspirações? Em pleno século 21 as relações entre assessores e assessorados precisa avançar muito de ambas as partes, mas muito mais de quem contrata o Zeca, não é Jorge?

Aliás, recentemente a empresa dele passou por uma crise sem precedentes por conta de problemas ambientais que caíram como uma bomba na imprensa e por conseqüência, nos mercados. Suas ações despencaram e quase foi à falência. As suas informações confundiram a opinião pública, e a emenda saiu pior que o soneto. Comunicação é coisa séria e deve ser administrada por profissionais preparados, qualificados. E o contratante não deve titubear, deve estar decidido a priorizar a área. Não basta parecer, é preciso ser, e mais: esta regra é válida para assessores e assessorados. O mercado não perdoa amadores.

* produção deste jornalista/blogueiro, já enviada a alguns jornais locais, mas infelizmente ainda não publicada, e por isso compartilhada aqui com meus quase três mil leitores.