Florianópolis lança edital de apoio ao audiovisual

A partir desta segunda-feira, 3 de agosto, a Prefeitura de Florianópolis, por meio do Fundo Municipal de Cinema (Funcine), abrirá as inscrições para o 9º Edital de Apoio ao Audiovisual Armando Carreirão. Serão premiados 24 projetos, divididos em quatro categorias: R$ 120 mil para desenvolvimento, R$ 640 mil para produção, R$ 50 mil para formação e R$ 90 mil para difusão. Os projetos podem ser inscritos até o dia 17 de setembro, às 13h, por estabelecimentos ou residentes em Florianópolis há pelo menos dois anos.

Neste ano, as inscrições poderão ser feitas de maneira online, em função da pandemia de Covid-19. Os interessados podem acessar o edital e acompanhar todas as etapas do processo no site do Funcine, pelo link http://bit.ly/funcine326. A verba poderá ser utilizada na realização e execução dos trabalhos vencedores. O edital vai premiar projetos de desenvolvimento de longas e séries (roteiros), curtas-metragens de diretor estreante e não estreante, mostras de filmes florianopolitanos, publicações de revisitas eletrônicas de crítica cinematográfica, eventos de formação, entre outros.

Incentivo à cultura
A Prefeitura da Capital é grande fomentadora da cena cultural de Florianópolis, principal polo audiovisual de Santa Catarina. Nas oito edições anteriores dos Editais Armando Carreirão, já foram possibilitadas as produções de mais de 40 filmes, o que ajudou a colocar a cidade em destaque na criação de conteúdos do segmento. O mais recente reconhecimento foi da série Crisálida, a primeira produção bilíngue em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português produzida do Brasil, da Netflix, cujo piloto foi premiado na oitava edição do edital, em 2019.

A Capital Catarinense possui o Fundo Municipal de Cinema mais antigo do País, instituído em 1989, e importantes festivais como a Mostra de Cinema Infantil e o Florianópolis Audiovisual Mercosul, festivais consolidados nacional e internacionalmente em mais de duas décadas de existência, completando a cadeia produtiva do município, desde o fomento até a exibição.

Atualmente a TV Câmara de Florianópolis, em uma parceria inédita com o Funcine, passou a exibir para o público local os filmes produzidos através do Edital Armando Carreirão, democratizando ainda mais o acesso às obras produzidas com recursos do Edital. A Capital procura aumentar ainda o interesse de produções nacionais e internacionais que desejam filmar em Florianópolis, devido à qualidade de seus artistas e profissionais, clima favorável, diversidade étnica, estrutura de serviços de hospedagem, cenários e paisagens.

Em maio de 2020 a Prefeitura criou a Comissão do Audiovisual, uma iniciativa que tem o intuito de entender e resolver as demandas do município em relação a produtores e revisar a legislação referente ao setor, buscando dar maior incentivo e visibilidade para a cadeia produtiva local.

Prêmio Catarinense de Cinema está com as inscrições abertas

As inscrições para o Prêmio Catarinense de Cinema 2020 abriram nesta segunda-feira, 6. Nesta edição, o edital irá distribuir R$ 5 milhões a projetos de 13 categorias, divididos em quatro modalidades. Os recursos são do Governo do Estado de Santa Catarina, que promove o Prêmio por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

As inscrições, acompanhadas dos documentos obrigatórios exigidos no Edital, deverão ser enviadas exclusivamente no formato virtual por meio da plataforma especialmente desenvolvida para este fim. O prazo vai até as 23h59 do dia 19 de agosto de 2020.

Podem participar do certame pessoas físicas e jurídicas domiciliadas e/ou registradas em Santa Catarina há, no mínimo, dois anos. Todas as cópias de documentos em formato digital, bem como a cópia do projeto, devem estar impreterívelmente em arquivos no formato PDF, compatível com o sistema operacional Windows, sob pena de desclassificação. 

Todas as dúvidas devem ser enviadas exclusivamente ao Portal de Compras do Governo do Estado, onde serão respondidas pelas comissões de Licitação e de Organização e Acompanhamento do Edital.

Sobre o Prêmio

Promovido pela FCC desde 2001, o Prêmio Catarinense de Cinema tem por objetivo fomentar o setor audiovisual no estado de Santa Catarina. Desde a edição de 2019, as inscrições são feitas inteiramente de forma digital, por meio da plataforma desenvolvida para o envio das propostas e documentações ao longo de todo o processo.

Em 2020, o Prêmio está dividido nas seguintes modalidades: Produção (subdividido nas categorias Longa-metragem Baixo Orçamento; Obra Seriada; Telefilme; Curta-metragem A; Curta-metragem B; e Videoclipe), Desenvolvimento (com as categorias de Projeto de Longa-metragem e Projeto de Obra Seriada), Capacitação (com a categoria Laboratório de Formatação de Projetos Audiovisuais) e Difusão (subdividido nas categorias Festival de Cinema A; Festival de Cinema B; Festival de Cinema C; e Cineclube).

FAM 2020 lança financiamento coletivo para a realização da 24a. edição

Com 832 filmes inscritos no 24º Florianópolis Audiovisual MERCOSUL – FAM 2020 – e com dificuldades para a conquista de patrocínio por conta do momento de pandemia, a organização do Festival lançou a Campanha de Financiamento Coletivo #SomostodosFAMdeCinema. O FAM é um dos 15 festivais mais antigos do Brasil e “sempre foi feito com muita emoção, esforço e convicção da importância do Cinema na vida de todos”, destacam os organizadores.

Contribuindo com a campanha você está viabilizando mais uma edição do FAM, sempre presente na formação cultural de duas gerações de catarinenses. No link da plataforma Benfeitoria (http://www.benfeitoria.com/famdetodos?ref=salvador) você encontra a apresentação do FAM2020 com todos os detalhes do projeto de financiamento coletivo, as recompensas a quem colaborar em vários níveis. O Palavra Livre apoia, apoie você também!

Mostra de Cinema e Direitos Humanos acontecerá em Florianópolis em novembro!

Entre os dias 7 e 12 de novembro, Florianópolis recebe a 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul. A iniciativa tem o objetivo de estimular o debate sobre temas relacionados aos direitos humanos por meio da linguagem do audiovisual.

O evento é realizado pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República em parceria com o Ministério da Cultura e a Universidade Federal Fluminense (UFF) e, em Santa Catarina, tem o apoio da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria de Estado da Casa Civil.

A programação reúne curtas, médias e longas-metragens que abordam assuntos como direitos da pessoa com deficiência, população LGBT, idosos, negros, mulheres, juventude, comunidades tradicionais, ditadura e democracia.

Além dessas apresentações, serão realizadas sessões gratuitas com audiodescrição para deficientes auditivos; sessões especiais para as escolas nos dias de semana e debates sobre cinema e ditadura com professores, cineastas e representantes do poder público.

Segundo a diretora de Direitos Humanos, Dirlei Maria Kafer Gonçalves, a atuação da diretoria na 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul está centrada na promoção do evento.

“Nosso papel esse ano é de promover a divulgação da Mostra junto aos meios de comunicação locais, redes sociais, entidades de defesa de direitos, escolas públicas, além de participar de debates sobre Direitos Humanos em sessões especiais e articular com as Secretarias de Estado na divulgação da Mostra”, conta a diretora Dirlei.

Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul
Realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Ministério da cultura, com a produção da Universidade Federal Fluminense, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul celebra há nove edições o aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Ela ocorre nas 26 capitais e no Distrito Federal e tem o patrocínio da Petrobras e do BNDES.

Serviço
O que: 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos do Hemisfério Sul
Quando: 7 a 12 de novembro
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC): Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis – SC)
Entrada Gratuita

Mais informações: karinejoulie@gmail.com / (48) 9146-2142

Apoio local: Diretoria de Direitos Humanos (DIDH) da Secretaria de Estado da Casa Civil, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Museu da Imagem e do Som (MIS/SC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC)

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

7 de novembro, sexta-feira

19h30 – Filme de Abertura Lúcia Murat

QUE BOM TE VER VIVA (Brasil, 1989, 95’)

8 de novembro, sábado

14h – Mostra Competitiva

LA JAULO DE ORO – DIEGO QUEMADA-DÍEZ (México, 2013, 108’)

Classificação indicativa: 14 anos

16h – Mostra Competitiva

TEJO MAR – BERNARD LESSA (BRASIL, 2013, 20’)

Classificação indicativa: 10 anos

CESÓ LA HORRIBLE NOCHE – RICARDO RESTREPO (COLOMBIA, 2013, 25’)

Classificação indicativa: Livre

POLINTER – DAFNE CAPELLA (BRASIL, 2012, 56’)

Classificação indicativa: 14 anos

19h – Memória e Verdade

CABRA MARCADO PRA MORRER – EDUARDO COUTINHO (BRASIL, 1984, 119’)

Classificação indicativa: 12 anos

21h – Mostra Lúcia Murat

DOCES PODERES (Brasil, 1997, 93’)

Classificação indicativa: 16 anos

9 de novembro, domingo

14h – Mostra Competitiva

TOMOU CAFÉ E ESPEROU – EMILIANO CUNHA (BRASIL, 2013, 12’33”)

Classificação indicativa: 12 anos

A VIZINHANÇA DO TIGRE – AFFONSO UCHOA (BRASIL, 2014, 95’)

Classificação Indicativa: 12 anos

16h – Mostra Competitiva

JESSY – PAULA LICE, RODRINHO LUNA E RONEI JORGE (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação Indicativa: 12 anos

YVY MARAEY, TIERRA SIN MAL – JUAN CARLOS VALDÍVIA (BOLÍVIA, 2013, 105’)

Classificação: 14 anos

19h – Mostra Competitiva

AS CRIANÇAS DE CHOCÓ – ROLANDO VARGAS (COLOMBIA, 2014, 24’)

Classificação indicativa: Livre

RIO CIGANO – JULIA ZAKIA (BRASIL, 2013, 80’)

Classificação indicativa: 14 anos

21h – Mostra Competitiva

AMEAÇADOS – JULIA MARIANO (BRASIL, 2014, 22’)

Classificação indicativa: 12 anos

MOHAMED MAHMOUD…HERALD DOS REVOLUCIONÁRIOS – INES MARZOUK (EGITO, 2012, 11’)

Classificação: 12 anos

MATARAM MEU IRMÃO – CRISTIANO BURLAN (BRASIL, 2013, 77’)

Classificação indicativa: 12 anos

10 de novembro, segunda-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

GROWING – TARIQ RIMAWI (JORDÂNIA, 2013, 5’)

Classificação indicativa: Livre

RELÍQUIA – RENATA DINIZ (BRASIL, 2013, 15’53’’)

Classificação indicativa: Livre

GALUS GALUS – CLARRISA DUQUE (VENEZUELA, 2013, 12’)

Classificação indicativa: Livre

MEU AMIGO NIETZSCHE – FÁUSTON DA SILVA (BRASIL, 2013, 15’)

Classificação indicativa: Livre

SANÃ – MARCOS PIMENTEL (BRASIL, 2013, 18′)

Classificação indicativa: Livre

QUILOMBO DA FAMILIA SILVA – SÉRGIO VALENTIM (BRASIL, 2012, 15′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Programa Inventar

PELAS JANELAS – CAROL PERDIGÃO, GUILHERME FARKAS, SOFIA MALDONADO, WILL DOMINGOS (BRASIL,

2014, 35`)

Classificação indicativa: Livre

FILMES CARTA (BRASIL, 2014, 62`)

Classificação indicativa: LIVRE

19h30 – Mostra Competitiva – Sessão com debate

BRAVA GENTE BRASILEIRA (Brasil, 2000, 103’)

Classificação indicativa: 16 anos

11 de novembro, terça-feira

9h – Mostra Competitiva – Sessão com escola

O MERCADO DE NOTÍCIAS – JORGE FURTADO (BRASIL, 2014, 94’)

Classificação indicativa: 10 anos

6 CUPS OF CHAI – LAILA KHAN (ÍNDIA, 2014, 7′)

Classificação indicativa: Livre

14h – Mostra Competitiva

A MORTE DE JAIME ROLDÓS ou rolders? – LISANDRA I. RIVERA, MANOLO SARMIENTO (EQUADOR/ARGENTINA, 2013, 125’)

Classificação indicativa: 10 anos

19h30 – Mostra Memória e Verdade – Sessão com debate

SETENTA – EMILIA SILVEIRA (BRASIL, 2013, 96’)

Classificação indicativa: 12 anos

12 de novembro, quarta-feira

9h – Mostra Lúcia Murat – Sessão com audiodescrição

UMA LONGA VIAGEM (Brasil, 2011, 95’)

Classificação indicativa – 12 anos

14h – Mostra Competitiva – Sessão com audiodescrição e escola

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO – DANIEL RIBEIRO (BRASIL, 2014, 95′)

Classificação indicativa: 14 anos

19h30 – Mostra Memória Verdade

O DIA EM QUE DORIVAL ENCAROU A GUARDA – JORGE FURTADO E JOSÉ PEDRO GOULART (BRASIL, 1986,14′)

Classificação indicativa: 14 anos

AÇÃO ENTRE AMIGOS – BETO BRANT (BRASIL, 1998, 76′)

Classificação indicativa: 14 anos

Cinema: Cineclubes superam dificuldades e mantém tradição

A tecnologia permite que uma pessoa tenha em seu smarthphone, computador ou tabletaplicativos e acesso a sites que possibilitem assistir a filmes online a qualquer hora e em qualquer lugar. Mas seria a tecnologia uma ameaça a um movimento que tenta manter a tradição do debate e do encontro entre pessoas como os cineclubes? O tema divide opiniões.

A pesquisadora de cinema Berê Bahia conta que o cineclubismo é uma atividade antiga no Brasil. “O primeiro cineclube foi criado em 1928, no Rio de Janeiro. O pessoal da minha geração, acho que 90% , tem formação cineclubista”. Segundo ela, ao longo da história, esses espaços enfrentaram momentos difícieis, como na ditadura, por exemplo, e foram locais de formação para nomes importantes do cinema nacional como Glauber Rocha.

Mas o que são esses lugares? O presidente do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Jorge Conceição, explica: “É um espaço aberto para programar filmes que tenham relação com a realidade da comunidade e, após a exibição, abre-se um debate. Os movimentos cineclubistas são ações de psicopedagogia crítica”. Outra característica é a entrada gratuita. Um fator importante para atrair aqueles que muitas vezes não têm acesso a uma sala de cinema.

Pedro Lacerda, diretor da Associação das Produtoras Brasileiras de Audiovisual, acredita que a tecnologia tenha tirado público dos cineclubes. “A magia da película, do celuloide, foi acabando, e hoje foi substituída por uma projeção tecnológica. As pessoas não se interessam por ir ao cineclube. Hoje elas podem baixar [um filme], assistir no aplicativo, parar o filme quando quiser, analisar uma cena.”

Mas há quem veja na tecnologia uma oportunidade para aprimorar o trabalho na área. Vitor Sarno é um dos organizadores do Jiló na Guela, cineclube que funciona na capital federal há pouco mais de dois anos. Para Vitor, a internet provocou mudanças no cinema: salas menores e em menor quantidade, concentradas geralmente em shoppings. Mas ainda assim, para ele, a maneira tradicional de assistir aos filmes não morreu e é possível ver vantagens na tecnologia.

“A internet facilita que o cineclube tenha acesso a materiais que antes não tinha. Já passamos documentários que não foram lançados aqui”. E mesmo com as mudanças, o organizador acredita que o cineclube ainda consiga se diferenciar. “Na internet tem muita opção e muitas vezes você não consegue filtrar. No cineclube, o que a gente tenta é garantir uma curadoria: selecionamos filmes bons para passar.”

Euler Soares é técnico educacional e integra a equipe do CineCAL, cineclube da Casa da Cultura da América Latina, instituição da Universidade de Brasília (UnB). As exibições ocorrem no Setor Comercial Sul, na área central da cidade, todas as terças e quintas às 12h30. Ele conta que com as facilidades da internet e dos aplicativos é preciso investir em material inédito para chamar a atenção do público, mas defende que o interesse pelos cineclubes ainda existe. “Acredito que as pessoas tenham necessidade desse encontro físico, dessa troca, de conversar com os outros, de comentar o filme.”

Eduardo Ricci é fundador e coordenador do Lanterna Mágica, que existe há 15 anos. O cineclube funciona na Universidade Santa Cecília (Unisanta), na cidade de Santos, em São Paulo, e atende tanto aos estudantes quanto à comunidade. Ele percebeu que com o avanço da internet uma parte do público passou a não ser tão frequente nas exibições. “Depois que a internet ficou mais popular diminuiu um pouco de público. O pessoal mais antenado em tecnologia fica mais em casa. Sinto essa diferença, mas no geral as pessoas continuam indo. Hoje, uma parte desse pessoal trabalha com a gente. Trabalha com aplicativos, dispositivos móveis.”

A pesquisadora Berê Bahia acredita que os cineclubes continuam servindo como “fator de agregação em torno do cinema”. Para os cineclubistas, o ponto forte são os debates ao final das exibições. Esse momento é importante para a formação de público, pois muitos dos espaços exibem filmes que não estão no circuito comercial. Seja com um especialista ou até mesmo com a equipe realizadora dos filmes, para o presidente do CNC, as conversas devem provocar os espectadores. “No debate tem que ter sempre alguém de visão mais crítica para gerar uma educação reflexiva”. Outro papel destacado pelos cineclubistas é a divulgação do audiovisual.

Mas os espaços também enfrentam desafios. Eduardo Ricci, do Lanterna Mágica, destaca a falta de reconhecimento do trabalho. Para ele, falta engajamento de instituições, principalmente no que se refere à inclusão. O presidente do CNC levanta dois pontos: a falta de incentivo e a dificuldade de ter uma metodologia adequada para atuar dentro de certas comunidades. “Tem todo um cuidado para não piorar os conflitos que já existem ali. Além dos desafios materiais, tem esse desafio metodológico.”

Pedro Lacerda destaca a importância de se criar cineclubes dentro das escolas e de ações para preservar a atividade no âmbito das instituições de ensino. “Dentro da escola, no seio do processo educativo, justifica-se muito a criação de cineclubes, mas os projetores estão parados. Na escola, já tem o público e tem a formação de público, que são os alunos, e eles vão aprendendo a gostar de cinema.”

Para que a atividade cresça, algumas medidas governamentais visam ao fomento da atividade. Durante o 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, este ano, um projeto foi lançado pelas secretarias de Educação e Cultura do Distrito Federal. O objetivo é incentivar a montagem de cineclubes dentro das escolas públicas do Distrito Federal. Atualmente, segundo a Secretaria de Educação, 77 escolas têm equipamentos e quase 50 delas já passam projeções para a comunidade. Agora, o projeto pretende investir em outras instituições e na formação de alunos e professores.

Da Ag. Brasil

Dia internacional da doação de livros, saiba maiores informações e partilhe esta ideia

Uma mobilização mundial, que incentiva o hábito da leitura e questiona o consumismo, acontece todos os anos no dia 14 de fevereiro. A data foi escolhida para acolher o Dia Internacional de Doação de Livros, que consiste em presentear alguém com um livro, deixar um livro em uma sala de espera ou doar um exemplar para a biblioteca.

A campanha envolveu, em 2013, 34 países e, este ano, pretende aumentar seu alcance. Por isso, não se assuste se encontrar livros espalhados por sua cidade nesse dia. O desapego deve levar em conta, também, a pessoa que receberá este livro. Por isso, escolha uma forma de participar da doação que beneficie aqueles que mais precisam.

Segundo a International Book Giving Day, iniciativa 100% voluntária que organiza a mobilização, a maioria das crianças nos países em desenvolvimento não possui livros. No Reino Unido, um terço delas não possuem livros e nos Estados Unidos dois terços dos que vivem na pobreza não têm uma encadernação própria.

O blog brasileiro Kids Indoors é o representante nacional do projeto. Algumas informações sobre a data, bem como banners de divulgação do evento estão disponíveis lá.

Aproveite o fim de semana para separar os livros e planejar estratégias de doação!

Fonte: EBC.

Estação da Memória com exibição de filmes neste sábado (9/3)

A Estação da Memória realiza programação especial para o aniversário da cidade. Durante todo o sábado, 9 de março, filmes, curtas e documentários de produtores e cineastas joinvilenses serão exibidos no auditório da Estação.

A programação começa às 9 horas e segue com a última exibição iniciando às 17h30. A entrada é gratuita. Confira:

9 horas – Menino Caranguejo

Direção Chicolam

Duração aprox. 30min

10 horas – Sob o Céu de Joinville

Direção Rodrigo Falk Brum

Duração 15min

11 horas – As Bicicletas de Joinville

Direção Renato Ávila

Duração 70min

12h30 – Do Cais ao Mercado – Um Século de Histórias

Direção Henrique Tobal Neto

Duração 26min

13 horas – Burguesa – Histórias de Gente e de Lixo

Direção Giane Maria de Souza

Duração 15min

14 horas – Ditadura Reservada

Direção Fabrício Porto

Duração 79min

15h30 – 1951

Direção Ebner Gonçalves

Duração 26min

16 horas – Nossos Compositores Pioneiros

Produção – Raimundo José Bernardes e Claudionor Fávero

Duração 42min

17 horas – Sambaquianos Nosso Povo, Nossa História

Produção Mari Silveira

Duração aprox. 25min

17h30 horas – Seu Brasilino

Direção Cristina Puccini

Duração 73min

Petrobras divulga festivais contemplados na seleção pública de 2012

A Petrobras divulgou na última sexta-feira (22) a lista de projetos de festivais contemplados na seleção pública do Petrobras Cultural 2012. Nesta edição, foram selecionados 20 festivais de cinema e 12 festivais de música, que serão realizados até março de 2014.  O resultado está disponível no site www.petrobras.com.br/ppc.

A área de festivais de cinema somou 109 inscritos, dos quais 20 foram contemplados, sendo três do Rio de Janeiro, dois de Pernambuco, dois de Minas Gerais, dois do Rio Grande do Sul e dois de Santa Catarina. Do Acre, Bahia, Maranhão, Piauí, Sergipe, Goiás, Espírito Santo e São Paulo foram escolhidos um projeto em cada estado; além de um no Distrito Federal.

Para a área de festivais de música, foram 195 inscrições, sendo 12 selecionados. Pernambuco e Bahia tiveram dois projetos entre os escolhidos; Amapá, Pará, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná tiveram um projeto contemplado, cada estado. Ao todo, foram inscritos 304 projetos de todas as regiões do país.

 

Em Santa Catarina foram contemplados os projetos “12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis” e “FAM 2013 – 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul” . Continuidade de uma Mostra de Cinema para crianças, o primeiro projeto promove, além de inclusão social, o desenvolvimento e o fortalecimento do cinema em todo o estado. Já o segundo, que é um evento anual e gratuito, é formado por duas vertentes: o Festival Audiovisual do Mercosul e o Fórum Audiovisual – acompanhado do Seminário de Cinema e Televisão e de Encontros Setorizados.
As comissões de análise técnica da Seleção Pública Petrobras Cultural são formadas por profissionais que atuam diretamente nos setores da cultura contemplados pelo Programa, incluindo realizadores, pesquisadores, jornalistas, críticos, curadores, acadêmicos, editores, entre outros. A composição das comissões, renovada a cada ano, busca atender à maior diversidade possível de perfis para o julgamento dos projetos, que são selecionados por seu mérito qualitativo.

O incentivo a festivais tem como objetivo formar novas platéias e privilegiar espaços de fomento e circulação da produção nacional. Desde 2003, o Programa já destinou, através de seleções públicas, R$ 21 milhões contemplando 130 projetos nessas duas áreas.

A Edição 2012 do Programa destinou R$ 67 milhões, a maior verba de todas as edições, à seleção pública de projetos de todo o país, em 11 áreas culturais, dentro das linhas: Preservação e Memória, Produção e Difusão. A divulgação dos resultados das demais áreas do Petrobras Cultural está prevista para abril deste ano.

Petrobras Cultural

O Programa aborda a cultura brasileira em suas mais diversas manifestações, abrangendo a sua criação, produção, difusão, preservação e assimilação. Articulado com as políticas públicas para o setor e focado na afirmação da identidade brasileira, o Programa contribui para a ampliação das oportunidades de criação, circulação e fruição dos bens culturais e para a permanente construção da memória cultural brasileira.

Em oito edições, a Seleção Pública do Petrobras Cultural já destinou R$ 313 milhões e contemplou 1.319 projetos em todas as regiões do país, valorizando a cultura brasileira em toda a sua diversidade étnica e regional. Foram mais de 26 mil projetos inscritos, avaliados por diversos especialistas integrantes das comissões de seleção.


Confira a lista completa dos projetos contemplados:

Bananada 2013
Festival Canavial 2013
Festival de Jazz do Capão 2013
Festival Quebramar – VI Edição
Festival Roque Pense! 2013
Festival Satélite 061 – 2013
Semana da Música 2013
Zona Mundi – Circuito Eletrônico de Som e Imagem
II Encontro Percussivo REC PE
5º Festival Choro Jazz
VIII Festival Se Rasgum
33º Festival de Música de Londrina … o festival de todas as músicas…

Festivais de cinema

CINE PE Festival do Audiovisual de 2013
Curta-Se 13 – Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe
Dia Internacional da Animação 2013
É Tudo Verdade -18º Festival Internacional de Documentários
FAM2013 – 17º Florianópolis Audiovisual Mercosul
Festival Internacional De Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2013
IV Festival Internacional de Audiovisual Pachamama
V Semana dos Realizadores
VI Janela Internacional de Cinema do Recife
8º Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões
IX Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre
IX Panorama Internacional Coisa de Cinema
12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
13ª Goiânia Mostra Curtas
17º Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte – forumdoc.bh.2013
17ª Mostra de Cinema de Tiradentes
20° Vitória Cine Vídeo – 17º Mostra Competitiva Nacional 2013
36ª Festival Guarnicê de Cinema
41º Festival de Cinema de Gramado
46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Vale Cultura entrará em vigor no primeiro semestre

Cartão com crédito de R$ 50 mensais vai funcionar de maneira similar ao vale-refeição ou o vale-transporte. Depois de sancionado pela presidente Dilma Rousseff em 27/12/2012, o Vale-Cultura passa por fase de regulamentação e implementação e deve entrar em vigor a partir de julho de 2013.

O projeto cria um cartão com o valor de R$ 50 mensais a serem recebidos por trabalhadores com registro em carteira e que ganhem até cinco salários mínimos (R$ 3.390).

A proposta colocará R$ 500 milhões de isenção fiscal até o fim do ano para empresas que aceitarem o serviço, sendo que a participação não é obrigatória. O empregado arca com R$ 5 na folha de pagamento e o restante é abatido dos impostos das corporações.

Em médio prazo, o montante de isenção será de R$ 7 bilhões. Ainda não foi selecionada a companhia que gerenciará o cartão, assim como não foi definido se será cumulativo.

O governo considera a possibilidade de atender aos 17 milhões de empregados em regime CLT no País conforme a ação for instalada ao longo dos próximos anos.

O embrião do projeto existia desde a primeira gestão Lula, entretanto, não saía do papel em função de impasses como a inclusão de servidores públicos e aposentados na iniciativa.

De acordo com o secretário de políticas públicas do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, expandir a abrangência do projeto seria oneroso demais para o estado. “A limitação ao âmbito celetista propiciou aprovação imediata da presidente”, disse Mamberti, que discutiu o tema em entrevista ao ABCD MAIOR.

ABCD MAIOR – O Vale-Cultura gera grandes expectativas. Como o Ministério encara as críticas ao projeto quando comparado a assistencialismo?
Sérgio Mamberti – O Vale é garantia de direitos. Chamar de assistencialismo é no mínimo má-fé e limitante. Se outras áreas possuem subsídio, por que a cultura não pode ter, uma vez que é desenvolvimento? Comparativamente com outros setores, o investimento é curto por parte do governo. Não podemos ver a proposta com desprezo e como assistencial, e sim como investimento social porque aonde a cultura chega, combate a violência e impulsiona a cidadania.

Deve haver censura ou regras que estipulem em que produto o cartão deve ser usado?
Há uma série de aspectos que a sociedade deve discutir sobre o projeto e que deveremos avaliar constantemente para corrigir o rumo do Vale-Cultura enquanto estiver em percurso. Logo que começamos a abordar a questão, a mídia indagou a qualidade do que seria adquirido pelo trabalhador e muitos acusaram o governo de dirigismo cultural, como se o governo quisesse estipular o que será consumido, mas as opiniões da grande mídia visam isso. Não podemos ficar sujeitos a uma apreciação desse nível, com uma desqualificação que não tem nada a ver com o processo. O Vale-Cultura é resultado de uma ampla consulta nacional, consagrada nas conferências nacionais de cultura. A censura ocorre por causa de dirigismo do mercado, determinando o que a população deve ou não ver justamente pelo preço.

O senhor acha que as empresas vão aderir?
Precisamos fazer uma campanha para mobilizar empregados e a iniciativa privada. A nossa Constituição prevê que a população tem direito a usufruir de bens culturais. A sociedade nos ajudará a tomar decisões, o caráter é de aprimoramento. É uma revolução. Principalmente em metrópoles, porque o trabalhador fica restrito a trabalho, casa e televisão. Os preços muitas vezes não são acessíveis e o tempo e deslocação para ver as atividades não colaboram. As atividades precisam ser descentralizadas para facilitar.

Não se corre o risco de o projeto incentivar ainda mais um circuito cultural já forte, como o cinema norte americano ou a compra de livros famosos estrangeiros?
Sim, o medo é que fique restrito ao circuito tradicional. É preciso criar condições para o oposto. Se um bom preço for feito para o cinema nacional, assim como teatro, mostras etc., haverá campanhas, descontos e pacotes que beneficiem quem usar o vale para eventos diferentes e isto forma público. As modalidades surgirão e elevarão o nível de acesso, proporcionando um cardápio cultural a que a população mais pobre raramente teria acesso.

A ministra Marta Suplicy classificou o Vale-Cultura como o Bolsa Família da alma. É a consagração da cultura como algo tão importante quanto comida?
Certamente, a verdade é que infelizmente o projeto cultural brasileiro era um grande balcão e quem tinha acesso eram os amigos do rei. Confundia-se o usuário com o produtor cultural e não o cidadão. Faz parte do Ministério o fortalecimento da cadeia produtiva, de apoio à produção por fomento, mas não se pode perder de vista que estamos trabalhando por direitos do cidadão.

Do ABCD Maior

Garten traz Cine 6D pela primeira vez à região

Uma novidade chega à cidade e vai agradar os cinéfilos da região. O Joinville Garten Shopping traz uma atração para os que procuram diversão que vai além da tela de cinema. Uma cabine de cinema 6D estará até o mês de fevereiro no Shopping. O brinquedo com efeitos especiais traz imagens tridimensionais, poltronas com movimento, efeito especial de água e aromas que fazem o público vivenciar a emoção do que está sendo mostrado na tela do cinema.

Sete filmes estão em cartaz, cada um com duração aproximada de cinco minutos. Segundo André Bonetti, responsável pela vinda do Cine 6D, esta é a primeira vez que a cabine vem à região. ?Sempre temos a oportunidade de contar com um grande público, principalmente crianças e adolescentes que se divertem com a novidade e os filmes?, destaca.

Filmes em cartaz:

Trenó do Papai Noel
Space Adventure
A Ilha dos Dinossauros
Fábrica de Chocolates
Trem Fantasma
Guerra nas Estrelas
Mundo Submarino

Serviço:

O quê: Cine 6D
Quando: até fevereiro
Onde: Praça de Eventos do Joinville Garten Shopping
Quanto: R$ 7