Nono dígito para celulares passa a valer na próxima segunda-feira em Santa Catarina

palavralivre-nono-digito-celulares-santa-catarinaCelulares com os DDDs 47, 48 e 49 de Santa Catarina vão receber o nono dígito a partir da próxima segunda-feira, 6. Os usuários de telefonia móvel devem acrescentar o número nove em sua agenda.

As ligações com oito dígitos ainda serão completadas por um tempo determinado, durante o processo de adaptação dos usuários e das redes, mas após esse período as chamadas não serão mais completadas. Mensagens de SMS e MMS também não serão enviadas se forem usados oito dígitos.

Para facilitar a adaptação dos consumidores, o Procon de Santa Catarina recomenda o uso de aplicativos para realizar a mudança.

“Existem alguns aplicativos que fazem a atualização total da agenda. Isso faz com que o consumidor evite a perda de dados ou fique sem a comunicação com o seus contatos”, afirma  o diretor do Procon, Maycon Baldessari.

O diretor lembra também que as empresas de telefonia não podem cobrar pela aumento de dígitos. “Como essa inclusão é uma exigência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), então as empresas são obrigadas a fazer essa mudança sem custo adicional para os consumidores”, diz.

Além de Santa Catarina, os DDDs do Paraná (41, 42, 43, 44, 45 e 46) e do Rio Grande do Sul (51, 53, 54 e 55) também terão o algarismo 9 adicionado a seus números. Os telefones fixos continuam com oito dígitos.

Celulares de cinco estados ganham mais um dígito a partir de novembro

Falta menos de um mês para que os telefones celulares de cinco estados tenham mais um número. A implementação do nono dígito nos telefones móveis dos estados do Amapá (DDD 96), Amazonas (DDDs 92 e 97), Maranhão (DDDs 98 e 99), Pará (DDDs 91, 93 e 94) e de Roraima (DDD 95) começa no dia 2 de novembro.

Com a mudança, o dígito 9 será acrescentado à esquerda dos atuais números. No momento da discagem, o nono dígito deverá ser acrescentado por todos os usuários de telefone fixo e móvel que liguem para telefones celulares desses estados, independentemente do local de origem da chamada.

As chamadas feitas com oito dígitos serão completadas normalmente até o dia 11 de novembro. A partir dessa data, haverá mensagens orientando os usuários sobre a mudança. Após esse período de transição, as chamadas marcadas com oito dígitos não serão mais completadas.

A Anatel elaborou uma cartilha com informações sobre a implementação do nono dígito nos celulares dos cinco estados.

A medida já foi implementada no Espírito Santo, Rio de Janeiro e em São Paulo e tem como objetivo ampliar os recursos de numeração para o Serviço Móvel Pessoal. No ano que vem, o nono dígito será implementado nos estados de Minas Gerais, da Bahia, de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. Nos outros estados, a medida só será adotada em 2016.

Da EBC

Liminar garante oferta de celulares acessíveis aos deficientes visuais

Daqui a dois meses,  a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) terá de apresentar um projeto que garanta a oferta de aparelhos celulares acessíveis aos deficientes visuais, isto é, com as operações e as funções disponíveis no visor apresentadas de forma sonora.

Análise concluiu que os aparelhos não atendem as necessidades das pessoas com deficiência visual - Paulo Liebert/AEA obrigatoriedade obedece a uma liminar expedida em maio passado, em resposta à ação civil pública do Ministério Público Federal. “Para a maioria dos usuários de telefone celular, as condições de acessibilidade podem parecer irrelevantes, mas representam limites intransponíveis para o exercício dos direitos de uma parcela da população que sofre com a deficiência visual”, diz o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, autor da ação. 

Em maio de 2011, após receber reclamações que indicavam as dificuldades na aquisição de celulares acessíveis aos deficientes visuais, a procuradoria solicitou esclarecimentos à Anatel e foi informada que muitos aparelhos possuem o software “leitor de mensagens”.

A pedido do Ministério Público, a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara) analisou o software e concluiu que ele não atende as necessidades das pessoas com deficiência visual, já que não possui recursos que indiquem de forma sonora todas operações disponíveis no visor.

Na ação, o procurador citou normas internacionais – como a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência e a Convenção Interarmericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas com Deficiência – e normas nacionais, como a Lei 10/098/00 e o decreto 5.296/04, que garantem os direitos das pessoas com deficiência visual à todas as formas de comunicação.

Do Estadão

Empresas e redes sociais impulsionam tablets e celulares

Tablets e celulares ganham espaço rapidamente no mercado brasileiro. Mas os fatores que movem o crescimento de cada um deles são distintos, apontaram representantes da indústria de telecomunicação na Futurecom, feira do setor que acontece nesta semana em São Paulo.

“O tablet vai entrar via mercado corporativo. O consumidor final vai passar a usar o tablet a partir dessa experiência”, afirma Bernardo Weisz, diretor de vendas da chinesa ZTE.

Trabalhos que hoje são feitos com outros aparelhos devem migrar para os tablets. “Um gerente vai poder andar pela fábrica com o mapa [no tablet] e ver as câmeras enquanto caminha”, diz Renato Lewenthal, da Bull, empresa francesa que desenvolve sistemas digitais.

Para Ricardo Ogata, gerente da Cisco, o tablet pode substituir ao mesmo tempo o telefone, o desktop e o notebook. “Vai haver uma unificação dos dispositivos em um único elemento”, afirma. “Um vendedor pode levar seu dispositivo a campo e quando voltar à loja plugá-lo numa docking station` e usá-lo como se fosse um PC.”

A Vivo informa que suas compras de tablets e smartphones têm crescido a um ritmo de 30% por trimestre. “O tablet é sem volta”, diz Manuel Sousa, da consultoria KPMG.

Já o impulso aos celulares mais avançados vem de outra fonte. “Existe uma demanda muito grande por smatphones em função das redes sociais”, afirma Weisz, da ZTE.

“Não faz sentido esperar para cutucar alguém no Facebook quando chegar em casa ou no escritório”, diz Hilton Mendes, diretor da Vivo. “As pessoas querem fazer isso na hora.”

A operadora afirmou ter notado mudança significativa no comportamento dos consumidores nos últimos três anos. Mesmo quem tinha smartphones não utilizava toda a capacidade do aparelho. “Mas não por uma questão financeira”, diz Mendes. “As pessoas não viam valor em ter um plano de dados. De lá para cá, a experiência melhorou significativamente.”

O mercado brasileiro já superou a taxa de um celular por pessoa. “O que se vê em países com forma de consumo similar à nossa, como Argentina a e Chile, é que começa a ficar difícil fazer novos usuários”, afirma Marcelo Najnudel, gerente da chinesa Huawei. Com isso, o caminho natural para vender aparelhos é oferecer produtos melhores, para acelerar a troca dos celulares de quem já tem.

Folha On line