Sinte/SC manifesta indignação com aprovação de congelamento de salários dos servidores

Nota publicada no site do Sinte/SC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de SC mostra toda a sua indignação contra os deputados federais, especialmente os catarinenses (foto da capa expõe os que votaram a favor do congelamento), pelos votos que mantiveram o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que congelou salários e carreiras dos servidores públicos até o final de 2012, inclusive dos servidores públicos que estão enfrentando a pandemia. Segue o texto do Sinte/SC:

Por 316 votos favoráveis contra 165 contrários e duas abstenções, a Câmara dos Deputados, alinhados a política federal de ataque aos servidores, manteve o veto de Bolsonaro, que congela salários e carreiras de servidores públicos até final de 2021, entre eles, os trabalhadores da linha de frente do enfrentamento a pandemia e os professores. O Senado havia derrubado o veto.

O SINTE-SC entidade que representa 72 mil trabalhadores em educação, destes, 44 mil ativos, entre efetivos e temporários manifesta sua indignação com relação a manutenção do veto, do parágrafo 6º, artigo 8º da Lei 173, que foi uma conquista da luta dos trabalhadores na ocasião do início da pandemia, quando o governo Bolsonaro propôs um programa federativo de enfrentamento a pandemia, prevendo o repasse de recursos aos estados e municípios, em contrapartida ao socorro financeiro, exigiu, conforme o texto da lei,  o congelamento de reajustes de salários, estruturação de carreira, contratação de pessoal, exceto para as vagas em aberto, realização de concurso e criação de cargos até o final de 2021.

O reajuste estava liberado apenas para os trabalhadores da saúde, segurança pública, servidores de carreiras periciais, profissionais de limpeza urbana e de serviços funerários e professores, entretanto, Bolsonaro em consonância a Paulo Guedes, vetou, e ainda ameaçou cortar 25% dos salários dos servidores.

O SINTE-SC, junto as centrais e demais entidades sindicais, se manteve mobilizado e na luta para garantir que nossos direitos não fossem retirados, entretanto, a articulação do governo junto aos deputados, principalmente com a distribuição de cargos ao “Centrão”, conseguiu a manutenção do veto.

Hoje, os servidores públicos estão recorrendo na justiça, ao Supremo Tribunal Federal – STF, para que seja garantida a isonomia dos estados e municípios em dar ou não, reajustes aos trabalhadores, visto que, é constitucional a correção da inflação, e ao magistério, a concessão do reajuste da Lei do Piso Nacional.

Por isso, é importante nos mantermos unificados para essa luta no STF, junto a outras ações de inconstitucionalidade que vão começar a tramitar a partir da vigência da lei 173, para tentarmos impedir mais essa retirada de direitos da nossa categoria.

Além disso, em SC, precisamos lutar contra a resolução 010 do Grupo Gestor, que vem na mesma linha da Lei 173. A Resolução tem a finalidade de normatizar procedimentos de maneira contrária ao que está estabelecido em lei ou na Constituição, criando assim, um conflito irremediável com normas jurídicas hierarquicamente superiores. Os atos administrativos que a Resolução suspendeu são vinculados a uma lei anterior, que dispõe detalhadamente sobre as formas de acesso a cada um dos direitos. A contrariedade aqui se apresenta porque conforme a Constituição Estadual, somente a lei específica poderá regular matéria relativa a carreira e a remuneração dos servidores públicos.

O SINTE tem entendimento que pode, no momento oportuno, barrar a violação de direitos funcionais e remuneratórios relacionados, assegurados na Lei 6.844/86 (Estatuto do Magistério) e na Lei Complementar 665/2015 (Plano de Carreira do Magistério) por meio de ações judiciais.

O sindicato ressalta que não nos resta outra alternativa senão a luta, e que agora precisamos focar na aprovação do FUNDEB, conforme o texto da Câmara, sem alterações, que está sendo discutido no Senado. E depois orientar e organizar o enfrentamento no STF, para derrubar mais esse ataque, imposto pelo Bolsonaro e a equipe de Paulo Guedes aos servidores que estão na linha de frente no combate a covid-19, e os trabalhadores em educação, que mesmo nesses tempos difíceis, estão garantindo a educação de nossas crianças, jovens e adultos no país.

Opinião – Um país sem presidente

Acharam o Queiroz. Onde? Em uma casa de um dos advogados do “presidente” da República, Jair Bolsonaro. Emblemático que tenha sido descoberto e preso em Atibaia (SP), mesma cidade onde fica o sítio do Lula que não é dele, segundo a Operação Lava Jato. E agora Jair? A casa ruiu, o mito sumiu, e o Brasil também. Desde o dia 1 de janeiro de 2019 o país está sem comando, sem presidente, sem ministério decente. Estamos à deriva.

A prisão do Queiroz colocou definitivamente em xeque as desculpas dadas por Bolsonaro para a grana na conta da primeira dama, nas contas do 01 Flavio. A rachadinha existiu, a lavagem de dinheiro também. A cada passo da investigação do MP do RJ, mais o mito de esvai em meio a mentiras, e a verdade se aproxima para iluminar o lado obscuro da familícia, como é chamada a família Bolsonaro por aí. Estamos à deriva porque o presidente só governa a crise que ele mesmo criou, buscando escapar das investigações e em proteger seus filhos, e claro as ligações perigosas com a milícia carioca.

As investigações seguirão, mas o que já vimos nos documentos que apareceram dizem que a fedentina só fará aumentar. Tapem os narizes brasileiros, e não coloquem grampos nas narinas bolsonaristas. O mito jamais existiu. Ele nunca pretendeu combater a corrupção. E o triste desfecho de um erro eleitoral do povo brasileiro – é da democracia – é um país sem rumo, com uma pandemia que dizima cidadãos brasileiros todos os dias pela saúde, e também na economia, pois ceifa empresas, empregos e renda.

Se não temos presidente, não teremos mais de fato após o Queiroz preso. Mas temos ainda um inepto ministro da Economia, Paulo Guedes, que insiste em soprar balões de ensaio nas previsões. “Vamos voar depois da pandemia”, “estaremos logo em melhor condição”. Tudo bravata vazia. Guedes é um vendedor de sonhos sem a menor credibilidade. Todas as suas ações e previsões não resultaram em melhorias, mas sim em derrocada cada vez maior da economia, do PIB, do futuro do Brasil.

Estamos sem ministro da Saúde há mais de um mês. Na educação não tivemos ministro desde o início do Governo em 2019, porque Weintraub não se conta. E presidente, também não temos, pois só governa a crise que ronda a sua família, nega a pandemia, não se compadece com os mortos e os seus familiares que choram. Abandona seu povo à própria sorte, e sequer tem a sensibilidade de continuar a manter as migalhas do auxilio emergencial para que milhões pelo menos não saiam a saquear para comer e sobreviver.

Uma lástima. Uma vergonha. Que o STF siga investigando para chegarmos a verdade sobre os comandantes das fake news e seus patrocinadores da iniciativa privada. Que sejam denunciados e julgados na forma da lei. O Congresso Nacional precisa agir em nome do futuro do que resta no país, finalizando a CPI das fake news, abrindo as novas CPIs se necessário, e ajudar a sanear a política, que de fato move a economia. Se seguirem entrando, alguns partidos do tal centrão, no jogo de cargos e emendas promovidos por Bolsonaro, também serão jogados no mesmo lugar que o mito. Na lixeira da história.

Inquérito das Fake News – STF forma maioria a favor da validade

O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria a favor da validade do inquérito das fake news. Os onze ministros realizam sessão nesta quarta-feira (17). O relator, ministro Edson Fachin, votou pelo prosseguimento do inquérito que investiga a propagação de notícias falsas contra a Corte. Até o momento, acompanharam o relator os seguintes ministros: Alexandre de MoraesLuís Roberto BarrosoRosa WeberLuiz Fux e Cármen Lúcia.

“Liberdade rima, juridicamente, com responsabilidade, mas não rima com criminalidade, menos ainda com impunidade de atos criminosos”, disse Cármen Lúcia, que proferiu o sexto voto. A ministra reiterou que não se pode considerar liberdade de expressão o exercício de atos que atentam contra as instituições. “Liberdade de expressão não pode ser biombo para criminalidade”, disse ela.

O relator defende que o inquérito prossiga desde que se limite a investigar ataques em massa à Corte e aos seus membros e não inclua publicações em redes sociais de pessoas anônimas ou públicas, que não façam parte de publicações em massa, ou que não tenham financiamento para suas postagens, além de não incluir matérias jornalísticas.

Ameaças graves
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes leu, em seu voto, alguns ataques feitos a ministros do STF e suas famílias, com frases de apologia à  violência. Uma mensagem publicada em redes sociais por uma advogada do Rio Grande do Sul dizia: “Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do Supremo Tribunal Federal”. Em outra mensagem lida por ele, a mesma pessoa indaga “quanto custa atirar à queima-roupa nas costas de cada ministro filho da puta do Supremo Tribunal Federal que queira acabar com a prisão em segunda instância.”

“Liberdade de expressão não é liberdade de agressão, não é liberdade de destruição da democracia e da honra alheia”, afirmou o ministro.

“A Constituição não permite que criminosos se escondam sob o manto da liberdade de expressão, utilizando esse direito como verdadeiro escudo protetivo para a prática de discurso de ódio, discursos antidemocráticos, ameaças, agressões, para a prática de infrações penais”, disse Moraes.

A fala foi endossada pelo ministro Gilmar Mendes, no Twitter, que escreveu: “Precisamos reconhecer a gravidade desses ataques. Estupro não é liberdade de expressão. Homicídio não é liberdade de expressão.”

Entenda

Os ministros julgam ação da Rede Sustentabilidade que questiona o inquérito que investiga as fake news, aberto no ano passado pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli. O partido contesta, entre outros pontos, a forma de abertura da investigação, sob a alegação de que, pelas regras processuais penais, o inquérito deveria ter sido iniciado pelo Ministério Público ou pela polícia, e não pelo próprio Supremo, como ocorreu.

A Rede apresentou recentemente um pedido para arquivar a ação que questiona a validade do inquérito, afirmando que mudou de entendimento. Fachin negou o pedido por considerar que a matéria é “indubitavelmente relevante”, e que esse tipo de ação não pode simplesmente ser retirada do sistema.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e aliados do bolsonarismo defendem que o inquérito seja interrompido. Em 2019, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, chegou a defender a interrupção da investigação. Em sustentação oral na semana passada, o atual ocupante PGR, Augusto Aras, defendeu a continuidade do processo, mas dentro de limitações que garantam a participação de procuradores em todos os procedimentos.

  • com informações do Congresso em Foco e STF e Agências

Opinião – Um freio aos fascistas

Já passava da hora de as instituições da democracia agirem contra o fascismo e seus fascistas. A determinação da prisão da “ativista” Sara Winter e mais cinco do tal Grupo dos 300 ligados à família e esquema de Bolsonaro na manhã desta segunda-feira (15) é um freio real ao crescente avanço do que eles representam: autoritarismo, violência, ódio e disseminação do medo na população.

Ameaçar juízes, atirar foguetes no STF, tentar invadir o Congresso Nacional, agredir enfermeiros que se manifestam pela vida e contra a incapacidade do Governo Bolsonaro em cuidar dos brasileiros e brasileiras, já foi muito para um pequeno grupo que faz o serviço que o “presidente” não pode fazer sem ser apeado do poder por afrontar a Constituição e a democracia.

Além do inquérito das fake news e da CPI no Congresso Nacional, as instituições tem de aprofundar as investigações para descobrir os reais financiadores deste desejo fascista. Quais são os empresários que colocam dinheiro nesta escalada que vai inviabilizando o Brasil? Quanto investem nessa loucura, e por onde essa grana passa? Todos que atentem contra a democracia devem pagar por isso, na forma da lei, e como estes doidos varridos incitadores da violência, presos. Com fascistas não se dialoga, se utiliza o que na democracia existe, as leis e suas instituições.

Intervenção em universidades – Senado devolve MP ao Governo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta sexta-feira (12) a devolução ao Palácio do Planalto da medida provisória que autoriza o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a nomear reitores e vice-reitores de universidades federais sem consulta à comunidade acadêmica durante a pandemia. Davi usou sua conta no Twitter para informar que assinou a mensagem de devolução da MP 979/2020. Segundo o senador, que também preside o Congresso Nacional, a medida viola a Constituição federal. 

“Acabo de assinar o expediente de devolução da MP 979, que trata da designação de reitores, por violação aos princípios constitucionais da autonomia e da gestão democrática das universidades. Cabe a mim, como presidente do Congresso Nacional, não deixar tramitar proposições que violem a Constituição federal. O Parlamento permanece vigilante na defesa das instituições e no avanço da ciência”, informou Davi.

Com a devolução, a MP deixa de valer. A decisão de Davi recebeu elogios de senadores. Na quarta-feira (10), vários senadores criticaram a edição da MP alegando que a medida violava a autonomia universitária

“Vitória da educação e da democracia. O presidente Davi Alcolumbre decidiu pela devolução da MP 979. Nós solicitamos a devolução e acionamos o STF contra esse absurdo. Não permitiremos qualquer tipo de autoritarismo e intervenção em qualquer instituição! Resistiremos!”, escreveu Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Paulo Rocha (PT-PA) também parabenizou o presidente do Senado pela devolução. “Como esperado, Davi Alcolumbre tomou uma decisão sensata e democrática nesses tempos de autoritarismo e devolveu a MP 979. O gesto reforça que este Congresso não aceitará decisões que firam de morte a nossa Constituição. Com educação não se brinca. Viva as universidades federais!”, apontou o senador. 

Eliziane Gama (Cidadania-MA) escreveu: “Acertada a decisão do Davi Alcolumbre de devolver MP que criava a figura do reitor biônico. O Congresso age para conter os avanços contra a democracia praticados pelo governo. Autonomia universitária é conquista assegurada na Constituição”.

Fonte: Agência Senado

Ditadura avançando? Bolsonaro usa MP para autorizar MEC a escolher reitores

A medida provisória (MP 979/2020) que autoriza o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a escolher reitores temporários de instituições federais de ensino durante a pandemia abre caminho para a intervenção em 17 universidades. Entre elas, a Universidade de Brasília (UnB) e as federais do Rio Grande do Sul, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, do Pará, do Paraná e do Piauí (veja a lista completa mais abaixo).

Nessas instituições o mandato dos reitores se encerra até dezembro, período em que o país ainda estará sob estado de calamidade pública em decorrência da pandemia de covid-19 e as universidades estarão sujeitas às nomeações feitas por Weintraub. A intervenção também atinge institutos federais.

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais, a deputada Margarida Salomão (PT-MG) afirma que a MP é um “despropósito inconstitucional”. “É uma excrescência. Ainda mais injustificável porque parte de um governo que, de um lado, despreza a pandemia e por um MEC que só adiou o Enem por enorme pressão popular e política”, criticou. “Tem pandemia para fazer intervenção nas universidades, mas não tem para adiar o Enem?”, questionou a deputada.

Junto com a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, o grupo liderado por Margarida Salomão prepara ações judiciais para contestar a MP. “Politicamente não tenho dúvida de que ela seria derrotada, mas nosso desafio agora é sustar seus efeitos imediatamente”, disse a deputada ao Congresso em Foco. Uma medida provisória entra em vigor após sua publicação no Diário Oficial da União, o que, no caso da MP 979, ocorreu nesta quarta-feira (10). Para continuar valendo, no entanto, o texto terá de se aprovado pelo Congresso.

A MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro exclui a necessidade de consulta a professores e estudantes ou a formação de uma lista para escolha dos reitores. O texto não alcança as instituições cujo processo de escolha já tenha sido concluído antes da suspensão das aulas presenciais. Mas somente aquelas em que o mandato termina durante a pandemia.

“Não haverá processo de consulta à comunidade, escolar ou acadêmica, ou formação de lista tríplice para a escolha de dirigentes das instituições federais de ensino durante o período da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da pandemia da Covid-19”, diz o texto.

Veja a lista das universidades federais cujo mandato do reitor termina até dezembro e, portanto, estão sujeitas à intervenção do ministro da Educação”:

UniversidadeReitorFim do mandato
UFERSAJosé de Arimatea de Matos05/09/2020
IFMAFrancisco Roberto Brandão Ferreira12/09/2020
UFRGSRui Vicente Oppermann27/09/2020
UNIFESSPAMaurílio de Abreu Monteiro05/10/2020
UTFPRLuiz Alberto Pilatti05/10/2020
UFPAEmmanuel Zagury Tourinho05/10/2020
UFMTMyrian Thereza de Moura Serra13/10/2020
UFMSMarcelo Augusto Santos Turine03/11/2020
UFPIJosé Arimatéia Dantas Lopes08/11/2020
UFSCarWanda Aparecida Machado Hoffmann08/11/2020
UFPBMargareth de Fátima Formiga Melo Diniz16/11/2020
UNIRAri Miguel Teixeira Ott23/11/2020
UnBMarcia Abrahão Moura23/11/2020
UFSÂngelo Roberto Antoniolli23/11/2020
UNIFEIDagoberto Alves de Almeida18/12/2020
UFPRRicardo Marcelo Fonseca18/12/2020
UFUValder Steffen Júnior26/12/2020

Fonte: Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais

Opinião – Péssimos exemplos

Incompetente para gerir o país, Bolsonaro resolveu agora esconder as mortes por coronavírus (Covid-19) da população, da ciência, das autoridades, dos governadores, prefeitos, buscando assim se esconder da responsabilidade sobre as mortes e contaminações que só fazem aumentar no Brasil. Atitude criminosa, autoritária, que agride aos familiares de quem já perdeu seus entes queridos para esta terrível doença, e pode promover ainda mais mortes diante da desinformação a qual deseja impor.

É simplesmente inadmissível haver apoiadores de tal tragédia humanitária que vemos todos os dias. Claro que Bolsonaro e os seus vivem de tragédias e confusões para encobrir a total falta de capacidade para gerir e liderar o país. Não faz nada para salvar brasileiros, pelo contrário, promove aglomerações, não usa máscara, nega números, mortes, e também nada faz junto com o seu fraquíssimo ministro da Economia, Paulo Guedes, para manter a economia viva, a sua retomada, a garantia de renda a quem não pode voltar ao trabalho, e criar novos caminhos para que empresas e empreendedores possam voltar a produzir, vender e fazer a roda girar.

Bolsonaro governa para defesa dos seus filhos e de apoiadores, não governa para os brasileiros e brasileiras. Bate continência para a bandeira americana, ou seja, soberania do país é zero. Mente repetidamente, e insufla seus apoiadores ignorantes à atacar a democracia, as instituições como STF, Congresso Nacional, ameaçando as liberdades com intervenção militar, atacando a imprensa, e não trabalhando, o que não é novidade haja vista os 30 anos que passou no Congresso Nacional sem um único trabalho a não ser atacar mulheres, direitos humanos, minorias.

Uma coisa somente pode-se dizer que o “presidente” não mentiu. De que ele iria destruir o que estava aí, taokei, sem dizer o que seria isso, e o que viria depois. Está destruindo o país e a paz. A democracia também dá a chance de lastimáveis governos e governantes como ele, péssimos exemplos para as gerações futuras.

Aqui em Santa Catarina parecia que íamos bem. O Governador Carlos Moisés, eleito na onda triste do 17 de Bolsonaro, logo tratou de desatar os laços que tinha com o mandatário maior da nação. Fez bem. Apesar de ter montado uma equipe com nomes desconhecidos, parecia que faria uma gestão inovadora, até quem sabe sepultando governos com hábitos antigos e arraigados de troca-troca de cargos, etc. O poder lhe subiu a cabeça, tanto que passou a ignorar os demais poderes, brincando de governar sozinho…

Negado ao diálogo, só fez falar por longos meses em lives e redes sociais. Até que começou a pandemia. Tomou alguma posição firme com a quarentena, isolamento social e máscaras, pedindo que a população catarinense ficasse em casa. O poder econômico e empresarial não gostou muito, mas engoliu. Repentinamente mudou de ideia e começou a liberar geral, e os números subiram na contaminação e mortes. Não aguentou a pressão do capital. Vieram pedidos de impeachment na Assembleia, aonde Carlos Moisés já tinha arrumado inúmeros inimigos.

Aí eis que o decreto de calamidade voltado a agilizar medidas contra o coronavírus, para termos mais leitos, UTIs, etc. Apareceu um tal de hospital de campanha que seria em Itajaí (SC), por módicos R$ 76 milhões, sem licitação. O berreiro foi geral e ele teve de cancelar. O modus operandi voltou agora com a compra de 200 respiradores inexistentes por apenas R$ 33 milhões, pagos antecipadamente de forma fraudulenta, diz o MPSC, com envolvimento do seu braço direito, Douglas Borba, agora ex-secretário da Casa Civil. Até o secretário da Saúde, Helton Zeferino, caiu por conta desta barbaridade… também não é?

Fechado na Casa da Agronômica, falando somente unilateralmente por via das redes sociais, chegou a cúmulo de pedir a empresários que parassem de anunciar em veículos que falassem mal do seu governo. Piada. A mesma rede que espalha, espalhou o que ele não queria, o vídeo desta conversa marota. Não dá entrevistas, não gosta da imprensa, e diz que gosta nas redes. Não pegou. Perdido, resolveu trocar secretários, colocando novos nomes na Casa Civil e Comunicação. Mas se o governador não muda, não são eles que farão milagres. E aí lá vai Carlos Moisés a um evento de festa junina em hotel famoso de Gaspar (SC). Descumpriu seu próprio decreto, não usou máscara, aglomerou… E só fala por nota oficial que não diz nada.

Péssimo exemplo para a sociedade que está sofrendo com isolamentos, falta de renda, trabalho, contato social, e ainda vê quem deveria liderar objetivamente estar a rasgar sua própria lei e exigências. O fato ocorreu enquanto seu ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, era preso preventivamente na Operação Oxigênio, do MP/SC, que investiga aonde foram parar os R$ 33 milhões dos não respiradores… sim, eles ainda não apareceram.

A semana promete fortes emoções na CPI da Assembleia Legislativa. E seria ótimo se Carlos Moisés viesse a público pedir desculpas aos catarinenses por burlar sua própria lei. Democracia exige diálogo.

No Fio da Palavra #4

Uma semana quente e cheia de notícias, só pode dar um Fio da Palavra também cheio de notas dos bastidores políticos e outros. Confira:

Governador finalmente vai conhecer SC
Em meio às denúncias que envolvem profundamente o seu Governo, Carlos Moisés resolveu sair por Santa Catarina. Esteve em Joinville, Chapecó, uma mudança de atitude importante. Não se governa sentado na Agronômica.

Novas cabeças
Com a saída forçada de dois de seus fiéis escudeiros, Douglas Borba, ex-secretário poderoso da Casa Civil, e Helton Zeferino, da Saúde, ambos derrubados pelo caso dos respiradores de R$ 33 milhões, o Governador teve que recorrer a novas cabeças. Cabeças mais arejadas para poder respirar melhor.

Nova rota
É perceptível a nova atitude do Governador. O novo chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva, e o novo Secretário da Comunicação, Gonzalo Pereira, tentam dar uma guinada a um Governo que parecia em queda livre. Melhorou um pouco o diálogo, mas falta muito ainda para ficar regular.

Martinelli nega
O presidente da Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), João Martinelli, nega que vá compor o Governo de Carlos Moisés no lugar do também joinvilense Derian Campos, que é Secretário da Articulação Internacional. Por meio de sua assessoria, o empresário foi taxativo. “Não há a menor possibilidade”.

Já o Porto de SFS…
Já quanto a indicação de nomes por meio da ACIJ para o novo comando do Porto de São Francisco do Sul, bom isso é possível. Lá também denúncias de superfaturamento, e outras, derrubaram diretores. A pandemia tem colocado o Governo do Estado na UTI da política.

Derian candidato?
O Secretário de Estado da Articulação Internacional, Derian Campos, ainda pode se colocar como o nome do PSL para a disputa a Prefeitura de Joinville. Senta com o Governador Moisés na segunda-feira (1/6) para decidir se fica na Secretaria ou sai para estar apto a disputa.

Um conto sem fim?
O PSL em Joinville fez coisa, como diriam os manezinhos. Tinha Derian como pré-candidato. Aí convidaram o advogado Rodrigo Bornholdt, que deixou o PDT e afirmou ser o candidato do partido a Prefeitura. Durou uma chuva de verão. Declinou e aí chegou Dalmo Claro, ex-MDB, uma surpresa, e para ser o nome do PSL. Agora volta Derian ao conto, digo ao jogo. Será que no final viram somente vice de alguém?

Udo + Krelling + Moisés
Tudo isso surgiu em meio a visita do Governador a Joinville. Dizem que houve encontro a sós, que lideranças foram barradas, etc. E que Moisés teria ofertado a Udo o PSL como vice do deputado Fernando Krelling (MDB), pré-candidato do Prefeito. Parece que é fake news. Ou não?

Jessé cassado?
Indigno de um deputado estadual, representante eleito dos catarinenses, o ato de Jessé Lopes, ainda filiado ao PSL do Governador Moisés, ao divulgar em seu twitter um fake news sobre um suposto filho do Governador com uma secretária, atravessou a linha vermelha. Será processado e terá que se defender na Comissão de Ética da Assembleia, já que há pedido de sua cassação por parte da líder do Governo, deputada Paulinha (PDT).

Acabou
Este jeito da tal “nova política” de atacar, produzir ódio, confusão, distribuir farto preconceito, tem de acabar. Civilidade é o que precisamos. Deputados e todos os representantes eleitos em qualquer nível existem para fiscalizar, criar bons projetos, debater os temas de interesse público, engrandecer a cidade, o estado e o país onde vivem. Realmente basta deste nível de política.

Defesa da democracia
O presidente Bolsonaro não gostou de ver seus adeptos serem encurralados pela investigação do STF sobre as fake news e ataques aos Ministros. Sorriu um dia antes com a PF entrando na residência oficial do Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e parabenizou a ação, e no outro, berrou contra a PF e STF quando a mesma PF fez busca e apreensão nas casas de seus apoiadores. Pois é, pau que bate em Chico, bate também em Francisco.

Enquanto isso…
Morrem mais de mil brasileiros ao dia vítimas do coronavírus, ou Covid-19. O Brasil está sem governo, não há liderança diante desta crise, pois o Presidente e alguns ministros se dedicam, o primeiro a somente defender seus filhos envolvidos até o pescoço em ilegalidades, e os demais a brincar de administrar. Isso também tem de acabar. Salvar vidas é prioridade total.

A gripezinha segue crescendo
Bolsonaro dizia que o coronavírus era apenas uma gripezinha, iriam morrer uns 200. Já ultrapassamos os 25 mil mortos. Nenhuma condolência aos brasileiros que perderam os seus, nenhum plano para manter as pessoas em casa e recebendo renda para sua sobrevivência até que tudo passe, nem um plano para a retomada do crescimento econômico. Há quem ainda apoie esse desgoverno.

Congresso e Alesc surpreendem
Difamados por um esquadrão de robôs comandados por uma rede de apoiadores do bolsonarismo, e também pela população, deputados e senadores tem demonstrado um trabalho acima da média e tem salvador o país de problemas ainda maiores por causa do Covid-19. De forma remota, analisam e aprovam ou não, projetos, agilizam medidas, negam propostas do Governo que prejudicam o povo. Estão trabalhando, e por isso, devem ser reconhecidos.

Ausente
Todos os prefeitos de SC buscam fazer o melhor por seus municípios. Alguns se equivocam, outros acertam, mas estão presentes. Udo Döhler (MDB) foi vaiado esta semana no evento com o governador. É acusado de sumir durante a pandemia, os joinvilenses não perdoam. A última dele foi falar que é melhor que todos os cidadãos peguem o Covid-19 para ter “anticorpos”. Infeliz e inoportuna fala, não perdoada pela população. Tá explicada a enorme rejeição ao seu Governo de oito anos.

Presente
Já o prefeito da Capital, Gean Loureiro (DEM), se notabiliza por endurecer as restrições para a prevenção à pandemia. Com alguns recuos, na média o Prefeito de Florianópolis se comunica bem via redes sociais, imprensa, e está nas ruas acompanhando a equipe e decidindo, mesmo com grande pressão dos empresários para volta ao normal. Tem sido reconhecido pela população. Reeleição fica mais fácil caso não seja atingido pela Chabu.

Depoimentos CPI dos Respiradores
Previstos para esta semana e adiados devido ao fechamento da Assembleia Legislativa devido a contaminação de funcionários no Palácio Barriga Verde, os depoimentos dos ex-secretários do governo Carlos Moisés, Helton Zeferino (Saúde) e Douglas Borba (Casa Civil), tem tudo para colocar mais fogo na fogueira que queima e chega próximo ao Governador. A oposição tenta colocar o grave erro da compra de R$ 33 milhões no colo de Moisés. Conseguirá?

O que você tem a ver com a corrupção?
O CEAP Brasil – Centro de Estudos da Administração Pública promove uma Webinar Série – “O que você tem a ver com a corrupção?”, no que deve ser, segundo seus organizadores, o “maior debate sobre o fenômeno da corrupção no Brasil”. Você deve participar, é gratuito e online. Começa na segunda-feira (1/6) às 18 horas. Link para o evento é só clicar aqui.

Opinião – Um presidente sádico

Começo o texto com a palavra Presidente com “p” minúsculo, que é o máximo que o atual ocupante do cargo maior do Brasil pode ter. Sabidamente inepto, inconsequente, despreparado, ignorante, autoritário, desqualificado para gerir um país gigante como o nosso, eis que agora ele é também sádico, para dizer pouco. Nas suas lives para admiradores, o presidente brincou com a morte dos brasileiros acometidos pela Covid-19, no dia que chegou a mais de mil óbitos em 24 horas. “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma… tubaína”, falou aos risos… Rindo de quê presidente sádico?

Vamos aos números divulgados pelo Ministério da Saúde do “presidente” ontem: já são 17.971 óbitos, sendo que 1.179 foram registrados somente até ontem em intervalo de 24 horas. Contaminados, 271.268 e crescendo, assim como as mortes. Vamos às vidas humanas. Todos os mortos eram pais, mães, filhos, filhas, netos, netas, avós, avôs, trabalhadores, trabalhadoras que deixam seus entes queridos a chorar, e sem sequer poder se despedir. Estão, milhares deles, em valas comuns. E vem o “presidente” rir de tudo isso, fazer graça? Quem em sã consciência pode apoiar uma pessoa com tais níveis de desfaçatez?

Sugiro aos que o apoiam e que logicamente não acreditam na doença, na mortalidade e contágio dela, que visitem os hospitais, busquem saber das famílias dos mortos o que eles e elas acham da perda que tiveram. Digo mais, que sigam para a linha de frente do combate ao Covid-19 com todo o seu estoque de cloroquina, e claro, tomem altas doses para aguentar firme o bicho. Afinal, nem sei porque lutam pela cloroquinamania do seu “presidente”, já que a doença nem é assim tão letal… é apenas uma gripezinha…

Ainda é tempo de mudar de opinião e assumir o erro do voto em 2018, e de que o seu herói é na verdade um fanfarrão que só não mentiu em uma coisa: que iria destruir tudo o que existia no Brasil, para começar tudo de novo. Certamente veremos um bolsoministão com ministros milicianos e da família do chefe, seus cúmplices, todos de joelhos para a meca da ignorância que mata. Só espero que sobre alguém vivo neste mundo que sobrar. Eu é que não vou esperar para ver. Quem o elegeu e tiver um mísero neurônio deveria admitir que foi enganado, que o seu herói na verdade sempre esteve abraçado aos corruptos que atacava falsamente. Devem sair a público e dizer, errei. Assistam a entrevista do Youtuber Felipe Neto ao Roda Viva. Quem sabe entendam o que país precisa. Assumir o erro, e corrigi-lo.

É urgente. Seus filhos e netos agradecerão. Ah, e só para não esquecer: estamos sem Ministro da Saúde, após dois demitidos em dois meses. Tá bom né.

Teich não é mais Ministro da Saúde

No abismo Brasil, mais um fato a nos empurrar para o nada. O novo ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, acaba de pedir demissão do cargo após ser ridicularizado, monitorado, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido/RJ). Em meio a pandemia do Covid-19, com crescimento desenfreado de contaminados e mortes no país, e da pandemia Bolsonarista, o Presidente mostra que não tem as mínimas condições de liderar e governar o país. Segue matéria sobre a saíde de Nelson Teich que não durou um mês no cargo mais importante nestes tempos:

“O ministro Nelson Teich pediu demissão do cargo de ministro da Saúde. A informação foi confirmada por meio de nota pela assessoria do Ministério.
Teich tomou posse em 17 de abril, depois de saída conturbada de Luiz Henrique Mandetta. O médico oncologista vinha tendo divergências com o presidente Jair Bolsonaro em função do uso da cloroquina no tratamento da covid-19. Entre os cotados para substituir Teich, está o secretário-executivo, número dois do ministério, general Eduardo Pazuello .

Outro sinal do desgaste na relação entre o ministro e Planalto foi o fato de Bolsonaro ter permitido a abertura de salões de cabeleireiro, academias de ginástica e barbearias sem consultar o ministro”.