Bicicletas: retorno das “magrelas” melhora a vida na Cidade do México

A bicicleta começa a cumprir uma função que em poucos anos será indispensável: ajudar os moradores das cidades a irem de suas casas até o metrô, terminais urbanos ou trens, e dali para o trabalho ou escola. E desta forma reduzir o uso de mais de 3 milhões de automóveis que circulam diariamente na Cidade do México.

Estima-se que, em média, cada cidadão gasta duas horas de viagem por dia, considerando ida e volta. Isto soma milhões de horas de atividade não produtiva, já que número de viagens na zona metropolitana é de 22 milhões a cada dia. A reaparição da bicicleta na cidade propicia, também, a utilização dos espaços públicos, pois nos lugares onde ela está presente o ambiente melhora – independente da região.

Foi o que aconteceu em 2010 com o Monumento à Revolução, uma região esquecida que se regenerou e incluiu infraestrutura ciclista, travessias seguras e cicloestacionamentos; logo abriram novos comércios, restaurantes e cafés. De um lugar considerado de risco, se converteu em um espaço público que hoje é convidativo aos cidadãos.

Em nível global, a bicicleta se tornou o símbolo do bem estar urbano. Hoje já as vemos estabelecidas nos centros econômicos, políticos e sociais mais importantes dos países que a adotaram como meio de transporte seguro, ecológico e saudável.

Paris, por exemplo, tomou a iniciativa em julho de 2007, com sistema público Velib (20 mil bicicletas). Assim a prefeitura de Paris deu um novo rosto à bela cidade e a tornou ainda mais turística e atrativa. Da mesma forma em Barcelona, Montreal e Londres, a bicicleta propiciou uma nova fisionomia urbana; diminuiu o uso do automóvel; e a poluição. A bicicleta torna os parques, a cultura, a educação e o comércio mais acessíveis. Quando adequadamente planejado, seu uso permite uma mobilidade sustentável baseada na interconexão com os sistemas públicos de transporte, reduzindo a dependência do transporte particular.

A volta da bicicleta é um fenômeno global cujo epicentro são as megalópolis – sempre é bom lembrar que mais de 50% da população do planeta vive em centros urbanos. Alguns especialistas classificam o século XXI como aquele em que vigora o triunfo das cidades, e ao qual se apresenta o desafio de fazê-las viáveis.

A Cidade do México, ponto de partida da bicicleta

No começo do século passado, 80% da população mexicana vivia em zonas rurais. Atualmente, 70% reside nas áreas urbanas. Nesse contexto, as prefeituras se perguntam como incrementar a mobilidade.

Um exemplo que temos é a Cidade do México e cidades periféricas, cuja extensão ocupa 500 mil quilômetros quadrados. Estima-se que 70% desta gigantesca área seja propícia para o uso da bicicleta. Além disso, a temperatura média é de 16 graus, ideal para passeios de bicicleta.

Por outro lado, sabemos que 40% das viagens na cidade duram menos de 15 minutos e menos de oito quilômetros, o que significa um enorme potencial para a interconexão do ciclismo ao transporte público, que responde por 70% das viagens. Além disso, a maioria dos usuários precisa de dois ou mais meios de transporte para chegar ao seu destino final. Isso aumenta o tempos de viagem e reduz a qualidade de vida.

De acordo com um censo da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) realizado em 2010, a despesa diária com transporte público, por pessoa, é de 17 pesos, ou cerca de 2,50 reais. Isso significa que as pessoas de baixa renda gastam 35% do que ganham com transporte. Ou seja: aumentando o uso de bicicletas, o custo fica reduzido (além do trânsito e da poluição). Na década de 80, o uso das bicicletas para mountain bike se tornou ferramenta para a conservação de parques e reservas florestais em torno das cidades.

Agora, as bicicletas vão para o asfalto.

Mexico, um “povinho de ciclistas”

Hoje em dia, diferentemente do século passado, o uso das bicicletas não se restringe às camadas sociais com renda mais baixa. Usar a bicicleta era uma marca de inferioridade. A alta sociedade torcia o nariz, dizendo que o México era um “povinho de ciclistas”.

Agora, pessoas de diferentes classes sociais vêem a bicicleta como uma opção de transporte vantajosa e versátil. Hoje a bicicleta compete com os carros particulares e o sistema de transporte público: ocupa menos espaço, é fácil de estacionar e barata de manter. Também chega a ser mais veloz na megalópolis do que um veículo motorizado: na hora do rush na Cidade do México, a velocidade de um veículo motorizado é de cerca de 14 km/h; a da bicicleta supera 16 km/h.

A vantagem é mais evidente em viagens curtas. De acordo com a estratégia de mobilidade de bicicletas traçada pela UNAM, dá para substituir entre 2,5 e 3,5 milhões de viagens diárias feitas em outro meios de transporte, já que 40% delas não é superior a 11 quilômetros

A ideia do bem estar está mudando

O uso urbano da bicicleta é um sintoma de uma mudança social, que favorece a flexibilidade e a liberdade no deslocamento dos cidadãos, afirmou Connie Hedegaard, comissária europeia do Ambiente, durante a Conferência Mundial de Velocidade, em 2010. “As cidades que têm as bicicletas são modernas, e uma cidade moderna é muito mais equitativa, uma vez que promove o bem-estar de todos os membros do núcleo social. Uma cidade com bicicletas tem mais benefícios sociais, ambientais e éticos”.

A idéia de bem-estar também está mudando. Assim como casais jovens vivem em locais muito menores do que antes, há uma mudança cultural no que diz respeito à idéia de bem-estar. Se antes o sonho era ter uma casa e jardim, agora muitos optam por viver em um apartamento para não terem quem enfrentar o transtorno de dirigir, explica Edward Glaeser  no seu livro O Triunfo das Cidades.

Diferentemente dos seus pais ou avôs, os jovens de hoje já não vêem a posse de um carro como sinônimo de bem estar, diz Glaeser. Para o economista graduado em Harvard, isso já se reflete na redução das viagens de carro, que começam a ser substituídas pela bicicleta e pelo transporte público.

Ao mesmo tempo, a bicicleta contribui para a transformação da cidade, tornando habitáveis novamente áreas decadentes. Isso fica claro em determinadas regiões, como o sul da Cidade do México, que experimentam um “boom” imobiliário porque os habitantes preferem viver perto do transporte público para não ter que dirigir longas distâncias.

A mudança das moradias para áreas mistas, onde estão localizados lojas, serviços, recreação e estações de metro, está mudando a paisagem urbana da Cidade do México – e um dos vetores dessa mudança é o ciclismo. “É o local de habitação que determina o tipo de meio de transporte”, disse o Dr. Manuel Suarez, do Instituto de Geografia da UNAM, que estuda o fenômeno da habitação, mobilidade e bicicleta na cidade. “A ausência de espaço entre as pessoas reduz os custos de transporte de bens e idéias, o que conta mais na cidade do futuro é o fluxo de idéias, o conhecimento é mais valorizado do que o espaço. Isso que é a cidade moderna”.

Glaeser diz que “estamos testemunhando uma nova forma de moradia e uso da terra que, em meados do século passado se consolidou em algumas cidades que hoje são ícones do ciclismo urbano” –como Amsterdã, Copenhague e algumas capitais da Ásia.

O automóvel continua a predominar no México – bem como os recursos alocados para a construção de novas estradas e manutenção das antigas. O investimento para a chamada Supervia, atualmente em construção, é estimado em 18 bilhões de pesos (cerca de 2,5 bilhões de reais) enquanto na cidade de 70% das viagens são feitas por transportes públicos.

O Sistema ECOBICI

Em fevereiro de 2010, as autoridades da Cidade do México começaram a estabelecer medidas para incrementar o uso da bicicleta, com o sistema ECOBICI. Como resultado, mais de mil bicicletas foram adicionadas ao sistema de transporte público.

Foi um marco importante para a promoção e investimento governamental na infraestrutura ciclista. Não apenas pelo investimento –100 milhões de pesos, cerca de 14 mihões de reais –mas pela contundência da mensagem, pois a experiência mundial confirma que uma vez que se instala um sistema desse tipo, a tendência é crescer.

O programa visa substituir o primeiro e o terceiro modo de transporte: a pessoa sai de casa para o trabalho ou escola com a própria bicicleta para chegar ao metrô ou metrobus. Ao sair destes meios de transporte, toma uma bicicleta pública para chegar ao destino final.

O resultado tem sido satisfatório. No começo, o registro era feito através do cartão de crédito. Mas descobriu-se que um sistema simples de registro não representam uma grande despesa e traz muito menos uma complicação. Hoje, há uma lista de espera de 15.000 usuários.

O sistema ECOBICI oferece, como em outras cidades do mundo, meia hora de uso gratuito – o que costuma ser suficiente para ir de um ponto para outro.

Antes da implementação do novo sistema, 99,4% das viagens de bicicleta não eram combinadas com nenhum outro meio de transporte – as outras100.250 viagens diárias se articulavam com ônibus ou metrô. Com o estabelecimento do ECOBICI, o último número aumentou entre 8 e 9 mil viagens diárias.

Segundo a Estratégia de Mobilidade em Bicicleta realizada pela UNAMA, entre 2008 e 2009, para que a população jovem utilize a bicicleta para chegar à escola e para se deslocar no interior dos bairros é preciso criar zonas de trânsito calmas, seguras para os pedestres e ciclistas, com cruzamentos adequados e programas de médio e longo prazo para incidir na mudança de hábitos e aquisição de confiança e segurança.

Espaço público X risco

O uso da bicicleta também vem sendo aproveitado por administrações públicas municipais para melhorar o espaço público de forma a propiciar encontros casuais e harmoniosos entre os cidadãos.

Por exemplo, em um domingo de manhã, no Paseo de La Reforma, não somente pode-se andar de bicicleta como também ter uma aula de dança ou ioga a céu aberto e conviver com patinadores e skatistas. Nesse dia, essa importante via pela qual transitam uma infinidade de automóveis muda sua fisionomia para integrar a bicicleta.

A estratégia do governo na Cidade do México para integrar bicicletas às avenidas tem um impacto positivo porque envia uma mensagem ao público, mostrando que o ambiente social e urbano pode ser diferente. Pelo menos em uma avenida da cidade. E se nesse espaço a atmosfera é diferente, então você pode ter em outros.

Segundo o plano de mobilidade desenvolvido por especialistas na UNAM, a infra-estrutura de ciclismo, além de estar no Paseo de la Reforma e em bairros como La Condesa, Chapultepec, Polanco, deve chegar aos arredores da cidade. O ponto essencial da bicicleta não é apenas a mobilidade na capital, mas que os espaços dignos gerados cheguem a todas as classes sociais.

Vários especialistas na área, como o arquiteto paisagista Pedro Camarena, acreditam que o investimento público deva ser ampliado em áreas distintas para atingir o conjunto da população. Se os governos instalarem infraestrutura para o ciclismo em diferentes áreas, os cidadãos começam a acreditar na mudança e, portanto, a participar dela.

O relatório do uso de bicicletas públicas indica que, depois de 3 milhões de viagens no sistema ECOBICI, houve apenas acidentes menores –  e nenhuma morte. O sistema mexicano de bicileta pública é que sofre menos vandalismo no mundo.

A Estratégia de Mobilidade em Bicicleta da UNAM

A mesma pesquisa da UNAM investigou os principais obstáculos e preocupações dos cidadãos em relação ao uso da bicicleta. 39% por cento dos entrevistados citaram a segurança como o principal fator contrário ao ciclismo. Outro é a longa distância entre origem e destino das viagens.

Os pesquisadores da UNAM perguntaram se as pessoas usariam bicicletas para ir ao trabalho. A aceitação foi relativamente alta: 22% das pessoas se mostrou disposta a sempre usar o programa de bicicletas públicas; 26% respondeu que sempre utilizariam uma bicicleta se existisse uma ciclovia; e 27% substituiria o primeiro modo de transporte se existisse um lugar seguro para guardar a sua bicicleta.

Com base nestes dados anteriores se pode traçar um detalhado mapa sobre os locais ideais para a instalação de infraestrutura ciclista na Cidade do México.

Em casos como a Cidade do México, onde a média de viagem diária por trabalhador que vai ao centro da cidade é de duas horas, o uso da bicicleta poderia ajudar a reduzir esse tempo.

Segundo pesquisadores da UNAM, se as 15 estações de metrô nas quais se detecta mais bicicletas contassem com cicloestacionamentos seguros, se poderiam substituir 128.740 viagens que atualmente se fazem por outros meios.

Os bairros devem articular múltiplas ciclovias, cicloestacionamientos e zonas de trânsito tranquilo unindo estações de metrô, centros de trabalho e residências.

O estudo mostra que o ciclismo urbano na capital mexicana tem grandes possibilidades de crescer. Se as políticas públicas conseguirem consolidar a bicicleta como articuladora entre mobilidade motorizada e não motorizada, em poucos anos a capital mexicana poderia ser exemplo mundial de mobilidade limpa.

O ciclismo urbano também mantém presença em outras metrópoles do país, com atores muito engajados. É o caso de Guadalajara, Querétaro, Torreón e Monterrey, onde organizações, coletivos, órgãos governamentais, academia, corporações e, sobretudo, cidadãos interessados na construção de uma nova paisagem urbana, participam ativamente. É notória, também, a recente onda de livros, manuais técnicos, estratégias locais e, inclusive, a oferta de capacitação acadêmica que promove a instauração de uma cultura e infraestructura ciclista nas cidades do México.

Por Antonio Suárez, do La Jornada da Cidade do México, reproduzido no site da agencia Pública.

E o Museu da Bicicleta?

Valter Bustos trocou SP por Joinville, trazendo um acervo gigante para valorizar a cidade. Hoje, foi abandonado mesmo sendo o seu Mubi o mais visitado dos museus até 2010

Ainda falando de museus, de cultura, fico estarrecido com mais coisas que acontecem na maior cidade de Santa Catarina. Uma delas, e que considero grave diante da ligação cultural e histórica que a bicicleta tem com Joinville, foi o fechamento do Museu da Bicicleta, o Mubi em 2010, já no governo Carlito Merss. Aliás, já escrevi sobre isso aqui no Blog – clique aqui e leia – quando da exoneração arbitrária do dono do acervo, colecionador, jornalista e então coordenador do Museu, Valter Bustos.

Sou amigo de Valter. Buscamos juntos o “canudo” necessário para legitimar nossa atividade profissional. Ajudei-o em alguns trabalhos, e principalmente, quando em 2005 o então prefeito Marco Tebaldi e seu vice à época, e também presidente da Fundação Cultural, Rodrigo Bornholdt, fizeram o primeiro assédio contra o colecionador, o que quase o empurrou para a cidade de Itajaí, que o esperava de braços abertos com galpão enorme, apoio total, etc. Valter preferiu lutar e ficar em Joinville, por amor à cidade que o acolheu em 2001, quando instalou o Museu no sesquicentenário da cidade com o pedido e apoio da Prefeitura – governo LHS.

Na época, Carlito Merss – atual Prefeito – era deputado federal e encampou a luta para manter vivo e na cidade o Museu da Bicicleta, de longe o museu mais visitado na cidade, com registros oficiais em livros de presença mantidos por Bustos. Escolas, turistas, visitantes de todas as partes do país e do mundo acorriam para ver o acervo maravilhoso e aprender um pouco sobre a história da bicicleta.  Com toda a fuzarca que fizemos, o Mubi ficou na cidade, mas com a vitória de Carlito Merss veio a novidade: a demissão de Bustos em 2010. E o fechamento do Museu com a interdição do local na Estação Ferroviária.

Até hoje essa é uma pergunta sem resposta: porque Carlito permitiu o fechamento do Museu mais visitado da cidade, ponto turístico e berço de cultura e história da cidade? Que interesses levaram a tamanho mal à cidade? E a um amante de Joinville, que a adotou como lugar de viver e dispor todo o seu trabalho e conhecimento? Pior, não fazem um movimento de apoio, de boa vontade sequer. Lixe-se a história da cidade, o slogan de “Cidade das Bicicletas”. Não dá para entender certas coisas aqui na província.

Depois, vem Marco Tebaldi com ares de apoio, quando ocupou a cadeira de Secretário da Educação de SC. Acenou com locais, apoio, etc. Nada. Saiu do cargo. E Joinville ficou sem o seu Museu da Bicicleta, pode? A quem interessa essa situação? Homens públicos tem de ter um olhar estadista, superior a veleidades pessoais, tem de pensar na cidade como um todo. E se tiver que passar por cima de algumas decisões de  assessores e secretários, que faça. Pelo bem da cidade, a cobrança fica: queremos o Museu da Bicicleta de volta, e com urgência. Com a palavra, o prefeito Carlito Merss, presidente da Fundação Cultural, Silvestre Ferreira, e deputado federal Marco Tebaldi.

Noite de autógrafos do livro “Na Teia da Mídia” é amanhã (15/12) na Midas!

Capa e diagramação tem a assinatura de Marcelo Sani, a edição é de Sergio Sestrem e ilustrações de Pablo Meyer

Em 2000, Joinville ganhou destaque na mídia nacional depois que um maníaco sexual começou a atacar suas vítimas usando bicicleta. A dependência de jornalistas a fontes oficiais de informação levou à condenação pública e linchamento moral do trabalhador braçal Aluísio Plocharski, de família tradicional da cidade. Meses depois o verdadeiro criminoso seria preso.” A história da família Plocharski e o caso “Maníaco da Bicicleta” são os temas do livro “Na Teia da Mídia”, do advogado e jornalista Marco Schettert e do jornalista Salvador Neto.

O livro reúne dois trabalhos acadêmicos da faculdade de Jornalismo – Na Teia da Mídia (Salvador Neto), O Dano Moral na Imprensa (Marcos Antônio Santos Schettert) – que contam essa história, a ética no jornalismo e o dano moral que resultou de vários erros, enganos e contradições do caso. A obra – que é uma reflexão sobre a importância e a responsabilidade do jornalismo e trata da área do direito falando sobre dano moral – será lançada nesta quinta-feira, dia 15 de dezembro, às 19 horas, na Livraria Midas. Para os autores, o livro visa colaborar no aperfeiçoamento de jornalistas e advogados. “Na Teia da Mídia também se destina aos interessados na vida”, ressaltam os autores.

Sobre os autores:

Marco Schettert – É advogado, historiador e jornalista com atividades em Joinville (SC). Natural de Porto Alegre (RS), tem intensa atividade no direito, assessoria jurídica, e é professor. Apresenta o programa Tema Livre na TV Brasil Esperança Canal 11 em Joinville. Sua atuação em processos na área pública em defesa da cidadania o fazem um dos profissionais mais requisitados e respeitados.

Salvador Neto – É jornalista e blogueiro com atividades em Joinville e todo o estado de Santa Catarina. Escreve para o jornal Notícias do Dia a seção Perfil. Especializado em assessoria de imprensa sindical, política e de pequenas e médias empresas, mantém o blog Palavra Livre (www.palavralivre.com.br/), e é também articulista em vários jornais. Atua também como voluntário para a Apae Joinville e outras entidades.

Serviço:

Lançamento do livro “Na Teia da Mídia” (124 páginas)
Dia 15/12/2011 (quinta)
Às 19 horas
Livraria Midas, Rua Doutor João Colin, 475

História de Joinville à “céu aberto”

Impressionante o que aconteceu com a cobertura de parte da Estação da Memória, como é chamada hoje o complexo da Estação Ferroviária, cartão postal de Joinville (SC). Os Museus da Indústria e da Bicicleta estão interditados porque não se sabe ainda ao certo o motivo da queda de todo o telhado. Uma obra de apenas dois anos e já nesta situação demonstra a quantas anda a fiscalização de obras da Prefeitura de Joinville. Isso é caso de abertura de sindicância, investigação e tudo o mais. E mais: o Prefeito Carlito Merss deve colocar suas mãos nessa área, a fiscalização das obras, sejam elas executadas por equipe própria ou por empreiteiras.

Conheço bem a Estação porque nasci, vivi e ainda vivo no bairro Floresta, vizinho ao local onde ocorreu o destelhamento. Quando criança ainda lembro dos trens de carga e de passageiros. Passava por baixo e entre os vagões para poder chegar à escola à tempo. E mais recentemente criei laços de amizade com o Valter Bustos, coordenador do Museu da Bicicleta, o qual já apoiei em algumas das suas lutas. Entre elas, a recuperação desse mesmo espaço que agora está à céu aberto. Há anos Valter vinha cobrando a solução para o local. E agora até ele ficou sem ter onde expor o acervo histórico e maravilhoso da bicicleta. Espero que ele tenha logo o seu novo espaço, e que se dêem respostas a esse absurdo que graças a Deus, não deixou feridos.