Apoio aos artistas – Auxílio Emergencial a artistas vira lei

Foi publicada na edição desta terça-feira (30) do Diário Oficial da União a nova lei que estabelece auxílio emergencial para artistas. O texto, chamado pelos parlamentares de Lei Aldir Blanc, em homenagem ao artista falecido em decorrência da covid-19, prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. O dinheiro deverá ser repassado pela União, em parcela única, para estados e municípios. Veja a íntegra da Lei 14.017/2020.

O objetivo da iniciativa, apresentada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), é ajudar profissionais da área e espaços que organizam manifestações artísticas que foram obrigados a suspender suas atividades por causa da pandemia. O texto prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais. Estima-se que o setor emprega, em todo o país, mais de 5 milhões de pessoas.

Os artistas poderão usar o dinheiro “como subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias”.

A lei também permite o uso do recurso em editais, chamadas públicas; prêmios; compra de bens e serviços vinculados ao setor cultural; instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

Projeto “Orquestra na comunidade” encerra apresentações em junho em Joinville (SC)

Depois de duas edições do projeto Orquestra na Comunidade, a Camerata Dona Francisca encerra este trabalho com apresentações nos bairros Anita Garibaldi, Iririú, América, Itinga e Costa e Silva. No mês de junho, a camerata vai visitar as regiões que não foram atendidas pelo projeto, com o intuito de proporcionar ao público a  apreciação da música instrumental erudita.

Além dos concertos, a camerata apresenta os ensaios abertos para a comunidade. Todas as apresentações são gratuitas. No programa de encerramento do projeto, os 14 integrantes da orquestra interpretam a Suite Don Quixote de Telemann, inspirada na grande obra literária de Miguel de Cervantes; o concerto em Dó Maior para fagote de Vivaldi, e algumas peças dos compositores brasileiros Luiz Gonzaga e Guerra Peixe. As peças de Luiz Gonzaga são uma homenagem ao compositor, que este ano completaria 100 anos.

O projeto Orquestra na Comunidade foi contemplado no Mecenato 2010 do Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec), da Prefeitura de Joinville. Direção e coordenação musical de Voldis E. Sprogis e produção cultural de Tobias Schroeder.

Confira a programação do projeto:

06/06 (quarta-feira) – 20h – Ensaio Aberto

Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin (Rua Anita Garibaldi, 79 – Anita Garibaldi)

13/06 (quarta-feira) – 20h – Ensaio Aberto

Casa Iririú (Rua Xaxim, 195 – )Iririú

17/06 (domingo) – 10h30 – Concertos Matinais

Sociedade Cultural Lírica (Rua Max Colin, 1483 – América)

20/06 (quarta-feira) – 20h – Concerto

Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga – AMORABI (Rua dos Esportistas, 510 – Itinga)

27/06 (quarta-feira) – 20h – Concerto

Centro Comunitário Costa e Silva (Rua Sanhaçu, 225 – Costa e Silva)

 

Serviço

O quê: Projeto Orquestra na Comunidade – Camerata Dona Francisca

Quando: confira a programação

Quanto: gratuito

Informações: (47) 9921.9164 com Tobias Schroeder

Brasil terá escolha do melhor samba; seleção de 1.000 composições começa em 15 de dezembro

Gratuita, mostra pretende resgatar composições de todos os estilos de samba; premiação chegará a R$35 mil para as duas melhores composições; haverá escolha da população e do júri

A cidade de São Paulo será palco a partir de dezembro da maior mostra de samba da história do Brasil. Serão seis meses de apresentações de samba, dança e música instrumental, mesclando alguns dos mais renomados artistas brasileiros com músicos da nova geração, culminando com a escolha da melhor nova composição de todo o Brasil. Será a primeira São Paulo Exposamba, que começará a receber inscrições em 15 de dezembro.

A iniciativa terá três vertentes culturais: Mostra de Sambas Inéditos, Só Danço Samba e Raízes do Nosso Som, totalizando 141 eventos em 86 locais. Com o evento, o Brasil terá a maior mostra de novas canções das últimas décadas. Inicialmente, 1.000 sambas, de todos os estilos, poderão ser inscritos gratuitamente pelo site www.g1.globo.com/saopauloexposamba , de 15 a 29 de dezembro. Estes 1.000 sambas irão concorrer em 50 eliminatórias (20 sambas em cada), com apresentações ao vivo de seus compositores (ou de intérpretes indicados por eles) em 40 Centros Educacionais Unificados (CEUs) e em casas de show espalhados pela cidade. Compositores de todo o Brasil poderão se inscrever.

Após as eliminatórias, os melhores partem para defender suas composições em segunda fase, já no Tom Brasil, casa de shows na zona sul da cidade, com previsão de 2.000 espectadores. Os finalistas serão escolhidos por júri composto de um sorteado entre os estudantes do CEU, um entre professores, um entre pessoas da terceira idade da região e um entre músicos da região. Em cada júri também haverá dois compositores que não estejam participando do concurso.

A escolha em cada eliminatória deverá ser, obrigatoriamente, de dois estilos de samba diferentes. Podem concorrer todos os estilos: samba enredo, samba-canção, pagode, samba de partido alto, samba de gafieira etc.

Na segunda fase, serão cinco dias de seleção, com as apresentações (no Tom Brasil) dos candidatos selecionados e shows de grandes intérpretes, que homenagearão diariamente Zé Kéti, Dona Ivone Lara, Nelson Cavaquinho, Luiz Carlos da Vila, João Nogueira, Candeia, Jackson do Pandeiro e Cartola. Os melhores partem para a semifinal, que irá selecionar, em dois dias, os três favoritos pela escolha popular e os três favoritos pelo júri, culminando nos vencedores.

Importante: serão duas eleições paralelas, com votação popular e com escolha de um júri de renomados artistas. O primeiro colocado da eleição popular terá premiação de R$ 35 mil – mesma quantia que receberá o mais bem colocado na eleição do júri. Em seguida, os dois vice-campeões (popular e júri) receberão R$ 25 mil cada. Até o quinto colocado (popular e júri) haverá prêmios (confira abaixo). O melhor intérprete e o compositor revelação também serão premiados.

 “São Paulo Exposamba é uma mostra para o Brasil. Gente de todos os Estados pode participar. Vamos descobrir novos compositores, dar uma oportunidade a quem tem talento, a quem sabe produzir samba de qualidade”, afirma José Maria Monteiro, organizador e realizador do evento.

Raízes do Nosso Som

 As áreas periféricas da cidade de São Paulo receberão, além do samba, música instrumental de primeira qualidade. Mas a música irá cruzar fronteiras. Cidades do interior paulista também terão a oportunidade de ver, ouvir, viver e aprender música instrumental “que constitui a base do som mais brasileiro, vale dizer, o samba”, relata Monteiro.

Carlos Malta – instrumentos de sopro – e Marcos Suzano – percussionista – comandarão o Raízes do Nosso Som. Serão eventos de interação musical entre os artistas nacionais e internacionais e as comunidades.

 O Raízes do Nosso Som juntará instrumentistas dos Estados Unidos (Nova Orleans e Chicago), África, Cuba e Brasil, promovendo, em oito noites, jam sessions  inesquecíveis, tendo como base das intervenções musicais e das improvisações o samba. Em oito cidades, com auditórios de acústica apurada, sempre às 20h30.

Só Danço Samba

 Só Danço Samba é um projeto de divulgação da mais brasileira das danças, o samba, nas suas diferentes versões. A interação com o público propiciará a descoberta de talentos locais. Serão 30 eventos de dança nas periferias das cidades e 15 em shoppings do Estado.

“Comandado por Walleska Bártolo e seu partner Wellington Lopes, professores com larga experiência em aulas e cursos, o evento certamente descobrirá novos talentos. Teremos a chamada ‘Palestra-show’, na qual o dançarino ensina e interage com as pessoas”, frisa Monteiro.

Organização, patrocínio e apoio

A São Paulo Exposamba é coordenada e organizada pela Fábrica do Samba, com apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura da Cidade de São Paulo e incentivo cultural do Ministério da Cultura do Governo Federal.

Premiação da Mostra

  Júri

(R$)

Votação Popular (R$)
35 mil 35 mil
25 mil 25 mil
20 mil 20 mil
15 mil 15 mil
10 mil 10 mil
Compositor revelação 7,5 mil 7,5 mil
Melhor intérprete 7,5 mil 7,5 mil

Na comemoração do Dia Nacional do Circo artistas pedem apoio governamental

Artistas e representantes de entidades ligadas ao circo afirmam que mesmo com a concorrência de outras opções de cultura e entretenimento existentes hoje, não falta público aos espetáculos circenses. Ainda assim, às vésperas do Dia Nacional do Circo, comemorado hoje (27), eles pedem mais apoio governamental à categoria, principalmente por parte de prefeituras e estados.

Segundo a diretora-presidente da Academia Brasileira do Circo e vice-presidente da União Brasileira de Circos, Marlene Querubim, os cerca de 2,5 mil circos em atividade no país chegam a atingir um público mensal estimado em 1 milhão de espectadores, empregando cerca de 35 mil profissionais diretos.

“O circo é a maior casa de espetáculos do Brasil. Porque ele consegue chegar em lugares onde o cinema, o teatro e outros espetáculos não conseguem”, afirma Marlene, que dirige os circos Spacial e dos Sonhos.

A ideia de que o circo um dia possa se tornar inviável por falta de público é descartada pelo presidente da Associação Brasileira de Circo (Abracirco), Camilo Torres. Para ele, apesar das muitas dificuldades, a atividade transmitida de geração em geração não está sequer ameaçada.

“Mesmo com as várias formas de entretenimento hoje existentes, o circo ainda encanta. O lúdico, o imaginário, a fantasia, a graça de um palhaço, a pirueta de um malabarista, o talento de um trapezista ou acrobata ainda são muito fortes e fazem parte do imaginário popular”, reclamando, contudo, da falta de uma política nacional que abranja todo o segmento circense e de maior apoio por parte das secretarias municipais de Cultura.

Entre os problemas mais citados pelos vários entrevistados estão a falta de locais apropriados nas cidades onde se apresentam, excesso de burocracia e, consequentemente, da demora na liberação de documentos e na instalação de serviços como água e luz, além dos valores das taxas cobradas.

Administradora do Circo Internazionale di Napoli, Pollyana Pinheiro, reclama da falta de estrutura na maioria das cidades por que passa e dos custos. “Na maioria dos locais a que vamos acabamos em terrenos particulares. Chegamos a pagar até R$ 30 mil de aluguel por mês. Precisamos fazer muitas apresentações para pagar isso e às vezes não conseguimos sequer cobrir as despesas. Tentamos não repassar estes custos para o preço dos ingressos, mas se não tivéssemos que pagar tantas taxas eles poderiam ser mais baratos”.

Outra queixa comum diz respeito aos mecanismos públicos de financiamento da atividade. Para Torres, houve avanços recentes, mas eles ainda são insuficientes. Entre as conquistas, Camilo cita o fortalecimento de prêmios de estímulo às artes circenses, como o Carequinha, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), e de programas estaduais de incentivo a artistas e grupos circenses, como os existentes, por exemplo, em São Paulo e Minas Gerais.

“Embora os valores ainda estejam aquém das reais necessidades da categoria e, em geral, bem abaixo dos destinados ao teatro, cinema e à música. O aspecto positivo é que são mecanismos transparentes”, afirma Torres, lembrando também da importância da realização de festivais como os da cidade de Limeira (SP).

Agência Brasil