De operador de som a palestrante, Edinho Negão divide sua história com as pessoas

palavralivre-divulgacao-edinho-negaoO mundo é uma ferramenta que se mantém o tempo todo em transformação. A nossa passagem por este planeta maravilhoso tem tudo para ser um grande sucesso, apesar das adversidades que criamos.

Nós nascemos grandes, plenos, absolutos na busca de nossos sonhos.Então porque muitos de nós não alcançamos o almejado sucesso?

O que falta para que possamos buscar a tal da felicidade? Como e de onde tiramos forças quando se está no fundo do poço? Todas às respostas moram em nós, carregamos conosco todas as doenças e todas as curas também.

Edson do Espírito Santo, o famoso comunicador das rádios joinvilenses conhecido como Edinho Negão, resolveu levar para os palcos a sua história de vida, mais de 30 anos dedicados ao rádio e todas as formas de comunicação, com a palestra “Evoluir Apesar de Tudo”.

Como despertar quem está dormindo e poder ser de extrema importância para empresa? Motivar é uma arte incrível, um dom uma construção diária que sempre deverá estar disponível para o outro.

Edinho Negão convida você para um momento lindo onde dividiremos histórias e sentimentos. Vamos rir, refletir e principalmente recriar nossos momentos dentro da vida. A comunicação bem aplicada com diálogo fácil é algo inesquecível.

Sonhar é tão possível quanto realizar, é preciso caminhar ao encontro de seus ideais, só você pode suavizar seu caminho. Novos dias, novas atitudes, novas possibilidades, está ai, tudo dentro de você.

Sobre Edinho:
Locutor renomado com quase 30 anos de Rádio em Joinville – SC, Edinho Negão passou por todos os sistemas dentro da radiodifusão. Iniciou como Operador de som em 1986, de onde caminhou para realização de um sonho; se tornar um grande Locutor.

O sonho seria realizado em 12 de Junho de 1987 quando colocou pela primeira vez sua voz em um microfone, este da Rádio Floresta Negra 103,1 FM.

Profissional competente que, por onde passa deixa sua marca registrada;  sentir-se feliz com a evolução do outro.

O ápice como profissional chegou em 1999 quando conquistou a Coordenação Artística da Rádio Transamérica FM 91,1 Joinville. O sucesso foi extraordinário. Com uma das maiores equipes do Rádio joinvilense o trabalho explodiu, tanto como Coordenador como Locutor. Atualmente Edinho é comunicador da Rádio 89 FM, líder do ibope em Joinville.

Dono de uma biografia incrível, Edinho Negão acredita que chegou a hora de dividir toda essa experiência adquirida com profissionais e com a sociedade.

A palestra, dividida em três temas, vai muito além de termos técnicos. Retrata a história de nossa vivência diária, seja pela alegria, conquistas e felicidades ou, pela dor. A idéia é transportar você para o palco num turbilhão de emoções e aprendizado mútuo.

Além da alegria de dividir experiências absolutamente fantásticas, todas as palestras vendidas terão 30% de seu valor total revertidos a dois projetos sociais:

“Boleiros do Bem” – Grupo que trabalha promover datas especiais como Dia das Crianças e Natal, além de ajudas esporádicas a Idosos e Doentes.

“Torcedor Solidário” – Projeto encabeçado por Karpanno Mello, já consolidado em Joinville, este projeto leva muitas alegrias aos que realmente necessitam.

Os contatos de Edinho Negão são os seguintes:

Redes Sociais:
Facebook: www.facebook.com/edinhonegaooficial

Instagram: @edinhoes

Twitter: @edinhoes_

Site: www.edinhonegaooficial.com.br

Linkedin: www.linkedin.com/in/edinhonegao

Com informações de Edinho Negão e Blog Dona Moda

Jornalismo em debate em Joinville (SC) na noite desta quinta-feira (20)

palavralivre-debate-jornalismoPromover um diálogo entre jornalistas e a sociedade de Joinville é a proposta do 1º Debate sobre Jornalismo que ocorre nesta quinta-feira (20), às 19h, no anfiteatro da Unidade Centro do IELUSC.

O evento integra o projeto “GPSJor – Governança, Produção e Sustentabilidade para um Jornalismo de novo tipo”. Trata-se de uma iniciativa que tem como intuito pesquisar e propor soluções para as crises do jornalismo contemporâneo.

Participam 20 pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Superior e Centro Educacional Luterano BOM JESUS/IELUSC.

De acordo com o coordenador do GPSJor, professor Jacques Mick (UFSC), a intenção é envolver lideranças sociais de Joinville numa ampla discussão sobre a informação jornalística local.

“As transformações tecnológicas, a situação econômica atual, as reviravoltas políticas, tudo isso afeta o jornalismo. Partimos do princípio de que jornalistas e sociedade precisam, antes de tudo, conversar e então pensar em alternativas que assegurem a qualidade e o acesso à informação”, explica.

Até junho do próximo ano, o projeto prevê a aplicação de questionários e outros instrumentos de pesquisa, sessões de discussão em grupos menores, além de mais debates públicos.

O pesquisador Samuel Lima (UFSC), que também integra o grupo, destaca a importância de refletir sobre mecanismos de autofinanciamento do jornalismo.

“Queremos pensar num modelo de governança social para o jornalismo, ou seja, enfrentar o desafio de acolher a participação do público”, afirma.

Joinville foi escolhida como piloto para a pesquisa por ser a cidade mais populosa de Santa Catarina e pela afinidade dos organizadores com o curso de Jornalismo do IELUSC, onde ambos já atuaram.

A intenção é realizar na cidade uma experiência de interação social, que possa ser reproduzida em outras cidades. Durante o evento, qualquer participante poderá opinar, questionar ou fazer sugestões.

“Não é uma palestra. Haverá breves explanações sobre o projeto, mas o que queremos mesmo é começar a ouvir a sociedade, por meio das lideranças comunitárias, representantes de classe, ONGs, enfim, de todos os segmentos sociais e, é claro, dos jornalistas”, conta a professora do IELUSC, Marília Crispi de Moraes. A entrada é franca.

Com informações da Ascom Ielusc

Mestrado em Química será oferecido pela Udesc Joinville (SC) a partir de agosto

Aulas iniciam em agosto deste ano
Aulas iniciam em agosto deste ano

Após a autorização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no final do ano passado, a Udesc Joinville oferecerá seu 12º curso de pós-graduação stricto sensu. O Mestrado Acadêmico em Química Aplicada é o terceiro do Estado e o primeiro da região norte de Santa Catarina.

O processo seletivo, para o preenchimento de 15 vagas, ocorrerá em maio. Os candidatos deverão realizar a inscrição pela internet, apresentar currículo e fazer uma prova escrita. A previsão é de que as aulas iniciem em 8 de agosto. O curso é gratuito e ainda há possibilidade de bolsa de estudos para os primeiros colocados.

Para a coordenadora do mestrado, Marcia Margarete Meier, a implantação do curso criará novas perspectivas para os profissionais da área.

“Além de químicos, podem se inscrever engenheiros químicos e sanitaristas, engenheiros de plásticos e de alimentos, farmacêuticos, bioquímicos, entre outros”, destaca.

Mais informações podem ser obtidas na página www.cct.udesc.br ou pelos telefones (47) 3481-7913 e (47) 3481-7691.

Para ela – Uma homenagem a uma mulher estendida a todas

Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto
Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto

Nosso editor, o jornalista Salvador Neto, foi buscar na junção entre a crônica, a poesia e a letra jornalística, a inspiração para escrever uma homenagem à sua companheira, Gi Rabello.

Por entendermos que o texto representa uma bela homenagem também a todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher, reproduzimos no Palavra Livre o que ele escreveu em seu perfil no Facebook, parabenizando a todas as mulheres que lutam todos os dias e fazem a diferença no mundo!

Ela tem a força invencível da mulher brasileira. Desde pequena já tinha responsabilidades em casa, cuidava dos irmãos, encarando a vida como uma adulta.

Cresceu em meio a opressão que aflige todas as mulheres, e ela ainda por questões religiosas. Mas jamais lhe faltou a garra, a vontade de vencer, e a ousadia de sonhar.

Enfrentou as dificuldades para estudar uma faculdade, para quem vem de família simples. Rompeu com dogmas, passou por cima da descrença de muitos.

Virou mãe da bela menina Rayssa, sua pequena flor, a quem protege e cuida como só as mulheres, mães, sabem cuidar. A força e o amor que só a mulher tem e sabe como usar, dar, receber, multiplicar.

Tem dentro dela uma vontade incrível, uma chama ardente por querer ser, aprender, fazer, ser uma profissional do direito, mas com aquele olhar da mulher, percebendo o humano, as diferenças, as necessidades de quem como ela, precisou derrubar barreiras, muitas vezes invisíveis.

Está chegando a sua hora de encerrar um ciclo duro, difícil, mas que forjou uma nova mulher, uma nova Gi Rabello. Daqui a pouco ela será uma advogada, pronta para defender os direitos de quem precisa. Será a sua maior vitória, merecida vitória. Mas será um novo começo, uma largada para a felicidade plena que ela merece.

Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia Internacional da Mulher, presto essa homenagem a ela, minha companheira de todas as horas, uma mulher admirável, meiga, linda, amiga que se incomoda com qualquer problema que veja no amigo ou amiga, que deseja ver um mundo mais humano, menos individualista, mais feliz.

Minha amada Gi Rabello – Advogada em formação, você é uma grande mulher, acredite nisso, acredite sempre em você, nos seus sonhos, e tenha coragem de enfrentar todos os obstáculos, pois nada é impossível quando temos a convicção do caminho correto.

Muita amor, paz, sucesso e força sempre em sua vida, que é o que desejo a todas as mulheres neste e em todos os dias!

Essa foto mostra exatamente como você é, e como me sinto com sua ternura no dia a dia. Amo você para sempre, eternamente!”

* Escrito por Salvador Neto, jornalista, escritor e editor do Palavra Livre

 

Mulheres – Elas lutam, mas problemas históricos persistem

O feminismo tem ganhado cada vez mais força na sociedade brasileira. Na internet e nas ruas, mais brasileiras estão se manifestando em defesa da igualdade de gênero e do fim da violência. No ano passado, a Marcha das Margaridas e a das Mulheres Negras levaram milhares de militantes a Brasília para pedir melhorias para a vida de 51,4% da população brasileira.

A secretária de Autonomia Feminina da Secretaria de Política para as Mulheres, Tatau Godinho, avalia o que o fenômeno é muito positivo para o combate ao machismo do dia a dia. “Estamos assistindo a uma camada imensa de mulheres jovens darem um novo impulso à ideia de que a igualdade entre mulheres e homens é uma coisa legal, fundamental para se ter uma sociedade moderna, e que o feminismo não é uma pauta antiga, está nas questões cotidianas”, disse.

Apesar da popularização do debate, as brasileiras ainda precisam encarar problemas como as desigualdades salariais, a pouca representatividade política e a violência.

Tatau Godinho destaca que um dos principais obstáculos a ser superado é a desigualdade no mercado de trabalho. “As mulheres têm mais dificuldade de entrar e de chegar a cargos de chefia, e ganham menos que homens cumprindo a mesma função. O machismo faz com que mulheres sejam discriminadas no acesso aos melhores cargos”, avalia.

Natalia Fontoura, Ipea
Natália Fontoura, técnica do Ipea, diz que as mulheres encontram barreiras no mercado de trabalho Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil
Apesar de estudarem mais que os homens, elas encontram uma série de barreiras no ambiente profissional. “Elas têm mais dificuldade de ingressar no mercado. Em torno de 50% das brasileiras estão ocupadas ou procurando emprego, enquanto a taxa de participação dos homens é de 80%. É uma distância muito grande. Não combina com o século 21, não parece ser do nosso tempo essa informação. E tem mais, as que conseguem entrar, têm empregos mais precários”, avalia a técnica de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Natália de Oliveira Fontoura.

Segundo estudo da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o salário médio de uma mulher brasileira com educação superior representa 62% do de um homem com a mesma escolaridade.

De acordo com o Ipea, a renda média dos homens brasileiros, em 2014, chegava a R$ 1.831,30. Entre as mulheres brancas, a renda média correspondia a 70,4% do salário deles: R$ 1.288,50. Já entre as mulheres negras, a média salarial era R$ 945,90.

Segundo a especialista do Ipea, um dos componentes que explica a diferença de rendimentos entre homens e mulheres é o fato de elas ocuparem espaços menos valorizados. “Os cursos em que as mulheres são mais de 90% dos alunos, como pedagogia, se traduzem em salários mais baixos no mercado. E os cursos em que eles são a maioria, como as engenharias e ciências exatas, têm os salários mais altos. Há uma divisão sexual do conhecimento”, explica.

Especialista no assunto, Natália ressalta que não é possível entender a dificuldade das mulheres de entrar no mercado de trabalho sem pensar que, via de regra, no Brasil, recai sobre elas toda a atribuição do trabalho reprodutivo, que inclui os afazeres domésticos não remunerados e os cuidados com a família, uma sobrecarga que dificulta a evolução nos ambientes profissionais.

“A responsabilização feminina sobre o trabalho reprodutivo explica a inserção de mulheres de forma mais precária no mercado de trabalho, por exemplo com jornadas menores, empregos informais e renda menor.”

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 90,7% das mulheres ocupadas realizavam afazeres domésticos e de cuidados – entre os homens, esse percentual era 51,3%.

A pesquisadora defende que não dá para pensar na solução para o problema como um arranjo privado. “Hoje no Brasil a gente entende que as famílias têm que se virar e, dentro das famílias, são as mulheres que geralmente se responsabilizam. Isso é uma sobrecarga para as mulheres e vai impedir que participem da vida social, tenham mais bem-estar, participem da vida política e sindical, é um impeditivo para que mulheres ocupem uma série de espaços sociais.”

“Para que a sociedade se reproduza e toda a população tenha bem-estar, alguém tem que garantir o cuidado a crianças e idosos. A quem cabe?”.

Ela analisa que é importante que haja uma mudança cultural para que o trabalho não remunerado seja visto como obrigação de todos e que haja divisão das tarefas com os homens e com os filhos. Ela ressalta, entretanto, que não se pode ficar esperando.

“O Estado precisa assumir esse papel e oferecer serviços – tem que ter creche, educação integral, transporte escolar, mais de uma refeição nas escolas, instituição para atendimento de idosos, visitas domiciliares –, é um leque de políticas públicas de cuidado que só estamos engatinhando. Não é uma agenda do Brasil hoje.”

A iniciativa privada também pode colaborar. “A gente ouve casos bem-sucedidos de maior flexibilização [de carga horária], promoção da igualdade, co-responsabilização das empresas. Mas, se não houver uma legislação para que as empresas sejam chamadas e obrigadas a compartilhar essa responsabilidade, não vai acontecer.”

Segundo Tatau Godinhho, a SPM trabalha com iniciativas que contribuem para a melhoria das condições da mulher no mercado trabalho. “As mudanças na legislação das trabalhadoras domésticas, por exemplo, significou uma melhoria do rendimento e das condições de trabalho dessas mulheres. Por outro lado, trabalhamos muito com as políticas que o governo vem desenvolvendo para o aumento de formalização do trabalho feminino. Quanto mais formal, melhor pago e estruturado. A informalidade é um elemento extremamente forte na desvalorização do trabalho feminino e na perda de rendimentos.”

O poder ainda é deles

Apesar de o Brasil ter escolhido uma mulher para Presidência da República, os cargos eletivos e os partidos políticos ainda são dominados por homens. O Brasil está na posição 154 em umranking da União Inter Parlamentar (Inter-Parliament Union (IPU)) que avaliou a participação das mulheres nas casas legislativas de 191 países.

Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios, iluminado de verde e amarela para a Copa do Mundo (Valter Campanato/Agência Brasil)
Especialista defende uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias Valter Campanato/Arquivo da Agência Brasil
A socióloga Carmen Silva, da organização SOS Corpo e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), avalia que vários fatores incidem para a baixa representatividade de mulheres na política. “A primeira coisa é a estrutura de desigualdade entre homens e mulheres na sociedade, no mercado de trabalho. Existe uma imagem sobre o que é uma mulher na sociedade, e elas ainda não são vistas como alguém de decisão, que resolve, e a ideia da política é ligado a isso”, disse.

Carmen defende que o fato de elas serem minoria também é explicado pelo sistema político brasileiro, a base legal que rege o processo eleitoral e de formação dos partidos. “O tipo de estrutura que temos no Brasil inviabiliza a participação de setores que são minorias políticas na sociedade, apesar de serem maioria numérica. As mulheres são mais de metade da população, mas são menos de 10% nos cargos políticos, o mesmo acontece com os negros. As pessoas em situação de pobreza não conseguem nem se candidatar.”

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, 6.337 mulheres e 15.653 homens se candidataram às eleições de 2014. Em 2010, 3.757 mulheres e 14.807 homens estavam aptos a concorrer às eleições. Apesar do aumento da participação feminina de um pleito para o outro, a proporção ficou abaixo dos 30% estipulado como mínimo pela legislação eleitoral. “A sociedade ainda considera a representação política como um espaço pouco adequado para mulheres”, avalia Tatau.

A ativista explica que a AMB defende uma cota de eleitas, e não de candidatas. “Defendemos uma reserva de vagas no Congresso. A forma que temos proposto é que a eleição seja por partido, e não por pessoa. Votaríamos nos partidos e as listas seriam compostas metade por mulheres, metade por homens, e as vagas seriam divididas igualmente. Claro que isso tem que ser associado à formação política, campanhas culturais e melhores condições de vida para as mulheres”, diz.

Para Carmen, outro ponto crucial e que tem impacto sobre as mulheres é o financiamento das campanhas, que deveria ser público, tornando a ação política um direito republicano, mesmo que a pessoa não tenha dinheiro. Ela explicou que há projetos apresentados pela Frente pela Reforma do Sistema Político na Câmara dos Deputados, “mas que não têm avançado como a AMB julga necessário”.

Desde 1997 a legislação eleitoral determina que as mulheres devem representar 30% do total de candidatos, mas a eficácia da regra é questionada por especialistas por não prever nenhuma sanção aos partidos que não preenchem a cota mínima de mulheres. A lei diz que, nesse caso, as vagas que deveriam ser delas não podem ser ocupadas por homens, mas não garante a presença delas.

Em 2015, a Lei 13.165 criou mecanismos para incentivar mulheres no cenário político, ao determinar que 5% dos recursos do Fundo Partidário devem ser investidos na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres.

Tatau avalia que essas legislações trouxeram avanços, mas que, para mudar esse cenário, é necessária uma reforma política radical que garanta paridade entre homens e mulheres nas listas partidárias. “Isso também precisa ser feito com um processo de mudança na organização político-partidária e eleitoral. Não é só a legislação que precisa mudar”, avalia.

Ela argumenta que a popularização do feminismo é importante, mas será ainda mais relevante na medida em que se vincule a uma plataforma de organização das mulheres por maior representação política.
Em 2015, a Secretaria de Política para as Mulheres perdeu o status de ministério e, junto com a Secretaria de Igualdade Racial e de Direitos Humanos, passou a fazer parte do Ministério da Cidadania. O fato foi avaliado pelos movimentos feministas como um retrocesso para a luta pelos direitos das mulheres.

“O governo federal está enfrentando um processo de pressão econômica e de pressão da sociedade muito forte. E foi nesse contexto que houve a junção das três secretarias. Então ainda que consideremos que um ministério específico é o ideal, porque foi isso que defendemos no processo de criação da SPM, temos certeza de que vamos fortalecer a pauta das mulheres e não perder com esse processo a necessidade de garantir que políticas para mulheres estejam presentes. É um desafio.”

Com informações da Ag. Brasil

Mulheres representam quase 50% do setor microempreendedor no Brasil

PalavraLivre-mulheres-mei-micro-empreendedorNo ano de 2006, Reinilda Maria dos Santos e Silva tinha 35 anos e estava desempregada com um filho de apenas 4 anos. Mineira da cidade de Janaúba, mudou-se jovem para Santo André (SP), em busca de vida melhor, mas ficou desamparada, depois que o marido foi preso.

– Cheguei a um ponto de meu filho me pedir leite e só ter água para dar a ele. Fui na assistência social e pedi ajuda. Eles me deram R$ 50. Com R$ 40 comprei alimentos para o meu filho. Com os R$ 10 que sobraram comprei uma barra de chocolate, uma farinha e fiz pães de mel para vender na rua por R$ 0,99. Vendi tudo e voltei para casa com R$ 30 – conta.

Daí em diante, Reinilda não parou mais. Comprou revistas para aprender novas receitas e variou a oferta. – Foram dois anos de luta, vendendo os doces de porta em porta, nas feiras, e com meu filho a tiracolo. Passei fome, porque deixava de comer para não faltar nada para ele – disse.

Reinilda não sabia na época, mas tornara-se uma microempreendedora. Com muito esforço, conseguiu juntar R$ 200 e teve a ideia de comprar uma máquina de crepe, puxar uma extensão da casa onde morava e vender crepes na rua.

Mas a máquina custava R$ 500. Foi quando soube por uma amiga do Banco do Povo – Crédito Solidário, uma organização não governamental (ONG) que faz empréstimos a juros baixos para empreendedores de baixa renda.

Ela conseguiu um empréstimo de R$ 300. Com o dinheiro, comprou uma fritadeira, uma chapa e materiais de cozinha. Meses depois, a fama da confeiteira espalhou-se pela cidade e as coisas começaram, finalmente, a melhorar para Reinilda.

Em 2013, ela ganhou o prêmio Pequenas Gigantes: Desafio São Paulo para Microempreendedoras, de R$ 5 mil, promovido pela organização social Aliança Empreendedora.

– Fomos três eleitas entre 140 mulheres microempreendedoras. Com o dinheiro reformei meu comércio, que ficou bem mais bonito – conta.

Mulheres como Reinilda representam quase a metade dos pequenos empresários brasileiros (47,4%), segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

No entanto, apenas 24% delas solicitaram empréstimo bancário em nome da empresa no primeiro semestre de 2015. O estudo do Sebrae aponta ainda que as mulheres costumam pedir valores cerca de 50% menores que os homens.

De acordo com o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, dos 5,6 milhões de empresários cadastrados na categoria Microempreendedor Individual (MEI), 77% querem crescer e se tornar micro ou pequena empresa. Entretanto, menos da metade se relaciona com bancos como pessoa jurídica.

– Cerca de 80% utilizam financiamento que não passa por instituições financeiras, como negociação com fornecedores e cheque pré-datado. Nos últimos cinco anos, apenas 40% dos empreendedores individuais obtiveram empréstimo em bancos. Isso mostra que existe espaço enorme de crédito para os microempreendedores individuais. E os empreendedores fogem dos bancos por causa das altíssimas taxas de juros – explica Afif Domingos.

Reinilda é exceção nesse universo inóspito para os pequenos empresários. Abriu a lanchonete Sabor e Cia, onde vende doces, lanches e salgados, em Santo André (SP), faz encomendas para festas em diferentes cidades de São Paulo e costuma receber pedidos de bolos de artistas do mundo televisivo.

Ela continua pegando empréstimos no banco, mas agora no limite do teto – cerca de R$ 15 mil –, para garantir capital de giro. Prestes a concluir um cursos de confeitaria e panificação e com certificados internacionais na área, a empresária não tem descanso.

Faz em média um bolo por dia, com a ajuda de uma assistente, dá palestras e faz assessoria. Seu sonho agora é abrir um café para vender seus quitutes e abrir uma escola de confeitaria e passar seus conhecimentos para mulheres que como ela têm talento, são empreendedoras, porém não têm recursos.

Para quem está começando ela aconselha “a burocracia é muito cruel para os pequenos. Muitos acabam desistindo. Mas hoje há vários cursos online sobre gestão financeira, de assessoria, cursos do Sebrae gratuitos. Há créditos solidários, basta juntar um grupo de amigas ou conhecidos”.

– Não pode desistir. Comecei com R$ 10. Não tenha vergonha de perguntar, bater porta, de ir atrás do cliente. Fidelize seu cliente. E capacite-se – aconselha.

Com informações do Sebrae

SC oferece vagas gratuitas para cursos de formação em tecnologia

PalavraLivre-cursos-gratuitos-geracao-tec-jovensO Geração TEC, programa do Governo do Estado de SC de formação profissional para o mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TEC), está com 725 vagas abertas em 15 cidades catarinenses.

São 400 vagas para Marketing Digital, 200 vagas para E-Commerce e 125 para Redes Sociais. Os interessados devem se inscrever até dia 25 de fevereiro neste link.

“São cursos gratuitos e de curta duração. É uma boa oportunidade para aqueles que querem ingressar em um setor da economia que está em franca expansão no Estado”, declarou o secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Carlos Chiodini.

Para participar, é necessário ter no mínimo 17 anos, ter ensino médio completo ou estar cursando o último ano, além de conhecimentos de lógica, inglês e boa fundamentação em matemática. Mais de seis mil pessoas concluíram as capacitações do Geração TEC em Santa Catarina.

O curso de Marketing Digital será aplicado nos municípios de Blumenau, Brusque, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Palhoça, Rio do Sul, São Bento do Sul, São José e Tubarão. A capacitação em E-Commerce será nas cidades de Blumenau, Florianópolis, Joinville, Palhoça e Tubarão.

Já para quem quer participar da formação em Redes Sociais, há vagas para Chapecó, Criciúma, Itajaí, Joaçaba e São Bento do Sul.

O Geração TEC é uma parceria da SDS com entidades do setor de TIC, Instituto Internacional de Inovação (I3) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Com informações da SDS/SC

ACTS – Escolha de vagas para professores da rede estadual para a região de Joinville (SC) começa quarta (10)

PalavraLivre-professoresComeça na quarta-feira, 10, a escolha de vagas para professores admitidos em caráter temporário (ACTs) da rede estadual de ensino.

A contratação dos educadores aprovados em edital para atuarem nas escolas vinculadas a Gerência Regional de Educação (Gered) de Joinville será feita em dois locais.

Nos dias 10, 11 e 12 serão admitidos os professores para a educação especial, intérprete de libras, séries iniciais do ensino fundamental, orientador e práticas pedagógicas. Será das 8h às 18h, no Centro de Educação Profissional (Cedup), no Itaum. No mesmo local, a partir das 18h, as vagas para o ensino profissionalizante.

Nos dias 10 e 11 ocorre à chamada para as séries finais do ensino fundamental, ensino médio, orientadores de laboratórios, e professores para educação de jovens e adultos. A escolha será das 8h às 18h, na Escola Estadual Germano Timm, no América.

“No total nós vamos chamar 984 professores, sendo que o maior número é para o segundo professor, aquele que trabalha com os alunos que tenham necessidades especiais”, comenta a gerente da Gered, Dalila Rosa Leal. Os profissionais irão trabalhar nas 62 unidades dos oito municípios da região Norte, sendo 41 em Joinville.

“Neste ano optamos por dois locais porque é grande o número de professores a serem chamados e também porque organizamos por áreas de atuação. Nosso objetivo é organizar a seleção para facilitar para os ACTs e para quem trabalha no encaminhamento das contratações”, explica Cláudia Costa, supervisora de gestão de pessoas da Gered. O quadro de vagas está no site da Secretaria de Estado da Educação (www.sed.sc.gov.br), no link ACTs 2016.

*Escolha de vagas dias 10, 11 e 12 (quarta a sexta)
No Cedup, das 8h às 18h – educação especial, intérprete de libras, séries iniciais do ensino fundamental, orientador e práticas pedagógicas

No Cedup, a partir das 18h – ensino profissionalizante

*Escolha dias 11 e 12 (quinta e sexta)
Na Escola Estadual Germano Timm, das 8h às 18h – séries finais do ensino fundamental, ensino médio, orientadores de laboratórios, ensino profissionalizante e educação de jovens e adultos

*Calendário Escolar 2016
Início do ano letivo: 22 de fevereiro de 2016

Recesso escolar: 25 a 29 de julho de 2016

Término do ano letivo: 21 de dezembro de 2016

Claudio Lamachia assume OAB em fevereiro

PalavraLivre-oab-novo-presidente-claudio-lamachiaA partir do dia 1o de fevereiro, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, estará com nova diretoria, liderada pelo advogado Claudio Lamachia.

No próximo dia 31 de janeiro, a partir das 17h, acontece a última sessão plenária presidida pela atual gestão do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. O encontro marca oficialmente o fim do mandato de Marcus Vinicius Furtado Coêlho e a eleição da nova diretoria, cuja posse acontece no dia seguinte, a partir das 9h.

Marcus Vinicius aponta o saldo do triênio como bastante positivo. “Tenho certeza de que cumprimos com nossas missões. Trabalhamos de maneira séria pela advocacia brasileira, com conquistas que entraram para a história. Aos colegas da nova diretoria, o nosso total apoio”, deseja.

A futura diretoria da OAB, que contou com o apoio das 27 seccionais, tem Lamachia (RS) como presidente; Luis Cláudio Chaves (MG) como vice-presidente; Felipe Sarmento (AL) como secretário-geral; Ibaneis Rocha (DF) como secretário-geral adjunto; e Antonio Oneildo Ferreira (RR), que permanece na função de diretor-tesoureiro.

Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB