78a. Festa das Flores abre nesta quinta-feira em Joinville (SC)

palavralivre-floresNesta quinta-feira (10), às 20 horas, será realizada a solenidade oficial de abertura da 78ª Festa das Flores. O evento acontecerá no palco principal da festa (Plenária Orquídea), no Complexo Expoville.

Na ocasião, estarão reunidas autoridades, empresários, lideranças de entidades representativas de Joinville, imprensa, patrocinadores, organizadores e demais convidados.

A solenidade terá também a apresentação da Orquestra Acadêmica da Escola de Música Villa-Lobos da Casa da Cultura que, sob regência do maestro Voldis Eleazar Sprogis, vai acompanhar a apresentação do espetáculo “Projeto Asas Macalossi”, com a coreografia “Anjos para Semear a Primavera”, de Cristiane Momm.

Horários e ingressos
Na quinta-feira (10), a entrada na 78ª Festa das Flores é gratuita. Nos outros dias, a entrada inteira custará R$ 8 e R$ 4 meia entrada (menores de 10 e maiores de 60 anos, estudantes, pessoas com deficiência e professores da rede municipal de ensino).

Os ingressos podem ser comprados antecipadamente pelo site www.oiingressos.com.br. Os valores de estacionamento serão R$ 15 para carros e motos, R$ 35 para vans e R$ 60 para ônibus.

Os horários de funcionamento da festa serão das 14 às 22 horas, na quinta-feira; das 9 às 22 horas, de sexta a segunda-feira; e das 9 às 20 horas, na terça-feira (15).

Com informações da Ascom/Promotur

Violência doméstica mata cinco mulheres por hora diariamente em todo o mundo

PalavraLivre-violencia-contra-a-mulher-A violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra a organização não governamental (ONG) Action Aid.

A informação é resultado de análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.

A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que preservem os diretos das mulheres.

O estudo considera dados levantados em 70 países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.

“A intenção do relatório é fazer um levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo. Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.

O relatório considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.

“A forma de contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: ‘será que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.

No Brasil, a organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.

“Muitas mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.

Com informaçòes da EBC

Assembleia Legislativa de SC homenageia a APAE de Joinville pelos 50 anos de atividades

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) realiza na próxima quarta-feira (16) ums sessão especial em homenagem a quatro Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do estado, entre elas a APAE de Joinville que completou 50 anos de atividades em 4 de abril deste ano.

O evento inicia as 19 horas no Plenário Osni Régis na ALESC em Florianópolis. As Apaes de Brusque – 60 anos de atividades, Lages e Blumenau – 50 anos de atividades – também serão homenageadas.

A iniciativa é do deputado estadual José Nei Ascari (PSD). Uma pequena caravana com diretoria e funcionários segue à capital, onde são esperadas mais lideranças políticas, empresariais e sociais para prestigiar a homenagem.

Fundada em 4 de abril de 1965 pela professora Lia Rosa da Silva Jardim de Santis, a APAE de Joinville é referência no atendimento às pessoas com deficiência intelectual e múltipla e de suas famílias em toda a região norte de Santa Catarina.

Um grande evento realizado no dia 1 de abril marcou o inicio das comemorações com a apresentação do Balé Bolshoi e alunos da instituição no Teatro Juarez Machado. O presidente Jailson de Souza ressalta o empenho da diretoria na elaboração de um calendário de eventos para marcar o cinquentenário.

“Nós criamos uma comissão organizadora com toda a diretoria e planejamos tudo com muito carinho. Como sempre, precisamos de muito apoio para a manutenção dos serviços essenciais de saúde, educação e assistência social que realizamos há 50 anos. Por isso queremos ter a comunidade ainda mais perto, conhecendo a APAE por dentro, quebrando paradigmas, preconceitos, para que todos atentem da necessidade de apoiar a causa”, destaca Jailson.

Estrutura forte que precisa de apoio
Hoje a APAE atende cerca 420 alunos diariamente, com uma média aproximada de dois mil atendimentos mensais nas mais diversas especialidades: odontologia, neuropediatria, psiquiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia, assistência social e nutrição.

Há equipamentos especiais como o PediaSuit. O método PediaSuit é uma abordagem holística para tratamento de pessoas com distúrbios neurológicos, como paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento, lesões traumáticas cerebrais, autismo e outras condições que afetam as  funções motoras e funções cognitivas de uma criança.

Todo o procedimento tem como base um programa de exercícios específicos e intensivos. É um programa que estimula o crescimento e desenvolvimento de cada criança, trabalha a eliminação de reflexos patológicos e o estabelecimento de novos padrões de movimentos corretos e funcionais.

A APAE Joinville recebeu dois spiders conhecidos como gaiola que são usados para treinar a criança, aumentando a capacidade de isolar os movimentos desejados e fortalecer os grupos musculares responsáveis por esse movimento.

A gaiola permite ganho de amplitude de movimento, ganho de força muscular e flexibilidade das articulações, bem como melhora das competências funcionais.

A APAE mantém também o Centro Dia, acolhimento de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social em parceria com a Prefeitura de Joinville, entre outras parcerias.

Recentemente foi entregue a obra do elevador, um investimento de pouco mais de R$ 140 mil para melhorar a acessibilidade de alunos e professores às diversas atividades no piso superior da sede central.

O desafio agora é construir um novo bloco de salas de aula para atender a demanda reprimida. “É nossa meta, estamos precisando de mais recursos para começar as obras”, apela o presidente Jailson de Souza.

Apae de Joinville (SC) inaugura elevador nesta sexta-feira (21/8)

Elevador: Acessibilidade ampliada para os alunos e pacientes da Apae no ano do seu cinquentenário
Elevador: Acessibilidade ampliada para os alunos e pacientes da Apae no ano do seu cinquentenário

A diretoria da APAE de Joinville entrega nesta sexta-feira – 21 de agosto – às 10 horas na sede central da instituição uma das obras mais aguardadas e necessárias para seus alunos e pacientes: o elevador.

O investimento até o momento foi de R$ 140.162,30 em uma obra que iniciou em julho de 2014. Os recursos vieram de rifa de um carro, venda de dois ônibus antigos, parte de aplicações financeiras e da Feijoada da APAE 2015 realizada em julho deste ano pela primeira vez.

O elevador era um sonho antigo para melhorar as condições de acessibilidade e comodidade aos alunos. Para o presidente Jailson de Souza, esta é mais uma demonstração do trabalho sério e dedicado da diretoria, funcionários e apoiadores da APAE.

“Nosso sentimento é de gratidão. Gratidão aos parceiros e doadores da Apae, que jamais negam apoio financeiro, doam e se doam quando os convocamos. Sem eles, essa história que completa cinquenta anos em 2015 não teria cores tão fortes, e resultados tao importantes para toda a comunidade”, enfatiza Jailson.

Autoridades, apoiadores, parceiros, imprensa e comunidade em geral são esperados para este momento de alegria e de avanços na infraestrutura da APAE de Joinville. O evento será realizado no pátio interno.

Outro evento que vem aí já na próxima semana (25/8) é a Noite Inclusiva, evento em que pela primeira vez três grandes entidades sociais da cidade – APAE, ADEJ e AJIDEVI, se unem para oferecer um grande evento com dança, teatro e música, que visa arrecadar fundos e mostrar à comunidade o belo trabalho realizado. Os ingressos já estão à venda nas três entidades sociais.

Todos estes eventos fazem parte do calendário de comemorações pelos 50 anos da Apae de Joinville.

APAE Joinville 50 Anos: Instituição promove pedágio beneficente neste sábado (8/8), participe!

Apae de Joinville tem programação para o ano inteiro em comemoração aos seus 50 anos.
Apae de Joinville tem programação para o ano inteiro em comemoração aos seus 50 anos.

A APAE de Joinville realiza neste sábado, 8 de agosto, a 17ª. edição do pedágio em benefício da instituição. O evento, que faz parte do calendário dos 50 anos de existência da APAE Joinville vai mobilizar toda a comunidade em uma corrente de solidariedade e tem como objetivo arrecadar recursos para manter os serviços da instituição.

O presidente Jailson de Souza pede o apoio e a participação da comunidade. “Precisamos muito da solidariedade da nossa gente, contribuindo com recursos, de qualquer valor, aos nossos voluntários que estarão nas principais ruas da cidade neste sábado. E também precisamos de voluntários para ajudar, e quem quiser se doar, é só ligar para a APAE e se cadastrar”, destaca Jailson.

O pedágio em favor da APAE de Joinville começa às 8 horas e vai até as 14 horas do sábado. As pessoas que quiserem ser voluntárias na ação receberão camiseta e lanche. Elas podem se inscrever ligando para o telefone (47) 3431.7404, ou pelo email: apae@apaejoinville.com.br.

A Comissão Organizadora avisa também que todos os voluntários devem se reunir na sede central da APAE localizada na rua José Elias Giuliari, 111 – Bairro Boa Vista às 7:30 horas para a distribuição das camisetas e orientações. A partir da sede todos serao levados aos seus pontos de pedágio. Em caso de chuva, a ação será cancelada.

Locais de pedágio
A organização do pedágio elencou alguns locais onde os voluntários estarão abordando os pedestres, motoristas e motociclistas, e avisa que poderão existir mais locais de acordo com a presença maior de voluntários para apoiar a ação. Alguns dos locais são:

– RUA NOVE DE MARÇO COM A DR. JOÃO COLIN
– RUA JOSÉ VIEIRA ESQUINA COM RUA ITAIÓPOLIS
– AV. GETULIO VARGAS ESQUINA COM A RUA ANITA GARIBALDI
– RUA ITAJAÍ ESQUINA COM A RUA CORONEL PROCÓPIO GOMES
– RUA PRINCESA IZABEL COM A RUA JOÃO COLIN (LOJÃO BEBER)
– RUA SÃO PAULO COM A MONSENHOR GERCINO
– RUA MAX COLIN COM RUA MARQUES DE OLINDA

Jailson de Souza informa ainda à comunidade que o valor arrecadado no pedágio servirá não só para a manutenção dos atuais serviços prestados nas áreas da saúde, educação e inclusão social, mas para um novo bloco de salas de aula.

“Temos uma demanda muito grande por vagas para novos alunos, e precisamos iniciar a construção de novo bloco. O valor arrecadado no pedágio vai ajudar nesse objetivo. Por isso não há valor mínimo nem máximo, toda quantia será muito bem vinda, e desde já agradecemos a comunidade”, destaca o presidente.

SC é destaque em Atlas da exclusão social no Brasil

Dos 100 municípios com menor grau de exclusão social do país, 24 estão em Santa Catarina.

Pomerode lidera o ranking publicado no livro “Atlas da Exclusão no Brasil”, com análise dos dados dos Censos Demográficos do IBGE, de 2002 e de 2010, que foi organizado pelos economistas Alexandre Guerra e Marcio Pochmann e o geógrafo Ronnie Aldrin Silva.

Escrito por uma equipe multidisciplinar formada por cinco autores — o sociólogo André G. Campos; o jornalista Daniel Castro; e os economistas Marcos Paulo Oliveira, Ricardo L. C. Amorim e Rodrigo Coelho, o estudo aponta o estado com um dos mais igualitários do Brasil, com o melhor Índice de Exclusão Social (IES) no ano de 2010 – 0,74, à frente de São Paulo (0,72) e Rio Grande do Sul (0,70).

A publicação que teve seu segundo volume lançado recentemente em Brasília, leva em consideração os indicadores de pobreza, violência, escolaridade, alfabetização, desigualdade social, emprego formal e concentração de jovens para elaborar o IES.

SC destaca-se entre os primeiros em cinco dos critérios utilizados. Na avaliação da Secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, os dados são fruto de um trabalho histórico no estado.

“Os números refletem a percepção cotidiana de que o estado vive um momento importante e crescente de enfrentamento da exclusão social. Santa Catarina tem um papel de destaque de elevar os patamares do Brasil como um todo”, enfatiza Angela Albino.

A secretária ressalta que os números positivos do Atlas reforçam os desafios de diminuir as desigualdades regionais ainda existentes no Oeste e Serra Catarinense, por exemplo, e erradicar a pobreza extrema, duas das metas do Governo do Estado de responsabilidade da pasta.

Dados Atlas da Exclusão Social no Brasil
Sete indicadores que compõem o índice de exclusão social: pobreza, violência, escolaridade, alfabetização, desigualdade social, emprego formal e concentração de jovens.

No ano de 2010, o Índice de Exclusão Social (IES) foi de 0,63 no Brasil. Santa Catarina alcançou 0,74.

Índice de pobreza: Santa Catarina (0,89),Distrito Federal (0,84) e Rio Grande do Sul (0,83) foram os estados com menores graus de exclusão social em pobreza.

Índice de emprego formal: Por outro lado, o Distrito Federal apresentou o menor grau de exclusão no emprego formal (0,75). Na sequência, destacaram São Paulo (0,72) e Santa Catarina (0,70).

Índice de desigualdade social: De outra parte, a menor desigualdade encontrou-se em Santa Catarina (0,65), Paraná (0,58) e Rio Grande do Sul (0,57).

Índice de escolaridade: Distrito Federal (0,92), Santa Catarina (0,92) e São Paulo (0,91) assumem a posição de melhor colocação no índice de exclusão do país.

Índice de violência: Os estados com menor grau de violência foram Piauí (0,93), Santa Catarina (0,63) e São Paulo (0,93).

Região Sul: Há 507 municípios no grupo com menor exclusão social. Isto corresponde a quase 42,7% do total. Em Santa Catarina, 59% dos municípios estão nesta situação mais positiva.

Ranking dos 100 municípios com menor grau de exclusão social.
Estudo completo – http://www.sc.gov.br/images/banners_conheca_sc/documentos/Atlas%20-%20Cortez%20Editora%20-%20Desigualdade%20no%20Brasil.pdf.

Com informações da Ascom/SST

Família: Novos formatos cresceram e prometem novos desafios

A retrospectiva 2014 poderia se basear em um levantamento de números. Quantos casamentos – tanto hetero como homoafetivos –, quantos divórcios consensuais ou litigiosos, quantas uniões estáveis assumidas ou desfeitas.

Reduzir as relações familiares à tabulação em planilhas certamente não dará resposta a vários questionamentos, até porque, superadas as modificações há muito introduzidas em nosso ordenamento jurídico, a vida a dois (ou a três, como alguns já admitem como se natural fosse), caminha para certa normalidade numérica.

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988 – que reconheceu em seu artigo 226 a família como base da sociedade, ampliando em seu parágrafo segundo a proteção do Estado à união estável – até as novas regras de sucessão trazidas pelo novo Código Civil para os cônjuges (a partir do artigo 1.829 e seguintes) e companheiros (artigo 1.790 do Código Civil), as inovações jurídicas no Direito de Família seguem nos surpreendendo. Ora por força do legislador, ora por força da aceitação da sociedade que revendo usos e costumes admite em seu convívio novas formas de família.

Melhor assim. O Direito de Família e Sucessões, ao contrário de outros, toca no nevrálgico ponto das relações familiares, que são, ao final, a base de qualquer sociedade. Parece que a última novidade com o que encerramos o ano de 2014 fica com a aprovação do Projeto de Lei originado na Câmara dos Deputados sob o número 117/2.013, que busca regulamentar em uma penada a guarda compartilhada, medida para se ver com reservas.

Apesar de todas essas inovações, o instituto da família persiste forte, ainda que em formatos inusitados. O casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel que forjou a família brasileira não é mais a única opção para a sociedade moderna. Nos deparamos com a família monoparental, onde os filhos são criados só pelo pai ou só pela mãe, e a família anaparental, onde os filhos são criados sem presença materna ou paterna.

Cada vez mais surgem consultas da família pluriparental, que é a reconstrução em um novo lar de uniões desfeitas gerando, quanto aos filhos, os já conhecidos “os meus, os seus e os nossos”. Há quem faça questão de registrar a família eudemonista, construída pela comunhão de afeto recíproco entre seus membros, sendo dispensável o vínculo biológico. A família paralela passa a ter reconhecidos direitos decorrentes das relações extraconjugais. E se muitos e diferentes surgem para formar a mesma família, discute-se na ponta oposta a família unipessoal que é formada por um único indivíduo.

A prole não tem mais como condição obrigatória as figuras de um pai e uma mãe, na medida em que, contornando o que a natureza limita, é possível filhos com ascendentes de apenas um sexo, ao menos na certidão de registro civil. A multiparentalidade, enfim, é uma realidade com a qual já convivemos nos dias de hoje.

A noção de casamento (ou similares) como base da família, instituição arraigada ao ser humano desde os primórdios, sempre foi das mais solidificadas e que soube se aperfeiçoar e demonstrar-se imprescindível. Se no passado vivemos o casamento indissolúvel com injustiçados desquitados que viviam à margem da sociedade, muito especialmente as esposas, caminhamos agora para uma revolução do conceito de família, cujo círculo ainda não fechou.

O ano de 2015 promete novos desafios, sem ainda termos dado respostas concretas àqueles já colocados pela sociedade brasileira. Devemos abraçar todas as opções a qualquer preço e a qualquer título? De um extremo a outro, in médio virtus é o alerta que nos faz o Direito Romano. No meio é que está a virtude. Resta saber até onde pretendemos chegar.

Por Luiz Kignel do ConJur

Mais Cultura: MinC estimula universidades e institutos federais a desenvolverem planos de cultura

De 8 de outubro a 10 de fevereiro, universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia poderão se inscrever no edital Mais Cultura nas Universidades, que destinará R$ 20 milhões para a realização de projetos que desenvolvam e fortaleçam a arte e cultura brasileiras, com ênfase na inclusão social e no respeito e reconhecimento da diversidade cultural.

O programa, lançado nesta quarta-feira, é uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC). Cada instituição contemplada receberá entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão.

“Este projeto vai enriquecer a vida cultural dos estudantes das universidades e institutos federais de educação”, destaca a ministra da Cultura, Marta Suplicy. “Vamos dar uma injeção para que vários projetos culturais possam ser realizados. E também a reforma dos equipamentos culturais, que normalmente são os mais sofridos dentro das universidades”, completa a ministra.

Para o secretário de Educação Superior do MEC, Paulo Speller, um dos diferenciais do edital é a possibilidade de as universidades e os institutos federais firmarem parceria entre si e com instituições, empresas ou pessoas físicas, como centros de ensino, universidades estaduais e municipais, gestores e produtores culturais, Pontos de Cultura, comunidades locais e tradicionais e movimentos sociais, entre outros. “Isso possibilita a apresentação de projetos mais robustos, que podem ser, inclusive, regionais”, afirma.

O professor José da Costa Filho, vice-reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), destacou a participação das universidades e institutos federais na elaboração do edital. “Nossas opiniões e sugestões foram muito bem acolhidas pelo MinC e pelo MEC”, ressalta. “Nossa expectativa é de que o projeto se amplie, amadureça e as universidades federais respondam com projetos fortes e animadores”, completa.

O secretário de Políticas Culturais do MinC, Américo Córdula, afirma que havia uma expectativa grande das universidades e institutos federais em relação ao lançamento de um programa nos moldes do Mais Cultura nas Universidades. “Com este edital, voltada ao ensino superior, o Mais Cultura nas Escolas, que criamos para atender escolas de ensino médio e básico, e o edital´Escola: lugar de brincadeira, cultura e diversidade´, que lançamos hoje e é voltado à educação infantil, estamos contemplando todos os níveis de ensino”, observa.

Planos de Cultura
As instituições interessadas em participar do edital deverão elaborar um plano de cultura que contemple objetivos, ações e metas para um período de 12 a 24 meses. Os planos devem enquadrar-se em um dos seguintes eixos temáticos: Educação Básica; Arte, Comunicação, Cultura das Mídias e Audiovisual; Arte e Cultura Digitais; Diversidade Artístico-Cultural; Produção e Difusão das Artes e Linguagens; Economia Criativa, Empreendedorismo Artístico e Inovação Cultural; Arte e Cultura: Formação, Pesquisa, Extensão e Inovação; e Memória, Museus e Patrimônio Artístico-Cultural.

Entre as atividades que poderão ser apoiadas pelo Mais Cultura nas Universidades estão o apoio a atividades culturais em escolas públicas, a criação e o fomento de rádios e tevês universitárias, a produção de festivais culturais universitários, a criação de grupos de pesquisa e de novos cursos de pós-graduação em temas ligados à cultura, a criação de museus para preservação da história das universidades e a reestruturação e compra de equipamentos para espaços de ensino e pesquisa já existentes.

Os planos de cultura inscritos serão selecionados por um comitê técnico formado por representantes da Secretaria de Políticas Culturais (SPC) do MinC, das secretarias de Educação Superior (SESu) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).

Também participaram do lançamento do edital, por parte do MinC, os secretários do Audiovisual, Mario Borgneth, e de Fomento e Incentivo à Cultura, Ivan Domingues, e o diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural, Pedro Vasconcellos. Pelo MEC, o diretor de Políticas e Programas de Graduação da Sesu, Dilvo Ristoffi, e o representante da Secretaria de Ensino Tecnológico, Rafael Almada. Pelas universidades, o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, o coordenador de Cultura do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, Rogério Santos, e a representante do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (Forproex).

Educação: MEC lança portal da Educação Integral

O Ministério da Educação (MEC) lançou hoje (18) o Portal da Educação Integral. A página, que já está no ar, reúne informações e notícias sobre o tema, permite o acesso rápido ao Programa Dinheiro Direto na Escola – por meio do qual as escolas recebem os recursos para as atividades – e oferece espaço para conferências pela internet.

O ensino em tempo integral é uma das apostas para melhorar a educação básica. Durante o período em que estão na escola, os estudantes, além das aulas, recebem acompanhamento pedagógico e participam de outras atividades, como prática de esportes, atividades culturais e de comunicação. A jornada da educação integral deve ser, no mínimo, de sete horas diárias ou 35 horas semanais. Com recursos do Programa Mais Educação, o MEC financia a implementação da jornada integral em escolas com baixo desempenho, de regiões vulneráveis.

“Estamos analisando cada escola, para ver o que podemos ajudar para que possam melhorar a performance”, disse o ministro da Educação, Henrique Paim. De acordo com o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Romeu Caputo, o governo investiu neste ano mais de R$ 1 bilhão no programa, o que corresponde a execução em dia dos valores previstos no Orçamento.

A oferta de educação integral está também no Plano Nacional de Educação (PNE), que estabele metas para o setor nos próximos dez anos. Segundo o plano, a educação integral, que atualmente chega a aproximadamente 35% das escolas públicas, deve atingir 50% pelo menos. Além do programa federal, alguns estados e municípios oferecem os próprios programas.

Para a secretária de Educação Básica, Maria Beatriz Luce, a oferta de educação integral evidencia outros problemas na educação básica, que precisam ser enfrentados, como a reorganização da jornada e carreira dos professores. “Precisamos pensar que as escolas progressivamente deverão contar com professores em tempo integral”, diz ela, e ressalta que os profissionais vão poder “se dedicar a uma escola só, e não a jornadas em duas, três, quatro escolas”. Segundo ela, o governo defende que os recursos dos royalties do petróleo sejam usados também para melhorias na carreira dos docentes e em formação.

Como parte do PNE, a implementação do ensino integral deverá constar nos planos estaduais e municipais de Educação, que devem ser concluídos até o final de junho do ano que vem.

Da EBC

Professor da Califórnia cria biossensor que transforma suor em energia

suorImagine um dispositivo que capta o suor e transforma-o em energia? Parece irreal, mas a tecnologia que converte o esforço de um exercício em produção energética já existe e foi desenvolvida na Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.

Como uma espécie de tatuagem temporária, que deve ser colada no corpo, o circuito possui um sensor que monitora a saúde da pessoa enquanto ela se exercita. Fina e flexível, essa camada detecta e responde a um composto chamado de lactato, que é presente no suor.

O pesquisador e professor Joseph Wang, da Universidade da Califórnia, desenvolveu uma técnica em que, por meio de um sensor, é possível atrair os elétrons do lactato e gerar uma pequena corrente elétrica.

Para fabricar a biobateria, Wang usou o composto que captura os elétrons do lactato para desempenhar a função de um anodo e adicionou o catodo na forma de uma molécula que aceita elétrons, explica o site Inovação Tecnológica.

Ao mesmo tempo em que a “tatuagem eletrônica” monitora a corrente elétrica, ela avalia o rendimento do atleta em tempo real. O resultado do experimento mostrou que nesse processo foram gerados até 70 microWatts por centímetro quadrado de pele, o que é suficiente para alimentar aparelhos econômicos em termos de consumo de energia.

Curiosamente, dos voluntários – dez pessoas com condicionamento físico diferenciado realizaram os testes -, os que se exercitavam menos produziram mais energia do que aqueles que frequentavam academias. A explicação para esse fato, segundo os pesquisadores, é que os mais sedentários se cansam mais cedo e isso faz com que a glicólise suba mais rapidamente, formando mais lactato.

Ainda não previsão de tornar o produto comercial. Saiba mais sobre o pesquisador aqui.

Do CicloVivo.