Não esqueça de vacinar seu filho contra a Pólio

O Ministério da Saúde espera vacinar neste sábado 14,7 milhões de crianças, na segunda etapa da campanha de vacinação contra poliomielite. A expectativa com esse número é atingir 95% do público alvo.Todas as crianças menores de cinco anos precisam ser vacinadas. Os cerca de 115 mil postos de vacinação devem ficar abertos das 8h às 17h, mas cada município tem liberdade para alterar esse horário.

Inicialmente prevista para o dia 22 de agosto, a vacinação foi adiada por causa da nova gripe, a fim de evitar sobrecarga nos serviços básicos de saúde.Mesmo quem não foi vacinado na primeira etapa -quando receberam a vacina 11,6 milhões de crianças- deve procurar um posto para tomar a dose. O Brasil não registra casos de poliomielite há 20 anos, mas a vacinação é importante porque a doença ainda existe em 15 países, o que possibilita casos de infecção por causa do fluxo migratório.

A campanha do Ministério da Saúde custou R$ 47,6 milhões, sendo R$ 21,8 milhões na compra dos imunobiológicos; R$ 13,9 milhões nas transferências para as Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e Secretarias Municipais de Saúde (SMS) e R$ 12 milhões em campanha publicitária. Neste sábado cerca de 350 pessoas mil pessoas vão trabalhar no atendimento às crianças, e 40 mil veículos serão utilizados.

Em Joinville há vários postos em diversos pontos da cidade, além dos postos de saúde. Leve seu filho para protegê-lo dessa doença.

Com informações do G1

Pessoas com deficiência e mercado de trabalho – Participação do leitor

O amigo Mario Cézar e sua esposa Célia são grandes lutadores pela causa das pessoas com deficiência. Há tempos postei uma nota sobre a dificuldade da empregabilidade dessas pessoas no mercado de trabalho. Agora, meses depois, ele visita o blog e me reenvia sua participação que publico abaixo para reflexão de todos nós.

“Gostei muito de você ter abordado este tema. Gostaria que houvesse um aprofundamento da discussão, mas explorando as dificuldades (alegadas) das empresas no cumprimento das referidas “cotas” (êta termo segregativo), a que se refere a lei 8213. Que tal viajar um pouco pelas realidades sociais, culturais, dos paradigmas, da visão mercantilista, da responsabilidade social, etc.

Com certeza é um debate profícuo, com muitas vertentes. Não falo simplesmente em defesa da “pessoa com deficiência”, mas na defesa de uma sociedade responsável e evoluída, que possa perceber que construir o mundo usando a “pessoa com deficiência” como parâmetro de dificuldade para alcançar a plenitude da cidadania, é um benefício que alcança a todos, chegando até o idoso, que, afinal, queremos chegar a ser.

Abraços,
Mário Cezar”

Saúde mental do trabalhador precisa de mais atenção

Outra notícia importante vem do ABC paulista. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está divulgando pesquisa que investiga o afastamento dos trabalhadores por conta de sérios problemas com a saúde mental dos seus companheiros. Depressão, hipertensão e outros transtornos estão na lista. Leia e conheça mais o assunto:

“Pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública preparam pesquisa entre os trabalhadores do País para entender a relação entre o trabalho e doenças crônicas como depressão, hipertensão e transtornos mentais.Levantamento nacional do Sesi, com 355 mil trabalhadores, mostrou que 40% apresentavam problemas de saúde, com um aumento considerável nesses tipos de doenças.

Para a medicina, tradicionalmente, doenças como hipertensão arterial estão ligadas aos hábitos desenvolvidos conforme o estilo de vida de cada um e resultam em formas diferentes de alimentação, falta de atividade física e consumo de tabaco e álcool, entre outras.

“Eles são importantes e influenciam. Mas, depois da reestruturação produtiva, não tivemos estudos sobre saúde do trabalhador, apenas pesquisas econômicas e sociológicas”, disse Eduardo Stotzos, pesquisador da Escola Nacional, vinculada à Fundação Oswaldo Cruz, no Rio.

Ele comentou que a pesquisa mostrará, por exemplo, a relação do estresse no trabalho com a hipertensão arterial. “Nas últimas décadas aconteceram várias inovações organizacionais na produção, introduzidas inclusive na indústria, com a redução de estoque e número mínimo de trabalhadores, que tornaram o processo produtivo mais tenso”, comentou o pesquisador.

O trabalhador agregou mais tarefas e hoje cuida da qualidade, manutenção e limpeza. A pausa encurtou, a carga de trabalho aumentou, o tempo ficou menor e a tensão cresceu. Antes, o trabalhador ocupava um posto físico, hoje ele é responsável por três ou quatro máquinas.

“O estresse depende das pressões psicológicas dentro da empresa e também do nível de autonomia que o trabalhador tem sobre a organização do trabalho, que é mínimo”, afirmou Stotzos.A pesquisa vai mostrar o quanto as mudanças nos processos de trabalho contribuem para o processo de adoecimento do trabalhador.

“Temos duas constatações. Uma, que o trabalhador está muito doente e, outra, que a competição entre os trabalhadores faz mal à saúde”, resume o pesquisador.”

Lei obriga pai a pagar despesas da gestante

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei na quinta-feira (6) que disciplina o direito de alimentos da gestante, assegurando-lhe que parte das despesas desde a concepção até o parto seja custeada pelo futuro pai. A pensão, chamada direito a alimentos gravídicos, compreende os valores necessários para cobrir despesas adicionais do período de gravidez, incluindo alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames, internações, parto, medicamentos e outras consideradas indispensáveis pelo médico e pelo juiz.

A fixação do montante a ser custeado pelo pai será feita pelo juiz, levando-se em conta as necessidades da mãe e as possibilidades de contribuição de cada um (pai e mãe). Os alimentos gravídicos serão devidos desde a data de citação do réu, e após o nascimento da criança serão convertidos em pensão alimentícia. A lei, de iniciativa do Senado Federal, tem o objetivo de tornar legal a contribuição do pai para o bom andamento da gravidez. Geralmente, a mulher que engravida fora de uma relação estável só pode contar com a participação financeira do pai da criança após o nascimento, sob a forma de pensão alimentícia. A nova lei (11.804/08) foi publicada nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União.

Fonte: Presidência da República

Pessoas com deficiência ocupam menos de 1% dos empregos formais

Pela primeira vez, o Ministério do Trabalho e Emprego apresenta o resultado da inserção de portadores de deficiência no mercado formal de trabalho por  meio dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). De acordo com os números de 2007, do total de 37,6 milhões de vínculos empregatícios formais, 348,8 mil foram declarados como portadores de necessidades especiais, o que representa menos de 1% do contingente de empregos formais no Brasil.

Do total dos 348,8 mil trabalhadores portadores de necessidades especiais, 50,28% são deficientes físicos, 28,16% auditivos, 2,95% visuais, 2,41% mentais e 1,67% portadores de deficiências múltiplas. Foram declarados 14,02% empregados na situação de reabilitados.

“O importante desta divulgação é mostrar a radiografia real do País. A Rais não é uma pesquisa. São dados reais fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil. Assim, podemos ver exatamente como é o mercado de trabalho”, disse o ministro Carlos Lupi.


Com relação a gênero, os dados mostram que os homens têm uma maior representatividade em todos os tipos de deficiência, com uma participação em média de 62,76%. No caso dos portadores de deficiência física, o percentual de participação masculina é de 60,11%, sendo de 63,47% no que se refere à deficiência auditiva, 65,97% à visual, 72,6% às mentais e 69,4% às múltiplas.

Os dados da Rais 2007 evidenciam que a remuneração média recebida pelos trabalhadores portadores de necessidades especiais é de R$ 1.389,66, ligeiramente superior à média dos rendimentos do total de vínculos formais (R$1.355,89). Os assalariados com deficiência auditiva são aqueles que recebem a maior remuneração dentre os diversos tipos de deficiência (R$ 1.845,09). Por outro lado, os portadores de deficiência mental são os que revelaram o menor rendimento (R$ 728,06).

Segundo o recorte por gênero, é entre os portadores de deficiência mental onde se verifica que a remuneração da mulher (R$ 766,15) supera à auferida pelos homens (R$ 709,89). Em sentido oposto, os portadores de deficiência múltipla são os que apresentam maior diferencial (48%) entre os rendimentos pagos segundo gênero (R$ 1.288,37 para os homens e R$867,94 para as mulheres), seguido dos deficientes auditivos (41%), expressos pelos rendimentos de R$ 2.066,97 e de R$ 1.463,05, respectivamente.

Lei de Cotas
Oficialmente denominada Lei 8.213/ 1991, ela determina que as empresas que possuem a partir de 100 empregados cumpram uma cota, proporcional ao seu tamanho, com cargos para trabalhadores reabilitados ou pessoas com deficiência. Assim, empresas com até 200 empregados deverão reservar 2% de seu quadro para atender à Lei. De 201 a 500 trabalhadores, 3%. De 501 a mil funcionários, 4%. De 1.001 em diante, 5%.

Normas internacionais

No Brasil, as convenções internacionais 159/83 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência estão ratificadas. As duas normas tratam da garantia de emprego adequado e da possibilidade de integração ou reintegração das pessoas com deficiência na sociedade. Quem as ratifica, deve formular e aplicar política nacional para a readaptação profissional e de emprego para pessoas deficientes.

A OIT aprovou a Convenção Internacional de Direitos da Pessoa com Deficiência em 2006. Entre outras disposições, a nova norma da OIT estabelece que as cerca de 650 milhões de pessoas com deficiência, em todo o planeta, têm direito à saúde, educação inclusiva e ao transporte. A expectativa é que o Brasil ratifique a Convenção Internacional de Direitos da Pessoa com Deficiência o quanto antes.


Pessoas deficientes no Brasil

Dados do Censo 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 14,5% da população brasileira é portadora de, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontra no Nordeste (16,8%) e a menor, no Sudeste (13,1%).

Dos 9 milhões de portadores de deficiência que trabalham, 5,6 milhões são homens e 3,5 milhões, mulheres. Mais da metade (4,9 milhões) ganha até dois salários mínimos. A maior proporção das pessoas deficientes que trabalham (31,5%) é de trabalhadores no setor de serviços ou vendedores do comércio.

Combate ao diabetes com o Sesc Saúde

Coordenada pela Federação Mundial dos Diabetes, o Dia Mundial do Diabetes reúne em Joinville entidades no desenvolvimento de uma ampla programação. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional de Santa Catarina, o endocrinologista Luiz Antônio de Araújo, o objetivo da campanha é chamar a atenção para a doença, para as dificuldades em si como aos acessos aos medicamentos e prevenções das complicações do Diabetes.

A ação do Sesc Saúde de novembro, que acontece na próxima segunda-feira, dia 10, no Shopping Cidade das Flores está inserida na Campanha da Diabetes que vai de 8 a 22 de novembro. Presente em diversos pontos da cidade, a campanha vai realizar exames de glicose, aferição de pressão arterial e distribuição de material educativo. O atendimento será na praça de eventos do shopping das 10 às 22 horas.Com informações preventivas e educativas sobre saúde, o Sesc Saúde visa contribuir para maior qualidade de vida da comunidade, por meio do controle periódico da saúde e a difusão de hábitos de vida mais saudáveis. Mais informações pelo telefone (47) 3433-0758.

PREVALÊNCIA DE DIABETES EM JOINVILLE/SC
 


População = 500.000 habitantes
OMS = 4% população = 20.000 diabéticos
Diagnosticados = 60% = 12.000 diabéticos
Sem diagnostico = 40% = 8.000 diabéticos
22% (2.640) não fazem o tratamento
29% (3480) fazem tratamento com dieta apenas
49% (5880) restantes fazem tratamento com medicação oral e/ou insulina

IMPACTO SOBRE A POPULAÇÃO
Importante problema de importância crescente de saúde pública;
Associado a complicações que comprometem a produtividade, a qualidade de vida e a sobrevida dos indivíduos;
Acarreta altos custos para seu controle metabólico e tratamento de suas complicações;
4º causa de morte no Brasil;
6º causa de internação hospitalar;
30% dos pacientes que internam em unidades coronarianas;
Principal causa (70%) de amputações de MMII;
Principal causa de cegueira adquirida;
26% dos pacientes em programas de diálise;
Redução de cerca de 10 anos de vida.
Fonte: Primeira Linha Assessoria de Imprensa – Jornalista Claudia Mota

15 milhões podem, mas não contribuem com a Previdência Social

Aos poucos, e com base em dados científicos coletados via pesquisas sérias, vamos entendendo um pouco mais o Brasil. A PNAD 2007 – Pesquisa Nacional por Domicílio – está sendo divulgada por setores, e um dos dados mais importantes é o que mostra a falta de comprometimento dos cidadãos com o que deveria ser prioritário, como no caso da manutenção da Previdência Social. Afinal, todos nós em algum momento vamos precisar da Previdência, seja por afastamento do trabalho por doença, aposentadoria, e tantos outros. Então, ao constatar que mais de 15 milhões de pessoas poderiam contribuir e não contribuem com o caixa que é de todos, fica claro que precisamos avançar muito ainda em direção a uma sociedade mais justa, comprometida com o bem estar de todos. Vejam mais detalhes na matéria divulgada pelo Ministério da Previdência Social:

Estudo da Secretaria de Políticas de Previdência Social, do Ministério da Previdência Social, sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2007 (Pnad/IBGE), indica para um perfil de trabalhadores brasileiros que não contribuem para a previdência social, mas poderiam fazê-lo, pois ganham mais de um salário mínimo.

Esse grupo é formado, em sua maioria, por homens com idade entre 30 e 49 anos, moradores da Região Sudeste, com renda de até dois salários mínimos, profissionais dos setores de comércio, construção e da indústria de transformação, que trabalham por conta própria ou sem carteira assinada.

Segundo os dados apresentados pelo ministro José Pimentel, nesta terça-feira (21), do total de 28,6 milhões de brasileiros com idade entre 16 e 50 anos, que não contribuem para a previdência e estão socialmente desprotegidos, 15,7 milhões têm capacidade contributiva.

Os homens representam 64% desse grupo, chegando a 10 milhões de pessoas, enquanto as mulheres somam 5,5 milhões (35%). Em termos de faixa etária, a maior concentração ocorre entre 30 a 49 anos, sendo 8,2 milhões de trabalhadores (52%). As faixas de 20 a 29 anos e de 50 a 59 anos têm, em média, dois milhões de trabalhadores cada. Já a faixa etária de 16 a 19 anos reúne um milhão de brasileiros.

Em termos de renda, o valor entre um e dois salários mínimos concentra 7,9 milhões (50%) dos trabalhadores. Os brasileiros ocupados, com renda de um salário mínimo, somam 2,5 milhões de pessoas (16%) e outros 2,5 milhões de brasileiros têm renda entre dois e três salários mínimos.

Os dados relativos ao ramo de atividade mostram que 8,2 milhões (53%) dos trabalhadores que não contribuem, mas têm as condições para fazê-lo, ocupam vagas no comércio (3,8 milhões de pessoas ou 24%), na construção (2,5 milhões de trabalhadores ou 16%) e na indústria de transformação (1,9 milhão de pessoas ou 12%). Os outros trabalhadores se dividem entre os setores agrícola, da indústria, de alojamento e alimentação, da administração pública, da educação, saúde e serviços sociais, dos serviços domésticos e outros.

A análise da distribuição desses trabalhadores pelo Brasil revela que 7,1 milhões de pessoas (45%) estão na Região Sudeste. A região Nordeste tem o segundo maior número desses brasileiros – 3,2 milhões (20%) – e o Sul fica com 2,1 milhões de pessoas (13%). O Norte e o Centro-Oeste têm praticamente o mesmo número – 1,5 milhão (10%) de trabalhadores cada.”

Sesc Saúde no Shopping Cidade das Flores

A edição do Sesc Saúde de outubro, que acontece na próxima segunda-feira, dia 20, no Shopping Cidade das Flores terá a participação do Instituto de Endocrinologia e Diabetes de Joinville, o IEJE-CAD. O instituto fará os testes de Ultrassonografia de Calcâneo e de Bioimpedância, a partir do meio-dia. O Teste de Ultrassonografia de Calcâneo é um teste de triagem para avaliar a massa óssea, definindo a presença de osteopenia (diminuição da massa óssea), osteoporose ( redução superior a 30% da massa óssea), ou massa óssea normal.  Já o Bioimpedância proporciona com precisão a sua composição corporal, ou seja, sua massa de gorda (% de gordura e gorduta corporal em kg), massa magra (músculo, ossos e vísceras), água corporal (litros e % de água na massa magra), taxa metabólica basal (TMB), índice de massa corporal (IMC) e ainda indica o valor ideal de % de gordura, de massa magra, de água corporal, peso a perder ou a ganhar. 

O atendimento será na praça de eventos do Shopping Cidade das Flores, das 10 às 22 horas. Com informações preventivas e educativas sobre saúde, além da realização de exames de glicemia, colesterol, pressão arterial, teste de acuidade visual, massagem e orientações, o Sesc Saúde visa contribuir para maior qualidade de vida da comunidade, por meio do controle periódico da saúde e a difusão de hábitos de vida mais saudáveis.  O Shopping Cidade das Flores fica na Rua Mario Lobo, 106, centro. Mais informações pelo telefone (47) 3433-0758.   

   Fonte: Claudia Mota – Primeira Linha Editora – Assessoria de Imprensa do Shopping Cidade das Flores   

 

Idosos: fraturas consomem R$ 70 milhões do SUS

Caso sério e de atenção urgente das famílias e das autoridades públicas brasileiras são os acidentes com os idosos. O peso da idade, a falta de acessibilidade nas cidades, prédios e casas oferecem as oportunidades para que os nossos velhinhos sem machuquem, sejam internados, e não só as famílias sofrem: os cofres públicos também. Que tal as Prefeitura utilizarem os agentes comunitários de saúde espalhados por esse Brasil afora para conscientizar e trabalhar a prevenção? A matéria abaixo, da Agência Saúde assinada pela repórter Carolina Valadares, mostra o que custa para todos essas fraturas em nossos idosos:

As quedas e suas conseqüências para as pessoas idosas no Brasil têm assumido dimensão de epidemia. Os custos para a pessoa idosa que cai e faz uma fratura são incalculáveis. E o pior, atinge toda a família na medida em que a pessoa idosa que fratura um osso acaba hospitalizada e frequentemente é submetida a tratamento cirúrgico. Os custos para o sistema de saúde também são altos.

A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2006 foram R$ 49.884.326 com internações de idosos por fratura de fêmur e R$ 20 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. Para promover a saúde do grupo populacional o Ministério da Saúde chamou as secretarias estaduais e municipais de saúde a realizarem esforços conjuntos para redução das taxas de internação por fratura do fêmur na população idosa.

As capitais Rio de Janeiro e São Paulo são as que mais tiveram internações de idosos por fratura de fêmur em 2006. Em São Paulo foram 2.388 e no Rio de Janeiro, 1.178. A terceira cidade é Porto Alegre com 479.

“Esses são os estados com a maior população de idosos e onde as pessoas têm mais facilidade de acesso à rede de saúde”, comenta o coordenador da área técnica de saúde do idoso do Ministério da Saúde, José Luiz Telles.

Ele alerta que a queda em idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida desse grupo populacional, podendo acarretar a imobilidade, a dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico.

O levantamento também traz um histórico das internações por fratura de fêmur em idosos de 2001 a 2006. A quantidade de internações aumenta a cada ano e as mulheres são as mais atingidas“.