Prêmio Elisabete Anderle – FCC abre inscrições

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) abriu as inscrições para o Prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2020. Nesta edição, o valor total é de R$ 5,6 milhões e serão contemplados 215 projetos culturais para proponentes de todas as regiões de Santa Catarina. Mais uma vez a premiação está dividida em três editais: Patrimônio e Paisagem Cultural, Artes Populares e Artes.

As inscrições são gratuitas e totalmente digitais, sem necessidade de impressão em papel ou custos com correios. A plataforma para inscrições é intuitiva e de fácil navegação. Os projetos poderão ser enviados até 23h59 do dia 16 de agosto de 2020.

:: Clique aqui para acessar a plataforma de inscrições

Os prêmios serão divididos entre as seis mesorregiões de Santa Catarina, assim, projetos de todas as regiões terão as mesmas oportunidades de ser contemplados.

Conheça as categorias

Patrimônio e Paisagem Cultural, com 61 prêmios nas seguintes categorias:

– Patrimônio Material

– Patrimônio Imaterial

– Museus

– Bibliotecas Públicas

Artes Populares, com 64 prêmios, nas seguintes categorias:

– Artes Circenses

– Culturas Populares e Diversidades

– Culturas Negras e Afro-Brasileiras

– Culturas dos Povos Indígenas

Artes, com 90 prêmios, nas seguintes categorias:

– Artes Visuais

– Dança

– Música

– Teatro

– Letras: Livro, Leitura e Literatura

Para tirar dúvidas

As dúvidas sobre o Prêmio Elisabete Anderle 2020 serão respondidas somente pelo Portal de Compras do Governo do Estado de Santa Catarina ou durante as apresentações virtuais do edital que serão realizadas ao longo do mês de julho. Serão disponibilizados ainda tutoriais com detalhamento do processo de inscrição e sobre o envio de dúvidas.

É importante ressaltar que para participar do Prêmio Elisabete Anderle 2020 é necessário fazer inscrição no Mapa Cultural de Santa Catarina, disponível no link http://mapacultural.sc.gov.br.

Apoio aos artistas – Auxílio Emergencial a artistas vira lei

Foi publicada na edição desta terça-feira (30) do Diário Oficial da União a nova lei que estabelece auxílio emergencial para artistas. O texto, chamado pelos parlamentares de Lei Aldir Blanc, em homenagem ao artista falecido em decorrência da covid-19, prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. O dinheiro deverá ser repassado pela União, em parcela única, para estados e municípios. Veja a íntegra da Lei 14.017/2020.

O objetivo da iniciativa, apresentada pela deputada Benedita da Silva (PT-RJ), é ajudar profissionais da área e espaços que organizam manifestações artísticas que foram obrigados a suspender suas atividades por causa da pandemia. O texto prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais. Estima-se que o setor emprega, em todo o país, mais de 5 milhões de pessoas.

Os artistas poderão usar o dinheiro “como subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias”.

A lei também permite o uso do recurso em editais, chamadas públicas; prêmios; compra de bens e serviços vinculados ao setor cultural; instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

Dois sorrisos que foram alegrar o céu

Desde ontem dois sorrisos não encontrarei mais ao caminhar nas ruas da Joinville onde nasci e vivi por longos anos. Um deles andou comigo em minha infância e adolescência em meio as aulas, jogos escolares, competições, e nas ruas que circundavam o então Colégio Cenecista Elias Moreira no bairro Anita Garibaldi. Solange Adriane Garcia Gomes foi uma das minhas melhores amigas daqueles tempos felizes, quando somos imbatíveis, infalíveis, fortes, ágeis. Não temos contas a pagar, e só amigos para fazer, e brincar, e jogar, e vencer. Viver.

Conversávamos muito, eu visitava a sua casa na rua Goiás. Sua mãe era um doce. Sandro, seu irmão, foi também meu amigo. Disputamos e vencemos pela escola, ganhávamos medalhas, troféus. Eu a admirava pela energia e capacidade técnica nos jogos coletivos. Sua determinação era diferenciada. Mas o que me marcou foi sempre o seu sorriso, sua solidariedade, sua vontade de ser… humana. Ontem, ao saber via redes sociais que ela não espalharia seus sorrisos para todos nós, seus amigos e amigas, senti uma dor enorme, daquelas que somente amigos sentem ao ver o outro partir. Ficamos órfãos deles, das lembranças, do desejo de um dia nos reencontrarmos e nos abraçarmos como se nunca fôssemos deixar de esbarrar, seja nas ruas da velha Joinville, seja no mundo.

Não sei ainda o que a tirou do convívio do seu marido, familiares. Pelo que vi foi repentino. Solange sempre foi veloz, principalmente no handebol era uma artilheira nata. Líder, ficava uma fera quando perdia. Creio que assim como escapava dos adversários, escapou da gente para alegrar o céu… Vou sentir saudades amiga, que onde quer que esteja, estejas bem…

Perder um sorriso tão cativante na minha vida não bastava em um só dia. O universo resolveu aprontar porque precisava de mais sorrisos abertos, verdadeiros e naturais lá onde as energias se encontram. Recebo notícia via Folha Metropolitana, jornal para o qual escrevo, que uma amiga de 20 anos pelo menos, estudamos jornalismo juntos no Bom Jesus/Ielusc, foi fazer arte e eventos no céu junto com Solange. Melina Mosimann, a loura cativante, elétrica, animada, produtora de eventos e cultura, esposa do grande artista Juarez Machado havia decidido parar de lutar contra o terrível câncer…

Melina não negava a sua alegria a quem quer que se aproximasse dela. Sempre tinha uma nova ideia para ajudar o outro que buscasse inspiração ou saídas. Vivaz, eloquente, a última vez que nos vimos foi em um evento da Associação das Letras no Centro Cultural que ela dirigia, do marido Juarez Machado. Elegante, falava com paixão da arte que ali estava e que a circundou neste tempo que ela escolheu viver aqui na terra conosco. Foi o último abraço, e poucas frases trocadas, afinal, um evento produzido por ela estava rolando… profissional e dedicada, sempre….


Os dois sorrisos ficam na minha memória afetiva, bem guardados para quando alguma tristeza chegar. Posso revê-los nas fotos que talvez encontre nas redes sociais, mas a leveza, a beleza, a amizade e paz que traziam ao vivo, encontrarei nas lembranças que vivemos juntos na escola, faculdade, eventos, jogos, na vida que pudemos compartilhar… Saudades, que ambas estejam bem aonde estiverem.

Perder um amigo é cortar um pedaço do coração. É ficar um pouco mais sozinho na caminhada da vida. Perdi dois pedaços grandes amigas, e a caminhada ficará um pouco menos sorridente… A morte faz parte da vida, mas como é doída… O comandante do céu ganhou dois sorrisos e duas grandes parceiras, uma esportiva, outra artista. Já deve estar rolando um passeio de motos, um jogo de voleibol ou handebol, uma exposição de arte, um programa de tv. O céu está mais alegre, festivo.

Palavra Poesia – “Qual o valor do tempo”

Os tempos andam amargos, duros, secos. O que nos tira dessas agruras é a arte, e a arte da literatura chega novamente aqui no Palavra Livre com o Palavra Poesia. Nosso escritor e poeta, o jovem Edmundo Alberto Steffen, colaborador do blog, nos oferece mais uma produção poética para aliviar a vida diária, e nos dar o devido valor da vida, pois tempo é vida. Vamos lá conhecer mais um pouco do valor do tempo?

“Qual o valor do tempo?

Estamos trancados em casa
Mas deixa isso de lado
Vamos pensar no futuro
Pensando sempre no passado

Não cometendo os mesmos erros
Hoje sabemos o valor de um abraço
Que tenhamos mais fogo da vida
E menos fogo nos maços

A vida não é só alegria
Caso você, não teria graça
Qual o valor da felicidade
Se um dia ela não passa?

Eu te desejo tudo de bom
Que viva bem todos os teus dias
Em meio a esse turbilhão
Possa ter fuga nessa poesia

Agora você vai sorrir
Pois às vezes é só questão de opinião
Não deixe nada pra depois
Corre lá pedir perdão

A pandemia nos mostrou uma coisa
Temos pouco tempo e o tempo não espera
Deixamos de lado o rancor
Que então o amor impera

Qual o valor do tempo?
Não sei nem se é mensurável
Tem vezes que dura muito
Tipo um filme da Marvel

Tem vezes que dura pouco
E nos deixa vulnerável
“Não deixe pra amanhã”
Não é uma frase de coach barato

Podemos ver que o tempo é valioso
E isso cada vez mais é um fato
O que levamos da vida?
O que deixamos aqui?

Apenas sorrisos e lembranças
E quem fizemos sorrir”.

* Edmundo Alberto Steffen nasceu em Joinville-SC, no dia 13 de outubro de 1997, cursou Ensino Fundamental na rede municipal de ensino da mesma cidade, Ensino Médio no Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari e atualmente é estudante de Filosofia da PUCPR em Curitiba. Autor do livro “Poesias aos Ventos”, escreve poesias, textos e análises sobre cinema e literatura em seu Instagram @edmundo.steffen

Palavra Poesia – Vidas Negras Importam

O Palavra Livre é também arte e cultura em todas as suas formas, especialmente a literatura a qual o editor é um aficcionado e produtor de textos. Tempos terríveis e uma imensa tristeza e tragédia com a morte de negros unicamente por serem negros… trouxe a tona a veia poética de um jovem autor que já tem uma poesia publicada aqui neste espaço. Edmundo Steffen nos brinda com outra construção simbólica da dor que sentimos como humanos de fato, carne, osso, pele, sangue…

Sensibilizar a si mesmo é uma tarefa que exige um mergulho profundo no sentimento que nos faz o que somos, gente. Aproveitem a viagem com o autor:

“Vidas Negras Importam”- Autor: Edmundo Alberto Steffen

Vidas Negras Importam
Mas não só essa semana
É um grito que corre nas ruas
Mas das periferias emana

Eles estão cansados de morrer
Porque a pele transforma em alvo
E como diria Leandro Karnal
Eu branco, já nasci salvo!

Não morro pela minha cor
Não levo 80 tiros de aviso
Um Estado que se preocupa em matar
Porque periferia viva, dá mais prejuízo

Toda vida importa? Concordo
Mas nunca vi branco morrer pela cor
A luta antirracista é de todos nós
Por isso vou parar para compor

A cada 23 minutos morre um jovem negro
O que você pensaria se fosse da sua família?
O Estado age sem piedade
E mais corpos empilha

Jenifer, Kauã, Ágatha e João Pedro
Esses foram os que ganharam visibilidade
Mais quantos ainda vão morrer?
Sem nem ao menos oportunidade

Quantos cientistas, artistas e pensadores
Dos quais não poderão existir
Quantas famílias cheia de dores
Que orgulho não poderão sentir

Vidas são cerceadas
Na Necropolítica do Estado
Que decide quem vive e quem morre
Mas é sempre do mesmo lado

Nas favelas, entram nas casas sem mandado
Nos condomínios, pedem licença
Até quando são mandados

Mais uma vida que foi tirada
Em prol da segurança do Brasil
Mortes banalizadas
Confundiram guarda-chuva com fuzil

Você que acha vitimismo todo esse discurso
Procure se informar e sair da bolha
Pois nascer sem informação, tudo bem
Mas continuar sem, é uma escolha!

  • Edmundo Alberto Steffen nasceu em Joinville-SC, no dia 13 de outubro de 1997, cursou Ensino Fundamental na rede municipal de ensino da mesma cidade, Ensino Médio no Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari e atualmente é estudante de Filosofia da PUCPR em Curitiba. Autor do livro “Poesias aos Ventos”, escreve poesias, textos e análises sobre cinema e literatura em seu Instagram “ @edmundo.steffen “ .

Arte é arma no enfrentamento à Covid-19 em Florianópolis (SC)

A semana começou mais colorida em Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis. Um grupo de artistas plásticos se uniu para conscientizar os moradores e visitantes sobre a importância do uso da máscara em tempos de pandemia. Com material reciclável, restos de madeira e tintas de todas as cores, os artesãos fizeram placas com mensagens sobre o uso dos EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual e dizeres lembrando que o amanhã será melhor.

A presidente da Aartesal – Associação dos Artistas e Artesãos de Santo Antônio de Lisboa, Liliane Motta da Silveira, é a coordenadora deste movimento que está sendo chamado de “Superação Santo Antônio de Lisboa”, que também envolve a Amsal – Associação dos Moradores da praia, onde atua como diretora de Cultura. “Sentimos a necessidade de fazer alguma coisa, exercer a cidadania. Muitas pessoas estavam sem máscaras pelas ruas e pensamos em trabalhar com a consciência coletiva. Isto é empatia, se colocar no lugar do outro”, destacou. O grupo também montou pontos de distribuição de máscara. 

O movimento também tem a preocupação de manter a cultura do bairro pulsando. “Mudamos um pouco e começamos ações imediatas de atenção aos artesãos e artistas, ligados ao distrito e redondezas. Estamos fazendo ‘lives’ mostrando os produtos de cada um. Agora vamos começar uma vitrine ‘on line’. Neste momento, tão importante quanto o sustento é manter o artista vivo na sua essência. Não deixar que a chama criativa se extinga”, concluiu Liliane. 

Neste momento tão crucial para a humanidade, a arte e união dos artistas na conscientização só reafirma que nada somos sem solidariedade, arte e iniciativa. Interessados em conhecer, apoiar e divulgar esta iniciativa dos artistas deste lindo bairro histórico de Florianópolis pode fazer contato com Liliane – Liliane Motta da Silveira – 48 98852-3668. Juntos vamos vencer mais este desafio. Parabéns a este povo que deixa a vida mais leve em qualquer momento!

Palavra Poesia – “Despidos ou Corrompidos”

Prá não dizer que não falei de arte, cultura e literatura, aqui no Palavra Livre é lugar sim para a divulgação da produção literária de veteranos, aprendizes, jovens autores, quem desejar ver seu texto publicado para compartilhar nas inúmeras redes sociais existentes. Como já expliquei várias vezes, este espaço recebeu o nome Palavra Livre para que não se tenham amarras, e sim, que possamos noticiar, debater, informar, divulgar todos e quaisquer temas.

Esta semana voltamos então a publicar a produção literária fruto da convivência na Confraria do Escritor, projeto nascido e muito vivo na cidade de Joinville (SC) que gerou uma nova leva de autores e inclusive uma Associação, a Associação das Letras da qual este editor foi fundador e depois diretor de comunicação. De lá vem a poesia título deste post de autoria de Edmundo Alberto Steffen. Ele aproveita o momento atual que vivemos de intenso debate político insanidades e alia este seu sentimento e se inspira em letras de grandes músicas brasileiras (descubra quais!) para produzir a provocativa poesia que segue abaixo:

Despidos ou Corrompidos – Autor: Edmundo Alberto Steffen (*)

Não quero lhe falar meu grande amor
Das barbáries que vejo na rua
Quero me despir da impureza do mundo
Conversa contigo completamente nua

Vestidos apenas da arte
Conversando sobre literatura
Pois a realidade não existe mais
Tornou-se muito dura

Cores de roupas simbolizam guerra
Uma polarização não mensurada
Quero me despir das cores do ódio
Estar vestido apenas da minha palavra

Mas a palavra, do que vale?
Não acreditamos mais em fatos
Não são mais belas as verdades
Essas, se tornaram trapos

Bebados vestidos de vermelhos
Equilibristas levando a cor da pátria
Ambos olhando para um espelho
Sem vidro, sem psiquiatra

Paixões pulsantes por um lado
Deixando os sãos encurralados
O bêbado me chama de fascista
Não entendendo o peso do que fala
O equilibrista me chama de comunista
Carregando sangue vermelho em sua mala

O equilibrista luta para apoiar
Tentando de todas as formas mascarar
Chega a dizer “não foi bem isso que ele disse”
Enquanto seu líder aplaudia aquele
Que fez chorar Maria e Clarice

Escolhem lados de uma mesma laranja podre
Que apenas tem seus gomos de cores diferentes
Continuamos nos degladiando em redes sociais
Assistindo a morte de tanta gente

  • Edmundo Alberto Steffen nasceu em Joinville-SC, no dia 13 de outubro de 1997, cursou Ensino Fundamental na rede municipal de ensino da mesma cidade, Ensino Médio no Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari e atualmente é estudante de Filosofia da PUCPR em Curitiba. Autor do livro “Poesias aos Ventos”, escreve poesias, textos e análises sobre cinema e literatura em seu Instagram “ @edmundo.steffen “ .

Que a produção literária e crítica de Edmundo inspire muitos outras pessoas a ler mais e produzir poemas, crônicas, contos, romances, letras de músicas, muita arte para que nosso país evolua. Tá precisando muito. Parabéns Edmundo, siga criando! E você que lê este post, fique à vontade para enviar o seu texto, porque aqui, a Palavra é Livre.

Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #2 – Distância e saudade

palavralivre-poema-distancia-saudade-salvador-neto-jornalista-escritorNeste retorno à edição do Palavra Livre, vamos escrevendo e publicando textos guardados em outras gavetas, outras memórias. Eis aqui uma poesia de minha autoria feita há dois anos. Talvez possa virar música, se algum compositor tiver a vontade de…

Leiam, curtam, comentem e claro, compartilhem! Ah, e se tiver algum que você escreveu, mande que publicamos aqui, mande já!!

Distância e saudade

Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das artes e transformações
Dos teatros, vídeos, das vozes

Sinto falta dos desenhos
Caricaturas de gente esquisita
Quase fotografias criadas por mãos especiais
Sinto falta dos cabelos crespos, ondulados e lisos

Pensando na rota do bumerangue
Lancei amor, paixão, torci e estive ali, lado a lado
Na volta, recebi algo não esperado

Sinto falta do que dei e não recebi
Sinto falta dos chutes e treinos
Das corridas nos campos
De ver os jogos e torcer
Até ver as medalhas, com suor no rosto

Sinto falta de cantar junto
Desafinar, mas cantar
Sinto a falta de ver, e ver crescer
E fico somente a imaginar

Sinto falta das crianças que foram
E que hoje não mais são
Sinto muito, mas não perco a esperança
De acabar com a distância, e matar a saudade

Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das vozes juntas, dos carinhos
Dos teatros, dos vídeos, das vozes
Do bater dos corações

Sinto falta, mas continuo mandando
Amor e sonhos,
Desejos de vitórias
Com o mesmo bumerangue
Esperando na volta
O fim da falta, o fim da distância

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre, escrito em 10 de outubro 2014

Para ela – Uma homenagem a uma mulher estendida a todas

Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto
Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto

Nosso editor, o jornalista Salvador Neto, foi buscar na junção entre a crônica, a poesia e a letra jornalística, a inspiração para escrever uma homenagem à sua companheira, Gi Rabello.

Por entendermos que o texto representa uma bela homenagem também a todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher, reproduzimos no Palavra Livre o que ele escreveu em seu perfil no Facebook, parabenizando a todas as mulheres que lutam todos os dias e fazem a diferença no mundo!

Ela tem a força invencível da mulher brasileira. Desde pequena já tinha responsabilidades em casa, cuidava dos irmãos, encarando a vida como uma adulta.

Cresceu em meio a opressão que aflige todas as mulheres, e ela ainda por questões religiosas. Mas jamais lhe faltou a garra, a vontade de vencer, e a ousadia de sonhar.

Enfrentou as dificuldades para estudar uma faculdade, para quem vem de família simples. Rompeu com dogmas, passou por cima da descrença de muitos.

Virou mãe da bela menina Rayssa, sua pequena flor, a quem protege e cuida como só as mulheres, mães, sabem cuidar. A força e o amor que só a mulher tem e sabe como usar, dar, receber, multiplicar.

Tem dentro dela uma vontade incrível, uma chama ardente por querer ser, aprender, fazer, ser uma profissional do direito, mas com aquele olhar da mulher, percebendo o humano, as diferenças, as necessidades de quem como ela, precisou derrubar barreiras, muitas vezes invisíveis.

Está chegando a sua hora de encerrar um ciclo duro, difícil, mas que forjou uma nova mulher, uma nova Gi Rabello. Daqui a pouco ela será uma advogada, pronta para defender os direitos de quem precisa. Será a sua maior vitória, merecida vitória. Mas será um novo começo, uma largada para a felicidade plena que ela merece.

Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia Internacional da Mulher, presto essa homenagem a ela, minha companheira de todas as horas, uma mulher admirável, meiga, linda, amiga que se incomoda com qualquer problema que veja no amigo ou amiga, que deseja ver um mundo mais humano, menos individualista, mais feliz.

Minha amada Gi Rabello – Advogada em formação, você é uma grande mulher, acredite nisso, acredite sempre em você, nos seus sonhos, e tenha coragem de enfrentar todos os obstáculos, pois nada é impossível quando temos a convicção do caminho correto.

Muita amor, paz, sucesso e força sempre em sua vida, que é o que desejo a todas as mulheres neste e em todos os dias!

Essa foto mostra exatamente como você é, e como me sinto com sua ternura no dia a dia. Amo você para sempre, eternamente!”

* Escrito por Salvador Neto, jornalista, escritor e editor do Palavra Livre

 

Mulheres e Literatura – Livro “Elas contam”, escrito por oito mulheres, será lançado dia 8 de março

Convite (Livro)O projeto nasceu com Nilza Helena da Silva Vilhena e a ideia foi aceita e fomentada por Ana Janete Pedri, lá em 2013. O desejo sempre foi publicar um livro com autoria de mulheres, contando histórias de mulheres, mas que não fosse somente para mulheres.

O tempo passava e, por vários motivos, o desejo não se realizava. Até que no final de 2015,  um time de 8 mulheres se formou e, com ele, a ideia de lançar o livro no dia 08 de março – quando se comemora o dia da mulher.

O grupo de escritoras ficou assim definido: Ana Janete Pedri, Elizabeth A. C. M. Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.

O critério utilizado foi observar a similaridade de escrita, de trajetória e de sentimentos, bem como, a disponibilidade das escritoras para abraçar esse projeto, até porque ele utilizaria (e utilizou) recursos próprios.

As outras mulheres que vieram reforçar o grupo e fechar o “8” foram: a artista plástica Tania Cotrim, que assumiu a capa e as fotos; a escritora, doutora em Geografia Urda Alice Kruger, que cuidadosamente preparou as orelhas do livro e a Profa. Dra.Taiza Mara Rauen Moraes, que com gentileza ímpar, cuidou do prefacio do, enfim materializado,   “ELAS CONTAM”.

Curiosidades sobre o projeto:

  • A artista plástica Tania Cotrim fez o trabalho de capa com um fragmento de sua obra “8 metros de galáxias”, onde apresenta a feminilidade em formas arredondadas ressaltando o universo criador das mulheres.
  • O lançamento será dia 08 de março, no Petit Jardin – Café e bistro, dirigido pela querida Juni Schlichting e terá a participação da artista jaraguaense Bel Bandeira, apresentando trabalhos de grandes escritoras em performance que envolverá interpretação e música.
  • A noite de autógrafos em Joinville está sendo organizada pela Mari Silveira – promoter do Capitão Space Batataria e Pizzaria e o momento contará com a participação de um cantora, trazendo, mais uma vez a presença da mulher para esse trabalho.

“Não temos dúvidas de que a energia da MULHER atraiu todas essas almas de diferentes artes para a realização do ELAS CONTAM. Talvez porque ele seja do bem, talvez porque o idealizamos com o coração… Não sabemos, mas está aí e o leitor será seu possuidor agora”. (Nilza Helena da Silva Vilhena).

Sobre as escritoras:
As escritoras, na maioria catarinenses, já têm outras obras publicadas, individualmente e em antologias, e participam ativamente dos movimentos literários da região.

ELIZABETH A. C. M. FONTES – Nasceu em Leopoldina, MG (1965), radicada em Joinville, SC, desde 1999. Bacharel em Piano e Licenciada em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Lorenzo Fernandez (RJ). Pós-graduada em Arte Educação (CEPEMG) e em Arte Terapia (INPG). Musicista, compositora e escritora. Acadêmica honorária da ALASFS – Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul, SC. Membro da “Associação das Letras” e “Confraria do Escritor”, Joinville, SC.

Publicou os livros História de uma Aquarela (Ed.Panamericana, Bogotá, 2013) e Sobre os jardins (Ed. Univille, Joinville, 2014). Com outros autores, participou das antologias Saganossa – outras histórias, Letras associadas 1, Letras associadas 2 e Rede das letras, publicadas pela Associação das Letras (2015). beth.fontes@gmail.com.

MARLETE CARDOSO – Nasceu em Itajaí – SC (1961), radicada em Joinville desde menina. Professora graduada em Pedagogia com pós-graduação em Interdisciplinaridade pela Univille. Membro fundadora da Confraria do Escritor e Associação das Letras.  Autora de Coração Guarani (a ser publicado em 2016). Com participações em jornais, em antologias da Letras da Confraria e de A Ilha Supl. Lit. de Florianópolis. Leitora e escritora por amor às ideias! marlete.cardoso@hotmail.com.

ANa JANETE PEDRI – Nasceu em Jaraguá do Sul, SC (1958). Pós- graduada em Filosofia pela UGF. Três livros publicados: O amiguinho círculo, Amores caminhos e descaminhos, e Amores delicados. Quatro livros publicados em coautoria e mais de vinte participações em antologias. Acadêmico fundador da ALBSC Jaraguá do Sul, ocupando a cadeira 12. Acadêmico honorário da ALASFS. Membro da Associação das Letras (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Integra Panorama da Literatura Jaraguaense – (Loreno Luiz ZateliHagedorn, 2010) e a Literatura dos Catarinenses – (Celestino Sachet, 2012). E-mail: ana.janete@pedri.com.br.

NILZA HELENA DA SILVA VILHENA – Nasceu em Rio Negro, PR, nos idos de 1963. Desde 2004, adotou Santa Catarina como seu canto. É Funcionária Pública Federal, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Tecnologias e EAD – Educação a Distância. Membro da Associação das Letras e Confraria do Escritor (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Publicou um livro de contos intitulado Quinione em 2009 e, de lá para cá, tem participação em mais de dez antologias. “Por que contos? Para contar os múltiplos significados das existências, que merecem um olhar, um registro, um sentimento!”E-mail: nilzahelenas@yahoo.com.br.

ODENILDE NOGUEIRA MARTINS – Nasceu em Palmitos, SC (1957), radicada em Joinville há mais de trinta anos, considera-se joinvilense de coração. Graduada em Letras pela UNIVILLE – Professora de Língua portuguesa e Literatura. Pós-graduada em Interdisciplinaridade pelo IBPEX – UNIVILLE. Membro da Associação das Letras – Joinville. Publicações em jornais, antologias, miniantologias e o livro de contos Caso encerrado. E-mail: prof.odenilde@hotmail.com.

Serviço

Lançamento: Dia 08 de março – 20h, no “Petit Jardin – Café e Bistrô”, em Jaraguá do Sul

Rua Mal. Deodoro, 1233 – Centro

(participação Bel Bandeira)

Noite de autógrafos:

Dia 10 de março – 20 h, no “Capitão Space Batataria e Pizzaria”, em Joinville

                        Rua Marquês de Olinda, 3340 – Glória

Tarde de autógrafos:

Dia 12 de março – 15 h, na Livraria Blulivros, em Blumenau

Shopping Park Europeu – Rod. Paul Fritz Kuehnrich, 1600

Livro: ELAS CONTAM – Contos e crônicas
Editora Sucesso Pochet, 134 páginas
Autoras: Ana Janete Pedri, Elizabeth Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.
Preço do exemplar – R$ 25,00

Com informações das autoras