Com a Palavra, Salvador Neto – Edição #2 – Distância e saudade

palavralivre-poema-distancia-saudade-salvador-neto-jornalista-escritorNeste retorno à edição do Palavra Livre, vamos escrevendo e publicando textos guardados em outras gavetas, outras memórias. Eis aqui uma poesia de minha autoria feita há dois anos. Talvez possa virar música, se algum compositor tiver a vontade de…

Leiam, curtam, comentem e claro, compartilhem! Ah, e se tiver algum que você escreveu, mande que publicamos aqui, mande já!!

Distância e saudade

Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das artes e transformações
Dos teatros, vídeos, das vozes

Sinto falta dos desenhos
Caricaturas de gente esquisita
Quase fotografias criadas por mãos especiais
Sinto falta dos cabelos crespos, ondulados e lisos

Pensando na rota do bumerangue
Lancei amor, paixão, torci e estive ali, lado a lado
Na volta, recebi algo não esperado

Sinto falta do que dei e não recebi
Sinto falta dos chutes e treinos
Das corridas nos campos
De ver os jogos e torcer
Até ver as medalhas, com suor no rosto

Sinto falta de cantar junto
Desafinar, mas cantar
Sinto a falta de ver, e ver crescer
E fico somente a imaginar

Sinto falta das crianças que foram
E que hoje não mais são
Sinto muito, mas não perco a esperança
De acabar com a distância, e matar a saudade

Sinto falta dos acordes do violão
Do tan tan do bongô
Das vozes juntas, dos carinhos
Dos teatros, dos vídeos, das vozes
Do bater dos corações

Sinto falta, mas continuo mandando
Amor e sonhos,
Desejos de vitórias
Com o mesmo bumerangue
Esperando na volta
O fim da falta, o fim da distância

Por Salvador Neto, jornalista e editor do Palavra Livre, escrito em 10 de outubro 2014

Para ela – Uma homenagem a uma mulher estendida a todas

Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto
Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto

Nosso editor, o jornalista Salvador Neto, foi buscar na junção entre a crônica, a poesia e a letra jornalística, a inspiração para escrever uma homenagem à sua companheira, Gi Rabello.

Por entendermos que o texto representa uma bela homenagem também a todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher, reproduzimos no Palavra Livre o que ele escreveu em seu perfil no Facebook, parabenizando a todas as mulheres que lutam todos os dias e fazem a diferença no mundo!

Ela tem a força invencível da mulher brasileira. Desde pequena já tinha responsabilidades em casa, cuidava dos irmãos, encarando a vida como uma adulta.

Cresceu em meio a opressão que aflige todas as mulheres, e ela ainda por questões religiosas. Mas jamais lhe faltou a garra, a vontade de vencer, e a ousadia de sonhar.

Enfrentou as dificuldades para estudar uma faculdade, para quem vem de família simples. Rompeu com dogmas, passou por cima da descrença de muitos.

Virou mãe da bela menina Rayssa, sua pequena flor, a quem protege e cuida como só as mulheres, mães, sabem cuidar. A força e o amor que só a mulher tem e sabe como usar, dar, receber, multiplicar.

Tem dentro dela uma vontade incrível, uma chama ardente por querer ser, aprender, fazer, ser uma profissional do direito, mas com aquele olhar da mulher, percebendo o humano, as diferenças, as necessidades de quem como ela, precisou derrubar barreiras, muitas vezes invisíveis.

Está chegando a sua hora de encerrar um ciclo duro, difícil, mas que forjou uma nova mulher, uma nova Gi Rabello. Daqui a pouco ela será uma advogada, pronta para defender os direitos de quem precisa. Será a sua maior vitória, merecida vitória. Mas será um novo começo, uma largada para a felicidade plena que ela merece.

Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia Internacional da Mulher, presto essa homenagem a ela, minha companheira de todas as horas, uma mulher admirável, meiga, linda, amiga que se incomoda com qualquer problema que veja no amigo ou amiga, que deseja ver um mundo mais humano, menos individualista, mais feliz.

Minha amada Gi Rabello – Advogada em formação, você é uma grande mulher, acredite nisso, acredite sempre em você, nos seus sonhos, e tenha coragem de enfrentar todos os obstáculos, pois nada é impossível quando temos a convicção do caminho correto.

Muita amor, paz, sucesso e força sempre em sua vida, que é o que desejo a todas as mulheres neste e em todos os dias!

Essa foto mostra exatamente como você é, e como me sinto com sua ternura no dia a dia. Amo você para sempre, eternamente!”

* Escrito por Salvador Neto, jornalista, escritor e editor do Palavra Livre

 

Mulheres e Literatura – Livro “Elas contam”, escrito por oito mulheres, será lançado dia 8 de março

Convite (Livro)O projeto nasceu com Nilza Helena da Silva Vilhena e a ideia foi aceita e fomentada por Ana Janete Pedri, lá em 2013. O desejo sempre foi publicar um livro com autoria de mulheres, contando histórias de mulheres, mas que não fosse somente para mulheres.

O tempo passava e, por vários motivos, o desejo não se realizava. Até que no final de 2015,  um time de 8 mulheres se formou e, com ele, a ideia de lançar o livro no dia 08 de março – quando se comemora o dia da mulher.

O grupo de escritoras ficou assim definido: Ana Janete Pedri, Elizabeth A. C. M. Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.

O critério utilizado foi observar a similaridade de escrita, de trajetória e de sentimentos, bem como, a disponibilidade das escritoras para abraçar esse projeto, até porque ele utilizaria (e utilizou) recursos próprios.

As outras mulheres que vieram reforçar o grupo e fechar o “8” foram: a artista plástica Tania Cotrim, que assumiu a capa e as fotos; a escritora, doutora em Geografia Urda Alice Kruger, que cuidadosamente preparou as orelhas do livro e a Profa. Dra.Taiza Mara Rauen Moraes, que com gentileza ímpar, cuidou do prefacio do, enfim materializado,   “ELAS CONTAM”.

Curiosidades sobre o projeto:

  • A artista plástica Tania Cotrim fez o trabalho de capa com um fragmento de sua obra “8 metros de galáxias”, onde apresenta a feminilidade em formas arredondadas ressaltando o universo criador das mulheres.
  • O lançamento será dia 08 de março, no Petit Jardin – Café e bistro, dirigido pela querida Juni Schlichting e terá a participação da artista jaraguaense Bel Bandeira, apresentando trabalhos de grandes escritoras em performance que envolverá interpretação e música.
  • A noite de autógrafos em Joinville está sendo organizada pela Mari Silveira – promoter do Capitão Space Batataria e Pizzaria e o momento contará com a participação de um cantora, trazendo, mais uma vez a presença da mulher para esse trabalho.

“Não temos dúvidas de que a energia da MULHER atraiu todas essas almas de diferentes artes para a realização do ELAS CONTAM. Talvez porque ele seja do bem, talvez porque o idealizamos com o coração… Não sabemos, mas está aí e o leitor será seu possuidor agora”. (Nilza Helena da Silva Vilhena).

Sobre as escritoras:
As escritoras, na maioria catarinenses, já têm outras obras publicadas, individualmente e em antologias, e participam ativamente dos movimentos literários da região.

ELIZABETH A. C. M. FONTES – Nasceu em Leopoldina, MG (1965), radicada em Joinville, SC, desde 1999. Bacharel em Piano e Licenciada em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Lorenzo Fernandez (RJ). Pós-graduada em Arte Educação (CEPEMG) e em Arte Terapia (INPG). Musicista, compositora e escritora. Acadêmica honorária da ALASFS – Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul, SC. Membro da “Associação das Letras” e “Confraria do Escritor”, Joinville, SC.

Publicou os livros História de uma Aquarela (Ed.Panamericana, Bogotá, 2013) e Sobre os jardins (Ed. Univille, Joinville, 2014). Com outros autores, participou das antologias Saganossa – outras histórias, Letras associadas 1, Letras associadas 2 e Rede das letras, publicadas pela Associação das Letras (2015). beth.fontes@gmail.com.

MARLETE CARDOSO – Nasceu em Itajaí – SC (1961), radicada em Joinville desde menina. Professora graduada em Pedagogia com pós-graduação em Interdisciplinaridade pela Univille. Membro fundadora da Confraria do Escritor e Associação das Letras.  Autora de Coração Guarani (a ser publicado em 2016). Com participações em jornais, em antologias da Letras da Confraria e de A Ilha Supl. Lit. de Florianópolis. Leitora e escritora por amor às ideias! marlete.cardoso@hotmail.com.

ANa JANETE PEDRI – Nasceu em Jaraguá do Sul, SC (1958). Pós- graduada em Filosofia pela UGF. Três livros publicados: O amiguinho círculo, Amores caminhos e descaminhos, e Amores delicados. Quatro livros publicados em coautoria e mais de vinte participações em antologias. Acadêmico fundador da ALBSC Jaraguá do Sul, ocupando a cadeira 12. Acadêmico honorário da ALASFS. Membro da Associação das Letras (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Integra Panorama da Literatura Jaraguaense – (Loreno Luiz ZateliHagedorn, 2010) e a Literatura dos Catarinenses – (Celestino Sachet, 2012). E-mail: ana.janete@pedri.com.br.

NILZA HELENA DA SILVA VILHENA – Nasceu em Rio Negro, PR, nos idos de 1963. Desde 2004, adotou Santa Catarina como seu canto. É Funcionária Pública Federal, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Tecnologias e EAD – Educação a Distância. Membro da Associação das Letras e Confraria do Escritor (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Publicou um livro de contos intitulado Quinione em 2009 e, de lá para cá, tem participação em mais de dez antologias. “Por que contos? Para contar os múltiplos significados das existências, que merecem um olhar, um registro, um sentimento!”E-mail: nilzahelenas@yahoo.com.br.

ODENILDE NOGUEIRA MARTINS – Nasceu em Palmitos, SC (1957), radicada em Joinville há mais de trinta anos, considera-se joinvilense de coração. Graduada em Letras pela UNIVILLE – Professora de Língua portuguesa e Literatura. Pós-graduada em Interdisciplinaridade pelo IBPEX – UNIVILLE. Membro da Associação das Letras – Joinville. Publicações em jornais, antologias, miniantologias e o livro de contos Caso encerrado. E-mail: prof.odenilde@hotmail.com.

Serviço

Lançamento: Dia 08 de março – 20h, no “Petit Jardin – Café e Bistrô”, em Jaraguá do Sul

Rua Mal. Deodoro, 1233 – Centro

(participação Bel Bandeira)

Noite de autógrafos:

Dia 10 de março – 20 h, no “Capitão Space Batataria e Pizzaria”, em Joinville

                        Rua Marquês de Olinda, 3340 – Glória

Tarde de autógrafos:

Dia 12 de março – 15 h, na Livraria Blulivros, em Blumenau

Shopping Park Europeu – Rod. Paul Fritz Kuehnrich, 1600

Livro: ELAS CONTAM – Contos e crônicas
Editora Sucesso Pochet, 134 páginas
Autoras: Ana Janete Pedri, Elizabeth Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.
Preço do exemplar – R$ 25,00

Com informações das autoras

Dia do Samba – Não deixe o samba morrer…

“Deixo ao sambista mais novo o meu pedido final: não deixe o samba morrer”. O clássico de Edson Conceição e Aluísio que ficou eternizado na voz da cantora Alcione traz um sambista que “entrega o seu anel de bamba” a quem o mereça usar.

A partir dessa imagem, perguntamos a grandes nomes do samba brasileiro quem são os artistas da nova geração que mantêm o samba vivo.

Zeca Pagodinho não conseguiu escolher nenhum nome, mas justificou o porquê: “Tem muita gente boa por aí”. Nelson Sargento, sambista da Velha Guarda da Mangueira, concorda e é categórico:

“No nosso país, em todas as esquinas têm um grande compositor, o importante é achá-los”. Monarco, da Velha Guarda da Portela, também se mostrou confiante com o futuro do samba:

“acho que estamos seguros com esta nova geração. Quando a gente chegou, a velha geração nos ajudou. Agora é a vez de a gente ajudar eles”.

Veja nas fotos fotos a seguir e confira quem são os novos sambistas que “não deixam o samba acabar”. E para saber mais sobre eles, entre na matéria original clicando aqui.

 

Monarco

Martinho da Vila

Elza Soares

Beth Carvalho

Ney Lopes

Nelson Sargento

Leci Brandão

Moacyr Luz

Tantinho da Mangueira

Arlindo Cruz

Expediente:
Produção: Marília Arrigoni, Davi de Castro, Patrícia Serrão
Edição: Ana Elisa Santana e Anderson Falcão
Design e implementação: Marcelo Nogueira

Associação das Letras promove “Vivência Literária Poética” com Rubens da Cunha no próximo sábado (15) em Joinville (SC)

A Associação das Letras promove no próximo sábado – 15 de agosto – mais um evento de formação para escritores.

A Vivência Literária Poética será ministrada pelo professor doutor em literatura, Rubens da Cunha no Hotel Slaviero Slim que apoia culturalmente o evento, das 8:30 às 17:30 horas. As inscrições são limitadas.

Essa é a segunda edição da Vivência Literária. A primeira foi realizada em maio, também com Rubens da Cunha, mas teve como tema o conto e a crônica.

As inscrições estão abertas a todos que se interessem por literatura e tem investimento diferenciado para associados que estiverem em dia com suas mensalidade, que pagarão apenas R$ 15,00.

Demais interessados pagam R$ 30,00. Para se inscrever basta fazer o depósito na conta da Associação das Letras e preencher uma pequena ficha de inscrição, como segue:

Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 1897
Código: 003
Conta Corrente: 3812-7
Titular da Conta: Associação Confraria das Letras
CNPJ: 16.783.372/0001-71

NOME:
CIDADE:                                                                 ESTADO:
Profissão:
Associado:   (    )Sim             (      )Não
E-MAIL:
TELEFONES:

Observação: É preciso enviar o comprovante de pagamento, juntamente com a ficha de inscrição para o email: associacaodasletras@hotmail.com.br. Os telefones de contato para mais informações são (47) 9613-7451(TIM) e (47) 92717063 (Vivo).

Serviço:
O quê: Vivência Literária Poética com Rubens da Cunha
Quando: sábado, 15 de agosto, das 8:30 às 17:30 horas
Onde: Hotel Slaviero Slim – Rua Sete de Setembro, 40 – Centro de Joinville (SC)
Promoção: Associação das Letras – www.facebook.com/associacaodasletras
Inscrições: abertas até sexta-feira (14/8)
Valor: R$ 15 para associados em dia, e R$ 30 para demais interessados, depósito em conta e enviando dados pessoais e cópia depósito  pelo email associacaodasletras@hotmail.com.

Poeta joinvilense volta a publicar após 16 anos

Capim estava há 16 anos sem publicar. Foto: ClicRBS
Capim estava há 16 anos sem publicar. Foto: ClicRBS

Já está pronto o novo livro do escritor joinvilense Valmir Capim Neitsch, que será lançado neste sábado – 4 de julho – às 20 horas no Nalo’s Pizzaria, localizada na rua Monsenhor Gercino, 2110 no Itaum, bairro da zona sul de Joinville (SC). A editora que assina o livro é a Areia, também joinvilense.

O quarto livro de Capim traz poesias inéditas escritas entre 2009 e 2015, com viés humanista, como define o próprio autor. O último livro do autor, Lavratura, foi lançado em 1999. De lá pra cá, Capim viveu uma espécie de ostracismo, dedicando-se entre outras coisas ao trabalho de diretor teatral da Oficina de Teatro da ADEJ – Associação dos Deficientes Físicos de Joinville.

Porém, desde 2009, voltou a escrever. “Ando numa fase obsessiva, não paro de escrever. Estou muito feliz com esse momento”, confessa, para concluir logo depois com largo sorriso: “Acho que me reencontrei, que encontrei o fio da meada”.

A referência é ao título do livro, chamado Carretel, cuja poesia homônima faz referência a uma antiga fábrica de linhas de Joinville. “Os personagens do poema, todos eles existiram, se aposentaram na empresa Linhas Correntes, que nós chamávamos de Carretel. Ela ficava onde hoje é esse supermercado grande aqui na Inácio Bastos. E apesar de toda dificuldade, explorações, havia muita poesia. Foi uma época muito marcante para mim e, tenho certeza que para cada um deles também”.

Capim considera a poesia, assim como a arte, uma tábua de salvação. “A função da poesia vai além da expressão, como a arte em geral, é a salvação da humanidade, é a expressão da alma. Se você pedir para eu definir o que é alma, eu diria que são as manifestações, as expressões que preconizam a ternura. Para mim, a arte é uma tábua de salvação”.

Serviço:
LANÇAMENTO DO LIVRO “CARRETEL”
https://www.facebook.com/events/844918615544312/
Sábado, 04 de julho, às 20h
Nalo’s Pizzaria (Rua Monsenhor Gercino, 2110, Itaum

Vergonha no Paraná! Repressão policial contra professores deixa mais de 100 feridos

Ação da polícia de Beto Richa, governador do PR, relembra tempos da ditadura
Ação da polícia de Beto Richa, governador do PR, relembra tempos da ditadura

Cerca de 2 mil policiais estão no local, tendo utilizado bombas de efeito moral, jatos de água e balas de borracha contra os manifestantes que estavam no entorno da Assembleia. Governador Beto Richa (PSDB) quer alterar a previdência do funcionalismo público.

Às 16h45 desta quarta-feira (29), a Guarda Municipal de Curitiba informou que há mais de 100 feridos em função da atuação da Polícia Militar no Centro Cívico da capital paranaense, onde manifestantes protestam contra a votação de um projeto de lei do governador Beto Richa (PSDB) que altera a previdência dos funcionários públicos do Paraná – a ParanaPrevidência.

Quarenta e duas pessoas teriam sido encaminhadas para o hospital Cajuru e o prédio da prefeitura, que fica em frente à Assembleia Legislativa, foi transformado em enfermagem para atender feridos.

Cerca de 2 mil policiais estão no local, e utilizaram bombas de efeito moral, jatos de água e balas de borracha contra os manifestantes que estavam no entorno da Assembleia. Em seuperfil no Facebook, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) fez um apelo a Richa.

“Estamos fazendo o possível para atender os feridos na Prefeitura, mas nossa capacidade é limitada. Faço um apelo ao governador, Secretaria de Estado da Segurança Pública e Assembleia. Por favor. Momento é de pacificar. Já temos muitos feridos aqui.”

O projeto de lei em discussão na Assembleia muda a fonte de pagamento de mais de 30 mil do fundo previdenciário, impondo custos à previdência dos servidores para que o governo do estado possa deixar de gastar R$ 125 milhões mensais. Segundo os funcionários, a medida inviabilizaria o fundo, que hoje é superavitário, no futuro.

Com informações da Revista Fórum

Literatura: Associação da Confraria das Letras lança novo livro antologia em abril

Vem aí mais um livro-antologia da Associação Confraria das Letras. O primeiro foi o Saganossa, sucesso total de vendas e aceitação do público. Agora a diretoria da Associação Confraria das Letras está convidando a todos os associados e associadas a participar desta edição de 2015, que terá também um novo nome. Segundo o presidente David Gonçalves, a missão de valorizar a literatura não pode parar.

“Nós já conseguimos, com recursos próprios e apoios de alguns patrocinadores, realizar dois grandes encontros literários catarinenses com grandes nomes da literatura em 2013 e 2014. Produzimos um livro antologia, o Saganossa, com 22 autores com textos inéditos que vão da crônica à poesia, e mais sete mini antologias. Isso mostra que temos muitas letras para espalhar por aí ainda”, destaca David.

Para garantir que o processo de escolha dos textos dos associados seja técnico e transparente, a Associação definiu regras claras. Algumas delas são: 1. os associados precisam estar em dia com as contribuições mensais, inclusive as dos três primeiros meses/2015; 2. a antologia será composta nas categorias contos, crônicas e poesias; 3. os textos serão avaliados e revisados por uma comissão composta por quatro escritores. Passarão por análise e, poderão ser arrazoados, sempre tomando por base a busca de apresentarmos um nível de obras inéditas superior ao visto na última produção da Associação.

Mais detalhes das regras podem ser obtidas na página da Associação no Facebook em www.facebook.com/associacaoconfrariadasletras. A data limite para envio dos textos é 28 de fevereiro pelo email associaçãoconfrariadasletras@outlook.com, ou ainda david.goncalves@uol.com.br. “Agora é mãos às canetas, lápis e computadores”, avisa o Presidente. Para se associar basta fazer contato pelos mesmos meios de comunicação.

Novo título
David Gonçalves pede também a participação popular para a definição do nome desta edição do livro/antologia. “Queremos dar um nome inovador, alegre, que motive a leitura e promova o desejo pela obra. Por isso queremos que as pessoas sugiram nomes, que podem ser enviados para os emails que disponibilizamos, e também em nossa fanpages”, convida o Presidente da Associação. Depois do título definido, a arte da capa será outro desafio.

Literatura: Meu primeiro conto – “O reencontro de Natal”

Um conto envolvente, simples e encantador
Um conto envolvente, simples e encantador

Pressionado a escrever um conto ou uma crônica, ou poesia para a sétima mini antologia da Associação Confraria das Letras, o “Letras da Confraria” especial de Natal, ao final de 2014, resolvi arriscar a produzir um conto. Mais complexo que a crônica, que é uma linguagem mais fácil, livre, e leve, o conto exige mais do escritor, algo que ainda persigo.

Por isso publico aqui no Palavra Livre o meu primeiro conto, já que poucos tiveram a oportunidade de lê-lo, apreciando e criticando o conteúdo. É isso que desejo dos amigos leitores. Não o divido em partes para não perder a sequência da história de Fred, Joana, Jujuba e crianças que esperam seus presentes… Aí vai o “Reencontro de Natal”:

“Estavam os três ali, sacolejando ao balanço do caminhão, dentro de um caixote que não parava de pular na carroceria. Pudera, em ruas tão esburacadas como queijo suíço… Fred, um carrinho de madeira, Joana, uma boneca descabelada, e Jujuba, um velho pião com as cordas surradas de tanto rodar por aí, já estavam há dias naquele vai, não vai. Já usados, velhos de tanto brincarem com seus donos, não tinham mais esperanças de voltar às mãos de crianças brincalhonas, arteiras e felizes. Estavam ali entre tantos outros brinquedos abandonados.

É a vida, pensavam os velhos companheiros de tantas crianças! Conheceram várias delas por algumas gerações, doações, mas agora competiam com poderosos concorrentes internacionais que falam, voam, pulam, choram, andam em velocidade sem serem jogados pelas mãozinhas. O Natal estava à porta, e em meio às campanhas solidárias, lá se foram Fred, Joana e Jujuba para uma caixa entre tantas dispostas naquele shopping luxuoso. Sequer tiveram tempo de se despedir de seus donos! E o pior, até ali, ninguém os pegara para cuidar e brincar…

Joana era a mais sentida. Com seus belos olhos azuis, cabelos loiros, já um pouco ralos, sim é verdade, vestida com uns paninhos coloridos e sem sapatinhos, não aceitava a solidão. – Sou muito bela para estar aqui! Mereço uma bela cama com lençóis de seda!, reclamava. Fred, do alto da dureza do seu ser, madeira bruta, apesar de bem arrebentado por muitas corridas e carregamentos de barros e batidas (já não tinha mais a caçamba…), retrucava. – Ora, eu sim, um forte, parceiro para todas as durezas, preciso de quem me valorize, que goste de aventura! E Jujuba… ah, este não tinha ambições.

– Eu quero é girar logo por aí. Sei que perdi um pouco a graça, afinal tem uns novos colegas aí bem mais modernos, mas ainda tenho muito a rodopiar e dar show!, dizia. A verdade é que em meio a tantos outros brinquedos, uns mais quebrados, outros não, a rota do caminhão solidário de Natal dirigido pelo velho voluntário Sebastião estava chegando ao final. Tião, como era conhecido em tantos anos de corridas pelos bairros da cidade, já tinha os ralos cabelos brancos. Se na próxima parada sobrasse algum daqueles brinquedos, o jeito era deixar por aí, ou jogar no lixo. – Tenho pena, quando eu era criança nem tinha um desses para brincar, pensava enquanto dirigia-se ao ultimo ponto de parada.

Nas paradas anteriores a maioria da criançada tinha pegado os brinquedos mais novos, modernos, com menos uso. O que estava ali na carroceria do velho Mercedes cara chata talvez não agradasse aos meninos e meninas que o esperavam nos fundões do Paranaguamirim, bairro da periferia. Afinal, o que sobrara ali eram brinquedos antigos, bem velhinhos e uns tão usados e quebrados que… bom, era melhor não pensar nisso e seguir a missão. Junto com Tião ia João, vestido de vermelho como manda o figurino. Não via a hora de terminar o serviço que durava o dia todo.

Mas lá no Panágua, como o povão chama seu próprio lugar mais ao gosto da simplicidade, a gurizada esperava. Mães e pais também, na esperança de que os filhos ficassem felizes com a chegada do bom velhinho e seus brinquedos. Famílias pobres, lutavam todos os dias para por comida na mesa, e não sobrava para dar brinquedos novos e modernos como os de hoje, que dirá tablets, celulares. Então, aguardavam amontoadas no pátio da igreja, local de encontro daquele ano. Era uma festa. No meio do povo, vendedores ambulantes ofertavam algodão doce, pipoca, doces, também na busca dos últimos trocados para garantir as festas de final de ano.

De repente, lá na esquina surge o cara chata com o bom velhinho acenando! Alvoroço na comunidade. Era só criança correndo para ver quem chegava primeiro para abraçar o Noel, e ver o que podia ganhar. Tião dirige com todo o cuidado, porque nessas horas a multidão não tem controle. Ao parar o caminhão, João Noel desce e distribui balas e doces. Uma alegria só, e um empurra-empurra generalizado! Imagine o desejo infantil do brinquedo adorado, e o sonho de pais em ver seus filhos felizes. De repente o vozeirão avisa: – Atenção! Vamos organizar a fila gente! Era o padre Felício tentando organizar a desorganização de sempre.

O povo o respeitava muito, afinal ele era o homem de Deus na região, e também sabia das coisas. Cobrava das autoridades uma vida melhor para aquele povo. Magro, com seus óculos quadrados, pretos, mas com fala firme e olhar decidido, padre Felício liderava movimentos em favor de mais saúde, infraestrutura, e agora, ajeitava tudo para que não faltassem brinquedos para a criançada. O motorista Tião já sabia que, se faltasse brinquedo ali a bronca seria enorme! No roteiro de visitas pela cidade, cuidava para que nada faltasse até o final no encontro com o padre.

Se o alvoroço era grande lá fora, imagine naquela caixa. Entre os colegas brinquedos, Fred, Joana e Jujuba tentavam se ajeitar para serem notados, afinal, queriam voltar para a alegria das crianças, viver em animação nas ruas, animar histórias nas mãos infantis. E começou a entrega dos brinquedos. Uma a uma as crianças saiam com seus troféus, já a brincar com os coleguinhas. Quase ao final da fila estava José. Com seus dez anos, pequeno para a idade, olhos miúdos e castanhos, cabelos da mesma cor, ondulados, tinha chegado atrasado.

A tristeza já tomava o seu coração. Será que ainda sobraria brinquedos para ele seus irmãos? A cada metro que a fila avançava, mais sua respiração acelerava, parecia que o coração saltaria boca afora. Seu pai e sua mãe garantiam o sustento da casa com a pesca artesanal. Seu atraso se justificava: estava até a pouco cuidando dos manos pequenos. Quando os pais chegaram, ele correu até a igreja. Será que daria certo? Conseguiria ao menos um presente? E a fila andava… e não chegava a sua vez!

E João Noel não aguentava mais de entregar presente para a meninada agitada. Tião preparava o caminhão para ir embora ver a sua família. E o padre avisava a todos que daqui a pouco tinha a missa, não poderiam faltar! Deus não perdoa, dizia ele. Fred se batia ao lado de Jujuba, e aquele barulho de madeira batendo o deixava furioso! Joana, já quase perdendo o vestidinho, lamentava a sua má sorte: nenhuma criança a tinha escolhido! E agora! Será que ficariam sem dono, sem eira nem beira em pleno Natal?

Chegou a vez de José. Ansioso, olha nos olhos do Papai Noel como quem espera o prato de comida. Tião empurra a caixa que ainda tinha algo dentro. – É o que sobrou filho, diz ele a José. Um brilho nos olhos surgiu, e por trás dele, lágrimas de alegria, pois sobraram apenas três brinquedos! Era muita sorte! – Obrigado!, disse José já pegando nas mãos aqueles três brinquedos, exatamente o que precisava para que todos em casa ficassem contentes. Ao espiar cada um deles nos pacotes de presente meio rasgados, parece que via alegria também vinda daqueles brinquedos! Seria possível?

Correu para casa sem parar! O trecho da igreja até a sua pequena casa de madeira que beirava o rio parecia ter milhares de metros, não acabava mais! Os cabelos esvoaçavam ante os ventos do inicio da noite. Fred, Joana e Jujuba percebiam o chacoalhar, diferente dos pulos na carroceria do Mercedes de Tião. O que acontecia, imaginavam. José chegou finalmente. Seu pai e sua mãe o receberam enquanto limpavam seus peixes. A pequena Sara, a caçula, e Mateus, irmão do meio, pularam em sua frente. – O que nós ganhamos, o que veio, gritavam!

José então entregou a cada um o seu presente. Sara não sabia o que dizer da boneca loira que tinha nas mãos… era a mais linda que tinha ganhado, na verdade, inteira, era a única. Mateus pegou o pião nas mãos e saiu a atirar ele ao chão e ver rodar. Já tinha visto os amigos com alguns, mas agora tinha o dele. E José, enfim teve seu caminhão. Faltava a caçamba, mas isso dava para enjambrar. Saiu também a fazer vruummm, vruummm, pelo terreiro da casa. Depois do susto, era a realização de sonhos, sonhos natalinos dele, dos pais, da família. O reencontro da alegria que só o Natal faz.

E Fred, Joana e Jujuba? Bom, eles também se reencontraram com a alegria da brincadeira, dos inventos, e sentiram-se úteis e felizes. No dia seguinte, Fred já tinha sua caçamba feita de casca de ostra. Joana ganhou novo vestido feito pela mãe de Sara, todo florido! E Jujuba, ah, Jujuba agora roda mais forte que nunca! Ganhou uma nova corda reforçada e sai por aí rodando o mundo a partir do Panágua!

* Escrito por Salvador Neto em 8 de dezembro de 2014, especial para a sétima mini antologia Letras da Confraria da Associação Confraria das Letras.

Literatura: 48 escritores brasileiros representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015

Em evento na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler, anunciou nesta terça-feira (9/12) os nomes dos 48 escritores que representarão o Brasil no Salão do Livro de Paris 2015.

Na 35ª edição do evento, entre 20 e 23 de março, o Brasil será o país homenageado e contará com espaço de 500 metros quadrados destinados à venda, exposição de livros e palestras com autores. Haverá ainda programação cultural paralela.

“Ao receber seu merecido reconhecimento em eventos de porte como este, a literatura brasileira não só apresenta o Brasil para o mundo como também encontra maior valorização no mercado interno”, avaliou a ministra durante o anúncio.

Os autores escolhidos são Adauto Novaes, Adriana Lisboa, Adriana Lunardi, Affonso Romano de Sant’Anna, Alberto Mussa, Ana Miranda, Ana Paula Maia, Angela Lago, Bernardo Carvalho, Betty Mindlin, Betty Milan, Bosco Brasil, Carola Saavedra, Cristovão Tezza, Daniel Galera, Daniel Munduruku, Davi Kopenawa, Edney Silvestre, Edyr Augusto, Fabio Moon, Fernanda Torres, Fernando Morais, Férrez, João Carrascoza, Leonardo Boff, Lu Menezes, Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Marcello Quitanilla, Maria Conceição Evaristo, Marina Colasanti, Michel Laub, Milton Hatoum, Nélida Piñon, Paloma Vidal, Patrícia Melo, Paulo Coelho, Paulo Lins, Ricardo Aleixo, Rodrigo Ciríaco, Roger Mello, Ronaldo Correia de Brito, S. Lobo, Sérgio Rodrigues, Sérgio Roveri e Tatiana Salem Levy.

Além deles, um acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL) permitiu levar mais três imortais para a capital francesa: Ana Maria Machado, Antônio Torres e Nélida Piñon.

A seleção dos autores é resultado da parceria entre o Centro Nacional do Livro francês e do Comitê brasileiro, formado por 24 integrantes, entre titulares e suplentes, com representantes de secretarias e órgãos do Ministério da Cultura (MinC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE); do Conselho Diretivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); e de entidades representativas do setor, como a Câmara Brasileira do Livro (CBL); União Brasileira de Escritores (UBE); Liga Brasileira de Editoras (LIBRE); Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU); Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Serviço Social do Comércio (SESC-SP).

As escolhas obedeceram aos seguintes critérios: autores com obras traduzidas para o francês; equilíbrio na seleção (incluindo autores novos e consagrados); abrangência de diversos gêneros literários; diversidade editorial; oportunidade igual para homens e mulheres e produções com diversidade étnica e cultural de profissionais de várias regiões do país.

Os curadores do evento são a escritora e idealizadora do Fórum das Letras de Ouro Preto, Guiomar de Grammont, que também participou da seleção, e o professor de Literatura na Université Paris-Sorbonne e nomeado Conselheiro Literário junto ao Centre National du Livre para o Salão do Livro de Paris em 2015, Leonardo Tonus.

Para a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa, a homenagem no Salão do Livro de Paris não é um fato isolado. O Brasil tem investido cada vez mais na internacionalização da cultura e está sendo reconhecido por outros países.  Ela citou as recentes homenagens recebidas na Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha; na Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, Itália, entre outras.

Já o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, destacou que o convite para o Brasil ser o país homenageado foi firmado e divulgado na Declaração Conjunta dos presidentes da França e do Brasil, François Hollande e Dilma Rousseff, por ocasião da visita dela à França em 11 de dezembro de 2012.

Os patrocinadores brasileiros são a empresa Ticket e a seguradora Caixa Seguros. O evento tem apoio também do Centre National du Livre e do Institut Français.