Haddad e Dilma em Joinville

Dois dos mais poderosos ministros do Governo Lula, Fernando Haddad (Educação) e Dilma Roussef (Casa Civil), aterrisam em Joinville (SC) nos próximos dias. Fernando Haddad deve estar na cidade nesta sexta-feira (25/4) para inaugurar o Pólo da Ufsc, o novo prédio do Cedup e lançar a pedra fundamental da Universidade Federal, entre outras atividades. Já a ministra Dilma Roussef, deve estar na maior cidade do estado na primeira semana de maio, talvez até o dia 5. A programação de Dilma ainda não está definida, mas deve ser motivada em relação às obras federais que contam com muita grana do PAC. Afinal, ela é a mãe do PAC, segundo fala o presidente Lula.

Como não temos confirmada a agenda de Dilma Roussef, nos convém falar da presença de Fernando Haddad, que vem marcar a presença do governo federal em obras fundamentais e históricas para a cidade. Afinal, a vinda da Ufsc é um marco histórico para o desenvolvimento de Joinville com base na educação superior, pública, gratuita e de qualidade. Não é novidade os inúmeros investimentos privados no setor, mas a presença forte de uma universidade federal reconhecida pela produção científica em todas as áreas abre novas perspectivas.

Junto com o Centro Federal de Educação Tecnológica – Cefet, escola técnica federal que logo deve oferecer cursos superiores (virou Instituto Federal de Educação Superior), e aliado ao Pólo da mesma Ufsc, que vai capacitar os professores da rede pública, o Governo Lula quita uma dívida histórica de outros governos que administraram o país e que esqueceram de Joinville e região, notadamente na área da educação e saneamento básico. Por isso a vinda de Haddad é emblemática e positiva no sentido de motivar a comunidade. E lógico, também é providencial para o PT e seu pré-candidato a Prefeito, deputado federal Carlito Merss.

Longe de questões partidárias e políticas, é preciso saudar esses investimentos e aproveitar a presença dos ministros para pedir mais obras federais, e agradecer o que já está sendo e será realizado.

 

A volta da filosofia e da sociologia no ensino médio

Leio com grande alegria em material do Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – que a Comissão de Educação do Senado Federal analisa a volta do ensino de filosofia e sociologia no ensino médio brasileiro. O projeto de lei complementar 4/08 que altera dispositivos do artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), incui essas disciplinas na estrutura curricular. Que bela notícia para o futuro do país caso essa inclusão seja aprovada!

Desde a ditadura, e especialmente a partir do Governo Médici no início dos anos 1970, uma geração foi impedida de aprender a pensar, a compreender o mundo, a vida e os fatos com a retirada das disciplinas de filosofia e sociologia dos currículos escolares. Era a época em que era proibido pensar, falar e ser contra tudo o que os militares entendiam como bom para o país. A partir daí pode se compreender porque vivemos hoje em tempos tão difíceis sob o ponto de vista da alienação da juventude diante de temas da política. Os Big Brothers, Malhações e outros sub-produtos da mídia floresceram por conta deste ambiente em que pensar é muito difícil.

Se a filosofia ensina a pensar o mundo, a vida e os fatos de forma profundamente analisadora e questionadora, na procura das razões primeiras de tudo, a sociologia ensina a pensar o grupo social e as razões que os levam a tomar atitudes muitas vezes consideradas como irracionais. E isso é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento do país, e para o fortalecimento da democracia. As pessoas que têm a perfeita compreensão do mundo em que vivem, sabem discutir seus direitos e não permitem que esses direitos lhe sejam retirados. O debate é outro, a sociedade é outra.

Por isso entendo que é preciso uma pressão por parte do setor da educação em favor desta aprovação no Congresso Nacional. Talvez a Conferência Nacional de Educação Básica que acontece em Brasília esta semana que reúne cerca de 3 mil pessoas ligados à educação possa fazer esse papel. O Brasil agradece.