Crônica – Com os pés na Hercílio Luz

Florianópolis é linda, inclusive a noite. Caminhei pela Alameda Adolfo Konder rumo àquela senhora que todos querem ver ativa, altiva, oferecendo seu leito para a travessia entre a Ilha da Magia e seu Continente irmão. No lusco-fusco do início da noite da terça-feira histórica, caminhavam várias pessoas. Novas, idosas, crianças, todos na mesma direção. Todos querem matar as saudades, outros viverem a primeira vez com ela. Ansiedade? Dá para ver que existe, e é grande.

A cada passo, ela se agigantava aos meus olhos. No Mirante, junto ao busto do governador que lhe dá o nome, mais e mais pessoas com seus olhos curiosos. Será que ela aguenta? Não cai? Imprensa, colegas se aglomeravam já no novo leito da Ponte Hercílio Luz. Estava atrasado para este encontro único. O entorno do acesso insular ainda está por finalizar, entulhos das obras espalhados, iluminação ainda precária. Mas o povo ali, à espera de ver os 48 caminhões “pisarem” com seus rodados robustos nas costas da Velha Senhora. Incrédulos, afinal lá se foram 28 anos de completo abandono entre ambos.

Avisei, imprensa. Pego o capacete amarelo, ajusto, coloco sobre a cabeça que pensa, que momento. Pergunto, o governador já chegou? Sim, está lá, aponta o segurança. Coloco os pés na nova pista de rolamento, um gradil, todo furado em que você pode ver o que está abaixo, avenida Beira Mar Norte, depois o mar que divide as baías. Acelero o passo para onde estão as luzes dos colegas da imprensa, Governador ao centro respondendo as perguntas, informando sobre o evento.

Filmo. Fotografo. Uma, duas, várias vezes. As torres, as barras de olhal, ouço o Governador. Acompanho os colegas em seu trabalho. Encerra a entrevista, e lá vamos juntos caminhando. A Velha Senhora deve pensar: homens e mulheres de pouca fé, eu aguento muito mais do que as minhas irmãs de concreto ali ao lado! Faltam ajustes finais, grades de proteção, guarda corpos. Operários trabalhando dia e noite, se despedindo de um longo relacionamento com aquela que exigiu muito carinho e atenção. Daquela ponte de 1926, pouco ficou.

Atravessamos o vão central. A cada passo, uma emoção. Estou caminhando e chegarei ao Continente afinal sobre a velha Hercílio Luz! No vão central, as treliças, e as duas imponentes torres. Fotografo, tudo. Seguimos até chegar em bando, jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos, equipe do Governo, Defesa Civil, engenheiros, assessores, à cabeceira continental. Outra multidão à espera, olhos atentos, certamente não vendo a hora de trocar de lado, chegar à Ilha de Santa Catarina.

Ouvimos protestos vindo de um grande prédio que fica próximo a entrada continental. Não consegui identificar sobre o que era o protesto. Talvez por acabar com o sossego, ou pelos altos valores investidos ao longo de muitos anos, que trouxe muita desconfiança sobre desvios, e criou antipatia pela Velha Senhora, que nada tem a ver com as ações escabrosas de alguns humanos investidos em poderes públicos.

O retorno à ilha foi ainda mais interessante, com mais calma, observando os detalhes das passarelas por onde andarão milhares de turistas, moradores, ciclistas, todos para tocarem, sentirem e perceberem a renovada Hercílio Luz e sua importância para a mobilidade, e muito mais, para a valorização e geração de empregos em Santa Catarina e Florianópolis em especial. O trajeto repetiu o que fiz, agora com olhar mais atento. Fotos, filmagens, perguntas.

Chegamos novamente à cabeceira insular. Olho à volta, e lá estão as pessoas, curiosas por ver o que virá. Vejo a saída do Governador e sua comitiva. Troco ideias com colegas. Retiro o capacete amarelo, recoloco no lugar onde estão todos os outros. Quantas cabeças ocuparam tais equipamentos nestes anos de obras? Quanto conhecimento, engenharia, inovação, cálculos, tantos cérebros envolvidos para devolver à cidade o seu patrimônio? Muita gente. Boas gentes, em sua maioria.

Saio e caminho nas novas calçadas da Alameda Adolfo Konder, observo o novo acesso ao Parque da Luz, em processo de calçamento de última hora. Operários trabalhando a noite inteira para finalizar tudo até 30 de novembro de 2019. Há muito que fazer ainda, detalhes, mas a alegria de quem viu e viveu os dias de obras está estampado nos rostos. Fica no currículo. Viverá nos corações.

Eu vivi parte desta história da restauração. Fui assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Infraestrutura entre 2009-2010 com o deputado federal Mauro Mariani como Secretário. Vistoriamos as obras, andamos por entre tábuas, muitas ferragens, gente que se perdia nos escaninhos da ponte, sobre e sob ela. Atendi colegas da imprensa nos maios de aniversário da velha Hercílio Luz. Vivi parte disso. Só poderia estar agora, no momento em que ela volta a conviver conosco.

Emocionante. Histórico. Único. Assim foi o momento em que meus pés pisaram no monumento que os catarinenses cismam em não ver como um patrimônio. A Ponte Hercílio Luz é um motor de desenvolvimento e inclusão de centenas, talvez milhares de pessoas em empregos, trabalho, renda. Nosso complexo de vira latas impede de perceber o verdadeiro valor deste monumento para o país e SC.

Nossa falta de cultura, de vivências culturais mais aprofundadas, nos colocam em debates ocos, utilizados por muitos para ganhos políticos com discursos fáceis. Se tivessem usado o dinheiro em outra ponte, ou ainda, derrubem esta velharia e façam outra, mostram que não entendemos nada, mas opinamos de forma vazia sobre tudo. A Ponte Hercílio Luz é símbolo tal qual uma Torre Eiffel de Paris. Pode gerar muitos lucros para a sociedade, muito mais do que foi investido em sua restauração.

Agora é hora de abraçar a Velha Senhora, acolhê-la, senti-lá, envolvê-la na vida da capital, usar a sua história para construir uma nova história. É possível, basta um governo correto, gente séria, planejamento e cuidados com a manutenção do patrimônio. Seja bem vinda de volta à juventude Ponte Hercílio Luz. Foi emocionante. Único. Como jornalista, assim como meus colegas, fico feliz de poder contar um pouco do que vi agora, do que vi antes, e do que pode vir ali na frente.

Vamos continuar contando a sua e a nossa história! Dia 30 de novembro estaremos lá para ver seu retorno triunfal, o povo abraçando e te recebendo de braços abertos.

Por Salvador Neto

Bob Dylan leva o Prêmio Nobel de Literatura

palavralivre-premio-nobel-dylanO prêmio Nobel de Literatura 2016 foi atribuído a Bob Dylan, por ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana, anunciou hoje (13) a Academia Sueca.

Bob Dylan  é o nome artístico de Robert Allen Zimmerman, nascido em 24 de maio de 1941 – compositor, cantor, pintor, ator e escritor norte-americano.

Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos 10 anos Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho.

Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961.

Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o sétimo maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o segundo melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles.

Uma de suas principais canções, Like a Rolling Stones, foi escolhida como uma das melhores de todos os tempos. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

*Com informações da Agência Lusa

Confraria do Escritor comemora cinco anos de atividades nesta sexta-feira (15)

Confraria iniciou atividades na Biblioteca Pública e hoje faz encontros itinerantes
Confraria iniciou atividades na Biblioteca Pública e hoje faz encontros itinerantes

A festa do quinto aniversário da Confraria do Escritor será nesta sexta, dia 15 de abril próximo, às 20 horas.

Haverá programação especial, no restaurante Casa do Capitão – Gastronomia e Eventos (Rua Saguaçu, 212), junto à sede da Ajao (Agremiação Joinvilense de Amadores de Orquídeas) em Joinville (SC).

A noite festiva terá no cardápio um sarau literário, com apresentação de textos pelos autores que integram a Confraria, e os interessados deverão se inscrever  pelo e-mail: tar-taru-gas@hotmail.com , até um dia antes do evento.

No acompanhamento musical estarão presentes, Fio José e Alan.Um espaço será reservado para os escritores divulgarem suas obras e conversarem com os leitores.

O cerimonial ficará a cargo de Alcione Pauli e Marlete Cardoso, professoras e escritoras que fazem parte do grupo de fundadores da Confraria do Escritor. A participação no evento é gratuita!

O restaurante estará aberto exclusivamente para a festa e servirá um jantar ao preço de R$ 20,00 (bebida à parte).

13a. Feira do Livro de Joinville (SC) abre oficialmente dia 1 de abril (sexta-feira)

PalavraLivre-livros-leitura-literatura-feira-do-livro-de-joinvilleEm sua décima terceira edição, a Feira do Livro de Joinville abre oficialmente no dia 1º de abril, às 19 horas. Com o slogan “A literatura pede passagem”, um dos mais importantes eventos do gênero no Brasil se consagra por promover o encontro de autores de várias regiões com o público e estimular a formação de leitores.

A programação oficial da 13ª Feira do Livro de Joinville está definida e oferece atrações para crianças, adolescentes e adultos. O roteiro de atividades que serão cumpridas de 1º a 10 de abril no complexo do Centreventos Cau Hansen (Teatro Juarez Machado e Centro de Exposições Edmundo Doubrawa) e pode ser conferido em www.feiradolivrojoinville.com.br. Informações pelo telefone (47) 3422-1133 e pelo e-mail feiradolivro@institutofeiradolivro.com.br.

No dia 1º de abril, o público poderá começar a visitar a feira às 9h, mas a abertura oficial do evento ocorrerá às 19h, com a visitação prosseguindo nos dias seguintes das 9h às 21h e nos sábados e domingos até 20h.

Além da visitação à feira onde serão comercializados livros de todos os gêneros literários, haverá palestras, mostra de autores catarinenses, lançamentos de livros e sessões de autógrafos, mostra comentada de filmes, sessões de teatro e de música, exposições e apresentações culturais etc. Integrado ao evento principal ocorrem o painel em torno do tema “A importância da Leitura na formação do operador do direito?, com a participação de representantes do Poder Judiciário, e um seminário para professores que debaterá o tema “Desenvolvendo o gosto pela leitura”.

Como ocorre todos os anos, o acesso à programação da Feira do Livro de Joinville é gratuito. Escolas, empresas e instituições interessadas em realizar visitas em grupos podem agendar pelo telefone (47) 3422-1133 ou pelo e-mail agendamento@institutofeiradolivro.com.br.

Na edição 2016, o evento homenageia o artista joinvilense Juarez Machado, que será homenageado no dia 5 de abril, às 19h. Juarez Machado lançará um livro inédito – “A saída” – e o relançamento de seu primeiro livro de imagens – “Domingo de manhã” – já esgotado. Segundo a escritora Maria Antonieta Cunha, curadora da Feira do Livro, a presença do artista representa uma homenagem ao talento de um joinvilense que consagra a arte brasileira no cenário internacional.

Outro aspecto desta edição é a presença de autores da região ao lado de nomes com atuação marcante na literatura brasileira, promovendo um encontro de experientes escritores em diferentes gêneros e permitindo ao público conhecer o melhor da literatura nacional.

Ao lado de Juarez Machado, estarão na programação da 13ª Feira do Livro de Joinville os escritores Léo Silva (RJ), Márcia Széliga (PR), Juliane Rodrigues (RJ), Masina Krás Borges (RS), Lira Vargas (RJ), João Batista Melo (MG), Eberson Teodoro (SC), Elizabeth Fontes (SC), Ana Janete Pedri (SC), Marlete Cardoso (SC), Nilza Helena Vilhena (SC), Odenilde Martins (SC), Bernadete Costa (SC), Humberto Soares (SC), Taiza Mara Rauen Moraes (SC), Fábio Henrique Nunes Medeiros (SC), Maurício Biscaia Veiga (SC), Rita de Cássia Alves (SC), Valério Mattos (SC), Vanessa Martinelli (SC), Lúcia Fidalgo (RJ), Maria Alexandre de Oliveira (SP), Jura Arruda (SC), Vanessa Bencz (SC), Janda Montenegro (RJ), Alcides Buss (SC), Guilherme Diefenthaeler (SC), Marinaldo de Silva e Silva (SC), Luís Pimentel (RJ), Eleonora de Medeiros (RS), Luciana Costa (RJ), Graciela Mayrink (RJ), Isabella Ingra (RJ), Cacá Melo (RJ), Celso Gutfreind (RS), Maria Eduarda Razzera (SC), Flávia Cunha (SE), Stella Cáceres (SE), Manoela Ramoniga Furtado (SC), Miriam Ramoniga (SC), Ana Rapha (PR), Borges de Garuva (SC), Urda Klueger (SC), Helenah (DF), Quésia Cunha (SC) e Valmir Capim Neitsch (SC), entre outros nomes.

Sueli Brandão, presidente do Instituto da Cultura e Educação e idealizadora da Feira do Livro de Joinville, comenta que a edição 2016 ocorre em um momento importante do Brasil, em que a Educação e o incentivo à leitura oportunizam a reflexão quanto ao futuro do país.

“Temos o privilégio de ter em Joinville um evento que desde a sua primeira edição buscou este diferencial de promover o encontro de autores com o público e de se notabilizar como agente de formação de leitores e de cidadãos críticos do seu papel na sociedade, ao mesmo tempo em que proporciona ao público a condição de ter acesso a boas obras a preços acessíveis. Um processo de educação só é bem-sucedido com a sinergia destes fatores”, afirma Sueli Brandão, destacando que embora o momento difícil da economia a Feira do Livro se mantém sintonizada com os mesmos propósitos que acompanham a trajetória de 13 anos consecutivos em que é realizada.

A Feira do Livro de Joinville é uma iniciativa do Instituto da Cultura e Educação com apoio da Prefeitura de Joinville e Fundação Cultural de Joinville.

Com informações do Instituto Cultura e Educação

Atenção escritores! A Associação das Letras promove sua I Vivência Literária no sábado (19/3)

Divulgação Vivêcia 19 03 2Vem aí a primeira ação da Associação das Letras neste ano. Com o objetivo de fomentar a literatura, a produção literária, a descoberta de novos talentos e oferecer capacitação a seus associados e público em geral, a entidade promove no próximo sábado, 19 de março em Joinville (SC) a sua primeira Vivência Literária de 2016.

A “Oficina da palavra selvagem” tem o objetivo de incentivar à aquisição da linguagem, e fazer com que o participante da Vivência descubra a sua potencialidade como escritor, envolvendo a música, o desenho e a leitura, em busca do claro enigma.

O encontro, que acontecerá durante todo o sábado, será marcado pela leitura e degustação conjunta de textos literários, pelo incentivo à apreciação estética e ao compartilhamento de experiências e informações, visando estimular a curiosidade, a sensibilidade, o potencial de comunicação e a criatividade.

Discussões sobre arte, literatura, linguagem, oralidade e escrita fornecem suporte teórico ao processo de produção assistida de textos.

Ludicamente, o participante, enquanto escreve, reescreve, troca impressões sobre textos produzidos, parafraseia, inventa, explora o cotidiano ou solta a imaginação. Cada participante é estimulado a encontrar e aprimorar sua própria voz.

A proposta dessa Vivência se atém aos exercícios de produção de textos, despertando a linguagem mais profunda, a voz única que cada um de nós possui.

orientador será Fernando José Karl, que vive em São Bento do Sul, tem 55 anos, é natural de Joinville/SC. É escritor, jornalista, dramaturgo, roteirista de cinema, músico e artista plástico.

Autor, entre outros, dos livros “Teares de pedra” (Prêmio Emílio Moura/Minas gerais/1992); “Diário Estrangeiro” (Prêmio Cruz e Sousa/1996/Editora da UFSC); “Travesseiro de Pedra” (Prêmio Cruz e Sousa 1997/Editora da UFSC); “Breviário” (Prêmio da Biblioteca Nacional/Rio de Janeiro/2001); “Brisa em Bizâncio” (Travessa dos Editores/2002); “O livro perdido de Baroque Marina” (Prêmio Cruz e Sousa 2010/Categoria Romance/Editora da UFSC) e “Casa de água” (Antologia em comemoração aos 25 anos de poesia/Editora Letra D’água).

Entre suas peças de teatro, cita-se “O aquário de Hilda e o Führer”. Em parceria com o cineasta e fotógrafo Alceu Bett, fez os roteiros de “As mortes de Lucana” (2013), “O aquário de Antígona” (2014), “O golfinho” (2014) e “O voyeur” (2014). Tem três obras-em-progresso: “O livro de cabeceira de Hitler” (Romance); “A última carta de Nietzsche à chuva” (Contos) e “Cadenciando-um-ning” (Poesia).

Fernando José Karl criou essa proposta cultural como método alternativo de aquisição de linguagem, para despertar o hábito da escrita e da leitura. Fernando tem 20 anos de experiência em ministrar oficinas, atuando em diversas cidades do país: Curitiba, Joinville, Itajaí, Blumenau, Florianópolis, São Francisco do Sul, Lages e São Bento do Sul, envolvendo mais 1200 pessoas.

Serviço:

O quê: I Vivência Literária da Associação das Letras 2016

Quando: 19 de março (sábado)

Hora: das 8h30min  às 12horas – 13h30min  às 18 horas

Onde: Hotel Slaviero Slim Joinville –  Rua Sete de Setembro, 40 – Centro

Promoção: Associação das Letras

Inscrição: R$ 15,00 (Associadas) R$ 30,00 (Público interessado)

Vagas limitadas – Inscrições antecipadas

Contato: associacaodasletras@hotmail.com  – 47 9613-7451(TIM)

Para ela – Uma homenagem a uma mulher estendida a todas

Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto
Gi Rabello é a musa inspiradora de Salvador Neto

Nosso editor, o jornalista Salvador Neto, foi buscar na junção entre a crônica, a poesia e a letra jornalística, a inspiração para escrever uma homenagem à sua companheira, Gi Rabello.

Por entendermos que o texto representa uma bela homenagem também a todas as mulheres neste Dia Internacional da Mulher, reproduzimos no Palavra Livre o que ele escreveu em seu perfil no Facebook, parabenizando a todas as mulheres que lutam todos os dias e fazem a diferença no mundo!

Ela tem a força invencível da mulher brasileira. Desde pequena já tinha responsabilidades em casa, cuidava dos irmãos, encarando a vida como uma adulta.

Cresceu em meio a opressão que aflige todas as mulheres, e ela ainda por questões religiosas. Mas jamais lhe faltou a garra, a vontade de vencer, e a ousadia de sonhar.

Enfrentou as dificuldades para estudar uma faculdade, para quem vem de família simples. Rompeu com dogmas, passou por cima da descrença de muitos.

Virou mãe da bela menina Rayssa, sua pequena flor, a quem protege e cuida como só as mulheres, mães, sabem cuidar. A força e o amor que só a mulher tem e sabe como usar, dar, receber, multiplicar.

Tem dentro dela uma vontade incrível, uma chama ardente por querer ser, aprender, fazer, ser uma profissional do direito, mas com aquele olhar da mulher, percebendo o humano, as diferenças, as necessidades de quem como ela, precisou derrubar barreiras, muitas vezes invisíveis.

Está chegando a sua hora de encerrar um ciclo duro, difícil, mas que forjou uma nova mulher, uma nova Gi Rabello. Daqui a pouco ela será uma advogada, pronta para defender os direitos de quem precisa. Será a sua maior vitória, merecida vitória. Mas será um novo começo, uma largada para a felicidade plena que ela merece.

Neste dia em que oficialmente se comemora o Dia Internacional da Mulher, presto essa homenagem a ela, minha companheira de todas as horas, uma mulher admirável, meiga, linda, amiga que se incomoda com qualquer problema que veja no amigo ou amiga, que deseja ver um mundo mais humano, menos individualista, mais feliz.

Minha amada Gi Rabello – Advogada em formação, você é uma grande mulher, acredite nisso, acredite sempre em você, nos seus sonhos, e tenha coragem de enfrentar todos os obstáculos, pois nada é impossível quando temos a convicção do caminho correto.

Muita amor, paz, sucesso e força sempre em sua vida, que é o que desejo a todas as mulheres neste e em todos os dias!

Essa foto mostra exatamente como você é, e como me sinto com sua ternura no dia a dia. Amo você para sempre, eternamente!”

* Escrito por Salvador Neto, jornalista, escritor e editor do Palavra Livre

 

Mulheres e Literatura – Livro “Elas contam”, escrito por oito mulheres, será lançado dia 8 de março

Convite (Livro)O projeto nasceu com Nilza Helena da Silva Vilhena e a ideia foi aceita e fomentada por Ana Janete Pedri, lá em 2013. O desejo sempre foi publicar um livro com autoria de mulheres, contando histórias de mulheres, mas que não fosse somente para mulheres.

O tempo passava e, por vários motivos, o desejo não se realizava. Até que no final de 2015,  um time de 8 mulheres se formou e, com ele, a ideia de lançar o livro no dia 08 de março – quando se comemora o dia da mulher.

O grupo de escritoras ficou assim definido: Ana Janete Pedri, Elizabeth A. C. M. Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.

O critério utilizado foi observar a similaridade de escrita, de trajetória e de sentimentos, bem como, a disponibilidade das escritoras para abraçar esse projeto, até porque ele utilizaria (e utilizou) recursos próprios.

As outras mulheres que vieram reforçar o grupo e fechar o “8” foram: a artista plástica Tania Cotrim, que assumiu a capa e as fotos; a escritora, doutora em Geografia Urda Alice Kruger, que cuidadosamente preparou as orelhas do livro e a Profa. Dra.Taiza Mara Rauen Moraes, que com gentileza ímpar, cuidou do prefacio do, enfim materializado,   “ELAS CONTAM”.

Curiosidades sobre o projeto:

  • A artista plástica Tania Cotrim fez o trabalho de capa com um fragmento de sua obra “8 metros de galáxias”, onde apresenta a feminilidade em formas arredondadas ressaltando o universo criador das mulheres.
  • O lançamento será dia 08 de março, no Petit Jardin – Café e bistro, dirigido pela querida Juni Schlichting e terá a participação da artista jaraguaense Bel Bandeira, apresentando trabalhos de grandes escritoras em performance que envolverá interpretação e música.
  • A noite de autógrafos em Joinville está sendo organizada pela Mari Silveira – promoter do Capitão Space Batataria e Pizzaria e o momento contará com a participação de um cantora, trazendo, mais uma vez a presença da mulher para esse trabalho.

“Não temos dúvidas de que a energia da MULHER atraiu todas essas almas de diferentes artes para a realização do ELAS CONTAM. Talvez porque ele seja do bem, talvez porque o idealizamos com o coração… Não sabemos, mas está aí e o leitor será seu possuidor agora”. (Nilza Helena da Silva Vilhena).

Sobre as escritoras:
As escritoras, na maioria catarinenses, já têm outras obras publicadas, individualmente e em antologias, e participam ativamente dos movimentos literários da região.

ELIZABETH A. C. M. FONTES – Nasceu em Leopoldina, MG (1965), radicada em Joinville, SC, desde 1999. Bacharel em Piano e Licenciada em Música pelo Conservatório Brasileiro de Música Lorenzo Fernandez (RJ). Pós-graduada em Arte Educação (CEPEMG) e em Arte Terapia (INPG). Musicista, compositora e escritora. Acadêmica honorária da ALASFS – Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul, SC. Membro da “Associação das Letras” e “Confraria do Escritor”, Joinville, SC.

Publicou os livros História de uma Aquarela (Ed.Panamericana, Bogotá, 2013) e Sobre os jardins (Ed. Univille, Joinville, 2014). Com outros autores, participou das antologias Saganossa – outras histórias, Letras associadas 1, Letras associadas 2 e Rede das letras, publicadas pela Associação das Letras (2015). beth.fontes@gmail.com.

MARLETE CARDOSO – Nasceu em Itajaí – SC (1961), radicada em Joinville desde menina. Professora graduada em Pedagogia com pós-graduação em Interdisciplinaridade pela Univille. Membro fundadora da Confraria do Escritor e Associação das Letras.  Autora de Coração Guarani (a ser publicado em 2016). Com participações em jornais, em antologias da Letras da Confraria e de A Ilha Supl. Lit. de Florianópolis. Leitora e escritora por amor às ideias! marlete.cardoso@hotmail.com.

ANa JANETE PEDRI – Nasceu em Jaraguá do Sul, SC (1958). Pós- graduada em Filosofia pela UGF. Três livros publicados: O amiguinho círculo, Amores caminhos e descaminhos, e Amores delicados. Quatro livros publicados em coautoria e mais de vinte participações em antologias. Acadêmico fundador da ALBSC Jaraguá do Sul, ocupando a cadeira 12. Acadêmico honorário da ALASFS. Membro da Associação das Letras (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Integra Panorama da Literatura Jaraguaense – (Loreno Luiz ZateliHagedorn, 2010) e a Literatura dos Catarinenses – (Celestino Sachet, 2012). E-mail: ana.janete@pedri.com.br.

NILZA HELENA DA SILVA VILHENA – Nasceu em Rio Negro, PR, nos idos de 1963. Desde 2004, adotou Santa Catarina como seu canto. É Funcionária Pública Federal, graduada em Pedagogia, pós-graduada em Tecnologias e EAD – Educação a Distância. Membro da Associação das Letras e Confraria do Escritor (Joinville/SC), participa na coordenação das Cirandas Literárias (Jaraguá do Sul), desde 2010. Publicou um livro de contos intitulado Quinione em 2009 e, de lá para cá, tem participação em mais de dez antologias. “Por que contos? Para contar os múltiplos significados das existências, que merecem um olhar, um registro, um sentimento!”E-mail: nilzahelenas@yahoo.com.br.

ODENILDE NOGUEIRA MARTINS – Nasceu em Palmitos, SC (1957), radicada em Joinville há mais de trinta anos, considera-se joinvilense de coração. Graduada em Letras pela UNIVILLE – Professora de Língua portuguesa e Literatura. Pós-graduada em Interdisciplinaridade pelo IBPEX – UNIVILLE. Membro da Associação das Letras – Joinville. Publicações em jornais, antologias, miniantologias e o livro de contos Caso encerrado. E-mail: prof.odenilde@hotmail.com.

Serviço

Lançamento: Dia 08 de março – 20h, no “Petit Jardin – Café e Bistrô”, em Jaraguá do Sul

Rua Mal. Deodoro, 1233 – Centro

(participação Bel Bandeira)

Noite de autógrafos:

Dia 10 de março – 20 h, no “Capitão Space Batataria e Pizzaria”, em Joinville

                        Rua Marquês de Olinda, 3340 – Glória

Tarde de autógrafos:

Dia 12 de março – 15 h, na Livraria Blulivros, em Blumenau

Shopping Park Europeu – Rod. Paul Fritz Kuehnrich, 1600

Livro: ELAS CONTAM – Contos e crônicas
Editora Sucesso Pochet, 134 páginas
Autoras: Ana Janete Pedri, Elizabeth Fontes, Marlete Cardoso, Nilza Helena da Silva Vilhena e Odenilde Nogueira Martins.
Preço do exemplar – R$ 25,00

Com informações das autoras

Brasília, dezembro de 2015 – Crônicas do Impeachment #1

Todo jornalista, além de ser curioso, questionador, investigador, ter bom texto, saber apurar as notícias com seriedade, objetividade e isenção possível, precisa ter sorte. Sorte para estar no lugar certo, na hora certa. Foi o que aconteceu comigo, mais uma vez.

Convidado a estar na capital federal, eis que minha estadia calhou de cair bem no auge da luta política entre oposição e governo. Eduardo Cunha aceita o pedido de processo de impeachment, e eu chegando a Brasília. Sorte.

Ao aterrissar, dava para sentir o clima, já seco e quente, ainda mais quente e pesado. O jogo pesado da política, das tramas, estava impregnado no ar que entrava em minhas narinas. Logo ao primeiro som, a rádio do taxista que me levava ao destino dava o tom.

Matérias sobre o impeachment. Ouviam os juristas de ambos os lados. Ataque de cá, defesa de lá. O taxista, naquele jeito cantado do cerrado, perguntava, e daí, o que vai dar?

Não sei, respondi. Visitei órgãos federais no mesmo dia, e fui colhendo as impressões do momento político. Resultado do dia, após ler, ouvir, perguntar:

Cunha não deveria mais estar comandando a Câmara, e o processo. Temer trama o golpe há meses, na cara do governo no Palácio Jaburu. Governo perdeu o controle da ação política na Câmara. Carta de Michel Temer o diminui como estadista que deseja ser.

Ainda à noite descubro: com as bençãos de Eduardo Cunha, peemedebistas anti-Dilma e governo tramam a queda do líder do partido na Câmara, o carioca Leonardo Picciani. Colhem assinaturas. Precisam de 34. Estão próximos, já tem 32.

Pouco importa a legalidade, se Dilma fez ou não fez o crime que dizem que fez, e que está na denúncia. A chance de ocupar a Presidência da República açula os peemedebistas, com apoio velado do PSDB, DEM, PPS, PTB e outros.

A arma é o impeachment, para dar o verniz de “constitucionalidade”. A temperatura está altíssima.

Por Salvador Neto, editor do Blog Palavra Livre, direto de Brasília. Foto: Salvador Neto.

Literatura – Uma noite, dois talentos, nesta quinta-feira (3/12) em Joinville (SC)

Um evento duplo – em todos  os sentidos. Duplo em talento, em beleza, em arte e literatura da mais nobre estirpe. No dia 3 de dezembro, às 20h, o Capitão Space recebe – e entrega aos joinvilenses – obras de dois grandes autores.

Luiz Carlos Amorim e Mary Bastian, que lançam um livro em conjunto, “Prosa de Amigos”, uma coletânea de contos e crônicas dos dois amigos.

Amorim, catarinense de Corupá, Mary, gaúcha de Rio Grande, amigos de longa trajetória literária, unem, agora, seus talentos e escritos, brindando o leitor catarinense com um livro que reúne o humor e o encanto de Mary Bastian e artigos sobre literatura, arte e cultura, assinados por Amorim e que já foram publicados na imprensa brasileira, portuguesa, suíça e caboverdiana.

Dona de um humor que pode ser muito doce mas, também, muito ácido, Mary Bastian tem, na sinceridade, não raro, desconcertante, uma de suas maiores características literárias.

Sinceridade, aliás, que marca também a obra do amigo Amorim, que aborda temas que interessam a todos, às vezes de forma bastante contundente. Na “Prosa de Amigos, eles exercitam juntos uma formidável e alternativa maneira de ver o mundo: uma dupla que tem, mesmo,muito o que dizer.

Na mesma noite, Luiz Carlos Amorim traz aos joinvilenses, também, seu mais novo livro, “Portugal, minha saudade”, uma seleção de crônicas escritas por ele após algumas viagens à terra lusitana. Fascinado por Portugal e tudo que lhe diz respeito, Amorim registra, em seus escritos, suas impressões das pessoas, das vivências e da cultura portuguesa.

Sobre o livro, José Fernandes, crítico literário e escritor goiano diz, no prefácio:…”O que dizermos das crônicas sobre Portugal, razão do livro?

Há um tom lírico nelas que as torna singulares, à proporção que o passado cultural se mistura com o presente e causa uma saudade única, resultante do que foi, do que é e do que será Portugal, na lembrança do narrador…

Para sorver a beleza das crônicas de Luiz Carlos Amorim, só mesmo lendo-as para sentir esse tônus lírico singular, que poucos cronistas imprimem a esse gênero literário ímpar, tão bem utilizado por ele”.

Sobre os autores:
Mary Sonia Moreno Bastian, nasceu em Grande, no litoral gaúcho, mas vive em Joinville há décadas.É bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul , é cronista e poeta, mas onde mais se destacou foi  em literatura infanto-juvenil , gênero em que tem vários livros publicados – “Capitão Morcego e seus detetives”, “A charada do anel de esmeraldas”, “Mistério no ar”, “O rio que ficou triste”, “A creche mal assombrada” e “Contos de Oficina. É cronista do jornal A Notícia e, em 2010, publicou os livros “O país do sol dourado”, a terceira edição do “O Rio que ficou triste” e “A casca da bergamota” livro de crônicas, pela Coleção Letra Viva.

Luiz Carlos Amorim é natural de Corupá (SC), formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville. É fundador e  presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de atividades à frente das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento Literário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros. Foi eleito a Personalidade Literária de 2011 pela Academia Catarinense de Letras e Artes e ocupa a cadeira 19 da Academia Sul Brasileira de Letras. Editor de conteúdo do portal PROSA, POESIA & CIA (www.prosapoesiaecia.xpg.com.br) – e autor de 30 livros de crônicas, contos, poemas e infanto-juvenil, quatro deles publicados no exterior, em inglês e espanhol, italiano e francês. Participou de dezenas de antologias, no Brasil e várias em outros países. Publica crônicas,artigos, contos e poemas em várias revistas e jornais no Brasil e exterior – tem trabalhos publicados na Índia, Rússia, Grécia, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Cuba, Argentina, Uruguai, Inglaterra, Espanha, Itália e outros, e obras traduzidas para o inglês, espanhol,
bengalês, grego, russo, italiano, francês.

O link do evento no face: https://www.facebook.com/events/442465382614109/–.

Com informações da Confraria do Escritor – João Batista (JB)

Associação das Letras lança a segunda edição de bolso da mini antologia “Letras Associadas”

Incentivo à leitura e produção de texto tem destacado a Associação das Letras
Incentivo à leitura e produção de texto tem destacado a Associação das Letras

A Associação das Letras não para. No próximo dia 29 de outubro, quinta-feira, às 19:30 horas no Instituto Internacional Juarez Machado em Joinville (SC) chega às mãos dos leitores o livro de bolso da série de mini antologias, Letras Associadas 2.

O livro será vendido ao valor de R$ 12. “Escolhemos essa data para homenagear o Dia Nacional do Livro”, destaca a presidente Bernadéte Schatz Costa. O evento será abrilhantado com um belo sarau literário.

A série é uma coletânea de contos, crônicas e poesias com a participação de 25 escritores membros da Associação das Letras. O investimento para publicação da obra é compartilhado entre autores e a Associação.

Desde a sua fundação em 2012 a Associação já produziu oito mini antologias (seis da série Letras da Confraria e duas da série Letras Associadas), dois livros antologias (Saganossa e Saganossa Outras Histórias) com mais um chegando aí em novembro deste ano.

Além disso, já organizou e promoveu dois Encontros Catarinenses de Escritores, com a terceira edição já organizada e marcada para acontecer nos dias 13 e 14 de novembro em Joinville (SC).

Os autores presentes nesta obra são os seguintes: Ana Elizabeth Simões, Ana Janete Pedri, David Gonçalves, Dieine Carolina Silva, Elizabeth A C M F Fontes, George Postai de Souza, Inês Pozagnollo, José Fernandes, José Klemann, Maria de Fátima Joaquim, Mariane E. de Figueiredo, Mykaela Brun, Norma Elisa Rathunde, Odenilde Nogueira, Onévio Zabot, Reinoldo João Corrêa, Rita de Cássia Alves, Romualdo Vicente de Ramos, Salustiano Souza, Salvador Neto, Silmar Boeher, Silvio Vieira, Sônia Pillon, Urda Kluger, William Wollinger Brenuvida.

“E assim vamos produzindo nossas obras com o propósito da missão da Associação das Letras que é fomentar o desenvolvimento literário, por meio da criação, produção e divulgação da literatura, o intercâmbio entre escritores e o incentivo à leitura”, explica Bernadéte.

Serviço:

O quê:
Lançamento da série de mini antologias “Letras Associadas – 2”, com poesias, contos e crônicas de 25 autores nacionais

Quando:
dia 29 de outubro, quinta-feira

Onde:
Instituto Internacional Juarez Machado – rua Lages, 994 em Joinville (SC)

Horário:
19:30 horas

Acesso:
Evento gratuito, aberto ao público com sarau literário. Mais informações via Facebook – https://www.facebook.com/events/959160297456003/