Brasil chega a marca de 600 mil presos, segundo o Ministério da Justiça

Em 2014, o Brasil chegou à marca de 600 mil pessoas presas. Isso significa que a população carcerária do país cresceu quase sete vezes em 25 anos, ao passo que a população do país aumentou por volta de 40%.

Os dados são do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias do Ministério da Justiça (Infopen), divulgados na tarde desta terça-feira (23/6).

De acordo com o estudo, referente a junho de 2014, o Brasil registrou 607,7 mil presos, ante 581 mil apurados no ano anterior. Em dados proporcionais, o país registra 300 pessoas presas para cada 100 mil habitantes.

Só que o país excede sua capacidade de aprisionar em mais de 200 mil vagas. Ou seja, o Brasil tem uma taxa de ocupação dos estabelecimentos prisionais de 161%. Segundo o Infopen, são 607 mil presos e 376,7 mil vagas.

Segundo a apresentação do estudo, assinada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o relatório aponta para um “preocupante processo de hiperencarceramento”.

“Além da necessidade de construção de vagas para o sistema prisional, em relação à qual nos últimos anos o governo federal fez investimentos recordes, que ultrapassam a cifra de R$1,1 bilhão, é preciso analisar a ‘qualidade’ das prisões efetuadas e o perfil das pessoas que têm sido encarceradas.”

Pela primeira vez, o Ministério da Justiça traz em seu relatório dados comparativos com outros países. Baseia-se nos relatórios produzidos pela organização civil International Centre for Prison Studies. E na balança, o Brasil fica à frente da maioria dos países estudados, com a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia, nessa ordem.

Argumento contra o peso desse dado é o fato de o Brasil ter a quinta maior população do mundo. Em relação à taxa de aprisionamento, fica atrás de EUA, Rússia e Tailândia. Os Estados Unidos apresentara quase 700 pessoas presas para cada 100 mil habitantes em 2014.

E se os dados comparativos podem servir de escudo para que as administrações penitenciárias digam que estão andando no mesmo caminho que os demais países, basta olhar para a série histórica.

A taxa de aprisionamento brasileira foi a única que cresceu, entre as quatro maiores taxas do mundo, entre 2008 e 2014. No Brasil, a alta foi de 33%. Nos EUA, houve queda de 8%; na China, de 9%; e na Rússia, de 24%.

De passagem
Outro dado no qual o Brasil desponta no cenário internacional é o da quantidade de pessoas presas provisoriamente, que corresponde a 41% de toda a população carcerária do país.

Houve uma correção quanto a esse dado. Nos outros relatórios, o Ministério da Justiça considerava “presos provisórios” todos aqueles detentos sem decisão condenatória não transitou em julgado.

Agora, passou-se a considerar os presos que ainda não foram alvo de qualquer decisão judicial. E desses, 60% estão nessa condição há mais de 90 dias. A proporção de presos sem sentença é a mesma dos presos em regime fechado, 41%. E para cada pessoa no regime aberto, há 14 no fechado.

Conclui-se que não há meio termo quando se trata da política criminal do país: ou se está preso sem condenação ou se está condenado ao regime mais grave.

O déficit de vagas se repete com ainda mais gravidade se as informações forem recortadas por tipo de prisão. O país tem 115,6 mil vagas para presos provisórias, mas 222 mil pessoas presas sem condenação. Ao mesmo tempo, tem 164,8 mil vagas de regime fechado e 249,7 mil pessoas condenadas sob essa modalidade.

Com informações do Conjur e Ministério da Justiça

Energia Sustentável: Comissão do Senado aprova isenção de impostos para painéis de energia solar

Para reduzir o custo dos sistemas de conversão de energia solar em energia elétrica, a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou projeto que isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de PIS/Pasep e da Cofins painéis fotovoltaicos e outros componentes dessa modalidade de energia renovável, fabricados no país.

O autor da proposta (PLS 167/2013), senador Wilder Morais (DEM-GO), também prevê isenção do Imposto de Importação para componentes fabricados em outros países, até que haja similar nacional equivalente ao importado, em padrão de qualidade, conteúdo técnico, preço e capacidade produtiva.

Conforme observa o autor, o alto preço dos painéis solares no Brasil representa um obstáculo ao maior aproveitamento da energia solar no país. Ele afirma que a disseminação de células fotovoltaicas em telhados de casas e fachadas de edifícios na Europa decorre de incentivos tributários inseridos na legislação dos países da União Europeia.

O relator da matéria na CI, senador Blairo Maggi (PR-MT), também avalia que o potencial brasileiro de uso de energia solar está subaproveitado e acredita que a redução de custos, a partir da desoneração proposta, dinamizará a produção alternativa de energia no país.

Ele informa que o setor estima um aumento do consumo de energia elétrica em torno de 46% até 2023, especialmente na indústria, sendo urgente a necessidade de incentivo a novas fontes.

A renúncia de receita estimada pelo Ministério da Fazenda, disse, caso as desonerações previstas no projeto sejam adotadas, ficará entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões anuais, o que torna a proposta exequível, na opinião de Blairo. — É de se comemorar, porque a Fazenda aceitou fazer uma redução de carga tributária — disse o senador.

No debate na CI, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) considerou o projeto uma importante alavanca às indústrias de componentes para aproveitamento da energia solar no Brasil.

— Não há como achar que vamos entrar nessa área e não vamos retirar parte expressiva, inclusive, de uma cobrança que é excessiva — opinou.
Também o senador Hélio José (PSD-DF) destacou a relevância da matéria, que segue agora para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Com informações da Ag. Senado

Sociólogo Manuel Castells estará em Florianópolis no dia 14 de maio e Udesc sorteará ingressos para a palestra

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) realizará uma aula magna com Manuel Castells em Florianópolis, dentro da programação de aniversário dos 50 anos da instituição.

O sociólogo espanhol é um dos pensadores mais influentes do mundo, com obras de referência na discussão das transformações sociais provocadas pelas novas tecnologias no fim do século 20 e no início do século 21.

A conferência de Castells ocorrerá em 14 de maio, às 20h, no Teatro Governador Pedro Ivo. A Udesc sorteará 550 ingressos, sendo 300 para a comunidade acadêmica (alunos regularmente matriculados e servidores) e 250 para a comunidade externa.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site www.udesc.br/manuelcastells até 8 de maio, às 19h – o resultado sairá no mesmo dia, a partir das 22h. A página oficial traz informações sobre a retirada dos ingressos.

Referência mundial na área da Comunicação
Manuel Castells é autor de um dos maiores clássicos das Ciências Sociais e da Comunicação, “A sociedade em rede”, que analisa a dinâmica social e econômica na Era da Informação e busca compreender as transformações que as novas tecnologias estão produzindo nas vidas das pessoas.

O sociólogo tem mais de 25 livros publicados, entre os quais “A galáxia da internet” e a trilogia “A era da informação”. Seu mais recente livro, “Redes de indignação e esperança”, relaciona as novas formas de comunicação da sociedade em rede, apontando caminhos para que a autonomia comunicacional das telas se expanda à realidade social como um todo.

Atualmente, leciona na Universidade Aberta da Catalunha, na Espanha, onde dirige o Instituto Interdisciplinar sobre Internet, além de ser professor emérito na Universidade de Berkeley e professor ilustre no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, ambos nos Estados Unidos.

Udesc completará 50 anos em maio com programação especial

No dia 20 de maio a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) completará meio século de história.

A instituição pública, que leva ensino superior gratuito e de qualidade a todas as regiões de SC, é considerada a quarta melhor universidade estadual do Brasil e a 18ª no geral entre 192 avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC), além de ser a sétima do País na área de graduação e a primeira no Estado.

Para comemorar a data, a universidade preparou uma extensa programação até novembro deste ano nos 12 centros, distribuídos em dez municípios catarinenses, assim como em polos de ensino a distância.

A abertura oficial das comemorações está marcada para 13 de maio, às 19h, no Museu da Escola Catarinense (Mesc), em Florianópolis. Haverá o lançamento de um documentário especial sobre a história da universidade e de um selo comemorativo dos Correios, além de homenagens aos aposentados, primeiros diretores e técnicos mais antigos da instituição.

A programação terá outros destaques, como a palestra magna do sociólogo espanhol Manuel Castells em 14 de maio, às 20h, no Teatro Governador Pedro Ivo, na Capital, e a Operação Elpídio Barbosa, do Núcleo Extensionista Rondon (NER), da Udesc, de 15 a 25 de julho, em mais de dez cidades do Norte do Estado.

O evento principal ocorrerá em 20 de maio, às 19h, no Teatro Ademir Rosa (CIC), com o lançamento da “Revista Udesc 50 anos: a trajetória da Universidade dos Catarinenses”, com artigos de reitores e diretores que passaram pela universidade, além de linha do tempo e panorama atual da instituição.

Nessa cerimônia, os 14 reitores (ou familiares) que estiveram à frente da Udesc nos primeiros 50 anos e as pessoas que contribuíram para o fortalecimento da universidade serão homenageados com a Medalha Governador Celso Ramos.

Em 27 maio, haverá uma sessão solene na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Também ocorrerão sessões solenes nas câmaras dos municípios com centros de ensino da Udesc. “A programação valoriza as pessoas que construíram nossa universidade e busca nos aproximar ainda mais da sociedade”, afirma o reitor em exercício da Udesc, Marcus Tomasi, que preside a Comissão dos 50 anos.

Outras atividades do Jubileu de Ouro
O Jubileu de Ouro da Udesc terá atividades acadêmicas, como seminários de ensino, pesquisa e extensão, nas unidades do Oeste e de Ibirama; o 11º Encontro de Extensão, em Laguna; o Udesc na Praça, em Chapecó; e o Udesc Cefid no Parque, na Capital.

Também serão realizados a Semana de Educação Fiscal e o lançamento da cartilha “Empreendedorismo Mirim”, da Udesc Esag, em Florianópolis, e ações como o plantio de 50 ipês na unidade de Balneário Camboriú.

Haverá ainda a Semana da Faed, marco inicial da universidade – a Faculdade de Educação foi criada em 8 de maio de 1963 e, em 20 de maio de 1965, incorporada à Udesc. O destaque será o lançamento do livro “Faed/Udesc – 50 anos de educação (1963-2013)”. Já a Orquestra Acadêmica da Udesc fará apresentações em Florianópolis e São Bento do Sul, com lançamento de um CD.

Haverá também uma exposição de fotografias no Mesc; a Mostra de Dança Udesc Cefid, na Capital; o 1º Festival de Música Universitária e Cultura de SC, em Lages; a Semana da Udesc Ceart, em comemoração aos 30 anos do Centro de Artes; e a Semana Cultural da Udesc Joinville, que fará 50 anos em 1º de agosto. Um livro sobre o cinquentenário da unidade de Joinville também será lançado.

No esporte, a programação prevê volta ciclística em Lages, a organização dos Jogos Universitários Catarinenses (JUCs), em Pinhalzinho, e os jogos internos dos alunos e dos servidores. A exposição de fotografias “Olhares Pedagógicos” encerrará as comemorações do cinquentenário da Udesc em novembro, nos polos de ensino a distância.

Vocacionada para o desenvolvimento
A Udesc chega aos 50 anos com uma estrutura multicampi, com 12 unidades distribuídas em dez cidades do Estado de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil, além de 27 polos de apoio presencial para o ensino a distância, em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB/MEC).

Os cursos oferecidos são das áreas de saúde, tecnologia, educação, arte e socioeconômicas, sempre voltados para o perfil das regiões catarinenses.

Atualmente, são 15 mil alunos distribuídos em 53 cursos de graduação e 38 mestrados e doutorados. Mais de 95% dos professores efetivos são mestres e doutores.

O ingresso na universidade pode ser feito via vestibulares (Verão e Inverno), Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e editais de transferência. Ao todo, são oferecidas mais de três mil vagas todos os anos, sendo 20% delas para estudantes de escolas públicas e 10% para alunos negros.

A Udesc mantém 142 grupos de pesquisa certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento e Tecnológico (CNPq), nas oito grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias; Biológicas; da Saúde; Exatas e da Terra; Humanas; Sociais Aplicadas; Engenharias; e Linguística, Letras e Artes.

Os professores e alunos da Udesc realizam cerca de 500 ações de extensão por ano em diversas áreas para levar o conhecimento obtido no ensino e na pesquisa ao público externo. As ações gratuitas beneficiam mais de 600 mil pessoas anualmente.

A Udesc oferece completa estrutura, como bibliotecas e laboratórios, em todas as suas unidades. A instituição conta ainda com outros diferenciais, como o Hospital Veterinário, o Laboratório de DNA, a Clínica Escola de Fisioterapia, o Museu da Escola Catarinense, a Editora Universitária, o Escritório de Direitos Autorais e três emissoras de rádio FM.

Com informações da Ascom/Udesc

Cosméticos Infantis: Anvisa fixa regras para registro de produtos

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (27) no Diário Oficial da União define os requisitos técnicos relativos à formulação, segurança e rotulagem para a concessão de registro de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes infantis.

O texto estabelece como público infantil crianças com até 12 anos incompletos e determina, por exemplo, que a formulação desse tipo de produto seja constituída de ingredientes próprios e seguros para a finalidade de uso proposta, levando-se em conta possíveis casos de ingestão acidental.

A resolução prevê que a remoção do produto ocorra de forma fácil – pela simples lavagem com água, sabonete ou xampu. Ainda de acordo com as novas regras e com o objetivo de evitar a ingestão do produto, fica permitida a utilização de ingredientes com função desnaturante (gosto amargo).

Segundo a Anvisa, os produtos infantis fabricados anteriormente à resolução poderão ser comercializados no Brasil até o final dos seus prazos de validade.

Com informações da Ag. Brasil e Anvisa

Dia Mundial da Saúde: OMS estima dois milhões de mortes por comida e água contaminadas

No Dia Mundial da Saúde lembrado hoje (7), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a importância da segurança alimentar. A estimativa do órgão é que, todos os anos, 2 milhões de pessoas morrem após ingerir comida e água contaminadas.

Os dados mostram que, em 2010, ocorreram pelo menos 582 milhões de casos de 22 tipos de doenças de origem alimentar, além de 351 mil óbitos associados a esse tipo de problema. Os agentes responsáveis pela maioria das mortes são a bactéria salmonella (52 mil mortes), a bactéria E.coli (37 mil mortes) – a Escherichia Coli, que habita normalmente o intestino humano e o de alguns animais – e o norovírus (35 mil mortes).

Os números indicam que a África é a região onde foi identificado o maior número de casos de doenças de origem alimentar, seguida do Sudeste da Ásia. Mais de 40% das pessoas atingidas por essas enfermidades, em 2010, eram crianças menores de 5 anos.

Em nota, a diretora-geral da OMS, Margareth Chan, destacou que a produção de alimentos sofreu um forte processo de industrialização, com distribuição globalizada, e que tais mudanças abrem caminho para a contaminação por bactérias, vírus, parasitas e produtos químicos.

“Um problema local de segurança alimentar pode rapidamente se tornar uma emergência de ordem internacional. A investigação de um surto de doença de origem alimentar é muito mais complicada quando uma única embalagem de alimento contém ingredientes de diversos países”, disse Margareth Chan.

Ainda de acordo com a OMS, alimentos contaminados podem provocar mais de 200 tipos de doenças, desde diarreia até o câncer. Alguns exemplos de alimentos considerados não seguros incluem os mal cozidos de origem animal, frutas e vegetais contaminados por fezes e mariscos contendo biotoxinas.

O órgão cobrou que os esforços para prevenir surtos de doenças de origem alimentar sejam reforçados por meio de plataformas internacionais como a oferecida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação que garante comunicação efetiva e rápida em meio a emergências alimentares.

“O público tem papéis importantes na promoção da segurança alimentar, desde praticar a higiene correta dos alimentos e aprender a tratar alimentos específicos que podem ser perigosos [como frango cru] até ler os rótulos das embalagens ao comprar e preparar os alimentos”, destacou a OMS.

Com informações da Ag. Brasil

Casal de médicos abre hospital que cobra R$ 10 por consulta e R$ 500 por cirurgia

À primeira vista, os prédios vermelhos e brancos parecem um simples albergue público em meio ao barulho de Hajipur, uma cidade em rápido desenvolvimento no Estado de Bihar, no norte da Índia.

Mas olhe atentamente e você verá uma torrente de pessoas entrando no Hospital Aastha, administrado por um casal de médicos empreendedores que deixou empregos lucrativos no setor privado indiano para criar um lugar que oferecesse tratamento de qualidade a preços acessíveis.

O cirurgião Atul Varma e a oftalmologista Jayashree Shekhar estão conseguindo derrubar a ideia corrente de que só os ricos conseguem tratamento de saúde de qualidade na Índia.

O país gasta apenas 1% de seu PIB na saúde, um dos menores índices no mundo. Consequentemente, o gasto dos indianos com a saúde privada corresponde a 69% do total de despesas domésticas, um dos mais altos no mundo. Milhões de indianos são levados à falência pelo alto preço dos tratamentos.

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Apesar de o governo oferecer saúde pública gratuita, somente 22% da população rural e 19% da população urbana frequenta os ambulatórios estatais.

Desorganização

Em Bihar, o sistema público de saúde é bastante desorganizado, apesar de o Estado ter 800 hospitais e centros de saúde primária públicos e cerca de duas mil clínicas ou casas de repouso privadas. As leis federais que regulam o sistema privado são pouco controladas.

A proporção de um médico para cada 18 mil pacientes faz com que os profissionais estejam sempre exaustos e os pacientes desconfiem do atendimento. É difícil para os mais pobres conseguir o reembolso do valor de consultas e procedimentos através de seus modestos planos de saúde estatais sem pagar propina.

Além disso, cerca de dois terços dos medicamentos no mercado são falsos, segundo estimativas.

Centro cirúrgico do Hospital Aastha | Foto: Prashant Ravi
Hospital de 12 leitos foi construído com empréstimo; casal planeja aumentar o espaço
Varma examina pacientes | Foto: Prashant Ravi
Médicos decidiram abrir hospital após observar dificuldade de conterrâneos para conseguir tratamento
Casal de médicos diante de hospital | Foto: Prashant Ravi
Varma e Shekhar pretendem construir novo hospital de 100 leitos para pobres em Bihar

Há sete anos, o casal de médicos voltou a seu Estado natal depois de trabalhar em outras partes da Índia e também em outros países. Varma trabalhava em um hospital público antes de decidir, juntamente com sua esposa, abrir o hospital popular.

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“Em um dos maiores hospitais públicos de Nova Déli, onde eu trabalhei durante algum tempo, encontrei pacientes de Bihar esperando dias a fio para conseguir uma internação”, diz o cirurgião de 43 anos.

“Podíamos fazer muito pouco, já que não havia leitos disponíveis. Fiquei pensando que precisávamos fazer algo em nossa casa.”

O casal fez um empréstimo no banco para comprar um antigo edifício escolar – a escola havia mudado para um local próximo – e transformá-lo em um hospital de 334 metros quadrados e 12 leitos, que abriu no ano passado.

Eles cuidaram de cada detalhe: um consultório espaçoso, um centro cirúrgico limpo e funcional, instalações elétricas à prova de fogo, uma farmácia, colchonetes d’água para manter o local fresco no verão e um sistema de ventilação que mantém o local arejado.

‘Nem tudo está perdido’

A sala de espera no térreo tem pacientes todos os dias e Varma realiza cirurgias gerais, vasculares e laparoscópicas em pacientes que muitas vezes vêm de vilarejos longínquos.

A clínica cobra 200 rúpias (cerca de R$ 10) por consulta e entre 8 mil e 12 mil rúpias (R$ 410 a R$ 616) por cirurgias. É uma pequena parte do que os outros 500 centros de tratamento de Hajipur cobram de seus pacientes.

Dois orientadores psicológicos treinados conversam com os pacientes e os “educam” sobre suas doenças.

Desde que foi aberto, o Hospital Aashtha já tratou pacientes que vão de um bebê nascido sem o reto até um homem de 108 anos que precisava de uma cirurgia de próstata.

Shekhar atende paciente | Foto: Prashant Ravi
Índia gasta apenas 1% de PIB com saúde pública e leis para sistema privado costumam ser desobedecidas

No mesmo bairro, o casal de médicos administra outras clínicas, que oferecem tratamento de baixo custo a pacientes todos os dias.

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O fornecimento de água e de eletricidade é cortado com frequência – a falta de luz é comum e um gerador a diesel é usado como substituto.

O casal leva mais de uma hora e meia para completar a jornada de apenas 18 quilômetros de sua casa, na cidade de Patna, até o hospital, passando por uma ponte famosa por seus engarrafamentos.

“Algumas vezes eu estou tão cansado quando chego ao hospital que não consigo atender os pacientes”, admite Varma.

Mesmo assim, o cirurgião e a oftalmologista não pensam em desistir.

Pelo contrário, o plano é expandir o hospital e construir mais um andar. Eles também aguardam resposta do governo, há mais de três anos, sobre um terreno não aproveitado de quatro mil metros quadrados para construir um hospital de 100 leitos para os pobres.

“Não vamos desistir. Nem tudo está perdido”, diz Atul Varma.

Com informações da BBC Brasil

Aplicativo “lê” mundo para deficientes visuais com ajuda de voluntários

Uma lata de sopa se parece muito com uma lata de feijão. Se você sacudí-los, eles fazem o mesmo som. Então, se você é cego e não quer jantar sopa hoje à noite, pense na possibilidade de baixar um novo aplicativo de smartphone que conecta você via vídeo, ao vivo, a um voluntário com visão normal que pode lhe dizer qual é qual.

Hans Jorgen Wiberg é o inventor do Be My Eyes, um aplicativo gratuito desenvolvido em Copenhague. Ele diz que a ideia original era que as pessoas cegas utilizassem o app principalmente em casa, onde há muitas coisas que precisam ser vistas e uma boa conexão por wi-fi.

Mas Wiberg disse à BBC que os usuários estão usando o aplicativo em outras situações também: “As pessoas usam quando eles vão a algum lugar de ônibus e, ao sair, não encontram a entrada do prédio. Usam o Be My Eyes para vencer esses últimos 20 metros”, explica.

“A resposta tem sido esmagadora”, diz Wiberg – que também é deficiente visual. “Lançamos o app há 12 dias e já temos 99 mil colaboradores em todo o mundo. Há tantas pessoas legais no mundo”, diz. Um número muito menor, 8.000 pessoas cegas, se inscreveram em busca de ajuda.

Kevin Satizabal, de Londres, registrou uma demonstração do serviço que postou na internet. Ele bate o botão de conexão e nós ouvimos música durante a espera por um voluntário. A música para e aparece uma voluntária com um sotaque americano. Satizabal pergunta se ela está ouvindo e ela diz que pode ouvi-lo bem.

“Você poderia identificar esta embalagem?”, diz ele. “Estou apontando a câmera para ele, não sei se você pode vê-lo.” A voluntária arregala os olhos para ver e responde. “É algo de Páscoa… morango sabor marshmallow.” Depois de um rápido “obrigado” e “de nada”, a ligação termina.

Experiência

Credito: BBC
Smartphones, juntamente com um cão ou uma bengala, tornaram-se uma parte importante do kit de ferramentas de uma pessoa cega. As comunidades online de fãs de tecnologia cegos trazem informações sobre quais modelos têm o software com leitor de tela por fala, por exemplo.

Mas esta é a primeira experiência com ajuda por vídeo ao vivo. Quando abrimos o Be My Eyes pela primeira vez, ele pergunta: “Qual é o seu papel?” O usuário pode então escolher: “Sou cego” ou “Não sou cego”.

Se o usuário é cego, ele começa a configurar o app E é informado sobre o que esperar: “Os ajudantes são voluntários e não podemos garantir a qualidade da sua ajuda ou assumir responsabilidade por suas ações.

Além disso, como contamos com pessoas de verdade para ajudá-los, te aconselhamos a ser paciente. Quando você solicita ajuda, você não pode, em nenhuma circunstância, compartilhar qualquer conteúdo de nudez, ilegal, de ódio ou de conotação sexual através do serviço.” Mas uma conexão de vídeo com uma pessoa aleatória é totalmente segura se você não enxerga?

Alguns argumentaram que as pessoas cegas já tem que abordar estranhos na rua se precisam de informações, e que fazer isso pela internet é, sem dúvida, um risco físico menor. Mas Wiberg aponta outras preocupações óbvias de segurança que devem ser consideradas o usar o app. “Você nunca deve mostrar o seu cartão de crédito para algum desconhecido”, diz ele. “Você tem que usar sua família ou amigos para esse tipo de coisa.”

Se o usuário sofrer qualquer abuso ele pode denunciar o voluntário. Wiberg diz que o app não dá nenhuma informação sobre a localização do usuário ou do ajudante.

Fotos
Já existem outros serviços que descrevem as fotos para as pessoas cegas. A imagem pode ser enviada com uma pergunta em anexo. Muitas vezes, o voluntário responde com outras perguntas: “Você pode rodar a foto em 180 graus e enviar outra foto, por favor, porque eu não posso ver a frente”, por exemplo.

Por vídeo e conexão de áudio, porém, alguém pode pedir ao usuário para “girar um pouco mais … um pouco mais …” até que um rótulo de texto seja visível. É um método mais imediato do que à espera de uma resposta de uma foto que pode ter sido, sem querer, tirada em um ângulo inútil.

Outro ponto positivo deste novo app, para os usuários, é o fato de que é gratuito. O aplicativo TapTapSee cobra pela ajuda recebida – 50 fotos custam US$ 4,99.

Então, quanto tempo leva para receber ajuda após pressionar o botão de vídeo do Be my Eyes? “Quando você recebe 99 mil inscrições em uma semana, isso gera alguns problemas de servidor”, diz Wiberg, “mas quando a situação se acalmar um pouco você deve ser capaz de conseguir ajuda em um minuto.”

O projeto atualmente recebeu US$ 300 mil para o desenvolvimento, e mais desenvolvimento pode ser necessário, já que, atualmente, só funciona no iPhone, da Apple. Wiberg diz que eles tentarão mantê-lo como um serviço gratuito.

Da BBC Brasil

Anvisa vai retomar debate sobre uso do Canabidiol

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retoma, nesta semana, o debate que pode excluir o canabidiol da lista de substâncias proibidas e reclassificá-lo como medicamento. A reunião da Diretoria Colegiada está marcada para a próxima quarta-feira (14).

De acordo com a Anvisa, serão discutidos também os critérios e procedimentos para a importação de produtos à base da substância em associação com outros canabinoides, por pessoa física e para uso próprio.

Na primeira reunião do ano, os diretores da agência devem avaliar a atualização de dados cadastrais relativos ao funcionamento de empresas, e a transferência de titularidade de registro de produtos sujeitos à vigilância sanitária em decorrência de operações societárias e operações comerciais.

Outra pauta trata da proposta de regulamento que estabelece os requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços de diagnóstico por imagem, que utilizam equipamentos emissores de radiação ionizante na área da saúde.

Será analisada, ainda, a proposta de regulamentação para adequação do registro de lágrimas artificiais e lubrificantes oculares, além de regras para o controle de agentes clareadores dentais classificados como dispositivos médicos.

A participação do público na reunião é aberta e os pedidos de manifestação devem ser encaminhados, em até dois dias úteis antes da data da reunião, para o e-mail: dicolpublica@anvisa.gov.br.

No ano passado, a Anvisa simplificou os trâmites necessários para a importação de produtos à base de canabidiol, por pessoa física e para uso próprio. Com a mudança, a documentação entregue pelos interessados tem validade de um ano, sendo necessária apenas a apresentação da receita médica a cada novo pedido de importação.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou neurocirurgiões e psiquiatras a prescrever remédios à base de canabidiol para crianças e adolescentes com epilepsia, cujos tratamentos convencionais não surtiram efeito.

Fonte: Agência Brasil

UFSC produz diagnóstico do setor energético em SC e apresentará até o final deste ano

A Secretaria de Planejamento de Santa Catarina lançará, até o final do ano, o Balanço Energético de Santa Catarina, 2006 a 2012. Trata-se de um diagnóstico do setor energético do Estado que foi elaborado pelo LabCET- Laboratório de Combustão e Engenharia de Sistemas Térmicos do Departamento Engenharia Mecânica da UFSC, com apoio do Ministério de Minas e Energia.

O coordenador técnico da publicação e responsável pelo Departamento da Engenharia Mecânica da UFSC, Edson Bazzo, destaca a participação das fontes renováveis no setor industrial, representando índices superiores a 60% nos setores de Alimentos, Cerâmico, Têxtil e Papel e Celulose.

Os combustíveis não renováveis respondem por índices maiores nos setores de Ferroligas, Mineração, Químico, Não Ferrosos e Outros da Metalurgia.

Bazzo avalia: “É importante ressaltar que este primeiro levantamento do consumo de energia no setor industrial catarinense surgiu da proposta de retomar a iniciativa da disponibilização de balanços energéticos anuais do Estado, prática estacionada nas últimas décadas. E que pode servir como subsídio ao planejamento econômico setorial, tanto na esfera de influência dos poderes públicos, quanto aos interesses específicos dos investimentos privados”.