Expogestão 2008 traz grandes nomes a Joinville

Da competente jornalista Marlise Groth recebo informações sobre a Expogestão 2008, uma ótima oportunidade para ficar antenado nos grandes temas nacionais, da gestão de negócios, qualificando o debate sobre desenvolvimento e economia.

“Grandes nomes nacionais e internacionais são aguardados para mais uma edição da Expogestão que será realizada de 17 a 20 de junho, no Centreventos Cau Hansen, em Joinville (SC).O evento, que entra na sexta edição, tem se consolidado como uma grande oportunidade para líderes empresariais e gestores trocar experiências, atualizar tendências e estreitar relacionamentos, unindo o pensamento à prática da gestão empresarial. “A Expogestão mantém o compromisso de apresentar casos reais do mundo corporativo, e este ano teremos uma edição que irá superar todas as expectativas, pois a programação está muito completa,” adianta Marconi Bartholi, Presidente da Comissão Organizadora.

O sucesso da Expogestão está associado ao compromisso de oferecer conteúdos de valor para os profissionais que atuam na gestão das empresas, reunindo Congresso, Feira, Workshops e Encontros Temáticos. “A Expogestão, sempre com temas de grande relevância, representa uma oportunidade especial para que empresários e executivos possam se atualizar sobre temas ligados à gestão empresarial, sem que, para isso, precisem viajar para os chamados grandes centros do país”, destaca o presidente da Associação Empresarial de Joinville, Udo Döhler.

Em 2007 o congresso recebeu cerca de 1500 participantes, e a feira foi visitada por mais de 13 mil pessoas. A Expogestão 2008 é uma promoção da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Associação Empresarial de Joinville (Acij) e do Núcleo do Jovem Empresário da Acij. A Expogestão é realizada pela Soluções e a organização da feira pela Messe Brasil. Os ingressos começam a ser comercializados a partir do dia 16 de abril pelo site www.expogestao.com.br“.

Jec agoniza por ingerência política

O Prefeito de Joinville, Marco Tebaldi (PSDB), agora se arvora em ser o paladino do futebol profissional joinvilense. Leio nos jornais deste fim de semana que o homem quer tomar uma “atitude” em relação a atual situação do nosso querido Joinville Esporte Clube.

Falta sensatez ao Prefeito. Falta humildade e discernimento em entender que a sua participação, e de mais alguns áulicos do poder, foi um desastre também no futebol. Dar entrevista coletiva como Presidente do Conselho do Jec na Prefeitura? O que é isso gente! Ou se é Prefeito ou dirigente de futebol, nunca as duas coisas…

A cidade precisa de um Prefeito que cuide muito bem dela. E o Joinville Esporte Clube precisa de pessoas livres de pressões e indicações políticas para voltar a ser grande. Não há outro caminho. Seriedade, dedicação, competência, trabalho. E isso só se consegue com o interesse unicamente voltado ao projeto que escolheu. Marco Tebaldi afinal quer ser Prefeito ou Presidente do Jec?

Que os jequeanos rechaçem essa iniciativa de destituição da atual diretoria. E votem pela independência do clube em relação à política. É isso que o clube precisa, e a cidade também.

Mecânicos aprovam 6,5% em assembléia geral

Já está no site do Sindicato dos Mecânicos a notícia sobre a campanha salarial de uma das maiores categorias de trabalhadores e trabalhadoras de Santa Catarina. Essa rapaziada, que chega a quase 18 mil somente no norte catarinense, conquistou 6,30% sobre os salários. Confira:Com ganho real de 0,80 ponto percentual sobre a inflação de 5,50% medida pelo INPC/IBGE (entre abril/2007-março/2008), cerca de 18% sobre o aumento do custo de vida ao trabalhador em um ano, a assembléia geral que reuniu os trabalhadores e trabalhadoras da categoria mecânica de Joinville e região aprovou a contraproposta patronal de 6,30% de aumento salarial. O reajuste é válido retroativo a 1º de abril, data-base da categoria. As empresas que repassaram apenas a inflação, devem pagar a diferença na próxima folha de pagamento. Quem não repassou nada, deve pagar integralmente na folha de maio. Não houve a inclusão de novas cláusulas sociais.Em contrapartida, os pisos salariais da indústria mecânica foram reajustados da seguinte forma:

– Para empresas com até 60 funcionários, passou de R$ 425,00 para R$ 461,12
– Para empresas acima de 60 funcionários, passou de R$ 544,00 para R$ 590,24

Já nas retíficas passou de R$ 412,65 – ou seja, já perdia até para o salário mínimo que vale R$ 415,00 – para R$ 441,53 para trabalhadores sem nenhuma experiência. Após 180 dias o piso para esse iniciante passa para R$ 565,12. As demais cláusulas sociais de ambos os setores – indústria e retífica – permanecem as mesmas, com o destaque para a Pré-Aposentadoria, conquista recente da categoria que privilegia o trabalhador ou trabalhadora que estiver prestes a se aposentar e estiver prestando serviços na mesma empresa por pelo menos cinco (5) anos – retífica – e 10 anos – indústria – quando estiver há no máximo 24 meses (dois anos) de conquistar o direito a aposentadoria, mesmo que proporcional.

“Como em todos os outros anos as negociações foram muito difíceis, porque o patronal quer sempre mais lucros para os acionistas, sócios e donos de empresas, e sempre menos aumentos reais para quem realmente trabalha e produz, os trabalhadores e trabalhadoras. Conquistamos um ganho real razoável, mas que garante o poder de compra acima da inflação, e ainda aumentamos os pisos salariais em Joinville e São Bento do Sul entre 7 e 8,50%. Ainda não é o que queremos, mas conseguimos avançar”, destaca o presidente João Bruggmann.

Estudantes na assembléia
Uma novidade que pode mudar o futuro das relações negociais entre empresas e sindicato: acadêmicos da faculdade de recursos humanos da Fatesc Joinville prestigiaram a assembléia geral para conhecer mais sobre como funcionam as campanhas salariais. As estudantes Djéssica Mezadri, Daiane Souza, Adriana Godói e Sidnéia Coelho prestaram atenção nas falas dos diretores do sindicato e anotaram tudo o que acharam importante. Até gravação elas realizaram. As quatro faziam parte de um grupo de aproxiamadamente 30 estudantes do primeiro semestre do curso, na matéria “Legislação”, que tem como professor, Nelson Vilmar dos Passos.

“É a primeira vez que vemos o que é uma assembléia de trabalhadores. Precisamos conhecer mais sobre leis para trabalharmos nas empresas”, explicou Djéssica. Para o presidente João Bruggmann, a presença de estudantes no Sindicato mostra que a interação entre a entidade e a comunidade está se ampliando e ajudando a formar novos profissionais, mais sensíveis as questões dos trabalhadores. “Novamente recebemos estudantes de nível superior em nossa sede. Isso é representativo e deve promover mudanças interessantes nas negociações e também nas relações entre sindicato e trabalhadores com as empresas”, valoriza Bruggmann.

Boletim detalhado
Nos próximos dias o Sindicato levará aos trabalhadores e trabalhadoras da categoria o novo informativo “Tribuna dos Mecânicos”, em novo formato para ampliar os temas abordados. Neste informativo, algumas cláusulas estarão mais explicadas e detalhadas para a categoria, visando deixar mais claro alguns direitos que a categoria já conquistou, e que por vezes, não sabe que existem. “E também vamos disponibilizar, a pedido, cópias da convenção coletiva, para que todos possam conhecer e cobrar os seus direitos”, afirma o presidente.
Para mais detalhes sobre as novas convenções coletivas, o contato deve ser feito via telefone (47) 3027.1183 com Jaqueline ou Evangelista.”

Redução da jornada – Campanha é intensificada

crescimentoindustr-editada.jpgNesta semana, a CUT intensifica a coleta de assinaturas da Campanha pela Redução de Trabalho, sem redução de salários. O abaixo-assinado circula em versão impressa em todo o Brasil desde janeiro deste ano, quando foi lançada a campanha juntamente com outras centrais sindicais. Agora, a coleta de assinaturas também está sendo feita via internet. Para assinar ou reproduzir o link, acesse o seguinte endereço: http://www.PetitionOnline.com/cut4025n/petition.html

Com a redução de apenas 4 horas da jornada semanal, além do número de vagas disponíveis no mercado aumentar, os trabalhadores (as) terão mais tempo livre para o descanso ou para o lazer, ou seja, haverá uma melhoria geral na qualidade de vida.

As assinaturas recolhidas serão entregue ao Congresso Nacional pela CUT e demais centrais no dia 29 de maio.

Fonte: CUT

Inadimplência com o transporte escolar

Esta notícia foi publicada pelo Agência Brasil, e mostra o quanto o Brasil ainda tem de mudar em termos de administração pública. E olha que estamos no século 21!

Um total de 1.032 municípios poderão perder a parcela de maio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) por estarem inadimplentes com a prestação de contas dos recursos repassados em 2007, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que financia o programa. O prazo para prestação de contas terminou em 15 de abril.

Como os municípios têm até abril para prestar contas dos recursos utilizados no ano anterior, as duas primeiras parcelas (março e abril) são liberadas automaticamente. A partir de maio, só recebe os recursos quem estiver em dia com o fundo. As prefeituras precisam informar como gastaram os recursos.

De acordo com Thaís Ribeiro, coordenadora de apoio ao transporte escolar, a parcela é debitada na última semana do mês, entre os dias 25 e 30. Até lá, os municípios que apresentarem a documentação recebem a verba. Caso contrário, perdem o dinheiro referente a esse mês. “A gente tem de punir de alguma forma, ele [município] não pode deixar para prestar contas quando quiser, caso contrário não tem sentido o repasse do governo. É um recurso público”, afirmou.

Como o recurso é complementar, Thaís não acredita que a suspensão do repasse possa comprometer totalmente o transporte dos estudantes. “O programa é de apoio, mas a responsabilidade pelo transporte é dos municípios, ele [o FNDE] complementa o que a prefeitura já gasta. Em algumas ele é a base, em outras é o complemento”. O valor que cada município recebe é calculado conforme o número de alunos residentes em área rural, podendo variar de R$ 81 a R$ 116 anuais por aluno.

A coordenadora aponta que, a cada início de ano, o FNDE enfrenta o mesmo problema da inadimplência. “Todos os anos, temos um pouco de dificuldade para começar. Eles [os municípios] alegam que não sabiam do prazo, mas a gente divulga todod os anos. Quando sai a resolução do programa, é enviado um ofício circular informando que as normas estão disponíveis na intenet”, explica.

O dinheiro repassado aos municípios pode ser utilizado na manutenção dos veículos, na contratação de serviço terceirizado e na aquisição de vales-transporte em regiões em que já existe o serviço regular. Há ainda um percentual para gastos com combustível.

Em 2008, o Pnate dispõe de R$ 401 milhões para atender quase 3,5 milhões de alunos do ensino fundamental de escolas públicas em 5.122 municípios. Os formulários para prestação de contas estão disponíveis na página do FNDE na internet. Eles devem ser preenchidos e enviados à coordenação do programa pelos Correios. Mais informações podem ser obtidas na central de atendimento do FNDE: (61) 3966-4135, 3966-4165 e 3966-4253. A lista atualizada dos municípios inadimplentes também está no site do fundo.”

Mecânicos decidem sobre contraproposta patronal

Uma das maiores categorias de trabalhadores e trabalhadoras de Santa Catarina, os mecânicos, realizam neste sábado uma assembléia geral para análise, discussão e votação da contraproposta patronal. A partir das 14:30 horas no auditório da sede central do Sindicato, situado na rua Luiz Niemeyer, 184 – Centro de Joinville, a diretoria da entidade comanda a reunião que vai decidir se aprova ou não a proposta de aumento de 6,30% apresentada pelo sindicato patronal.

Na última reunião realizada dia 7 de maio a proposta patronal estacionou em 6,3%. A primeira proposta foi de 5,50% – a inflação apenas – e avançou graças a força de negociação do Sindicato, segundo informa a entidade sindical. O índice é 18% maior que a inflação do período entre abril de 2007 e março de 2008 medida pelo INPC/IBGE. A categoria mecânica em Joinville e região reúne cerca de 18 mil trabalhadores e trabalhadoras. Aumento salarial, neste caso, faz a roda da economia girar mais rápido. Vamos acompanhar a assembléia e logo divulgaremos os resultados.

Voltamos ao ar…

Depois de alguns dias de transição profissional – deixei a assessoria de imprensa do vereador Marquinhos Fernandes (PT), e logo após aceitei convite do deputado Mauro Mariani e seu homem de marketing, Nilo Braga, para trabalhar a candidatura do PMDB – volto à ativa no Palavra Livre. Recebi muitos e-mails de leitores, amigos e colegas me questionando a falta de atualização. A falta de tempo e a obrigatoriedade de priorizar alguns assuntos prejudicaram o trabalho no blog. A todos e todas que cobraram a volta, meu agradecimento. Afinal, se sentiram alguma falta é porque estamos fazendo a coisa certa.

Vamos em frente!

A música do dia com Mercedes Sosa – "Gracias a la vida"

Devemos dar graças a nossa vida, não importa o tamanho da luta, o esforço empreendido, as dores, as lágrimas, os risos e alegrias… Para celebrar a vida de cada um nada como a boa música da cantora Mercedes Sosa, Gracias a la vida. Mercedes Sosa (Tucumán, 9 de julho de 1935) é uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Alcunhada La Negra pelos longos e lisos cabelos negros.

Descoberta aos quinze anos de idade, cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, quando foi-lhe oferecido um contrato de dois meses. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco Canciones con Fundamento, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando Cantata Sudamericana e Mujeres Argentinas. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Sosa interpreta um vasto repertório, gravando canções de vários estilos. Atua freqüentemente com muitos músicos argentinos como León Gieco, Charly García, Antonio Tarragó Ros, Rodolfo Mederos e Fito Páez, e outros latino-americanos como Milton Nascimento, Fagner e Silvio Rodríguez.

É também uma conhecida ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora da figura de Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner. A preocupação sócio-política refletiu-se no repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da Nueva Cancion, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao alegado imperialismo norte-americano, ao consumismo e à desigualdade social. Com vocês, Mercedes Sosa…

Sobre canários e sabiás

sabiá

Outra participação importante de um leitor do blog, Fernando Finder, ressalta o valor da liberdade de vôos próprios em busca da felicidade. Creio que o colega Finder esteja vivendo essa fase dos sabiás, a qual o autor do texto, o ex-executivo de multinacionais e agora também blogueiro Luciano Pires (www.lucianopires.com.br), resolveu viver e repassar a outras pessoas. A leitura serve como reflexão e motivação. Obrigado Fernando, valeu a participação. Continue participando e comentando nossas notícias e notas! 

Algum tempo atrás comentei com um amigo sobre minha carreira como executivo e a intenção de um dia partir para vôo solo. Esse amigo então me falou de canários e sabiás. Disse que o canário canário passa a vida numa gaiola maravilhosa, com comida e água em abundância, veterinário e todos os cuidados necessários para cumprir sua nobre função: ser bonito de ver e melhor ainda de ouvir. O canário canta e encanta. Onde existe um canário a vida é mais alegre. E eles são lindos, em vários tons de amarelo, branco, laranja…Já os sabiás não servem para ser criados em gaiolas. Sabiás não são tão bonitos, as penas não são tão coloridas e seu canto não chega aos pés dos canários. Sabiás não são graciosos como os canários. E precisam lutar pela sobrevivência. Em compensação, sabiás voam. Voam alto, pousam nas árvores que querem, vão para onde querem e levam a vida em total liberdade.

Um amigo disse que eu vivia a fase de canário e que um dia partiria atrás da liberdade do sabiá. Achei o conceito muito apropriado. E com o tempo fui percebendo como é verdadeiro. Os jovens – canários – têm energia, saco e curiosidade para suportar a gaiola, a rotina do dia-a-dia, a obrigação de cantar sempre. Para o jovem canário, cantar é o objetivo da vida. E, quanto mais alto e mais melodioso for o canto, mais valioso ele será. Não importa se numa gaiolinha, gaiolão ou viveiro, eu quero é cantar!¼br /> Canto, portanto sou feliz.

Mas a maturidade traz outras prioridades. Cantar alto e melodioso deixa de ser objetivo para ser conseqüência. Sou feliz, portanto canto. A maturidade mostra que, por mais técnicos e hábeis que sejamos, cantamos melhor quando estamos felizes. E a felicidade só é plena quando existe liberdade. Liberdade de pensar, de realizar. Liberdade de ser você mesmo sem precisar seguir os roteiros e padrões da comédia corporativa.

Para algumas pessoas – eu, por exemplo – o atributo mais importante que desaparece com a maturidade no ambiente profissional é a paciência. Quanto mais experiência, menos paciência. O tempo passa a ser valioso demais para ser desperdiçado com os rituais exigidos pelo mundo corporativo. Queremos resultados. Queremos voar. Ver o mundo de cima. Queremos prazer. Queremos crescer. Queremos ousar.
¼br /> A segurança da gaiola, os alimentos fartos, os cuidados médicos passam a ter um custo altíssimo: a liberdade.Pois bem. Estou deixando de ser canário para virar sabiá.
Depois de 26 anos trabalhando numa multinacional, abro a porta da gaiola para enfrentar o mundo lá fora. Meu vôo solo.

A primeira coisa que chega é aquele frio no estômago, sabe? Mistura de ansiedade com medo. Felizmente minhas aventuras pela vida me ensinaram a transformar esse frio em energia para fazer acontecer.

Em seguida vêm outros canários (e até alguns sabiás meio castigados) dizendo: cuidado! Lá fora é perigoso demais! Outros sabiás, experientes e grandes voadores, me acolhem alegremente. Mas todos dizem: não é fácil! No entanto, não tenho escolha. Meu destino é voar. Levei 26 anos para preparar o vôo, aprendendo a navegar, a planejar, a surpreender, a observar, a criticar, a inspirar.

Reforcei as asas. E fiz minha cabeça. Dentro de segundos lanço-me no espaço. Inebriado com a liberdade é provável que eu dê umas cabeçadas nos muros. Ou trombe com outros pássaros. Quem sabe passarei fome e frio até aprender a encontrar comida e abrigo.

Mas de uma coisa tenho certeza: quando eu estiver em pleno vôo, lá no alto, olhando o horizonte e as copas das árvores com o vento no rosto e o calor do sol em minhas costas, sei o que passará por minha cabeça: –  Preciso contar pros canários!