PalavraLivre-udo-dohler-saude-falta-remedios-governo-joinvilleMoça, bom dia! Entregamos a receita com os remédios essenciais à saúde da nossa vovó em suas mãos. Atenolol. Não tem. Enalapril. Não tem. Furosemida. Não tem. Carbonato de cálcio. Não tem. Sinvastatina. Finalmente, esse tinha!

Esse fato ocorreu na manhã desta quarta-feira ensolarada, 20 de janeiro, 1114 dias ou 160 semanas e 6 dias, ou ainda no 37 mês da gestão do “homem da saúde” que dizia “não falta dinheiro, falta é gestão”, na farmácia da Unidade de Saúde do bairro Floresta na dita e cantada em verso e prosa como “a maior, a melhor cidade de Santa Catarina”. Um dia, já foi. E faz tempo.

Antes do atendimento, cordial e interessado da servidora pública da saúde, havia um aviso. Farmácia fechada. Por que fechada? “Porque estamos recebendo remédios, daí… “, resposta de uma servidora. Será que para receber remédios é preciso deixar de entregar remédios? Não, claro. O mistério se desfez, porque na verdade, faltam remédios novamente na rede de saúde pública de Joinville (SC).

Na saída da unidade de saúde, os idosos, pessoas que dedicaram a vida, deram seu suor sagrado no trabalho que ajudou a cidade a chegar até aqui, reclamavam. “Porque não fecham isso? Não serve prá nada, nem remédio tem!”, dizia a senhorinha na rua. E foram várias senhorinhas que precisam destes remédios para evitar que caiam nos hospitais já superlotados, e ainda esperando a grande gestão de Udo Döhler na área.

Outros questionavam: “cadê os vereadores que deviam fiscalizar? Liguei na Câmara, não tem nenhum! Cambada que também não serve para  nada”. Boa pergunta. O que fazem nossos vereadores além de se ajoelhar diante do capitão da indústria, hoje Prefeito?

Mas o essencial, e que esperam-se respostas da Prefeitura de Joinville: porque faltam, novamente, remédios de uso contínuo na rede pública? E quando voltarão a ter? É desumano ver nossos velhinhos neste sol escaldante ir até uma unidade de saúde em um morro, voltar cansados, irritados e sem seus remédios essenciais!

Com a palavra a Prefeitura.

Por Salvador Neto, jornalista, editor do Blog Palavra Livre