Caso Busscar: Sindicato vai ao BNDES cobrar posição sobre direitos dos trabalhadores

A diretoria do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região já marcou data para cobrar posicionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na futura continuidade da assembleia geral dos credores da Busscar. Dia 15 de junho o presidente Evangelista dos Santos estará na sede do banco no Rio de Janeiro para saber sobre possíveis novos planos em negociação que contemplem como prioridade os direitos dos trabalhadores.

A entidade sindical busca salvaguardar os interesses dos trabalhadores que completam nesta semana 26 meses sem receber salários, mais décimos terceiros salários e demais direitos previstos em lei e ignorados pela empresa. O Sindicato busca agendas também com os grandes bancos credores como o Santander, e com os maiores credores quirografários. Enquanto a Busscar se nega a negociar, o a entidade sindical articula uma saída com base no que disse o juiz da causa, ou seja, esgotar todas as possibilidades possíveis. “O plano da Busscar já foi negado por todos. Insistir nele é o mesmo que desejar a falência”, destaca Evangelista.

Na crise de 2003 o Sindicato dos Mecânicos teve participação decisiva para a manutenção dos empregos e conquista dos R$ 30 milhões junto ao BNDES. Na época os técnicos do banco estatal deram o seu parecer pela não liberação dos recursos por já constatarem à época ser a Busscar uma empresa falida tecnicamente. A liberação só se deu por força política e interveniência e apoio da entidade sindical, e por a empresa estar naquela época ainda com grande produção em andamento, com dívidas muito menores que hoje, dez anos depois.

Outra condição para liberar os R$ 30 milhões foram condicionantes de abrir capital, mais transparência e mudança de diretoria. Todas foram ignoradas pelos acionistas até hoje. Para Evangelista, a idéia da visita ao BNDES é defender os interesses dos trabalhadores. “O BNDES é um banco que tem compromisso social, e portanto, deve levar em consideração que há trabalhadores com quase R$ 120 milhões a receber, e que não podem sair perdendo nessa hora. Vamos buscar saber se há um novo plano, ou idéia, para deixar claro também que em qualquer composição, os trabalhadores tem de ser prioridade, assim como faremos com outros bancos e credores”, afirma o presidente do Sindicato dos Mecânicos.

Do Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região

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