O incenso – Tradição em diversas culturas

incensoEm suas cerimônias religiosas, várias culturas orientais antigas recorreram ao incenso, mais tarde incorporado pelo Ocidente às cerimônias cristãs.

Incensos são resinas aromáticas extraídas de diversas árvores, usadas para queimar, geralmente em incensórios ou turíbulos, e produzir uma fumaça perfumada. O antigo Egito importava incenso da Arábia e da Somália, e queimava diante da imagem de Âmon e nos ritos funerários. A fragrância neutralizava odores desagradáveis e era uma manifestação da presença dos deuses. Os babilônios usavam-no nas oferendas ou nas consultas a oráculos. Os israelitas importavam antes do exílio em Babilônia e atribuíam-lhe poderes. Depois, esse uso desapareceu da liturgia judaica. Hindus e budistas adotam-no em ritos públicos e domésticos. Na China, com ele se homenageavam os antepassados e os deuses familiares; no Japão, foi incorporado ao ritual xintoísta. Na Grécia, usava-se para exorcizar os demônios. Em Roma, era usado nos sacrifícios e no culto ao imperador.

No século IV a Igreja Católica incorporou o incenso a seu ritual, sobretudo nas missas e bênçãos solenes, para representar a prece coletiva. Na Igreja Anglicana, embora banido pela Reforma, o costume foi restaurado no século XIX.

Os incensos usados antigamente eram obtidos de árvores da família das burseráceas, tanto do gênero Boswellia, de que se extrai a goma de olíbano, ou incenso propriamente dito, como do Commiphora, notadamente C. abyssinica e C. myrrha, das quais provém a mirra. No Brasil, duas espécies das pitosporáceas, Pittosporum tenuifolium e P. undulatum, são conhecidas como incenso mas nada têm a ver com o verdadeiro.

O incenso não é um artefato místico e sim um recurso natural que nos auxilia a atingir certos fins, variáveis conforme os perfumes e demais elementos constituintes das ervas, resinas, etc., cujas moléculas se desprendem com a queima e evolam, permitindo imediata absorção pela membrana pituitária.

Os perfumes influenciam o emocional, a mente e até o corpo, e a resposta é imediata, tão rápida quanto uma injeção na veia.

Do portal emdiv

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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