Teste da Orelhinha em recém-nascidos agora é lei

Lei publicada no Diário Oficial obriga a realização do exame auditivo em recém-nascidos. Conhecido como Teste da Orelhinha, ele deverá ser realizado gratuitamente pelo hospital ou maternidade onde for realizado o parto. Mas em Uberaba, dos quatro hospitais e maternidades existentes apenas dois têm o serviço ativo, mas são particulares. O Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa luta para que o município ajude a oferecer esse tipo de atendimento, que está em fase de implantação. Já o Hospital de Clínicas (HC) da UFTM está com o aparelho em manutenção desde maio.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, apenas de 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos fazem a triagem auditiva durante o ano com um fonoaudiólogo e um otorrinolaringologista. A recomendação é de que o exame seja feito nos primeiros 15 dias e repetido até seis meses de vida.

“O exame é para a identificação precoce da surdez e para que se tenham condições de tratá-la o mais rápido possível, com o implante da prótese coclear. Quanto mais cedo for feita a correção, maiores os benefícios e menores os riscos de o problema prejudicar o desenvolvimento e aprendizagem da criança”, explica a pediatra Sônia Regina da Silva, referência técnica do Departamento Materno Infantil do Hospital Beneficência Portuguesa e plantonista do HC.

Neste caso, as mães estão sendo encaminhadas para realizarem o teste em serviços particulares até o atendimento pelo SUS voltar a normalidade, o que, de acordo com a assessoria do HC, ainda não tem previsão, já que precisa cumprir trâmites de licitação e disponibilidade de orçamento.

Mas a pediatra destaca que o ideal é a prevenção no momento do primeiro contato, por ser mais garantida. “A mesma coisa acontece com a vacina, que deve ser feita dentro da maternidade, pois a partir do momento em que a mãe é encaminhada com a criança para medicar-se depois, ela pode ou não procurar o serviço”, afirma. Para Sônia, os exames auditivo e oftalmológico devem ser feitos logo após o parto, para detectar surdez, catarata congênita, glaucoma, entre outros problemas antes da alta da criança, cuja intervenção deve ser rápida, de preferência no primeiro mês de vida.

Teste da Orelhinha. Chamado de Emissões Otoacústicas Evocadas, o exame faz o diagnóstico de deficiências sutis que não são percebidas cotidianamente. Ele é dado pela reação dos cílios do bebê quando é colocado um fone em seu ouvido. O aparelho emite um som que, quando é detectado pelo bebê, este movimenta os cílios “automaticamente”. O aparelho, então, registra a resposta dada. Caso o bebê não ouça o ruído, os cílios não se movimentam e o equipamento acusa a deficiência.

Jornal Manhã

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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