Paz no trânsito, uma questão de cidadania

transito3009Numa fábrica, para que tudo saia bem, cada peça de cada máquina tem que funcionar direito. Se algo sai errado numa engrenagem, todo o processo falha. No trânsito é parecido. Imagine a quantidade de carros e pessoas que passam por dia, por exemplo, nos cruzamentos.
De acordo com Vanilda, os motoristas adultos cometem erros por que não tiveram a educação adequada. “É uma questão que vai passando de geração para geração…tudo começa quando o pai fala pro filho: ‘Tira o carro da garagem pra mim, lava o carro que você dá uma volta…’, mesmo sabendo que o filho não tem a idade e os conhecimentos adequados para isso. E quando pedimos para o pedestre passar na faixa, ele responde: ‘Anota minha placa, me multa!’, ou seja, foram realmente mal instruídos. Nossa esperança é que, ensinando às crianças hoje, amanhã elas serão motoristas e pedestres conscientes,” diz Vanilda, que continua: “A consciência é o começo de tudo. O trânsito é uma miscelânea, tem muitos seres convivendo ali, pessoas, carros, animais….a minha liberdade termina onde começa a sua. Então, se cada um fizesse sua parte tudo seria melhor. Trabalhamos com as crianças para que elas aprendam a conviver no trânsito, saibam respeitar as normas e possam ir e vir, na esperança de que haja paz no trânsito num futuro, se Deus quiser, bem próximo”, comenta.

A coordenadora lembra que uma criança bem educada sobre o trânsito não vai ajudar a melhorar só quando for motorista. “A criança é um agente multiplicador. Ela aprende e vai ensinar ao coleguinha, e vai também cobrar do pai. O pai pode não respeitar o guarda, mas o filho ele respeita”, conclui.

Na opinião de Carlos Finholdt Júnior, presidente do ComSeTran, o Novo Código de Trânsito, instituído em 1998, trouxe melhorias no trânsito em geral. “Infelizmente, o motorista só respeita se for atingido na parte mais sensível, que é o bolso. Com o Novo Código, tivemos uma redução nos acidentes e acredito que seja porque as pessoas passaram a temer as multas. O objetivo não é punir, mas educar. Acontece que, infelizmente, as pessoas não tem consciência….se verem um radar ali, diminuem, mas passou o radar, já estão correndo de novo”, observa.

Ele lembra que o trânsito é um processo nada simples. “Não é só entrar no carro e sair. Você tem que pensar na sua parte, nos outros motoristas, no pedestre, nas vias… como é que você pode fazer uma coisa sem saber como funciona? Por isso todos devem aprender as normas do Código. É uma questão de consciência”, diz Finholdt.
Respeitar o trânsito é um dever de todos. “A pessoa que respeita o trânsito é um cidadão em casa, no trabalho, em todos os lugares…”, opina Finholdt. Vanilda concorda: “Um cidadão com todas as letras!”

Informações site: Wikipedia

Autor: Salvador Neto

Jornalista, escritor, e consultor. Editor do Palavra Livre, apresentou o programa de entrevistas Xeque Mate na TV Babitonga Canal 9 da NET entre 2012/2014 e vários programas de rádio em SC. Tem mais de 30 anos de experiência nas áreas de jornalismo, comunicação, marketing e planejamento. É autor dos livros Na Teia da Mídia (2011) e Gente Nossa (2014). Tem vários textos publicados em antologias da Associação Confraria das Letras, onde é membro fundador e foi diretor de comunicação. Como freelance, escreve para vários veículos de comunicação do país.

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